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Confinamento

PA: Confina Brasil comprova cuidado com bem-estar animal e uso de tecnologias

A iniciativa da Scot Consultoria (Bebedouro, SP) tem como objetivo levantar dados da produção intensiva de bovinos de corte no País em mais de 120 propriedades.

 

O engenheiro agrônomo Eduardo Henrique Seccarecio, analista de mercado da Scot Consultoria – idealizadora do Confina Brasil – visitou nesta semana propriedades no Estado do Pará.

A iniciativa da consultoria paulista tem como objetivo levantar dados da produção intensiva de bovinos de corte do País, a partir do mapeamento de 40% do gado confinado em 14 estados – o que corresponde a mais de 120 propriedades, que serão visitadas presencialmente.

Foto: Divulgação

“O Confinamento CVK é uma marca tradicional na pecuária intensiva do Pará. A propriedade tem capacidade estática para 8 mil cabeças, mas está em expansão e pretende chegar a 10 mil cabeças. O padrão do gado é bom, com foco em F1 Angus-Nelore. Também produz boa parte do milho consumido em outras fazendas do grupo e gestão é bem feita”, constatou Eduardo .

Já no Confinamento JP (Xinguara, PA), o médico veterinário e técnico da expedição do Confina Brasil Bruno Alvim, informa que o proprietário também tem o frigorífico Rio Maria, com animais de excelente padrão. Além disso, trabalha com três softwares integrados e cada vez mais usa a tecnologia a seu favor.

 

 

“O empresário quer expandir o confinamento e como no Pará, em alguns momentos, chove muito e em outros faz muito calor, ele se preocupa com o bem-estar dos animais. Por isso, tem currais com cobertura de cocho e utiliza sombrite”, detalha Bruno.

Olavo Bottino, médico veterinário e técnico do Confina Brasil, esteve no Confinamento Mercúrio Alimentos (Rio Maria, PA), com a planta para cerca de 3.500 animais estáticos. Por causa da chuva, a propriedade tem toda a parte dos cochos cobertos, e se preocupam com o sombrite para os animais.

“O confinamento oferece gado diretamente para o frigorífico. A maior parte dos animais é de criação própria. O diferencial é que o grupo tem a cadeia completa, desde a engorda até a indústria. Dessa forma, entende bem a importância da qualidade da carcaça. Além disso, o proprietário tem a preocupação com o manejo de embarque para não ter problemas de bem-estar animal e contusões nas carcaças. Outro destaque é que a propriedade utiliza o grão úmido, pois o grão reidratado aumenta em até 30% a eficiência no manejo do milho”, destaca Olavo.

A expedição tem patrocínio ouro da BRA-XP, Elanco, Casale, Nutron e UPL; e patrocínio prata da AB Vista, Associação Brasileira de Angus, Barenbrug, Beckhauser, Confinart, GA (Gestão Agropecuária), Inpasa e Zinpro. A expedição conta ainda com o patrocínio da montadora Fiat e apoio institucional da Assocon, Embrapa Pecuária Sudeste, Embrapa Informática, Hospital de Amor de Barretos e Sociedade Rural Brasileira.

Por: Portal DBO

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Bate Papo rb

Confinamento a pasto é possível?

 

 

Nesse Bate Papo conversei com o Zootecnista Clayton Carvalho para entender um pouco mais sobre confinamento a pasto. 

É possível? Quando falamos em confinamento logo pensamos em regime fechado. Não é mesmo? Olha só o que ele e a Intergrãos tem realizado com os clientes na região do PA.

Entrevistado: Clayton Carvalho

Produção e Apresentador: Rodrigo Fraoli

Edição: Anderson Rocha

 

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Embrapa

Contagem regressiva para o Confina Brasil, expedição que fará o raio-x do confinamento de bovinos no país. Início pelos estados do RS, SC e PR

A primeira rota nos três estados da região Sul acontece entre os dias 21 de junho e 09 de julho.

Os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná recebem a primeira rota da expedição Confina Brasil, que fará o mapeamento de 40% do gado confinado no país. A programação no Sul do país acontece entre os dias 21 de junho e 09 de julho. Serão visitadas 54 propriedades em 43 municípios para coleta e análise de dados de manejo, gestão, índices zootécnicos, infraestrutura, nutrição e sanidade, entre outros fatores de produção. A ação é realizada pela Scot Consultoria.

Em sua segunda edição, o Confina Brasil viajará por 11 estados, com a visita a 120 propriedades, e atualizará, de forma remota, os dados dos confinamentos visitados em 2020, totalizando a pesquisa em 14 estados. O estudo contemplará informações de propriedades responsáveis pela terminação de mais de 2 milhões de bovinos em confinamento.

A equipe é formada por engenheiros agrônomos, médicos veterinários e zootecnistas da equipe da Scot Consultoria, todos especialistas em pecuária e preparados para coletar os dados e interpretá-los com o olhar na evolução constante da atividade.

“Um diferencial da expedição é divulgar a realidade da produção e também conhecer histórias de pessoas que lideram esse processo”, destaca o time da Scot Consultoria. Nesse sentido, o Confina Brasil 2021 dá atenção especial à gestão, tecnologia, sucessão familiar e sustentabilidade.

 

Confira o cronograma da 1ª Rota do Confina Brasil na região Sul:
  • 21 de junho: Viamão, Alto Feliz, São Lourenço do Sul (RS)
  • 22 de junho: São Sebastião do Cai, Farroupilha, Capão do Leão (RS)
  • 23 de junho: Cachoeira do Sul e Dom Pedrito (RS)
  • 24 de junho: São Sepé, Cachoeira do Sul e Uruguaiana (RS)
  • 25 de junho: Santiago e São Borja (RS)

  • 28 de junho: Ibicaré e Videira (SC)
  • 28 de junho: Santa Barbara do Sul e Chapada (RS)
  • 29 de junho: Frederico Westphalen (RS)
  • 29 de junho: Treze Tílias e Sul Brasil (SC)
  • 30 de junho: Salto Veloso, Macieira, Jardinópolis (SC)
  • 30 de junho, 1 e 2 de julho: Campo Erê (SC)

  • 01 de julho: Palmas e Coronel Vivida (PR)
  • 02 de julho: Coronel do Iguaçu, São João, Pato Branco (PR)
  • 5 de julho: Esperança Nova, Cascavel (PR)
  • 5 e 6 de julho: Umuarama (PR)
  • 6 de julho: Santa Mônica, Santa Tereza do Oeste, Braganey (PR)
  • 7 de julho: Loanda, Marilena, Terra Rica, Boa Ventura de São Roque, Luiziana (PR)
  • 8 de julho: Mandaguari, Barbosa Ferraz (PR)
  • 8 e 9 de julho: Paranavai (PR)

O Confina Brasil 2021 tem patrocínio Ouro da BRA-XP, Elanco, Casale, Nutron e UPL; e patrocínio Prata da AB Vista, Associação Brasileira de Angus, Barenbrug, Beckhauser, Confinart, GA (Gestão Agropecuária), Inpasa e Zinpro.  A expedição conta, ainda, com o patrocínio da montadora Fiat e apoio institucional da Assocon, Embrapa Pecuária Sudeste, Embrapa Informática, Sociedade Rural Brasileira e Hospital de Amor de Barretos.

Por: Confina Brasil

Fonte: Scot Consultoria

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Agronotícias

Confinamento ecológico pode contribuir para maior produtividade na pecuária

Dentro do confinamento ecológico, o produtor vai utilizar uma série de técnicas que vão auxiliar o animal a obter o seu máximo desempenho, diz zootecnista

Um novo conceito na terminação de animais, o confinamento ecológico, pode favorecer o pecuarista a obter resultados mais expressivos. Segundo o zootecnista Gabriel Correa Dias, esta terminologia se baseia em respeitas as cinco liberdades do bem-estar animal: nutrição, ambiental, sanitária, comportamental e psicológica.

“Na prática, dentro do confinamento ecológico, o produtor vai utilizar uma série de técnicas e ferramentas que vão auxiliar o animal a obter o seu máximo desempenho”, explica.

Entre as técnicas que o produtor pode adotar está o sombreamento mais adequado, fornecimento de insumos apropriado para a dieta, água de qualidade superior, com maior frequência de limpeza. “Tudo isso pode ser feito sem elevar o gasto do manejo, com o pecuarista atuando dentro da sua realidade, seja aumentando a área de sombra com eucalipto, ou até mesmo investir em estruturas mais simples de sombrete”, complementa.

Fonte: Canalrural

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Pecuária

Quero comprar novilhas Nelore. Que vantagens vou ter adquirindo fêmeas PO?

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Ganho de peso, fertilidade, precocidade sexual, habilidade materna são algumas das características que o criador pode incorporar ao plantel ao optar pela aquisição de novilhas Nelore PO na comparação com as fêmeas “cara limpa”. Foi o que destacou no quadro Giro do Boi Responde nesta quinta, 22, o zootecnista Ricardo Abreu, gerente de fomento da ABCZ, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu.

O técnico atendeu o criador Valmir da Silva Oliveira, de Tangará da Serra-MT, que informou que adquiriu recentemente dois touros Nelore registrados e agora precisa comprar as fêmeas e quer saber que vantagens de buscar matrizes PO.

Segundo Abreu, o produtor tem mais confiança de que as características daquele determinado animal de fato serão transmitidas aos seu filhos quando eles são registrados.

“Isso é muito importante porque 50% da genética do produto do bezerro vêm do touro e 50% vêm da vaca, da fêmea. A grande oportunidade e a grande vantagem de se utilizar animais PO, puros de origem, registrados pela ABCZ, é a acuidade da informação. Isto é, a confiabilidade das informações de características econômicas e de morfologia desses animais para você utilizar no seu rebanho. É de suma importância a gente ter as informações, a referência desses animais. Assim como o senhor teve, seo Valmir, a respeito dos touros Nelore PO registrados. Com certeza, esses animais têm informação, além de genealogia, de todos os pesos ajustados que são as características na desmama, no ano, no sobreano. É a confiabilidade de predição realmente da informação desse touro”, comparou Abreu. “Para as fêmeas, segue o mesmo raciocínio”, sustentou.

Em síntese, Abreu disse que aumenta a certeza de que o produtor irá incorporar ao seu rebanho animais melhoradores, ou seja, superiores ao seu plantel atual. “É muito mais interessante eu ter oportunidade de averiguar e estar adquirindo e levar para o meu plantel fêmeas que têm informações confiáveis, que é o caso das novilhas PO, do que aquelas fêmeas que é só no olho. É claro que a informação no olho é importante, mas é a confiabilidade da informação por um acompanhamento das associação e do técnico que vai nos disponibilizar maior confiabilidade de que eu estou levando para o meu rebanho animais melhoradores. Melhoradores em quê? Em ganho de peso e, principalmente nas fêmeas, em fertilidade, ela emprenhar mais cedo, cuidar do bezerro, desmamar os animais mais pesados. Com certeza, com a oportunidade de adquirir animais registrados, o senhor vai ter a informação e a procedência desses animais. E isso vale, isso não custa”, valorizou.

“Seo Valmir, em resumo, continue adquirindo animais PO registrados porque é certeza de que o senhor vai estar levando animais melhoradores aí para o seu rebanho. Porque dentro do seu pasto, na sua fazenda, onde come o animal registrado bom, também vai comer o animal cara limpa. Mas qual vai converter melhor, qual vai trazer mais peso? Aquele que tem informação e a predição do valor genético para isso. E, com certeza, os animais de onde o senhor adquirir, pela procedência de serem animais registrados PO, aumenta a sua confiabilidade nisso”, concluiu.

Confira a resposta completa de Abreu no vídeo a seguir:

Por: Giro do Boi.

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Pecuária

Como controlar os maiores custos variáveis do confinamento para ter lucro?

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Os dois maiores custos variáveis do confinamento – alimentação (19,03%) e reposição (65,08%) – correspondem por quase 85% do total, conforme apontou em entrevista ao Giro do Boi a mestre em zootecnia Letícia de Souza Santos, analista de produtos Minerthal, empresa voltada para a nutrição animal.

Em sua participação no programa, Letícia deu dicas para os produtores potencializarem os impactos positivos destas variáveis no resultado da operação de engorda em cocho.

Independente do resultado, a especialista apontou que a falta de mensuração e gestão é uma grande lacuna a ser preenchida na intensificação da atividade. “Como em todas as vertentes da pecuária, e o confinamento não é diferente, tem gente que está tendo prejuízo, tem gente que está deixando de ganhar dinheiro e que poderia estar ganhando mais. Mas o que mais me preocupa, o maior problema são aqueles que não mensuram, aqueles que não tem na ponta do lápis todas as contas do confinamento. Esses não sabem se estão ganhando, perdendo e eles não conseguem nem identificar algum problema para ser melhorado e conseguir ter lucro”, advertiu.

“Confinamento conta com muitos custos quando é comparado a uma terminação a pasto. No confinamento a gente tem um pouco mais de custo, o que nos deixa com a margem bem apertada. A gente precisa

de uma estrutura mais elaborada, a compra dos animais onera bastante, temos esse custo e temos custo com alimentação. O investimento tem que ser feito de forma adequada na alimentação. Temos o custo com treinamento de mão de obra porque precisa ter um rotina mais estabelecida. Todos esses custos deixam a nossa margem mais apertada mesmo”, alertou Letícia.

A profissional destacou como o produtor pode otimizar a compra da reposição para impactar o resultado final da engorda em cocho. “A gente viu que o investimento, o custo do animal de reposição é o que mais onera os custos variáveis. A gente pode pensar que, além de buscar um animal mais barato, o que está mais complicado agora, a gente precisa investir num animal que vai dar retorno com essa alimentação que a gente vai fornecer. Não adianta comprar um animal um pouco inferior, para o qual a gente vai investir muito em alimentação, e ele não vai dar o retorno que a gente procura”, ressaltou.

A profissional comentou que é desejável, caso tenha a possibilidade, o produtor priorizar a compra de animais cuja genética indica mais eficiência alimentar. “Se ele tiver condição, sim, eu oriento porque a gente sabe que é uma das partes que mais onera é a alimentação e se a gente consegue um animal com a maior aptidão para comer menos e engordar o mesmo tanto que outro animal, é o ideal”, opinou.

Portanto, além do preço, Letícia salientou a importância de conhecer o perfil do animal de reposição. “Esse é um ponto muito importante de a gente pensar. Tem que investir num animal que dê retorno, não adianta só comprar barato. Comprar barato é bom, mas não adianta comprar barato sem qualidade”, sustentou.

Na sequência dos custos variáveis de maior impacto, Letícia comentou a relação da nutrição com a produtividade do pecuarista. “Falando em alimentação, a gente viu que ela onera nos custos do confinamento, ela tem o segundo maior custo. Porém é a partir dela que eu consigo aumentar a produtividade e diluir um pouco os custos. A gente precisa investir numa alimentação que traga retorno”, reconheceu.

No intuito de reduzir custos com a nutrição, Letícia revelou a popularização do uso de subprodutos e coprodutos das indústrias. “A gente tem utilizado muito subprodutos e coprodutos na alimentação animal, como casca de soja, polpa cítrica, gérmen de milho, caroço e farelo de algodão. Todos esses alimentos nos ajudam a buscar uma diária alimentar mais barata”, informou.

Segundo a doutora em zootecnia, a alimentação deve ser parte expressiva da gestão diária de um confinamento. “Eu acho que se falando de alimentação também, a gente pode pensar que, além de investir nos ingredientes, a gente precisa monitorar a dieta. A gente planeja a dieta e depois, na época do confinamento, é bom avaliar o que estou oferecendo ao animal e o que o animal está deixando no cocho. Isso é muito importante também porque quando eu olho a dieta que eu ofereço, eu consigo ver se a mistura está sendo bem feita, se os ingredientes são de qualidade, eu consigo ver o tamanho de partícula do volumoso, afinal a gente precisa de um volumoso que ajude a mastigação, a saúde ruminal. Então eu consigo ver isso tudo e eu preciso avaliar. Não é só comprar, investir na alimentação, mas avaliar como ela está sendo feita”, sugeriu.

Avaliar sobras é uma prática muito importante porque você consegue ver se o quanto o animal está comendo e o que ele está deixando no cocho, se ele está selecionando alguma coisa, então eu acho que falando de alimentação a gente tem que pontuar isso também”, acrescentou. “Sobra no cocho é algo que acontece, o rejeito do cocho e a sobra dos alimentos do cocho. Por isso é bom monitorar e fazer o ajuste de consumo de matéria seca diariamente para a gente evitar esse desperdício”, lembrou.

Letícia valorizou também o uso de aditivos, incluindo protocolos de acréscimo de aditivos na dieta de cocho. “A gente investe muito nos alimentos, que é a maior parte da dieta, mas na alimentação a gente precisa investir nos aditivos também, que estão nos ajudando a ter um melhor resultado financeiro. Eu tenho gostado muito de utilizar, ultimamente, protocolos de aditivos. A gente utiliza no começo do confinamento algum aditivo mais específico para aquela fase de adaptação, que é uma fase mais difícil, depois a gente pode alternar para outro aditivo que possa ser utilizado no meio do confinamento, na dieta de crescimento, e aí no final, quando a dieta já é mais desafiadora, tem uma densidade energética maior, a gente pode ainda alterar para outro aditivo. Eu acho que essa é uma dica boa e que faz a gente maximizar cada dieta que a gente está fornecendo”, propôs.

A zootecnista ilustrou uma situação de confinamento em que o manejo é ajustado de tal forma que mesmo com um GMD menor, o resultado financeiro pode ser maior.

“A gente exemplificou, tornou um pouco mais real essas contas que a gente fez. São dois confinadores, com animais com pesos de entrada semelhantes, dias de confinamento e consumo de matéria seca semelhantes também. O que diferiu foi que um deles utilizou casca de soja, gérmen de milho, milho e farelo de algodão e outro só milho e farelo de soja. A ureia, o núcleo e o volumoso foram semelhantes. O que a gente conseguiu perceber? Que o custo da diária alimentar deste confinador que usou os subprodutos foi menor, então a gente consegue confirmar a premissa de que é bom utilizar com cautela os subprodutos, procurando um GMD a um custo alimentar da arroba produzida melhor”, ponderou.

Para escolher a formulação ideal da dieta, além de verificar se ela cumpre as necessidades do gado em cocho, Letícia ressaltou também a disponibilidade regional de ingredientes variados. “Olhar a região, buscar todas as alternativas presentes na região para a gente tentar diminuir esse custo da diária alimentar”, frisou.

“No confinamento a gente tem que colocar tudo na ponta do lápis, conseguir mensurar tudo, desde o planejamento até o final. Depois que abater, a gente precisa avaliar todos os custos. É bom avaliar também o rendimento de carcaça, a eficiência biológica, que a gente tem falado muito ultimamente, que é quanto ele come de matéria seca para engordar uma arroba. Então é preciso planejar. A gente não pode deixar de planejar e é preciso avaliar. No final do confinamento, eu tenho que saber quanto custou uma arroba produzida e eu tenho que saber todos os outros custos para eu entender se eu consegui ou não ter sucesso nesse ano, nesse giro de confinamento”, concluiu.

Assista a entrevista completa com Letícia de Souza Santos, mestre em zootecnia e analista de produtos Minerthal:

Por: Giro do Boi
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Confinamento

‘Confinamento ainda é a forma mais eficaz de aumentar a produtividade’

Para Benedito rosa, a prática evita prejuízos com pastagens durante a estiagem.

Tendo em vista todo o manejo sanitário e nutricional que traz benefícios para a pecuária, especialistas ainda consideram o confinamento a forma mais eficaz dos animais ganharem peso, o que consequentemente acarreta em lucro para o produtor.

Sobre o sistema, o comentarista do Canal Rural Benedito Rosa afirma que é uma tendência sem volta. “O sistema tradicional de criação bovina no Brasil é criado de forma extensiva, ocupando área enorme, felizmente, ficou para trás. Os sistemas modernos de confinamento e semiconfinamento estão avançando rapidamente. Nas últimas décadas, esses sistemas evoluíram a uma taxa de 36% ao ano, o que é muito positivo”, disse.

Com um sistema tecnologicamente adequado, é possível obter um rendimento máximo com a alimentação e nutrição do animal. Nos Estados Unidos, segundo ele, esse sistema já é bastante usado, cerca de 90% da carne é oriunda de confinamento.

Entretanto, com preços recordes no milho e soja, os produtores estão preocupados com o preço do da ração. “O Presidente da Associação Nacional de Confinadores fez uma declaração de preocupação em relação ao preço recorde do milho. Esses são os dois itens que mais preocupam os confinadores”, finaliza Benedito.

Por: Canal Rural

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Curiosidades do Agro

Como evitar um crime ambiental em confinamento e semiconfinamento bovino?

Bruna Gonçalves, advogada atuante em consultoria e assessoria jurídica agroambiental, bem como no contencioso judicial e administrativo da área de agroambiental e em crimes ambientais do segmento de confinamento e semiconfinamento de bovinocultura de corte e de leite

O confinamento e semiconfinamento de bovinos de corte e de leite são considerados uma prática de impacto ambiental significativo devido à geração de resíduos.

Fato é que essas práticas de confinamento e semiconfinamento são praticadas no meio ambiente e que este é um recurso essencial à humanidade. Por este motivo ele é garantido e preservado legalmente.

Neste sentido, a Constituição Federal e a Lei 9.605 de 1998 trazem a previsão da possibilidade de responsabilizar civil, administrativa e penalmente a pessoa física e jurídica de crimes que estas venham a cometer contra o meio ambiente.

As medidas preventivas são a melhor atitude a ser seguida, com o objetivo de moderar ou conter o risco de condenações em todas as esferas. Preparar um plano de ação para identificar um problema e sua causa, de forma a ser solucionado e dar continuidade na prevenção, são as medidas ideais a serem adotadas.

Outra solução preventiva, talvez a mais importante seja o licenciamento ambiental, assim a empresa se adequa às legislações e padrões estabelecidos em lei. O licenciamento é um documento que autoriza a instalação, operação ou até mesmo a ampliação de um empreendimento, cujo principal objetivo da exigência por esta autorização é promover o equilíbrio entre o uso do meio ambiente e o desenvolvimento econômico, sem que a natureza seja atingida.

A legislação estabelece a documentação e parâmetros necessários para o licenciamento da atividade, atendendo a categoria do empreendimento, sistema de criação e pelo número de animais, ou seja, o confinamento e semiconfinamento estão listados nos empreendimentos que necessitam de licenciamento ambiental.

As sanções previstas em casos de condenação da pessoa física ou jurídica vão desde medidas restritivas da atividade empresarial até multas e/ou pena de prisão.

Portanto, investir em medidas preventivas é o melhor caminho para evitar maiores prejuízos financeiros no futuro

Fonte: GSP Advogadas Associadas

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Pecuária

Somente 10% dos bovinos são confinados. Há espaço para crescimento

Consultor técnico da Trouw Nutrition destaca o planejamento alimentar como base para bom retorno econômico do sistema de terminação intensiva.

O número de bovinos confinados no Brasil aumenta de forma significativa. Segundo estimativas, varia de 4,5 a 5 milhões de cabeças por ano. E a tendência é de crescimento constante. De outro lado, a área de pastagem diminui proporcionalmente. Neste cenário, a pecuária precisa ser cada vez mais produtiva e o confinamento é uma técnica eficaz. “A terminação intensiva no Brasil ainda tem muito espaço de crescimento e aprimoramento. Atualmente, representa em torno de 10% a 12% do total de bovinos abatidos. Nos Estados Unidos, é praticamente 100%”, informa o dr. Marco Antônio Balsalobre, consultor técnico da Trouw Nutrition.

Para Balsalobre, o pecuarista precisa enxergar o sistema de terminação intensiva como uma ferramenta que proporciona sustentabilidade e lucro ao negócio. “O processo de intensificação da produção gera ganhos ambientais, sociais e econômico. O pecuarista aumenta seu patrimônio, capital de giro e rebanho. A intensificação representa aumentar a produção por hectare em quilos de carne produzida”, explica o consultor, destacando a necessidade de usar tecnologias nutricionais para potencializar o ganho de peso dos animais durante o confinamento. Além disso, a terminação intensiva também é uma ferramenta para melhorar a qualidade das carcaças, o que significa bonificação adicional do frigorífico.

O especialista explica a melhoria da produtividade está diretamente ligada ao aumento do número de cabeças por hectare e/ou melhoria do ganho de peso por meio da suplementação. “O ideal é a combinação desses dois indicadores. Quando associamos adubação, manejo de pastagens e suplementação, os resultados são excelentes, assim como o retorno econômico ao negócio”, destaca o consultor técnico da Trouw Nutrition.

Importante destacar que há um ponto ótimo de lotação de animais por área para ter ótimo ganho de peso. Depois desse ponto, quanto mais o produtor aumenta o rebanho menor é o ganho de peso por animal. “É aí que entra a suplementação para compensar a menor área por animal”, diz Marco Antônio Balsalobre. Ele destaca que toda forma de intensificação tem suas exigências, mas o planejamento alimentar ainda é o calcanhar de Aquiles em muitas fazendas.

Giovanna Borielo

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Confinamento Nutrição Animal

Rondon do Pará e Dom Eliseu – PA, já tem produtor utilizando resíduo de limpeza de soja como uso de alimento alternativo em confinamento.

Com a chegada do cultivo de soja nas regiões de Rondon do Pará e Dom Eliseu, no estado do Pará, já tem produtor atento à possibilidade da utilização do resíduo de limpeza de soja como uso de alimento alternativo na composição da dieta de bovinos de corte em sistema de confinamento. O uso de alimentos alternativos tem como principal objetivo diminuir os custos da alimentação animal, uma vez que esta corresponde a cerca de 70-80% dos custos de produção. O resíduo de limpeza de soja é uma ótima alternativa em regiões produtoras de soja, pois é um alimento com teor de proteína que pode chegar aos 30%.

Em adição à escolha dos ingredientes que irão compor a dieta dos animais em confinamento, a escolha do suplemento mineral (núcleo) que irá compor o concentrado da dieta deve receber atenção redobrada. O núcleo tem função principal de suplementação mineral, mas além disso, também pode ser fonte de proteína e de aditivos (Monensina e Leveduras) que favorecem o aproveitamento dos alimentos pelos bovinos, aumentando assim a sua eficiência produtiva.

O suplemento mineral idealizado para este confinamento em questão foi o Fosbovi® Confinamento com Leveduras, da Tortuga (DSM). O Fosbovi® Confinamento com Leveduras é formulado com minerais orgânicos, que também podem ser chamados de minerais Tortuga. Os minerais orgânicos têm muito maior aproveitamento pelos animais quando comparado com minerais inorgânicos (em forma de óxidos e sulfatos). Minerais orgânicos desempenham papel crucial na saúde e produtividade dos bovinos.

Além dessa vantagem, o núcleo escolhido possui o aditivo Monensina Sódica que também aumenta a eficiência alimentar dos bovinos. É importante ressaltar, que sempre ao investir em um produto que contenha Monensina, o produtor deve consultar um técnico responsável e questionar se o produto vai proporcionar o mínimo necessário para fazer efeito na digestão pelos animais. Deve-se atentar, pois existem produtos no mercado com subdosagem de Monensina, e que não garantem, portanto, o mínimo necessário para aumentar o desempenho dos animais.

Por último, as leveduras, que também estão contidas no Fosbovi® Confinamento com Leveduras, têm sido utilizadas para promover melhorias no desempenho animal aumentando a eficiência da digestão dos alimentos. A principal de muitas vantagens das leveduras é estimular o trabalho e o crescimento das bactéricas que fazem a digestão dos alimentos dentro dos bovinos, principalmente aquelas que “quebram” a fibra do capim, da silagem ou do feno.Além disso, as leveduras ajudam a diminuir problemas com acidose pois auxilia no controle de acidez no rúmen,  e também diminuem a quantidade de oxigênio no rúmen (onde é feita a primeira digestão dos alimentos nos bovinos). O controle da quantidade de oxigênio no rúmen é importante, pois esse gás prejudica as bactérias que “quebram” a fibra para os bovinos poderem a aproveitar como nutriente.

A soma das características do núcleo Fosbovi® Confinamento com Leveduras, da Tortuga (DSM) contribui para um melhor aproveitamento da dieta pelos bovinos confinados. Se temos maior eficiência alimentar, temos melhor desempenho produtivo. E onde tem tecnologia de ponta, tem resultado.

Por Daniela B. Oss (Representante DSM / Tortuga – Rondon do Pará e D. Eliseu – PA)
(Zootecnista pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), mestrado em Ciência Animal pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e doutorado em Zootecnia pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), com período sanduíche na Agricultural and Agri-Food Canada (AAFC), atuol como post doc na EMBRAPA Gado de Leite atuando nas áreas de nutrição de precisão, mensuração de metano e produção de bovinos)