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Agricultura

Produção de grãos na safra 2020/21 deve chegar a 252,3 milhões de toneladas

Apesar da diminuição na produção total da safra, a soja deve ter uma produção recorde estimada em 135,9 milhões de toneladas.

A produção da atual safra brasileira de grãos deverá chegar a 252,3 milhões de toneladas. A estimativa foi divulgada nesta quinta-feira (9) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no 12º Levantamento da Safra de Grãos 2020/21. Em comparação com a safra passada, houve uma redução de 1,8%.

“Esta foi a safra mais difícil dos últimos 30 anos que nós tivemos no país. Chuvas tardias no início do plantio, chuvas na colheita, secas, geadas, pragas. Mas mesmo assim tivemos recordes em algumas produções”, ressaltou o diretor-presidente da Conab, Guilherme Ribeiro.

Apesar da diminuição na produção total da safra, algumas culturas apresentam crescimento. É o caso da soja, que deve ter uma produção recorde estimada em 135,9 milhões de toneladas, aumento de 8,9% em relação à safra 2019/20.

Outra cultura com número positivo é o arroz, que nesta safra tem produção estimada em 11,75 milhões de toneladas, 5% superior ao volume produzido na temporada anterior.

Já para as culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada, trigo e triticale), a projeção é de aumento de 13,1% na área plantada. O destaque é para o trigo, que apresenta um expressivo crescimento na área de 14,9%, chegando em torno de 2,69 milhões de hectares. A estimativa atual é de uma produção de 8,15 milhões de toneladas.

Entre as culturas que devem apresentar redução na produção estão o milho, com produção total de 85,75 milhões de toneladas, volume 16,4% menor do que em 2019/20. Outro é o feijão, com produção total estimada em 2,86 milhões de toneladas, 11,4% menor que a obtida na safra anterior.

Exportação

O algodão em pluma e a soja seguem com cenário positivo no mercado internacional. A previsão é de que sejam exportadas 2,1 milhões de toneladas de fibra de algodão e aproximadamente 83 milhões de toneladas de soja neste ano.

Por outro lado, foi reduzida a previsão do volume exportado de milho. A expectativa é de que as vendas do produto no mercado externo caiam 37%. A projeção de importação está mantida em 2,3 milhões de toneladas.

Este é o último levantamento para esta safra 2020/2021. A partir de outubro, a Conab reinicia o ciclo e passa a contabilizar os números da próxima colheita no país.

Próxima safra

O Governo Federal prevê R$ 251,22 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional na safra 2021/2022. O valor reflete um aumento de R$ 14,9 bilhões (6,3%) em relação ao Plano anterior.

“Os dados de contratação de crédito rural nos dois primeiros meses, assim que foi anunciado o plano safra, já ultrapassaram os R$ 64 bilhões. As operações de custeio estão 25% mais fortes do que no ano passado, são R$ 36 bilhões. Nos investimentos, as tomadas de recursos somaram R$ 18,3 bilhões nesses dois primeiros meses, tendo uma alta de 61% em relação ao ano passado. As premissas para uma boa safra estão dadas”, destacou o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Abastecimento, Guilherme Bastos.

Por: Governo do Brasil

 

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Avicultura

Conhecer as pragas do milho é um dos segredos para uma boa produtividade

O órgão cortou a projeção para a segunda safra de milho no período 2020/2021, que já foi de 79,8 milhões de toneladas, para 66,9 milhões.

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No Brasil, o plantio do milho segunda safra fora da janela ideal de semeadura, aliado à seca em diversas regiões produtoras, é um dos fatores que explicam a redução da estimativa de colheita do cereal feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no seu 10º levantamento de safra. O órgão cortou a projeção para a segunda safra de milho no período 2020/2021, que já foi de 79,8 milhões de toneladas, para 66,9 milhões.

Além de problemas climáticos, a lavoura do cereal é acometida por pragas e doenças que podem causar sérios prejuízos. De extrema importância para o Brasil e para o mundo, o milho está presente no consumo do dia a dia dos brasileiros; é um dos principais componentes energéticos da ração animal e se destaca como commodity de forte influência para o equilíbrio da balança econômica brasileira.

 

 

Neste contexto, é essencial conhecer as pragas e doenças mais relevantes da cultura, bem como os manejos adequados para proteger o cultivo e maximizar a produtividade da lavoura. Várias pragas podem acometer os milharais, mas algumas se destacam pela recorrência e pelo impacto na produtividade. São elas: a lagarta do cartucho, que pode comprometer até 35% da produtividade; o pulgão do milho; a  Diabrotica speciosa (larva alfinete), que compromete a raiz da planta; a broca da cana; percevejos barriga verde, muito presente no sul do país, Mato Grosso e Goiás, e a cigarrinha do milho, transmissora do complexo de enfezamento.

Já na região central do Brasil, as doenças mais habituais e com maior propensão de causar danos econômicos são a Mancha Branca (Phaeosphaeria maydis/Pantoea ananatis), a Cercospora (Cercospora zeae maydis ;Cercospora  zeina), o Turcicum/HT (Exserohilum turcicum), a Diplodia maidis (Stenocarpella macrospora), o Fusarium (Fusarium verticilioides/F. moniliforme), a Ferrugem polisora (Puccinia polysora), o Complexo Enfezamento do Milho (CSS, MBSP e MVRF), a Antracnose do Colmo (Colletotrichum graminicola) e a Helmintosporium maidis (Bipolaris maydis).

Essas doenças podem contaminar as plantas desde os estágios iniciais da cultura, além de se desenvolver de forma agressiva por influência das condições climáticas (temperatura e umidade) e pela posição geodésica, especialmente altitude, durante o ciclo vegetativo e reprodutivo da planta.

Dependendo das condições ambientais do ano agrícola, da suscetibilidade do material genético e da pressão dos patógenos, as perdas de produtividade podem ultrapassar 70%. Neste cenário, o monitoramento de pragas e doenças, o conhecimento do histórico de ocorrência na região de plantio, o nível de tolerância dos materiais genéticos e as medidas de controle (MIP / MID) são fundamentais para manutenção da produtividade, rentabilidade e redução das perdas.

É essencial saber o momento correto de realizar as aplicações de defensivos químicos/biológicos, escolher produtos devidamente registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e observar a recomendação da bula do defensivo quanto às doses, alvos, intervalo de aplicação e número máximo de aplicação no ciclo da cultura. A tecnologia de aplicação e o conhecimento sobre o comportamento dos milhos híbridos também devem fazer parte da bagagem do agricultor, que quer produzir de maneira cada vez mais sustentável.

 

 

As ações voltadas às práticas de manejo devem ser executadas com profissionalismo, pois à medida que avançamos em tecnologias inovadoras, é exigido um nível maior de conhecimento e atenção. Outro ponto crucial é não depositar toda a responsabilidade pelo sucesso da lavoura em uma única ação de manejo — o conjunto de práticas adequadas é o que fará a diferença no final. Mas é sempre bom lembrar que os milharais mal manejados podem ter perdas de produtividade superiores a 70% em função de pragas e doenças, além de tornarem-se fontes potenciais de produção de esporos e/ou manutenção de pragas que poderão ser dispersados para outras propriedades.

O uso de biotecnologia avançada e de híbridos corretos são importantes aliados na busca por resultados expressivos na lavoura de milho. Tecnologias como a VTPRO3 e a iminente VTPRO4, que promovem, simultaneamente, proteção às raízes e às partes aéreas, são alternativas eficientes para controle de pragas, bem como para um manejo mais eficiente de plantas daninhas.

Outra prática importantíssima, mas muito negligenciada, é a adoção do refúgio, que consiste no plantio de um percentual 10% de sementes não Bt – que não possuem a bactéria Bacillus thuringiensis – ao lado da lavoura de milho geneticamente modificado, mantendo distância máxima de 800mts entre elas e utilizando híbrido refúgio com ciclo e porte similar ao híbrido Bt. Isso é fundamental para evitar o surgimento de pragas resistentes ao milho Bt.

De forma geral, estas informações são passadas aos produtores pelas empresas produtoras de semente e/ou pelos seus parceiros comerciais. No entanto, para eles se prevenirem em relação às pragas e doenças que podem causar severos danos econômicos à sua lavoura, precisam conhecer os itens acima citados, fazer escolhas certas e garantir o melhor sistema de proteção. Por fim, a atividade agrícola precisa ser vista como uma empresa, deve ter planejamento e profissionalismo para o produtor conseguir produzir com sustentabilidade e, ao mesmo tempo, aumentar sua produtividade e rentabilidade.

Fonte: Bayer

Por: Portal do Agronegócio

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Agricultura

Produtores esperam colher até 140 sacas de milho por hectare, no Pará

Enquanto a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma queda de 17,5% na produtividade do milho de segunda safra no país, com média de 75 sacas por hectare, alguns produtores da região de Santarém, no oeste do Pará, esperam colher a melhor safra da história.

milho-lavoura-para (Foto: Agnelo França Correia/Arquivo Pessoal)
Lavoura de milho na região de Santarém, no Pará. Produtores esperam colher entre 130 e 140 sacas por hectare na 2ª safra 2020/2021 (Foto: Agnelo França Correia/Arquivo Pessoal)

Gabriel Stefanelo, produtor em Mojuí dos Campos e Belterra, antes distritos de Santarém, diz que, diante da expectativa de alta rentabilidade do grão, seu grupo familiar decidiu investir mais no milho de segunda safra neste ano e se deu muito bem porque a chuva tem sido generosa. Para julho, são esperados 129 mm de chuva. No ano, historicamente, Santarém recebe 3.109 mm.

“Já tivemos recorde na soja e agora, embora tenhamos a limitação de produzir em altitudes de até 170 m, devemos bater o recorde de  produtividade do milho, colhendo de 130 a 140 sacas por hectare na área de maior investimento. Na média, devemos ficar entre 90 e 100 sacas”, diz o produtor e engenheiro agrônomo, filho de um casal gaúcho de agrônomos que se mudou para o Pará em 1997 para trabalhar com arroz e hoje, além do arroz, soja e milho, cultiva milheto, gergelim e painço em uma área de 3.500 hectares.

O também gaúcho Agnelo França Correia é produtor de grãos e criador de gado de corte em Mojuí há 21 anos. Ele cultiva 1.000 hectares e também projeta uma produtividade de 120 a 130 sacos de milho nesta safrinha. Correia diz que não faltou chuva em nenhum momento e a colheita, que começa em agosto, deve ser muito boa.

O presidente do Sindicato Rural de Santarém, Sergio Sirsan, diz que a média da região, que planta cerca de 75 mil hectares de milho safrinha, deve ficar abaixo das 80 sacas, mas destaca que os produtores que investem mais em tecnologia vêm colhendo bons resultados.

Vanderlei Silva Ataídes, presidente da Associação dos Produtores de Soja, Milho e Arroz (Aprosoja) do Pará, conta que o Estado tem quatro regiões produtoras de grãos e a de Santarém tem se destacado na produção de milho segunda safra. Tanto que o lançamento da colheita neste ano vai ocorrer por lá no dia 21 de agosto. “Santarém é uma região privilegiada pelas chuvas e consegue boa produção de milho safrinha. Já Paragominas, maior pólo de grãos do Estado, planta milho verão.”

Pelos dados do mais recente levantamento da Conab, a área plantada de milho segunda safra do Pará cresceu 26%. A produção deve ser de 367,5 mil toneladas, ante as 339,4 mil do período anterior. Contando as duas safras, o Estado tem área plantada de 230,6 mil hectares (21,2% maior que a anterior) e uma produção de 974 mil toneladas ou 16,7% superior à safra 2019/2020.

Ataídes diz que a maior frustração dos paraenses neste ano ocorreu com a safra de soja. “A gente esperava colher 70 sacas por hectare, depois caiu para 58 e fechou com uma média geral de 52 sacas. A chuva foi razoável, mas a maior parte dos produtores registrou quebra. Estamos nos perguntando ainda o que aconteceu.

O Pará tem uma área plantada de quase 750 mil hectares de soja. A expectativa, segundo Ataídes, é romper em poucos anos a barreira de 1 milhão de hectares. “Estamos avançando muito e já está faltando terra para atender à demanda”, diz.

 

Por: Globo Rural

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Agricultura Familiar

Conab, Mapa e FNDE firmam acordo de cooperação técnica que visa fortalecer agricultura familiar

 

Implementar ações conjuntas de apoio ao fortalecimento da agricultura familiar e promoção da segurança alimentar e nutricional, no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Este é o objetivo do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) assinado entre a Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura (SAF/MAPA), o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), nesta terça-feira (13). A solenidade contou com as presenças da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, do ministro da Educação (MEC), Milton Ribeiro, dos presidentes da Conab, Guilherme Ribeiro, e do FNDE, Marcelo Ponte, e do secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, Cesar Halum.

O documento prevê a integração entre as instituições de forma a contribuir para a melhoria dos processos e da gestão das informações, além da ampliação da execução das operações de aquisição de gêneros alimentícios com origem da agricultura familiar, de modo a atingir pelo menos os 30% que são obrigatórios pela Lei nº 11.947/2009. As ações previstas no acordo serão realizadas sem que isto implique repasse de recursos orçamentários ou financeiros.

“A intenção é ampliar a divulgação e auxiliar os produtores de todo país, que estão lá na ponta, a ter acesso à informação sobre como acessar as ferramentas existentes no apoio à comercialização da sua produção. Ao mesmo tempo, trabalhar com os gestores dessas políticas públicas sobre como utilizar melhor os sistemas de compras, de forma a garantir uma melhor aplicabilidade aos recursos repassados para o PNAE”, ressalta Guilherme Ribeiro.

A ministra Tereza Cristina disse que a união do Pnae com a agricultura familiar é uma parceria “ganha-ganha”. “Podemos ir muito além desse convênio. Podemos dizer que tipo de alimentos a Conab pode buscar na agricultura familiar que seja melhor para a nutrição das nossas crianças. Então, eu acho que essa é uma parceria que pode só ganhar daqui para frente se nós trabalharmos em conjunto pensando no bem dessas crianças e da sua alimentação”.

O ministro Milton Ribeiro lembrou da importância do Programa Nacional de Alimentação Escolar para as crianças brasileiras. “São cerca de 46 milhões de estudantes da rede pública de educação básica que, de uma maneira ou de outra, recebem a merenda. E, em parceria com o Ministério da Agricultura, conseguimos fazer com que 30% da alimentação escolar seja proveniente da agricultura familiar”, comentou o ministro.

De acordo com o presidente do FNDE, Marcelo Ponte, o Pnae é responsável por mais de 50 milhões de refeições diárias. “Nossos objetivos são propiciar uma alimentação saudável e nutritiva e garantir a compra efetiva da agricultura familiar, ou seja, a gente vai conseguir, com esse acordo, mercado para os produtores familiares, promover a segurança alimentar dos nossos estudantes e estabelecer hábitos alimentares cada vez mais saudáveis desde a primeira infância”.

A expectativa é que a atuação em conjunto das instituições permita ampliar a participação dos agricultores familiares no programa de alimentação escolar. Para isso, estão previstas ações de assistência técnica e extensão rural (Ater) aos produtores e suas organizações, além de programas de capacitações sobre o processo de compra/venda de produtos da agricultura familiar no campo de atuação do PNAE. Esses treinamentos serão direcionados tanto para os agricultores como para os técnicos e gestores das instituições envolvidas.

Outras iniciativas indicadas no ACT são a elaboração de materiais informativos sobre a inserção da agricultura familiar no Programa, além de ações específicas para inclusão dos agricultores familiares indígenas no PNAE.

O acordo tem duração de 2 anos, e pode ser prorrogado mediante a celebração de termo aditivo.

Fonte: Conab

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Agronotícias

Conab identifica produtos com direito ao desconto nas parcelas do Pronaf em junho

Os produtores e extrativistas de açaí no estado do AC, da banana na PB, cará/inhame no ES, castanha-de-caju no PI e PE, maracujá na BA, SE, SC e GO, além da manga na BA, terão novamente direito ao bônus garantido pelo Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF), que garante aos agricultores familiares um desconto no pagamento ou na amortização de parcelas do financiamento no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O benefício foi mantido após análises da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que identificou a necessidade de retomar o incentivo para esses produtos, com base no preço de garantia sobre o valor médio praticado no mercado dos ítens.

Além desses, a Companhia incluiu também, nesse mês de junho, a banana produzida no estado de Alagoas, vendida ao preço médio de mercado por R$ 17,31, ou seja, 2,53% abaixo do preço mínimo, estabelecido em R$ 17,76. Os maiores índices de desconto, no entanto, ficaram para o cará/inhame do Espírito Santo, comercializado ao preço médio local de R$ 1,05, o que proporcionou percentual de 37,50% sobre o preço mínimo, estipulado em R$ 1,68, e para o maracujá de Sergipe, que alcançou bônus de 28,57% após ser negociado a R$ 1,30, abaixo do preço mínimo definido em R$ 1,82.

Alguns itens que constavam no mês passado saíram da lista em junho, graças à melhora do comércio nos estados de origem e a consequente elevação dos preços pagos ao produtor. É o caso da juta/malva no Amazonas e da uva em Santa Catarina, que deixam o bônus neste mês. Com relação aos estados beneficiados, houve ainda algumas alterações, como a castanha-de-caju, que foi excluída na Paraíba, e o maracujá, que também não será mais necessário receber bonificação no Ceará, Pernambuco e Espírito Santo.

Os índices entram em vigor nesta quinta-feira (10), a partir da portaria publicada no Diário Oficial da União, e terão validade até o dia 9 de julho. Os percentuais são atualizados mensalmente pela Conab a partir de pesquisas sistemáticas dos preços de mercado em todas as unidades da federação, com base em metodologia própria, que são registrados no banco de dados das séries históricas de preços. Os bônus são calculados no fechamento do mês e as informações seguem para a Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SAF/Mapa), responsável pela análise e encaminhamento para publicação.

Acesse aqui a lista completa dos produtos no Diário Oficial, com os percentuais de descontos.

Fonte: Conab
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Agronegócio

Produtividade no campo melhora, e Ipea eleva PIB do setor

Taxa, estimada anteriormente em 1,5%, passa a ser de 2,2% neste ano.

Produtividade no campo melhora, e Ipea eleva PIB do setor

O cenário no campo está melhor do que se esperava, e o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) reavaliou a taxa do PIB (Produto Interno Bruto) da agropecuária.

Agora, o instituto prevê uma taxa de 2,2% para este ano, acima da estimativa de 1,5% divulgada anteriormente.

As melhores notícias vêm do setor agrícola, que cresce 2,3%. Os dados de safra do IBGE, base da formação da taxa de valor adicionado do Ipea, foram revistos neste mês.

As novas estimativas da safra de soja indicam uma produção recorde de 130,4 milhões de toneladas, 7,3% a mais. A produção de milho, também recorde, será de 103,5 milhões de toneladas, mas apenas 0,3% superior à anterior.

O café, devido à queda de 24% na produção e à sua importância no índice, impediu uma evolução maior do PIB. A cana, afetada por problemas climáticos anteriores à colheita, que começa em abril, deverá recuar 1,5%.

Se o Ipea utilizasse os dados agrícolas da Conab, a evolução do PIB seria maior, uma vez que ela prevê safra de 135 milhões de toneladas de soja e de 108 milhões de milho.

Dos 25 produtos agrícolas incluídos na lista do IBGE, 12 vão apresentar queda de produção neste ano. Já no setor de pecuária (bovinos, suínos, aves, leite e ovos), todos terão alta. Com isso, o PIB da produção animal sobe 1,9%.

Uma das principias recuperações é a da bovinocultura, que tinha caído 5,4% em 2020. Este segmento, no entanto, vai continuar com a oferta reduzida de bois prontos para o abate no primeiro semestre, o que manterá os preços em alta.

A suinocultura, que havia subido 8,5% no ano passado, cresce apenas 1,7% neste, abaixo dos 3,8% das aves.

Os principais desafios para o setor agropecuário neste ano serão a pouca oferta de bois, que, prevê o Ipea, ficará para o segundo semestre, e o plantio do milho fora da época ideal.

Por: Brasilagro

 

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Agronotícias

BBF anuncia instalação de usina extrusora de soja no PA e investimentos em palma

Soja
O objetivo da ação, segundo a companhia, é aumentar o rendimento do cultivo e tornar a colheita mais eficaz (Imagem: REUTERS/Paulo Whitaker)

A produtora de biodiesel Brasil BioFuels (BBF) vai instalar uma usina extrusora de soja em Paragominas, no Pará, informou a empresa nesta quarta-feira, destacando que a instalação é a primeira do gênero no Estado do Norte do país.

Segundo a BBF, a nova usina de tratamento permitirá que produtores locais possam extrair óleo e farelo de soja e comercializá-los.

O Pará produz um volume significativo da oleaginosa, tendo a safra 2020/21 estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 1,86 milhão de toneladas.

“Há uma lacuna nesse negócio na região, principalmente para os pequenos produtores, que não possuem local para armazenar corretamente a soja até ser enviada para outro Estado para ser processada”, disse em nota o presidente da BBF, Milton Steagall.

A companhia não detalhou os valores envolvidos na instalação do ativo.

A Brasil BioFuels que atua também na geração de eletricidade produz o biodiesel utilizado na produção de energia de usinas vencedoras de leilões regulados no Acre, Rondônia, Amazonas (já operacionais) e Roraima (em construção).

“Investir no processamento da soja está em linha com a nossa missão de mudar a matriz energética da região Norte, substituindo o uso de combustíveis fósseis por alternativas renováveis”, afirmou Steagall.

Maior produtora de óleo de palma do Brasil, a BBF também anunciou investimentos no cultivo de palma no Pará, projetando a contratação de 700 empregados no início deste ano para recuperação, trato e manejo das áreas em que cultiva o fruto, também utilizado na produção do biocombustível.

O objetivo da ação, segundo a companhia, é aumentar o rendimento do cultivo e tornar a colheita mais eficaz.

No final do ano passado, a BBF adquiriu a Biopalma, empresa de produção e comercialização de óleo de palma que pertencia à mineradora Vale.

A Biopalma possui quatro polos na região do vale do Acará e baixo Tocantins, no Pará.

Por: Reuters

Fonte: Money Times

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Agronegócio

Conab atribui melhoria das culturas de verão às últimas chuvas

O primeiro Boletim de Monitoramento Agrícola, produzido e publicado  pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira (28), mostra os efeitos positivos das primeiras chuvas do ano nas culturas de verão da safra 2021 de grãos. Em quase todas as regiões em produção, houve favorecimento dos cultivos que se encontram majoritariamente em floração e enchimento de grãos.

Os maiores volumes, segundo o estudo, ocorreram em Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Pará e Rondônia. Mesmo com a apresentação de irregularidades das precipitações em algumas regiões, o armazenamento hídrico no solo foi satisfatório.

No Rio Grande do Sul e em partes da Bahia, por exemplo, houve uma melhora no final desse período, enquanto na região do Matopiba (integrada pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), houve períodos com pouca ou nenhuma precipitação, principalmente em partes do sudoeste do Piauí e do oeste da Bahia.

Já no Centro-Oeste, em relação à safra passada, há predominância de anomalias positivas do Índice de Vegetação (IV), atribuída, de acordo com o boletim, à boa condição das lavouras e ao atraso no plantio  da safra em alguns estados.

O Boletim de Monitoramento Agrícola constitui-se em um produto de apoio às estimativas de safra, análises de mercado e gestão de estoques da Conab. As condições das lavouras são analisadas através do monitoramento espectral e agrometeorológico, e em complementação aos dados de campo, auxiliando no aprimoramento das estimativas da produção agrícola obtidas pela Companhia.

Fonte: Conab

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Agronotícias

Produtos agropecuários respondem por 21% da movimentação dos portos brasileiros

As informações estão no Boletim Logístico, divulgado esta semana pela Companhia Nacional de Abastecimento

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Aparticipação dos produtos agropecuários na movimentação de cargas nos portos brasileiros passou de 16% em 2019 para 21% em 2020, apesar das medidas de enfrentamento da pandemia de Covid-19. Até o mês passado, a circulação de produtos agropecuários chegou a 175 milhões de toneladas. Os dados se referem aos primeiros dez meses dos dois anos. Nesse período, a movimentação total de cargas nos portos brasileiros foi de 850 milhões de toneladas. Essa quantidade é 3,7% maior do que a registrada no mesmo período do ano passado.

As informações formam as análises compiladas no Boletim Logístico, divulgado esta semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O estudo foi feito com base em dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) até o terceiro trimestre de 2020.

O Brasil possui 34 portos públicos e 147 terminais de uso privado (TUP), responsáveis pela movimentação marítima e fluvial de 80% das mercadorias consumidas diariamente. De toda a movimentação, 65,5% são realizadas nos TUP’s e 34,5% nos portos organizados.

Os dados do Boletim Logístico revelam o impacto dos produtos agrícolas nas exportações brasileiras. Até o mês passado, o setor registrou um superávit na balança comercial de US$ 75,5 bilhões: US$ 85,8 bilhões (exportações) e US$ 10,4 bilhões (importações). Segundo o Ministério da Economia, em outubro, as exportações brasileiras atingiriam US$ 210,7 bilhões, sendo que a participação do agronegócio chegaria a metade desse total.

No setor agropecuário, o complexo soja tem o maior valor acumulado de todas as cadeias – 39,2% do total -, seguido pelas carnes com 16,4%. Confira aqui a íntegra do Boletim Logístico.

Informações à imprensa
imprensa@conab.gov.br

Fonte: CONAB

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Agronotícias

Frente Ambientalista discute nesta quarta uso de bioinsumos na produção de alimentos

Bioinsumo é considerado produto ou tecnologia de origem vegetal, animal ou microbiana, usado na plantação e beneficiamento de produtos agropecuários.

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Foto: Daniel Popov/Canal Rural

Frente Parlamentar Ambientalista discute nesta quarta-feira, 14, o uso de bioinsumos como alternativa biológica na produção de alimentos. Bioinsumo é considerado produto ou tecnologia de origem vegetal, animal ou microbiana, usado na plantação e beneficiamento de produtos agropecuários. 

O debate, que terá início às 10 horas, será realizado por videoconferência e poderá ser acompanhado ao vivo pelo canal do colegiado no YouTube ou no Facebook.

O 1º Levantamento da safra de grãos 2020/21, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na semana passada, estima a produção em 268,7 milhões de toneladas, superando em cerca de 11 milhões de toneladas o recorde de 257,7 milhões de toneladas da última safra.

A produção de soja é estimada em 133,7 milhões de toneladas e mantém o Brasil na liderança da produção mundial. A colheita de milho também deve ser a maior da série história e atingir 105,2 milhões de toneladas.

Fonte: Canal Rural