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Sicredi

Sicredi possui linhas de crédito que auxiliam produtores a manterem produtividade

Micro, pequenos, médios e grandes produtores associados podem contratar a Linha de Custeio Pecuário com taxa de 4% a 6%

O período de estiagem chega a Mato Grosso. Marcada por 150 dias de seca, de abril a setembro, essa época preocupa os produtores rurais, principalmente pecuaristas, que precisam adotar estratégias na administração de insumos e para alimentação dos animais. Uma maneira de evitar possíveis perdas na produção é o planejamento, que envolve o manejo sustentável do rebanho e a contratação de linhas de custeio pecuário, estas oferecidas pelo Sicredi.

O produtor precisa entender quais as alternativas que possui para alimentação de seu rebanho nesse período, para não perder produtividade e renda. O engenheiro agrônomo e professor do curso de Agronomia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Arthur Behling Neto, aponta como opções a vedação de pasto, sendo esta a mais econômica; a produção de feno e de silagem e a suplementação animal que se torna obrigatória para que os animais não percam peso.

“Aquele produtor que não se planeja acaba se deparando com o chamado ‘boi sanfona’, que ganha peso durante os meses de chuva e perde durante a seca. Isso aumenta o tempo de abate dos animais que, ao invés de serem abatidos em dois anos e meio, são abatidos em três ou quatro anos”, explica Arthur.

Assim, o pecuarista que faz o planejamento de sua propriedade nos meses de janeiro e fevereiro tem a relação e o controle de todos os insumos necessários para administrar a alimentação do rebanho no período de estiagem. De acordo com a consultora de Negócios Agro da Central Sicredi Centro Norte, Cristieny Paiva, essa preparação otimiza e rentabiliza a comercialização.

“Ao fazer o planejamento utilizando a linha de crédito do Sicredi, o produtor tem vários benefícios, como crédito para o custeio com taxas de juros compatíveis com a atividade e pode fazer a compra antecipada dos insumos, a preços diferenciados. Assim, ele terá como resultado o manejo sustentável do rebanho, evitará o efeito sanfona nos animais, terá carcaças uniformes e por consequência melhores preço de venda”, relaciona Cristieny.

E esse foi o resultado atingido pelo pecuarista e produtor de leite de Araputanga (a 338 km de Cuiabá), Orlandino Bispo de Souza, que se programa anualmente para esse período. Produtor rural há nove anos, conta com um rebanho de 47 cabeças entre vacas leiteiras e bezerros, e utiliza da silagem de milho, que planta em sua propriedade, para alimentar o rebanho. “Contratei a linha de crédito do Sicredi há dois anos para investir em barracão, na infraestrutura e na compra de vacas geneticamente melhores. Para quem se prepara é mais fácil produzir na seca do que nas águas porque não tem barro e o preço do leite é maior. Além disso, ao produzir minha própria silagem meu custo diminui. Já cheguei a produzir 480 litros por dia com 5 vacas.  Este ano a expectativa é produzir no mínimo 300 litros por dia, com 12 vacas no curral”, conta Orlandino.

O produtor ainda destaca que o desempenho do rebanho durante a estiagem depende da dedicação do pecuarista e do interesse em buscar informações que o ajude a melhorar a produtividade. Por isso, é importante criar um planejamento para esse período.

Linhas de Custeio Pecuário – A linha de crédito oferecida pelo Sicredi é com recursos controlados e recursos livres, alterando apenas a taxa de juros que é de 4% a 6% ao ano e de 4,3% a 15% ao ano, respectivamente. Pode ser financiado até 100% do orçamento apresentado, com o prazo das operações de custeio pecuário de seis meses até dois anos, de acordo com os itens a serem financiados.

O Sicredi possui também em seu portfólio de crédito, linhas específicas para operações de investimento de longo prazo e que atendem as necessidades da propriedade rural tais como plantio, reforma e recuperação de pastagens, calagem, construções de cercas, piquetes, captação e distribuição de água, equipamentos, entre outros itens necessários à atividade pecuária.  Para mais informações, os associados podem consultar sua agência de relacionamento.

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 24 estados* e no Distrito Federal, com mais de 2.000 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br).

*Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

O Sicredi Centro Norte, que abrange os estados de Mato Grosso, Rondônia, Pará, Acre e Amazonas, tem mais de 500 mil associados, com 201 agências em 152 municípios.

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA SICREDI CENTRO NORTE
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Agronegócio

PIB do agronegócio cresce 3,78% de janeiro a abril

Crescimento foi puxado principalmente pela alta de 8,22% no segmento primário (dentro da porteira)

Foto: Ednilson Aguiar

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro cresceu 3,78% no primeiro quadrimestre de 2020 em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 07 de julho, pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Em de abril, a alta foi 0,36%. O resultado foi o menor crescimento mensal registrado ao longo deste ano, diante dos impactos da pandemia da Covid-19.

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Entre os ramos do agronegócio, o agrícola teve pequena queda de 0,19% em abril, mas acumula avanço de 1,72% no ano. Já o pecuário cresceu 1,45% no mês e expressivos 8,01% no ano. A agroindústria, setor mais afetado pelas medidas relacionadas à Covid-19, recuou 1,08% no mesmo mês.

“Nesse mês, que foi o primeiro marcado em sua totalidade pelos efeitos das medidas relacionadas ao coronavírus, houve forte queda de produção da agroindústria de base agrícola, com baixas acentuadas para móveis e produtos de madeira, biocombustíveis, têxteis e vestuário e bebidas. Ao contrário, os segmentos de insumos e primário cresceram no mês, 0,46% e 3,26%, respectivamente”, informa a publicação.

Segundo o estudo, de janeiro a abril deste ano, no segmento primário agrícola, os produtos destaques em termos de altas de preços foram milho, café, cacau e arroz, com altas superiores a 20%, além de soja, trigo, mandioca e cana.

A publicação aponta que o bom comportamento do segmento primário pecuário é reflexo dos preços elevados em 2020, com destaque para o boi gordo, suínos e ovos. O resultado reflete um efeito inercial da forte elevação ao longo de 2019, relacionada à Peste Suína Africana.

De acordo com os analistas do Cepea, em abril, a demanda doméstica por carne bovina manteve-se estável e as exportações mantiveram-se aquecidas.
“Se por um lado a demanda doméstica de carnes tem sido afetada pela crise econômica desencadeada pelo coronavírus, por outro, a demanda externa segue em alta puxada ainda pelos efeitos da Peste Suína Africana na China, e mais recentemente pela desvalorização do Real frente ao dólar que amplia a competitividade das proteínas brasileiras”, informa o estudo.

Ainda de acordo com o Cepea, no caso das carnes suína e de frango, houve retração da demanda doméstica no mês devido o fechamento ou a redução de atividades de restaurantes e outros estabelecimentos de alimentação, mas as exportações também se mantiveram aquecidas.

 

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Mercados e Créditos

Avanço do agro depende da recuperação do país

Real em baixa pode trazer mais desvantagens do que vantagens para o setor nesse momento de instabilidade política

Em encontro com jornalistas realizado nesta quarta-feira, 31, em São Paulo, representantes do agronegócio discutiram um aparente paradoxo do setor agropecuário, que pode ver na desvalorização do real uma oportunidade de negócio.
Alexandre Mendonça de Barros, sócio-consultor da MB Agro, ilustrou o caso com uma pergunta feita a ele por um produtor no passado, que disse não saber se torcia para o Brasil ir bem economicamente – o que poderia valorizar a moeda nacional e diminuir a competitividade das commodities produzidas no país no mercado externo, ou ir mal  – o que representaria uma queda no faturamento com a lavoura de grãos. Na data de hoje, Mendonça foi taxativo na resposta: “Não dá para você querer que o agro seja o único setor que cresce no Brasil”.

Sem deixar de atribuir a justificativa às taxações atreladas ao desenvolvimento do setor, como a volta do Funrural, Mendonça reconheceu que diferentes pontos precisam ser avaliados.
No caso da agricultura, Paulo de Araújo Rodrigues, diretor do Condomínio Agrícola Santa Izabel, com atividades em São Paulo e Minas Gerais, afirmou que um cenário conturbado exige do agricultor maior capacidade de gestão para superar a crise e sobreviver no futuro, além de investimentos para aumentar a produtividade e ganhar escala. “No que diz respeito a questões externas, ele também precisa que o país ande, que sejam aprovadas reformas (como a trabalhista), e que a infraestrutura evolua, para evitar problemas como os enfrentados em Mato Grosso quanto à armazenagem”, diz.

Pecuária – No mercado da carne, a situação é ainda mais delicada. “ A pecuária está diante de dois desafios evidentes no curto prazo. O primeiro é a enorme concentração dos abates com uma empresa que está vivendo um momento muito conturbado, e a segunda a forte queda na demanda por carnes”, diz Mendonça. Na opinião dele, o preço do boi gordo deve continuar a cair pelo menos no curto prazo. “Eu vejo que a oferta de gado vem se represando desde o episódio da Carne Fraca, e esse represamento, na hora em que os pastos secarem, vai vir para o mercado se somar a um ambiente de contração dos abates por uma empresa relevante”, afirma.

Com o envolvimento da JBS em investigações do Ministério Público, ele acredita em uma reestruturação da indústria de carnes no médio prazo, e em uma redução nos volumes de abate pela empresa. “A questão é como será ocupado esse espaço deixado no mercado, o que traz dúvidas sobre a estabilidade dos preços da pecuária bovina”.

Sem a recuperação econômica do país, Mendonça também observa que não haverá recuperação na demanda por carne. “De um lado, o produtor pode pensar que, com o câmbio mais alto, indo a R$ 3,40, R$ 3,50, se a condição política piorar, vai haver um estímulo às exportações. Mas as exportações são uma parcela bem menos relevante do que o mercado interno”, diz.

Diferentemente do movimento que acontece com a soja ou o milho quando o real se desvaloriza, ele não vê o mesmo cenário se repetindo com a pecuária de corte. “Lamentavelmente, falo também como pecuarista: estou bem desanimado com o cenário para o boi gordo no curto prazo”.

Fonte: Portal DBO

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Mercados e Créditos

Embrapa – Mercado de biocombustíveis é oportunidade para crescimento da canola no Brasil


As oportunidades de aumento de lucratividade pela expansão do cultivo da canola foi um dos temas no 9º Curso de Capacitação e Difusão de Tecnologia em Canola, que reuniu diversos representantes da cadeia produtiva no dia 30/03, na Embrapa Trigo (Passo Fundo, RS). O aumento dos percentuais de biodiesel nos combustíveis pode favorecer à expansão da canola no Brasil.

637x325No último dia 23/03/16, foi sancionada pela Presidente Dilma a lei n° 13.263, que estabelece novos percentuais de adição obrigatória de biodiesel ao óleo diesel vendido ao consumidor. Conforme a lei, o volume de biodiesel acrescentado deverá ser de 8% até 2017, passará para 9% em 2018, chegando a 10% até 2019. A iniciativa visa cumprir as metas internacionais para redução de emissões de gases de efeito estufa. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o uso de biodiesel permitirá reduzir a emissão de 48 a 60 milhões de toneladas de gás carbônico até 2020.

De acordo com estudo da FIPE/USP, de 2008 a 2012, quando a mistura de biodiesel no diesel passou de 2% para 5%, o valor agregado pela produção do biocombustível ao PIB foi de R$ 12 bilhões. No mesmo período, a economia de importação de diesel na balança comercial foi de R$ 11,5 bilhões.

Atualmente, a soja é a principal fonte de matéria-prima para biocombustíveis no Brasil. Segundo a analista da Embrapa Agroenergia, Daniela de Souza, a soja representa 76% do biodiesel produzido, seguida da gordura animal 19% e do algodão 2%. Mesmo com a produção recorde de 97,8 milhões de toneladas (t) de soja na última safra, apenas 7 milhões t foram transformadas em óleo no Brasil e, destes, menos da metade (cerca de 3 milhões t) viraram biodiesel.

Em 2015, a demanda do mercado brasileiro de biodiesel foi de cerca de 4 bilhões de litros, conforme números do grupo BiodieselBR.

Biodiesel de canola

O Brasil tem se posicionado como líder no setor produtivo de culturas oleaginosas aptas a atender os mercados emergentes de óleos vegetais, apostando basicamente na produção de soja. Na indústria de biodiesel existe enorme demanda por opções para diversificação de oleaginosas para diminuir a dependência e a sazonalidade da soja no verão. Assim, a canola deve ganhar espaço nos próximos anos, visando nichos de mercado mais rentáveis que as commodities. Este é o cenário que favorece o crescimento da canola no Brasil, que pode expandir a produção nas mesmas áreas que produzem soja e milho no verão (15 milhões de hectares somente na região sul), ou realizar safrinha na região Centro-oeste (MS, MG e GO).

De acordo com o pesquisador da Embrapa Trigo, Gilberto Tomm, a principal vantagem da canola para a indústria de biodiesel está no teor de óleo, enquanto que nos grãos de canola o índice chega a 40%, nos grãos de soja o teor médio de óleo é de 18%. De acordo com o pesquisador, existe enorme demanda por óleo de canola no mercado nacional e internacional.

Para o analista da Embrapa Trigo Paulo Ernani Ferreira, “o Brasil possui uma fantástica oportunidade para a expansão da canola, empregando as mesmas terras, máquinas, armazéns e outros recursos empregados na produção, estocagem e industrialização de grãos, otimizando o retorno dos meios disponíveis, aumentando a produção e a renda, sem necessidade de derrubar florestas ou ocupar áreas de pastagens”. Segundo ele, existe conhecimento disponível, políticas públicas de seguro agrícola e, principalmente, mercado consumidor.

“A pesquisa dispõe de todo conhecimento organizado e de fácil acesso, a cada dia chegam novas tecnologias em cultivares e defensivos, mas ainda é preciso organizar a produção. Acredito que as cooperativas têm um papel importante neste processo de orientar e ajudar o produtor para escolher a melhor opção no sistema”, conclui o Secretário de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo do RS, Tarcísio Minetto.

Fonte: Embrapa Trigo

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Esportes Team Roping

Promotores de provas de rodeios esperam crescimento no Brasil

Promotoras de provas em rodeios pelo Brasil acreditam em crescimento neste ano. Dirigentes dessas empresas negociam com patrocinadores e representantes de locais que podem ser sedes de etapas da temporada e garantir a mistura de atividade agropecuária, esporte e entretenimento que movimenta milhões país afora.

A Liga Nacional de Rodeio (LNR), por exemplo, espera crescer algo em torno de 30% em relação a 2015 e pretende ampliar seu campeonato. No ano passado, foram 30 etapas, com a decisão em Barretos (SP), onde é feita a mais tradicional festa de peões de rodeio no Brasil.

06977703800[1]Criada em 2004, a LNR tem no sudeste o seu principal mercado, mas está em pelo menos nove estados, entre eles Acre, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Pará. O diretor da empresa, Marcos Abud Wohnrath, negocia competições em Tocantins e Rondônia. “O ano passado foi ruim para os promotores de eventos. Este ano começou mais promissor. Creio que vou crescer. Entre 35 e 40 etapas, está de bom tamanho. Se ficar grande demais, pode perder o controle”, analisa.

Otimista, Wohnrath acredita que o desempenho do agronegócio deve se manter positivo e estimular a presença das pessoas em eventos que busquem refletir a cultura rural, caso dos rodeios. Ele não omite números. Em média, um evento pode custar até R$ 3 milhões, dependendo de variáveis como local, expectativa de público e bilheteria, estrutura para os competidores e, eventualmente, shows com artistas consagrados. O ganho médio pode chegar a R$ 500 mil.

Touros de rodeio vivem ascensão e queda

Outro fator que motiva o executivo da LNR é uma parceria fechada em abril do ano passado com o rodeio The American, nos Estados Unidos. Com isso, os melhores competidores do circuito no Brasil poderão disputar a prova. O negócio, primeiro em nível internacional, já levou a LNR a diversificar, conta Wohnrath. Antes restrita à montaria em touros, incluiu modalidades como laço e três tambores, também realizadas no evento norte-americano.

Em 2015, dois atletas de montaria em touros – Edevaldo Ferreira, de 34 anos, e Ramon Rodrigues, de 25 – garantiram vagas para o The American deste ano, que será realizado ainda neste mês, no Texas. Outros cinco competidores de laço estarão entre os representantes brasileiros. Em sete modalidades, serão distribuídos US$ 2 milhões em premiações.

Wohnrath afirma que a parceria não tem prazo de validade e, a partir do calendário estendido de seu circuito ano Brasil, pretende ampliar também a presença no evento internacional. Só na montaria em touros, espera carimbar os passaportes de pelo menos cinco peões.

Americanos no Brasil

Empresa que promove montarias em touros em pelo menos cinco países, a Professional Bull Riders (PBR) tem no Brasil a maior oportunidade de mercado fora dos Estados Unidos, onde está sediada. Ainda neste mês, o CEO mundial, Jim Haworth, estará no país para iniciar a temporada deste ano. A agenda prevê encontros com possíveis patrocinadores e investidores, de acordo com a assessoria da PBR Brasil.

Criada em 1992, a PBR desembarcou em 2006 no território brasileiro e leva seus eventos para arenas de Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná. Os resultados conquistados pelos peões podem carimbar seus passaportes para a final mundial da PBR, nos Estados Unidos, com premiação em torno de US$ 1 milhão para o campeão.

Nove brasileiros já conquistaram o título em 22 finais mundiais, entre eles Adriano Moraes, vencedor em três ocasiões (1994, 2001 e 2006) e hoje diretor de competições da PBR Brasil. Ednei Caminhas (2002), Guilherme Marchi (2008), Renato Nunes (2010) e Silvano Alves, também três vezes (2011, 2012 e 2014) são os outros peões do país campeões mundiais pela empresa norte-americana.

Para a PBR Brasil, a visibilidade dada a atletas como esses é que tem ajudado do esporte a crescer e a marca da empresa norte-americana a se fortalecer no país. “A imagem da modalidade atingiu milhares de pessoas dentro e fora do público específico”, diz, em comunicado, a presidente no Brasil, Martha Cajado. O calendário de 2016 da divisão principal da PBR Brasil deve ser aberto em Londrina (PR).

Fonte: Globo Rural

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Desenvolvimento

Pará liderou taxa de crescimento industrial no país em 2014

O estado do Pará alcançou o maior desempenho no setor industrial entre os estados brasileiros em 2014. É o que aponta o Boletim da Indústria Paraense disponibilizado nesta semana pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará (Fapespa).

A abordagem, realizada por meio da diretoria de Estudo e Pesquisa Socioeconômica e Análise Conjuntural da Fundação, apresenta os principais resultados do setor, com base nas informações da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2014 a produção física industrial do Pará cresceu 8,1% em relação ao ano anterior, variação percentual que superou o desempenho obtido em nível nacional, que encerrou o ano com retração de 3,2%. A indústria paraense obteve, inclusive, variação oposta à alcançada nos últimos dois anos, quando foram registradas variações negativas de 1,6%, em 2013, e 2% em 2012.

No primeiro semestre de 2014, a indústria apresentou crescimento superior ao de 2013, principalmente nos meses de abril e maio, período de bom desempenho dos setores de alimentos e bebidas influenciados por datas comemorativas e que antecedem as férias de julho.

O desempenho positivo da indústria paraense foi impulsionado pela indústria extrativa mineral, que encerrou o ano com 10,7%, influenciada principalmente pela produção de minério de ferro, que em 2014 apresentou crescimento de 3% no valor exportado em relação a 2013. No sentido inverso e apesar dos resultados positivos nos outros setores, a Indústria de Transformação vem apresentando retração ao longo dos últimos quatro anos, mantendo o mesmo comportamento em 2014.

De acordo com o presidente da Fapespa, os dados demonstram a elevada dependência que a economia do estado tem em relação ao setor extrativo mineral, em especial à exportação de minério de ferro. “Isto é preocupante, uma vez que o preço desta commoditie é determinado em bolsas internacionais e vem caindo significativamente nos últimos meses. Apesar do estado ter aumentado a produção e a exportação do produto, vem recebendo menos recursos pela atividade. Assim, é importante verticalizar a produção, diversificar a base, agregar valor, produzir conhecimento e transferir adequadamente ciência, tecnologia e inovação para o setor privado”, explicou o presidente.

Além do  Pará,  os estados do Espírito Santo, Mato Grosso, Goiás e Pernambuco também alcançaram resultado positivo no ano passado. Confira o Boletim da Indústria de 2014 acessando o link:

http://www.fapespa.pa.gov.br/sites/default/files/Boletim_da_Industria_Paraense%202014.pdf

Fonte: Agência Pará

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Desenvolvimento

Finanças e indústria perdem para agronegócio

A vice-presidente da consultoria, Carina Budin, conta que houve uma grande incidência de demandas relacionadas à agricultura de precisão, fato que levou a entidade a recorrer a outros setores em busca de mão de obra qualificada.

“Estamos há cinco anos no mercado e vemos o agronegócio em uma crescente. Há, sem dúvida, uma concentração de demanda no Centro-Oeste e em São Paulo e os segmentos de bens de capital, automação e indústria automotiva acabam perdendo profissionais para o agro”, explica.

Dados da Asap mostram que a indústria representa 42% entre os setores que mais cedem executivos para o agronegócio. Em seguida, outros 29% migram de uma companhia para outra dentro do próprio segmento agropecuário. Bens de consumo representa uma parcela de 11%, seguido de 9% do mercado financeiro e mais 9% de áreas ligadas à tecnologia, os high techs.

Dentre as posições que geram maior demanda nas organizações do agro, o cargo de gerente de comercial aparece no topo do ranking. Na sequência, segundo o estudo, existe ampla oferta de trabalho para compradores, controllers, profissionais de recursos humanos e gerentes agroindustriais, respectivamente.

“Só no interior de São Paulo o agronegócio já responde por 53% das demandas da consultoria. Assim como surgiu a forte procura por executivos para agricultura de precisão, devem surgir novos cargos no decorres dos anos. Temos presença nacional e vemos que o Brasil tem investido nessa oxigenação de mão de obra”, enfatiza a vice-presidente da Asap.

Fonte: DCI

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Mercados e Créditos

Setor pet tem faturamento recorde de R$ 14,2 bi

Paraíso de compras para quem tem bicho de estimação, os pet shops também têm se revelado atraentes para os empresários paulistanos.

Segundo o Estudo Pet Brasil 2012, pesquisa de mercado feita pela consultoria GS&MD – Gouvêa de Souza e patrocinada por empresas como Nestlé e Pfizer, esse tipo de comércio concentra 68% das vendas de produtos e de serviços para animais de estimação no país –em seguida, vêm os supermercados.

278215-970x600-1Essas empresas também costumam ter solidez. De acordo com a Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação), apenas 10% dos pet shops abertos no Brasil fecham as portas. Enquanto isso, no país, a taxa de mortalidade das empresas em geral é de 26,9%, segundo o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).

O faturamento do mercado pet, formado pelas indústrias de alimentação, cuidados, medicamentos e serviços, foi de R$ 14,2 bilhões em 2012, um crescimento recorde de 16,4% em relação ao ano anterior, também segundo dados da associação do setor –antes disso, a média foi de 10%. Enquanto isso, a economia brasileira cresceu apenas 0,9% no ano passado.

A cidade de São Paulo –onde estima-se que vivam 14 milhões de pets e funcionem 4.800 lojas do tipo (dados da Abinpet)– movimenta boa parte do setor. Só na capital, o faturamento do segmento girou em torno de R$ 1,9 bilhão no ano passado.

Presidente-executivo da Abinpet, José Edson Galvão de França atribui parte da alta do faturamento ao reajuste do preço da ração, provocado pelo encarecimento das commodities usadas em sua fabricação.

“Mas não foi só isso. O aumento do poder de compra da classe C e o maior número na oferta de produtos e serviços também contribuíram fortemente.”

VERDADEIROS SUPERMERCADOS

No setor, destacam-se as grandes redes, cujas lojas são verdadeiros supermercados, com centenas de produtos e serviços, de banho e tosa a tintura de pelos e adestramento. Em muitos casos, também vendem filhotes.

Mais antiga delas, a Cobasi surgiu como loja agropecuária em 1985 e cresceu após seus sócios notarem o aumento da procura por itens para pets.

Em 2008, ela tinha seis lojas (cinco na capital e uma no interior). Hoje, são 15 (nove na capital, três na Grande São Paulo, duas no interior e uma no Rio de Janeiro). “Credito nosso sucesso ao fato de sermos vanguardistas”, afirma Ricardo Nassar, 42, um dos sócios.

“Abrimos a primeira megaloja do setor pet e fomos a pioneira, em 1995, a mesclar autosserviço com atendimento personalizado”, completa ele.

Na esteira da Cobasi, o Grupo Pet Center Marginal, de Sérgio Zimerman, 47, surgiu em 2002 para se tornar sua maior concorrente. Antes de abrir a marca, porém, ele procurou a Cobasi para adquirir uma franquia –possibilidade não oferecida pela empresa.

Hoje, o Pet Center tem 19 lojas (oito na capital, cinco na Grande São Paulo, três no interior, duas no litoral e uma em Brasília), que em 2012 faturaram R$ 150 milhões –um quarto, estima-se, dos ganhos da concorrente.

PIONEIROS

Os pet shops surgiram na cidade no início dos anos 1980. Até então, os poucos produtos para cães e gatos, como ração, coleiras e comedouros, eram vendidos em aviculturas, que ainda existem na periferia e no interior.

Uma das primeiras foi a Chic Dog, na Vila Pompeia, zona oeste. Fundada em 1981, ela funciona até hoje sob a administração de Toshikazu Okamoto, 65.

As novidades para o setor, porém, sairão das grandes redes. A Cobasi já tem cinco novas lojas em obras (duas na capital, uma em São Caetano do Sul, outra em Sorocaba e uma em São José dos Campos) e quer fechar o ano com oito novos endereços.

Uma delas será uma “flagship” da marca, em um terreno de 2.000 m², na rua Augusta, nos Jardins, zona oeste. A nova unidade irá apostar em itens de luxo, como bijuterias com cristais Swarovski e roupinhas de grife.

O Pet Center Marginal também vem inovando. Em fevereiro, inaugurou no Butantã uma loja “express”, que não tem serviços de higiene, estética ou veterinária, apenas produtos.

“É um projeto-piloto”, diz Zimerman. “Se der certo, abriremos outras nos próximos anos.” O grupo espera fechar 2013 com 25 lojas no total.

Fonte: Folha / UOL

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Agronegócio

Agronegócio inova e puxa crescimento

SÃO PAULO – Quando se olha para o desempenho da agricultura, a sensação é a de que existem dois Brasis: um que anda para a frente e outro que patina. A agricultura e a pecuária aumentam sua produção ano a ano, sem ocupar novas áreas, e suas exportações crescem no mesmo ritmo. Se o resto do País – em especial a indústria – andasse no mesmo ritmo, o Brasil estaria noutro patamar. Mas os números mostram que a agricultura está rebocando o restante da economia – que se arrasta como um carro com o freio de mão puxado.

timthumbComo dois setores de um mesmo País podem se comportar de maneira tão distinta? Especialistas ouvidos pelo Estado apontam um motivo de ordem histórica e outro geográfico. O histórico é a relação entre esses dois setores e o Estado.

Os fabricantes de máquinas e insumos agrícolas e os produtores se servem do setor público na forma de institutos de pesquisa e órgãos de assistência técnica que apresentam soluções que impulsionam sua produtividade e competitividade, observa o economista José Roberto Mendonça de Barros. Já a indústria, “quando tem um problema, pede ajuda ao governo, na forma de redução de seus impostos e de aumento das tarifas de importação”. O governo invariavelmente atende, e a indústria não tem incentivo para investir em inovação.

Na agricultura, “a inovação foi facilitada pelas especificidades geográficas”, analisa Mendonça de Barros. “Não dá para importar tecnologia para a agricultura brasileira, que é tropical”, concorda o empresário Pedro de Camargo Neto. “É a mesma situação do petróleo”, compara Mendonça de Barros. “O Brasil desenvolveu a tecnologia do pré-sal porque ninguém viria aqui fazer isso por ele.”

Para o economista, “a inovação tecnológica faz parte do dia a dia dos fabricantes de insumos e máquinas e dos produtores grandes, médios e pequenos”. Em contraste, no setor industrial, multinacionais se instalam no País para se beneficiar do protecionismo tarifário oferecido ao parque nacional, e adaptam-se ao ambiente de preços altos, margens de lucro grandes e quase nenhum investimento em pesquisa e desenvolvimento.

O resultado mais visível dessas dinâmicas opostas – ou “interfaces díspares”, como as chama Roberto Rodrigues, coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas – está na balança comercial. No ano passado, o saldo comercial da agropecuária foi de US$ 79,4 bilhões e o da economia brasileira como um todo, de US$ 19,4 bilhões. “Se não fosse o agronegócio, o saldo teria acabado há muitos anos”, estima Rodrigues, ministro da Agricultura entre 2003 e 2006.

O abismo se aprofunda mês a mês. O saldo do agronegócio continua crescendo, mas em ritmo mais lento do que a queda no setor industrial, do qual se originam as outras exportações. Tanto assim que, de agosto de 2012 a julho de 2013, o saldo comercial do agronegócio foi de US$ 83,9 bilhões e o do Brasil como um todo, de US$ 4,5 bilhões. Significa dizer que, sem o agronegócio, haveria um déficit de US$ 79,4 bilhões.

Produtividade. Internamente, a eficiência da agropecuária se mede pela relação entre produção e área ocupada. De 1990 a 2011, a área plantada de grãos expandiu 40%, enquanto a produção cresceu 220%. Hoje a área plantada de grãos é de 53 milhões de hectares. Se a produtividade não tivesse aumentado, seriam necessários mais 66 milhões de hectares para produzir a atual quantidade de grãos. “Houve um espetacular aumento da produção sem necessidade de desmatar”, ressalta Roberto Rodrigues, que também é produtor. “Isso mostra a sustentabilidade da nossa agricultura.”

Eliseu Alves, o segundo presidente da Embrapa, autor de um estudo sobre produtividade, destaca que ela tem crescido de 3% a 4% ao ano. Se, de 1970 para cá, a produtividade tivesse continuado a mesma, teria sido necessário desmatar 150 milhões de hectares para alcançar a produção atual.

O consultor Marcos Jank apresenta outro indicador: com a introdução da segunda safra – algo que só acontece no Brasil, graças a uma combinação de condições climáticas e tecnologia -, a área plantada do milho caiu de 12 milhões de hectares para 7 milhões, porque boa parte do milho hoje é cultivada na mesma área que a soja.

Na pecuária, o número de cabeças por hectare saltou de pouco mais de 0,8 para quase 1,2 entre 1990 e 2011 – um aumento de 50% na eficiência. A área ocupada pelo gado diminuiu de cerca de 178 milhões de hectares para 172 milhões. Parte desse resultado se deve aos avanços da zootecnia, que permitiram diminuir o ciclo de vida dos bois, dos frangos e dos porcos. Antes se matava o boi com quatro anos e o frango, com 90 dias; agora, são dois anos e 60 dias, respectivamente.

Aqui, há uma dinâmica virtuosa: o crescimento da produtividade da pecuária decorre da pressão da agricultura, diz Marcos Jank. O aumento dos preços globais da soja e do milho tem elevado o valor da terra, que obriga a pecuária a obter ganhos de eficiência para sobreviver.

Segundo pesquisa da consultoria Informa Economics/FNP, entre o primeiro bimestre de 2003 e o último de 2012, o preço médio da terra no Brasil aumentou 227%. A cotação média do hectare saltou de R$ 2.280 para R$ 7.470. O preço da terra subiu 12,6% ao ano, enquanto a inflação média anual, conforme o IGP-DI, foi de 6,4%.

Fonte: O Estado de São Paulo

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Crescem as vendas de máquinas agrícolas no Brasil em agosto

As vendas de máquinas agrícolas no mercado interno aumentaram 26,5% no acumulado de janeiro a agosto em comparação com o mesmo período no ano passado. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (5/9) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

tratores-new-holland-tsNos oito primeiro meses, foram vendidas 56,551 mil unidades. No mesmo período em 2012, foram 44,74 mil. O número considera tratores, colheitadeiras, plantadeiras e retroescavadeiras. Só em agosto, as vendas foram de 7,8 mil unidades, alta de 2,6% em relação a julho e de 17,6% em comparação com agosto do ano passado.

Por segmento, as colheitadeiras apresentaram maior crescimento nas vendas no mês de agosto. As 550 unidades vendidas representaram uma alta de 32,9% em relação a agosto do ano passado. O pior desempenho na mesma comparação ocorreu com as plantadeiras, que registraram queda de 16,7% com vendas de 140 unidades.

As exportações em agosto cresceram 39% em relação a agosto de 2012, passando de 1,140 mil para 1,585 mil unidades. Mas o resultado não impediu um fechamento negativo no acumulado de janeiro a agosto. As vendas para o exterior caíram 9,5%. Foram embarcadas 9,952 mil unidades. Nos primeiros oito meses de 2012, tinham sido 10,995 mil.

A produção de máquinas agrícolas registra crescimento de 18,1% no acumulado de janeiro a agosto deste ano. Foram fabricadas 67,127 mil unidades. No mesmo período em 2012, tinha sido 56,859 mil. Na comparação de agosto deste ano com o mesmo mês no ano passado, o crescimento é de 22,4%, passando de 7,538 mil unidades produzidas para 9,227 mil.

Fonte: Globo Rural