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A importância da adoção de práticas de gestão na propriedade rural

O produtor rural brasileiro tem à sua disposição as melhores tecnologias para condução de sua lavoura, seja ela de cana, de grãos, ou de hortifrutícolas. Esta é uma das condições que aliada ao trabalho árduo dos nossos agricultores faz com que o Brasil seja reconhecidamente um dos maiores e mais eficientes produtores agrícolas mundiais.

planejamento estratégico de propriedades ruraisNo entanto, muitos produtores brasileiros ainda têm dificuldade de mensurar financeiramente o resultado do seu negócio. São poucos aqueles que realizam planejamento financeiro, controle de custos, controle de resultados, entre outras práticas que, assim como a correta adubação ou como o controle eficiente de pragas são de suma importância para o sucesso de qualquer atividade agrícola.

O produtor rural precisa adotar práticas de gestão para a condução profissional do seu negócio. Isso significa, por exemplo, que não basta apenas conhecer a sua produtividade, mas também quais são os seus custos. Não são raros os casos de produtores cujas lavouras alcançam altos índices de produtividade, porém, acompanhados de custos de produção muito elevados que inviabilizam o resultado financeiro positivo do negócio. Por isso a estruturação e o aprimoramento dos processos de gestão no campo são tão importantes. Eles proporcionam ganhos de competitividade e sustentabilidade do negócio agrícola no longo prazo. O produtor rural profissionaliza-se e torna-se um empresário rural.

As práticas de gestão envolvem ações como: acompanhamento de custos, utilização de fluxo de caixa e orçamento, conhecimento de questões tributárias e fundiárias, definições sobre o envolvimento familiar no negócio, entre outras.

Além disso, é importante que o empresário rural defina um planejamento de médio-longo prazo para o seu negócio. Tal planejamento deve incorporar a definição de objetivos futuros (o que plantar, o que deixar de plantar, onde investir, etc.), cronograma, resultados esperados, fontes de recursos e orçamentos. O empresário rural também deve buscar compreender as tendências dos produtos, insumos e tecnologias que utiliza ou pretende utilizar.

A adoção das práticas supracitadas de controle, registro e planejamento permitem que o empresário rural conheça a sua real rentabilidade, planeje o futuro, defina investimentos, corrija ações e, principalmente, suporte de maneira bastante segura a sua tomada de decisão.

E você, prezado leitor, como anda o seu controle de custos e de resultados? Você tem se planejado para o futuro? Você está mais para produtor ou para empresário rural? Pense nisso!

Fonte: Agro Distribuidor

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Cigarrinhas-das-pastagens podem ser evitadas, diz especialista

No país, estima-se que a referida praga ataque em cerca de 10 milhões de hectares e pode provocar prejuízos que variam entre 10 a 100%, dependendo das espécies, do tipo de gramíneas, das condições de tempo e do manejo das pastagens.

“São insetos sugadores, essencialmente graminícolas. Na fase adulta, os insetos sugam a seiva das folhas e inoculam toxinas, causando intoxicação sistêmica nas plantas (fitotoxemia), que interrompe o fluxo da seiva e, consequentemente, o processo vegetativo da planta. Como sintomas iniciais surgem pequenas estrias longitudinais amareladas, as quais se desenvolvem no sentido do ápice da folha. Em caso de ataque intenso, ocorre o secamento total da pastagem”, explicou o professor Clodoaldo Moreno, do curso de agronomia de uma faculdade particular em Mato Grosso.

De acordo com o professor, o período de infestação destes insetos começa a partir de outubro a dezembro, época que coincide com o início das chuvas e aumento da temperatura e vai até o mês de março a abril. Neste caso, o rebanho fica sem alimento em pleno período das chuvas, podendo estender essa situação durante a estação da seca, período crítico, quando é mais necessário o uso das pastagens.

Nesta ocasião, os insetos podem ser observados no campo, tanto na forma de ninfas como adultos, sugando a seiva das plantas. As ninfas ficam protegidas por uma espuma branca típica, semelhante à saliva, a qual serve como proteção para os raios solares e a certos predadores. Nesta fase, ocorre um desequilíbrio hídrico e o esgotamento dos carboidratos de reserva utilizados no processo de crescimento das plantas.

Segundo o professor, a ocorrência e o comportamento das cigarrinhas-das-pastagens estão diretamente relacionados a fatores climáticos, tais como: elevada precipitação, umidade relativa do ar e temperatura. Quando estas pragas encontram o clima favorável, elas botam os ovos e esperam que eles eclodam cerca de 22 dias após a postura. Com isso, espera passar pelos diferentes estágios ninfais, até atingirem o estágio adulto, completando o ciclo biológico entre 67 e 69 dias, conforme a espécie. Caso contrário, os ovos entram em aquiescência, se mantendo viáveis durante vários dias no solo, a espera de condições climáticas favoráveis.

“A população de cigarrinhas-das-pastagens durante a estação chuvosa alcança níveis muito altos, podendo-se encontrar até 100 ninfas/m2, causando um grande estrago na lavoura. A solução para este problema é manter no mínimo, cerca de 30% das pastagens formadas com espécies resistentes à praga, evitando a utilização de super pastejo, obedecendo à altura de pastejo recomendada para cada espécie. Outra solução é reduzir a carga animal nas pastagens de gramíneas susceptíveis, durante o pico populacional das cigarrinhas, deslocando a maior parte do rebanho para as pastagens com gramíneas resistentes. Pastagens diversificadas e bem manejadas reduzem acentuadamente o risco representado pelas cigarrinhas-das-pastagens, bem como pelos demais insetos-praga, assegurando níveis adequados de produtividade, sem a necessidade de uso do fogo contra essas pragas”, destacou Clodoaldo.

Fonte: Portal do Agronegócio