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Mercado de grãos

Soja: Por que ter pressa em vender agora?

Com guerra comercial entre China e Estados Unidos, João Batista Olivi as boas oportunidades para o Brasil no comércio da oleaginosa.
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=auEoT5Abw28]

Nesta segunda-feira (12), o jornalista João Batista Olivi, do Notícias Agrícolas, realiza um alerta para os produtores com um comentário sobre as questões pertinentes à comercialização de soja, que pode ter uma reviravolta com o estado das relações comerciais entre a China e os Estados Unidos.

Para Olivi, os dois países estão começando “uma guerra comercial que não vai parar”. O país asiático aprovou a permanência de Xi Jinping no poder indefinidamente. E Jinping é favorável a redirecionar as compras da oleaginosa para a América do Sul.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, quer “brigar” com a moeda chinesa para que o dólar fique mais barato. Os americanos, assim, desejam inverter o jogo para redirecionar investimentos para o país, sendo o próximo passo a alta de juros.

O jornalista, assim, acredita que pode estar se iniciando uma tendência para que o Brasil volte a ter negociações com soja, ressuscitando a bolsa brasileira.

Na América do Sul, a soja argentina passa por uma situação difícil, com uma produção que não deve passar dos 40 milhões de toneladas, abrindo espaço para que os preços se elevem.

Fonte: Noticias Agrícolas 

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Agricultura

Efeito Trump: México quer importar milho do Brasil e da Argentina – Universo Agro

Principal importador de milho do mundo, México é um importante mercado para escoar a superprodução brasileira de grãos

Fonte: Internet

A rodada de negócios entre o Brasil e o México foi adiada para 20 de março. A prorrogação do encontro, previsto para o fim deste mês, foi anunciada pelo Ministro da Agricultura, Blairo Maggi.

A grande expectativa do governo brasileiro com este encontro é a possibilidade de exportar milho para o México. O país está à procura de um novo fornecedor, depois dos problemas diplomáticos com os Estados Unidos, causados pelas últimas medidas do presidente norte-americano, Donald Trump.

Nesta semana, o comitê de Relações Exteriores no Congresso do México sinalizou que pretende propor um projeto de lei para suspender a importação de milho dos Estados Unidos e direcionar as compras para o Brasil e a Argentina.

Hoje, o México é um dos maiores importadores de milho do mundo. Segundo o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os mexicanos devem importar quase 14 milhões de toneladas nesta temporada e o consumo interno do país é superior a 38 milhões de toneladas.

Fonte: Universo Agro

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Armando Soares

Armando Soares #42: Brasil, uma nave sem piloto

Quando se completarem os mil anos, Satanás será solto da prisão do Abismo. /Ele vai sair e seduzir as nações e dos quatro cantos da Terra, Gog e Magog, reunindo-os para combate. O número deles é como a areia do mar. Eles espalharão por toda a Terra e cercaram o acampamento dos Santos e a Cidade amada. (Ap 20, 7-9)

A eleição de Donald Trump, presidente americano, pôde avivar o péssimo momento brasileiro representado pelo degradante quadro político disponível para governar o país e pela indigesta e obscurantista mídia brasileira que dado sua força de persuasão vem impedindo estrategicamente o povo brasileiro de conhecer a marcha civilizatória mundial centrada nos Estados Unidos da América, Europa e Ásia, onde se concentra a tentativa de criar um governo mundial sob o domínio de um comunismo renovado, agora ameaçado de se implantar com a subida ao governo americano de Trump.

Para entender o ambientalismo, o indigenismo, a tentativa de um governo mundial, a nova ordem mundial, o movimento dos refugiados, e os protestos ao redor do mundo e no próprio Estados Unidos da eleição de Donald Trump, é preciso entender o que está por trás de todas essas questões que de alguma forma interferem na vida dos brasileiros e no desenvolvimento econômico do Brasil.

Caso aceitemos que a perestroika faz parte de um processo revolucionário de inspiração leninista, e que os meios que ela produziu para atingir os objetivos que persegue precisam ser conhecidos dos brasileiros para tira-los da ignorância necessário a melhor escolher o caminho para conduzir o Brasil. A questão a que me refiro passa pelo aspecto político da ofensiva soviética, a dissolução do Pacto de Varsóvia com o desarmamento paralelo do Ocidente, construção da “Casa Comum” na Europa etc… A política de desarmamento material e psicológico conduzida pelo Ocidente advém de uma análise do desdobramento da perestroika. Em 1984, quando Gorbatchev subiu ao poder, verifica-se a influência de Antonio Gramsci que observando o sistema soviético, o condenou. Segundo Gramsci, a estratégia usada pelos soviéticos não permitiu assegurar um consenso nacional e nem tampouco tomar o poder nos países capitalistas. Esse objetivo, segundo Gramsci só seria atingido se, primeiramente houver um consenso ideológico. Ao contrário de Marx, que desejava primeiramente modificar a infraestrutura econômica, Gramsci prega uma revolução preliminar na superestrutura ideológica da sociedade, uma revolução do ser, não do ter. Essa inversão se encontra na base da perestroika, ou seja, a revolução psicológica prevalece e a guerra se dará no plano psicológico. Gramsci considerava que o arquétipo da revolução vitoriosa é a instauração do cristianismo no Império Romano e a substituição da cultura greco-romana pela cultura cristã. Em resumo, baseado em suas observações e estudos, Gramsci propõe que se proceda primeiramente com a instauração de uma nova civilização, meios que parecem fracos, mas em verdade bastante poderosos, revolução essa que deverá ser veiculada pelos intelectuais e por uma ditadura pedagógica que deve se fazer em nome de imperativos éticos respeitando a dignidade dos direitos do homem (método não-aversivo), considerando que o centralismo deve ser substituído por um centralismo orgânico, descentralização ou desconcentração. Portanto, como se observa, a perestroika, o globalismo, e a nova ordem mundial só podem ser entendidos através do conhecimento das ideias de Gramsci, daí a dificuldade de o povo entender o que se lhe apresenta com uma coisa do bem.

Admitido a influência de Gramsci e a perestroika como um processo revolucionário é possível entender porque se está usando o meio ambiente para estabelecer uma política de consenso internacional. O meio ambiente e a ditadura pedagógica adiantaram em muito a implantação da nova revolução comunista com apoio grupos econômicos e políticos poderosos ocidentais. O andar dessa revolução foi virótico, ou seja, espalhou-se com rapidez por instituições internacionais, como a ONU que facilitaram o consenso, como se observa nos propósitos da Agenda 21 adotada durante a Conferência do Rio por 77 organizações internacionais e mais de 155 países. Na Agenda 21 já se observa o envolvimento da ONU, cooptada pelos globalistas, com a missão de impor ao mundo uma nova civilização proposta pelos comunistas contidas na perestroika e ideias de Gramsci, assimilada pelo establishment anglo-americano, uma associação diabólica que reúne a ganância e totalitarismo.

Os problemas globais foram criados para servirem a ganância e o totalitarismo, e só podem ser resolvidos com soluções globais e através de instituições internacionais, modelo que está tendo a aceitação de grande parte dos povos já contaminados através da ditadura pedagógica que envolve professores, colégios e universidades. Um preparo a médio e longo prazo para a consolidação revolucionária com nova cara. É necessário observar que após os revolucionários terem usados a classe operária para seus objetivos ditatoriais, usam agora os interesses globais, fazendo com isso desaparecer o “inimigo”, criando um consenso universal através de valores universais. Portanto, fazendo desaparecer a antiga ordem social e política, destruindo a filosofia judaico-cristã substituída pela pagã, dos adoradores da natureza, a civilização global, a nova civilização tem o seu nascimento garantido. A ditadura do proletariado não está fora do comunismo, mas se encaixa a nível de uma globalização.

O mundo todo se preocupa com o novo presidente americano não se sabe quais as principais razões. Se é por que o consideram despreparado para assumir o governo, se é porque internamente contraria interesses políticos e econômicos ou porque é um obstáculo aos objetivos na Nova Ordem Mundial, ao Governo Mundial resultante da nova revolução comunista em curso. Nada se pode afirmar nesse momento. Não há tempo para um julgamento racional. Entretanto, podemos registrar que avaliando o que Donald Trump fala ao povo americano em discurso de que seu objetivo é substituir o establishment corrupto por um novo governo que se volte para os interesses americanos aos invés de se voltar aos interesses globais, entendemos que se refere ao establishment anglo-americano conduzidos por outros presidentes americanos comprometidos com um governo global e com o ambientalismo-indigenismo nocivo que deve ser combatido e afastado dos interesses americanos; quando pergunta ao povo se o povo americano quer tomar a rédea do governo entregue a outros interesses, presume-se que se refere ainda ao projeto do governo mundial; quando diz ao povo que seu objetivo é impedir que o establishment político continue a estabelecer acordos desastrosos para os americanos, entendemos que não admite que os Estados Unidos continue a fortalecer o projeto da revolução comunista gramsciana; quando denuncia que qualquer um que denuncie esse controle é rotulado de “sexista”, “racista”, “xenófobo” e de ter uma deformação moral e deve ser atacado, difamado, ter carreiras destruídas assim como a família e a reputação supõem-se está se referindo aos criadores do governo mundial que querem enfraquecer o poder americano. Todas essas dúvidas só poderão ser confirmadas ou não com o tempo e não por suposição ou “eu acho”. Se o novo presidente americano realmente está convencido da nocividade do projeto do governo global que representa a nova revolução comunista e vai combate-lo, então o Brasil terá a oportunidade de ter um grande parceiro para ajudá-lo a se livrar da causa principal de seus problemas. Caso isso não aconteça, os brasileiros ficarão dependendo de suas próprias forças que são insuficientes para enfrentar as forças que se juntaram para dominar o mundo.

O Brasil político de hoje contaminado por vícios difíceis de superação, sem auxílio de uma força do tamanho da americana, jamais conseguirá vencer as dificuldades internas e externas que estão impedindo o país de crescer e se tornar uma nação rica e próspera.

Vamos torcer para que Donald Trump seja a reação que se faz necessária para mudar o mundo e ajudar o Brasil a se livrar da escravidão em que se encontra.

Armando Soares – economista

e-mail: armandoteixeirasoares@gmail.com

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Fatos e Acontecimentos

Fim da TPP pode beneficiar agronegócio brasileiro, avalia presidente da AEB – BeefPoint

A saída dos Estados Unidos da Parceria Transpacífica, determinada na segunda-feira, 23, pelo presidente Donald Trump, pode resultar em benefícios para o agronegócio brasileiro caso o Brasil aproveite a oportunidade para negociar com os mercados que vão deixar de receber produtos norte-americanos em condições especiais, avalia o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro.

“Como os EUA são concorrentes do Brasil na exportação de carne bovina, suco de laranja, açúcar, soja, entre outras commodities, pode haver um impacto positivo para nós, mas o governo brasileiro tem de tomar ações para se aproximar dos países que fazem parte da parceria e não apenas ficar esperando”, afirmou.

Por outro lado, alertou o presidente da AEB, se a postura protecionista de Trump ganhar corpo ao longo do seu mandato, as relações entre EUA e China podem ser reduzidas, gerando uma menor demanda chinesa por commodities, o que teria efeito negativo no Brasil, um grande exportador de commodities.

Em relação ao Nafta, acordo de livre comércio da América do Norte que Trump pretende renegociar, Castro disse que o efeito pode ser negativo para o Brasil. “De todas as exportações do México, 80% vão para os EUA. Se o Nafta for implodido, o México vai ter de olhar para outros mercados”, afirmou o presidente da AEB, ressaltando que o Brasil pode perder mercados para os mexicanos. “O México tem cerca de 40 acordos bilaterais com o mundo, inclusive com a União Europeia, coisa que o Brasil não tem”, acrescentou.

Fonte: Estadão, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

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Agronegócio

O QUE O AGRONEGÓCIO DEVE ESPERAR DAS MUDANÇAS NA ECONOMIA INTERNACIONAL – Cepea

Fonte: Internet

 As respostas à crise foram o salvamento de empresas e bancos quebrados através do aumento do endividamento público e do afrouxamento monetário com taxas de juros extremamente baixas. Nos Estados Unidos, vem se sedimentando agora a impressão de que esse processo se esgotou. Com o desemprego e a inflação sob controle, teria chegado o momento de iniciar uma fase de elevação moderada dos juros. Esse quadro pode, porém, se agravar muito a partir da posse do novo presidente, Donald Trump.

 A globalização deu-se pela reestruturação do sistema de produção mundial, mudando o padrão da divisão internacional do trabalho. Essa reestruturação, todavia, desagrada profundamente os apoiadores de Donald Trump, embora a economia americana venha crescendo sem problemas de inflação e desemprego de uma forma geral. 

 A nova estrutura se formou pela constituição de grandes cadeias produtivas mundiais, cujos segmentos se espalham pelos mais diferentes países. Nesse processo se sobressaiu o desempenho da economia chinesa tanto como produtora de manufaturas como importadora de commodities. Países como o Brasil que não se integraram bem nesse novo sistema – por não conseguir lidar com seus problemas de educação, inovação tecnológica, de produtividade, enfim – perderam muito do seu potencial de crescimento. 

 Uma característica importante dessa reestruturação produtiva global decorreu de que, enquanto a mobilidade internacional do capital se acelerou, a mobilidade do trabalho permaneceu muito baixa. Com isso o capital ligado principalmente à indústria escolheu se mover dos países desenvolvidos ao encontro da força de trabalho mais abundante nos países em desenvolvimento. Como resultado, caiu o emprego industrial nos países centrais, gerando a atual onda protecionista. A avalanche migratória desenfreada que se observa hoje provém de regiões que não se qualificaram para receber entrada de capital e que, por isso, ficaram à margem do progresso trazido pela globalização.

 Trump, de sua parte, acredita que poderá trazer de volta aos Estados Unidos esse emprego perdido valendo-se de duas alavancas. A primeira é o protecionismo. Seu princípio de “America First” pode ser lido como sendo “o mercado americano para os americanos”. Três efeitos altamente negativos ameaçam essa iniciativa protecionista. Por um lado, o consumidor americano passará a pagar mais caro pelos bens de consumo que passarem a ser importados com tarifas mais altas, com um efeito claramente inflacionário. Por outro, a indústria americana perderá eficiência e competitividade, pois passará a ter custos maiores decorrentes das barreiras à importação de insumos e bens intermediários. Por fim, com certeza, as práticas protecionistas americanas levarão a retaliação por parte dos demais países, com prejuízo para o comércio de todos, cujas consequências podem ser mais desemprego e inflação em escala mundial.

 Trump ensaia abrir conflitos com a China, principal alvo de seu protecionismo. Por um lado, reforçaria o bloqueio ao seu reconhecimento como economia de mercado no contexto da OMC.  Por outro, imporia barreiras antidumping às importações chinesas. Por último, propugnaria por uma valorização do Yuan.

 A China tem conseguido manter uma aproximada paridade de sua moeda ao dólar, num patamar desvalorizado. Uma valorização do Yuan já deveria ter ocorrido naturalmente, diante da pujança da economia chinesa, o que tem sido evitado até aqui. A China, mais cedo ou mais tarde, cederá nesse sentido, mormente se puder fazê-lo como parte de uma proveitosa barganha política em que o dólar perderia parte de sua prevalência como moeda de reserva de valor e de meio de troca. Para ser bem sucedida, teria de avançar na liberalização da economia, reduzindo a presença do Estado. Caso contrário, enfrentará pesado protecionismo, em que todos têm a perder. 

 A segunda alavanca do programa de Trump vem da expectativa de exploração do mercado interno americano – reservado ao capital nacional pelo protecionismo – através de fortes investimentos em infraestrutura principalmente. Embora não esteja claro o mecanismo a ser empregado para esse fim, é esperada uma alta – mais expressiva do que a prevista até aqui – dos juros nos Estados Unidos. Uma razão para essa alta será o aumento da dívida pública para financiar os gastos necessários, aumento esse potencializado pelos prometidos cortes de impostos. Outra razão é a necessidade de conter o potencial inflacionário dos estímulos de demanda decorrentes desses gastos. Uma terceira razão seria combater uma segunda raiz inflacionária vinda das medidas protecionistas que resultariam em maiores custos dos bens de consumo e intermediários.

 Para o Brasil essas mudanças no panorama mundial tornam mais necessárias e urgentes reformas que aumentem a confiança de consumidores e investidores nacionais e estrangeiros. A lista de reformas é conhecida e vem sendo discutida intensamente e até implementada, muitas vezes aos trancos e barrancos e sob a pressão das circunstâncias emergenciais. Se implementada pela metade, o risco é de que prevaleçam seus efeitos recessivos, pois enquanto os agentes econômicos não tenham diante de si um ambiente de negócios seguro e previsível, o crescimento do País será bastante aquém do desejado. Até agora, porém, o agronegócio e, sob certos cenários, a indústria de base mineral estão preparados para sobreviver – não necessariamente prosperar – diante de turbulências politicas econômicas mundiais e consequente crescimento mais devagar, com juros mais elevados e um dólar mais valorizado no mercado internacional. O agronegócio, em especial, deve voltar sua atenção para o comportamento do dólar no mercado interno e do preço do petróleo, base da produção de seus insumos. A manutenção do crescimento chinês ajuda bastante, particularmente se acompanhada de um fortalecimento do Yuan.  

Fonte: Cepea

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