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Curiosidades do Agro

Soja: veja dicas sobre o que deve mexer com os preços nesta semana

Além dos impactos já conhecidos do coronavírus, as movimentações de Argentina, Estados Unidos e Brasil podem afetar as cotações na Bolsa e nos mercados internos

soja preço câmbio
Foto: Ascom Famasul

Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na semana. As dicas são do analista da consultoria Safras & Mercado, Luiz Fernando Gutierrez.

  • As atenções do mercado de soja permanecem centralizadas na pandemia de coronavírus e seus impactos econômicos nas principais economias do mundo. No lado fundamental, os players também acompanham a situação da safra na América do Sul e sua logística, além dos movimentos da demanda chinesa no mercado internacional.
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  • Os mercados de renda variável continuam registrando grande volatilidade diante das incertezas relacionadas aos impactos econômicos e sociais da pandemia ao redor do mundo. Tal volatilidade deve continuar pelas próximas semanas, com os mercados respondendo diretamente a novidades (positivas ou negativas) relacionadas ao combate da doença e aos estímulos governamentais na esfera econômica.
  • O fato de que os Estados Unidos agora se tornaram o país com mais casos da doença no mundo deve ser mais um fator preocupante daqui para frente no âmbito social. Apesar disso, a recente aprovação, também nos EUA, do maior pacote de estímulos econômicos da história é fator positivo no âmbito da economia. O momento traz uma grande dificuldade para se fazer previsões sobre os mercados.
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  • A única previsão possível é que, como ainda não chegamos no pico da pandemia no Brasil e nos EUA, alguns fatores ainda podem piorar, antes de melhorar.
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  • A colheita brasileira avança para a reta final nos estados da faixa central do país, revelando grande produtividades. Apesar disso, a evolução dos trabalhos também revela que as perdas no Rio Grande do Sul foram muito grandes nesta temporada. Mesmo assim, a produção brasileira está se consolidando como um novo recorde (124,19 milhões de toneladas).
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  • Na Argentina, além de alguns problemas produtivos que devem culminar em uma produção de 52 milhões de toneladas nesta temporada, a soma de problemas logísticos derivados do “lockdown” nacional somados ao aumento das retenciones sobre o complexo soja continuam a atrapalhar a cadeia da oleaginosa. Neste momento, tais problemas se tornam um fator fundamental de sustentação para Chicago, mesmo que de forma pontual.

Repost: Canalrural

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Armando Soares

Armando Soares #41: Atacado por ser fraco

O Brasil é um país atacado de diversas maneiras com extrema facilidade interna e externamente em razão de sua fragilidade econômica, de sua fragilidade política, de sua fragilidade cultural, de sua fragilidade institucional, de sua fragilidade democrática e republicana.

Um país que não conseguiu crescer passo a passo com os Estados Unidos aproveitando as oportunidades que teve de se desenvolver, fica difícil acreditar, dado a distância que ficou do mundo desenvolvido, que agora terá condições, força e competência para sair em um só momento da crise em se encontra, crescer, dominar a tecnologia e ainda enfrentar uma concorrência de vida ou morte no tabuleiro internacional onde existe uma luta de gigantes econômicos.

Para sair da crise em que se encontra o Brasil precisa em primeiro lugar afastar do seu território a presença nefasta de ONGs internacionais que representam países colonialistas, desentranhando da constituição e das instituições procedimentos de submissão e instrumentos paralisantes do desenvolvimento e paralelamente estabelecer as reformas que se fazem necessárias no campo político, trabalhistas, econômico, tributários etc….. Teremos vontade e força para essa empreitada?

Vejo como saída desse desafio no campo econômico, considerando que o Brasil não tem condições de concorrer no curto prazo com a indústria americana e de outros países desenvolvidos, o fortalecimento e a verticalização da agropecuária, o único setor da economia brasileira que avançou com a produtividade e domínio da tecnologia, e que tem um mercado cativo imenso a sua disposição carente de alimentos e matérias-primas espalhado ao redor do mundo. A industrialização da produção primária é um passo de curto prazo e exequível. Além do mais o Brasil tem terra suficiente para produzir alimentos e suprir a carência alimentar mundial que cresce geometricamente empurrada pelo aumento populacional descontrolado. Entretanto, para viabilizar um programa dessa natureza torna-se necessário atacar imediatamente o projeto ambiental internacional que tem como escopo em primeiro momento reduzir a capacidade de produzir do Brasil, para em seguida apoderar-se de imensas quantidades de terra via política indigenista e trabalhista, um confisco saqueador disfarçado em políticas públicas apoiadas por organismos internacionais sediadas na ONU.

Entretanto, essa não é uma tarefa fácil de vencer, pois será necessário vencer uma guerra de quarta geração comandada por grandes potências econômicas onde não se usam exércitos armados, tanques, aviões, navios de guerra e aviões, usam-se o meio ambiente, a crendice de povos incultos anestesiados pela mídia nacional e internacional que dispara mentiras a todo o momento, a que se soma a compra de governantes e políticos imorais.

O uso do meio ambiente está bem evidenciado nas informações colhidas no trabalho de Lorenzo Carrasco e Silvia Palácios intitulado Quem Manipula os Povos Indígenas contra o Desenvolvimento do Brasil – Um Olhar nos Porões do Conselho Mundial de Igrejas. Ao investigar a origem das campanhas ambientais, Carrasco e Palácios se depararam com seleto grupo de instituições ligadas aos interesses do Establishment oligárquico de certas potências do Hemisfério Norte, tendo a frente os EUA, Canadá e reino Unido, apoiados por seus parceiros de alguns países da União Europeia. Essas constelações de interesses, que reúne fundações e think-tanks privados (Think tanks são organizações ou instituições que atuam no campo dos grupos de interesse, produzindo e difundindo conhecimento (ideologia) sobre assuntos estratégicos, com vistas a influenciar transformações sociais, políticas, econômicas ou científicas, sobretudo em assuntos sobre os quais pessoas comuns (leigos) não encontram facilmente base para análises de forma objetiva. Os think tanks podem ser independentes ou filiados a partidos políticos, governos ou corporações privadas) e órgãos governamentais sintonizados com os mesmos propósitos, como agências de apoio ao desenvolvimento externo de vários países, é a verdadeira mentora, controladora e financiadora da pletora de movimentos internacionais que se apoderou das causas de apelo social, para instrumentalizá-las com finalidades políticas, de modo a exercer uma forma peculiar de “poder suave” (soft power), bem mais eficiente do que pressões políticas exercidas diretamente pelos governos.

No centro da questão está o velho e imutável objetivo dos grupos de poder global: o controle de recursos naturais e a sua não utilização pelos Estados nacionais que os detenham e estejam engajados na promoção do desenvolvimento socioeconômico de suas populações.

A jornalista canadense Elaine Dewar, no prefácio de seu livro Uma Demão de Verde desnuda o aparato oligárquico: de início, eu pensava que estava trabalhando com uma história sobre mudanças climáticas. Eventualmente, constatei que, na verdade, estava trabalhando numa história sobre como grandes interesses trabalham para esvaziar as democracias em benefício próprio, e sobre como eles fazem uso de ONGs – neste caso, grupos ambientais – como cobertura política.  

Prestem atenção ao seguinte: No campo do indigenismo, a ideia era modificar o conteúdo, tanto do trabalho missionário tradicional como do papel da Antropologia, unindo-os no que chamavam “luta pela libertação” dos povos indígenas. E mais: Em janeiro de 1971, a Comissão de Assuntos Internacionais do CMI (Conselho Mundial das Igrejas) e o Departamento de Etnologia da Universidade de Berna (Suíça) patrocinaram em Bridgetown, Barbados, um Simpósio sobre Conflitos Interétnicos na América do Sul, reunindo uma dúzia de antropólogos, principalmente latino-americanos, para definir a agenda. Vejam o que foi produzido: As sociedades indígenas têm direitos anteriores a toda sociedade nacional. O Estado deve reconhecer e garantir a cada uma das populações indígenas a propriedade de seu território permitindo que seja registrado corretamente, e na forma de propriedade coletiva, contínua, inalienável e suficientemente extensa para assegurar a manutenção das populações indígenas. O Estado deve reconhecer as organizações indígenas o direito de se organizarem e de se governarem segundo suas especificidades culturais, e em nenhum momento poderá limitar seus membros no exercício de todo e qualquer direito de cidadania, mas, em compensação, os exirminará do cumprimento das obrigações que entre em contradição com sua própria cultura.

A seguir o texto especifica a maneira em como as missões religiosas devem se comportar perante as populações indígenas. Observe-se que já não existe qualquer função evangelizador-civilizadora, com o propósito de incorporar os povos indígenas a plena condição de cidadãos das nações. Com a nova orientação as missões passariam a ser apenas os novos líderes dos povos indígenas frente aos Estados nacionais: A obra evangelizadora das missões religiosas na América Latina corresponde a situação colonial dominante, de cujos valores está impregnada. A presença missionária significou uma imposição de critérios e padrões alheios às sociedades indígenas dominadas e que encobrem, sob um manto religioso, a exploração econômica e humana das populações indígenas.

A Antropologia deixaria de ser uma ciência humana, para se transformar numa militância política, como já aconteceu na Amazônia e em outras regiões do Brasil estabelecendo uma verdadeira prostituição de demarcações de terras indígenas sem nenhum critério técnico ou outras razões lógicas a não ser obedecer às ordens emanadas pelo CMI e novos colonizadores.

Esta é uma pequena, muito pequena prova de que está em curso no Brasil uma ação consistente de apropriação de terras na Amazônia e em outras regiões do País com objetivo de evitar o desenvolvimento da nação e de se apropriar de vultosas riquezas, um saque sem precedente na história mundial. A crise que atravessa o Brasil só poderá ser debelada na sua totalidade, além das reformas que se fazem necessárias e do enxugamento do Estado, se nos livrarmos da coleira colocada pelo Establishment oligárquico e fortaleçamos o setor agropecuário incentivando o processo de sua verticalização, de sua industrialização. A elite política e econômica tem que pensar no Brasil e nos caminhos alternativos de seu desenvolvimento e crescimento derrubando internamente todos os obstáculos construídos por socialistas, comunistas, fascistas e ideólogos parasitas ociosos. Se esses obstáculos internos e externos não forem destruídos, o governo, qualquer governo não terá forças e recursos para reconstruir um novo Brasil que será sempre atacado em razão da sua fragilidade, por ser um país subdesenvolvido.

Armando Soares – economista

e-mail: armandoteixeirasoares@gmail.com

*Todo conteúdo da postagem é de responsabilidade de seu autor.

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Fatos e Acontecimentos

Fim da TPP pode beneficiar agronegócio brasileiro, avalia presidente da AEB – BeefPoint

A saída dos Estados Unidos da Parceria Transpacífica, determinada na segunda-feira, 23, pelo presidente Donald Trump, pode resultar em benefícios para o agronegócio brasileiro caso o Brasil aproveite a oportunidade para negociar com os mercados que vão deixar de receber produtos norte-americanos em condições especiais, avalia o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro.

“Como os EUA são concorrentes do Brasil na exportação de carne bovina, suco de laranja, açúcar, soja, entre outras commodities, pode haver um impacto positivo para nós, mas o governo brasileiro tem de tomar ações para se aproximar dos países que fazem parte da parceria e não apenas ficar esperando”, afirmou.

Por outro lado, alertou o presidente da AEB, se a postura protecionista de Trump ganhar corpo ao longo do seu mandato, as relações entre EUA e China podem ser reduzidas, gerando uma menor demanda chinesa por commodities, o que teria efeito negativo no Brasil, um grande exportador de commodities.

Em relação ao Nafta, acordo de livre comércio da América do Norte que Trump pretende renegociar, Castro disse que o efeito pode ser negativo para o Brasil. “De todas as exportações do México, 80% vão para os EUA. Se o Nafta for implodido, o México vai ter de olhar para outros mercados”, afirmou o presidente da AEB, ressaltando que o Brasil pode perder mercados para os mexicanos. “O México tem cerca de 40 acordos bilaterais com o mundo, inclusive com a União Europeia, coisa que o Brasil não tem”, acrescentou.

Fonte: Estadão, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

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Fatos e Acontecimentos

EUA removem embargo à carne bovina francesa – BeefPoint

Os Estados Unidos anunciaram o fim de um embargo às importações de carne bovina da França que estava em vigor há 19 anos devido a preocupações com a encefalopatia espongiforme bovina (EEB), informou a Comissão Europeia na sexta-feira.

A França tornou-se o quarto país europeu sob restrições relacionadas com a EEB a receber a aprovação dos EUA, que reabriu seu mercado anteriormente a Irlanda, Lituânia e Holanda.

A Comissão Europeia ficou satisfeita com a decisão, chamando-a de “excelente notícia para os produtores franceses”. O organismo disse que continuará a trabalhar com todos os Estados Membros da União Europeia (UE) para obter igual acesso ao mercado dos EUA.

Os EUA impuseram o embargo à carne bovina, ovina e caprina da UE em janeiro de 1998, em meio à crise da EEB na Europa.

Fonte: MeatingPlace.com, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

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Agronegócio

O QUE O AGRONEGÓCIO DEVE ESPERAR DAS MUDANÇAS NA ECONOMIA INTERNACIONAL – Cepea

Fonte: Internet

 As respostas à crise foram o salvamento de empresas e bancos quebrados através do aumento do endividamento público e do afrouxamento monetário com taxas de juros extremamente baixas. Nos Estados Unidos, vem se sedimentando agora a impressão de que esse processo se esgotou. Com o desemprego e a inflação sob controle, teria chegado o momento de iniciar uma fase de elevação moderada dos juros. Esse quadro pode, porém, se agravar muito a partir da posse do novo presidente, Donald Trump.

 A globalização deu-se pela reestruturação do sistema de produção mundial, mudando o padrão da divisão internacional do trabalho. Essa reestruturação, todavia, desagrada profundamente os apoiadores de Donald Trump, embora a economia americana venha crescendo sem problemas de inflação e desemprego de uma forma geral. 

 A nova estrutura se formou pela constituição de grandes cadeias produtivas mundiais, cujos segmentos se espalham pelos mais diferentes países. Nesse processo se sobressaiu o desempenho da economia chinesa tanto como produtora de manufaturas como importadora de commodities. Países como o Brasil que não se integraram bem nesse novo sistema – por não conseguir lidar com seus problemas de educação, inovação tecnológica, de produtividade, enfim – perderam muito do seu potencial de crescimento. 

 Uma característica importante dessa reestruturação produtiva global decorreu de que, enquanto a mobilidade internacional do capital se acelerou, a mobilidade do trabalho permaneceu muito baixa. Com isso o capital ligado principalmente à indústria escolheu se mover dos países desenvolvidos ao encontro da força de trabalho mais abundante nos países em desenvolvimento. Como resultado, caiu o emprego industrial nos países centrais, gerando a atual onda protecionista. A avalanche migratória desenfreada que se observa hoje provém de regiões que não se qualificaram para receber entrada de capital e que, por isso, ficaram à margem do progresso trazido pela globalização.

 Trump, de sua parte, acredita que poderá trazer de volta aos Estados Unidos esse emprego perdido valendo-se de duas alavancas. A primeira é o protecionismo. Seu princípio de “America First” pode ser lido como sendo “o mercado americano para os americanos”. Três efeitos altamente negativos ameaçam essa iniciativa protecionista. Por um lado, o consumidor americano passará a pagar mais caro pelos bens de consumo que passarem a ser importados com tarifas mais altas, com um efeito claramente inflacionário. Por outro, a indústria americana perderá eficiência e competitividade, pois passará a ter custos maiores decorrentes das barreiras à importação de insumos e bens intermediários. Por fim, com certeza, as práticas protecionistas americanas levarão a retaliação por parte dos demais países, com prejuízo para o comércio de todos, cujas consequências podem ser mais desemprego e inflação em escala mundial.

 Trump ensaia abrir conflitos com a China, principal alvo de seu protecionismo. Por um lado, reforçaria o bloqueio ao seu reconhecimento como economia de mercado no contexto da OMC.  Por outro, imporia barreiras antidumping às importações chinesas. Por último, propugnaria por uma valorização do Yuan.

 A China tem conseguido manter uma aproximada paridade de sua moeda ao dólar, num patamar desvalorizado. Uma valorização do Yuan já deveria ter ocorrido naturalmente, diante da pujança da economia chinesa, o que tem sido evitado até aqui. A China, mais cedo ou mais tarde, cederá nesse sentido, mormente se puder fazê-lo como parte de uma proveitosa barganha política em que o dólar perderia parte de sua prevalência como moeda de reserva de valor e de meio de troca. Para ser bem sucedida, teria de avançar na liberalização da economia, reduzindo a presença do Estado. Caso contrário, enfrentará pesado protecionismo, em que todos têm a perder. 

 A segunda alavanca do programa de Trump vem da expectativa de exploração do mercado interno americano – reservado ao capital nacional pelo protecionismo – através de fortes investimentos em infraestrutura principalmente. Embora não esteja claro o mecanismo a ser empregado para esse fim, é esperada uma alta – mais expressiva do que a prevista até aqui – dos juros nos Estados Unidos. Uma razão para essa alta será o aumento da dívida pública para financiar os gastos necessários, aumento esse potencializado pelos prometidos cortes de impostos. Outra razão é a necessidade de conter o potencial inflacionário dos estímulos de demanda decorrentes desses gastos. Uma terceira razão seria combater uma segunda raiz inflacionária vinda das medidas protecionistas que resultariam em maiores custos dos bens de consumo e intermediários.

 Para o Brasil essas mudanças no panorama mundial tornam mais necessárias e urgentes reformas que aumentem a confiança de consumidores e investidores nacionais e estrangeiros. A lista de reformas é conhecida e vem sendo discutida intensamente e até implementada, muitas vezes aos trancos e barrancos e sob a pressão das circunstâncias emergenciais. Se implementada pela metade, o risco é de que prevaleçam seus efeitos recessivos, pois enquanto os agentes econômicos não tenham diante de si um ambiente de negócios seguro e previsível, o crescimento do País será bastante aquém do desejado. Até agora, porém, o agronegócio e, sob certos cenários, a indústria de base mineral estão preparados para sobreviver – não necessariamente prosperar – diante de turbulências politicas econômicas mundiais e consequente crescimento mais devagar, com juros mais elevados e um dólar mais valorizado no mercado internacional. O agronegócio, em especial, deve voltar sua atenção para o comportamento do dólar no mercado interno e do preço do petróleo, base da produção de seus insumos. A manutenção do crescimento chinês ajuda bastante, particularmente se acompanhada de um fortalecimento do Yuan.  

Fonte: Cepea

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Agroeconomia

Safra de milho dos EUA é revisada para baixo – Globo Rural

Departamento de Agricultura do país corta cerca de 2 milhões de toneladas da estimativa anterior e espera aumento nos preços médios

Foto: Idaho National Laboratory/CCommons

As novas estimativas de oferta e demanda para o milho, divulgadas pelo Departamento de Agricultura (USDA) nesta quinta-feira (12/1), não tiveram alterações significativas nos maiores players da América do Sul – as projeções de produção, exportação e estoques finais de Brasil e Argentina foram mantidas. Já o quadro norte-americano contou com números positivos para as cotações do grão. A principal mudança está no tamanho da safra dos Estados Unidos, que foi revisada para baixo. Segundo o USDA, os produtores do país retiraram do campo 384,78 milhões de toneladas, 1,97 milhões de toneladas menos que o calculado no mês passado, quando a estimativa apontava para  386,75 milhões de toneladas.

Apesar de não mudar as estimativas de consumo interno nem de exportações, o órgão norte-americano calcula que os estoques finais de milho do país serão mais baixos do que se imaginava em dezembro. Agora, a expectativa é de que sobrem 59,82 milhões de toneladas do produto, ante 61,05 milhões de toneladas anunciados no mês passado.

Com a oferta reduzida e a demanda estável, o USDA acredita que as cotações do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) subirão de patamar ligeiramente. A média de preço do cereal agora está entre US$ 3,10 por bushel (o equivalente a US$ 7,32 por saca) e US$ 3,70 (US$ 8,74 por saca).

Por Cassiano Ribeiro

Fonte: Globo Rural

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Agroeconomia

USDA eleva estimativa para safra de soja do Brasil – Globo Rural

Colheita deve chegar a 104 milhões de toneladas, ainda abaixo da produção norte-americana, estimada em 117 milhões de toneladas

O governo dos Estados Unidos reduziu sua estimativa para a produção de soja na safra 2016/2017. De acordo com o relatório mensal de oferta e demanda de janeiro, divulgado nesta quinta-feira (12/1), a colheita local deve ser de 117,21 milhões de toneladas. No documento anterior, divulgado em dezembro de 2016, eram estimados 118,69 milhões de toneladas.

É o último relatório mensal de oferta e demanda divulgado pela administração Barack Obama, que passa o cargo a Donald Trump no próximo dia 20. Os técnicos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mantiveram a estimativa de exportação de soja do país em 55,79 milhões de toneladas.

Já a projeção de consumo interno na temporada 2016/2017 passou por um leve ajuste em relação ao relatório anterior, de 56 milhões para 56,02 milhões de toneladas. Os estoques finais norte-americanos foram ajustados de 13,08 milhões para 11,44 milhões de toneladas de soja.

“O preço médio ao produtor na safra 2016/2017 está projetado entre US$ 9 e US$ 10 por bushel”, informa o USDA. Em dezembro passado, os técnicos acreditavam em uma variação entre US$ 8,70 e US$ 10,20 por bushel na cotação local.

Apesar de reduzir suas próprias estimativas, os técnicos do USDA acreditam que o mundo deve colher ainda mais soja. A projeção para a safra mundial 2016/2017 foi revisada de 219,32 milhões para 220,64 milhões de toneladas.

O ajuste para baixo na produção norte-americana foi compensado, principalmente, por uma revisão para cima na perspectiva de produção brasileira. Para o USDA, a colheita da safra nova no Brasil, já iniciada, deve chegar a 104 milhões de toneladas e não mais 102 milhões, como previsto em dezembro de 2016.

Os técnicos do governo dos Estados Unidos também revisaram para cima a expectativa de exportação de soja por parte do Brasil. O número passou de 58,4 milhões de toneladas para 59,5 milhões. Com a demanda interna mantida em 44,1 milhões de toneladas, os estoques finais da safra brasileira devem ser de 19,38 milhões de toneladas.

Para a Argentina, as estimativas do USDA apontam para uma produção de 57 milhões de toneladas, consumo interno de 49,15 milhões, exportações de 9 milhões de toneladas e estoques finais de 31,8 milhões de toneladas de soja.

Por Raphael Salomão

Fonte: Globo Rural

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Agroeconomia

Preço da soja no Brasil registra maior média anual em 10 anos, diz Cepea – Notícias Agrícolas

Fonte: Internet

O preço nominal da soja brasileira registrou sua maior média anual em 10 anos em 2016, afirmou nesta quinta-feira o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em ano marcado pela quebra de safra, fortes exportações e dólar mais alto.

O Indicador da soja Paranaguá ESALQ/BM&FBovespa, referente ao grão depositado no corredor de exportação e negociado na modalidade spot (pronta entrega), no porto de Paranaguá (PR), alcançou média de 81,52 reais/saca de 60 kg em 2016, o valor mais alto em termos nominais registrado na série histórica do Cepea, iniciada em 2006.

Ao deflacionar (IGP-DI de novembro), a média é a mais alta dos últimos três anos, acrescentou o Cepea.

A força no mercado nacional, de acordo com o Cepea, deve-se principalmente às negociações antecipadas da safra 2015/16 por produtores, além da forte demanda pelo grão, tanto doméstica quanto internacional, influenciada pela força do dólar ante o real –o Brasil é o maior exportador global de soja.

“O impulso veio principalmente da postura retraída de produtores, que negociaram grande parte da safra 2015/16 antecipadamente, ainda em meados de 2015”, disse o Cepea.

Segundo o Cepea, a alta nos preços da soja no Brasil já vinha sendo observada desde que parte das lavouras foram prejudicadas por más condições climáticas em meados de 2015.

Já em 2016, a demanda por exportações, notada principalmente no primeiro semestre, contribuiu para alta. Favorecido pela quebra na produção da Argentina, o Brasil totalizou 38,56 milhões de toneladas de soja exportadas de janeiro a junho, volume recorde para o período, informou o Cepea.

No segundo semestre, a demanda externa pela soja e seus derivados diminuiu, principalmente em razão da safra recorde nos Estados Unidos, o que pressionou as cotações domésticas da soja. No entanto, os produtores permaneceram retraídos, o que tornou lenta a comercialização da safra 2016/17.

Por Laís Martins

Fonte: Notícias Agrícolas

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Armando Soares

Armando Soares #32: O homem contra o homem

O maior inimigo do homem tem sido durante milênios o próprio homem, uma verdade que não pode ser refutada por ninguém em nenhum momento da história universal. Esse é o maior problema a ser superado pela raça humana para que haja efetivamente avanço na Terra, um planeta manchado de sangue e impregnado de ódio desde os primórdios da civilização. Não busquemos nenhum outro culpado, o homem é o único culpado por todas as misérias, por todo o sofrimento, por todos os conflitos, por toda a discriminação e desamor que existe na Terra.  

Pesquisadores fizeram progredir a ciência por saltos sucessivos, por sobressaltos dolorosos, como Galileu e Copérnico, para fugir em seu tempo de perseguições de instituição religiosa cujo corpo dirigente tinha mentes fossilizadas, o que determinou a escravização de multidões e atrasou durante séculos o avanço da ciência e de civilizações, o que ainda ocorre em nossos dias com os físicos, biólogos e matemáticos através de governos e sociedades retrógadas.

O Universo está em constante evolução queiram ou não religiões que se perderam no tempo e homens ignorantes prepotentes. O estudo da história revela que toda civilização atravessa processos cíclicos: gênese, crescimento, apogeu, decadência e morte. Toynbee assevera que “a gênese de uma civilização é devida a um desafio que um grupo levanta em face do ambiente natural, social ou psicológico, provando assim uma resposta criativa que o levará a induzir um novo processo de civilização”. Outras pesquisas demonstram que o nascimento de uma civilização é provocado por um saber ou um conhecimento transmitido por uma raça em declínio, às vezes após a face de desintegração final. Depois de ter atingido seu apogeu, as civilizações tendem, pois a perder seu élan vital e a declinar. As estruturas se tornam rígidas, a tal ponto que a sociedade não pode mais fazer face às mudanças incessantes pela lei universal da evolução. O sistema “desafio-resposta”, que representa a saúde criadora de uma raça, desaparece pouco a pouco, dando lugar a modelos sociais e ambientais constrangedores e restritivos. A elite perde sua animação e seu dinamismo, enquanto a desmotivação e o medo do amanhã florescem nas camadas inferiores da sociedade. Em seu processo de degenerescência, as civilizações esquecem pouco a pouco as verdades fundamentais que fizeram sua força de outrora. O véu do esquecimento se abate sobre a memória da elite e o processo de desagregação final é estabelecido. A civilização perde sua alma e estoura nos quatro cantos da eternidade, a menos que seja dissolvida pelo dinamismo conquistador de outra raça, então no pico de sua glória. Só restam então os escritos, os monumentos abandonados, as tradições orais. Às vezes nem sobra nada. No primeiro caso estão os sumerianos, os egípcios, os gregos ou os astecas, e de certo ponto de vista os índios da América do Norte. No segundo caso, estão os celtas, dos quais não resta mais nada, senão fragmentos de saber, ou do continente mítico da Atlântica, que nem mesmo sabemos hoje se realmente existiu.

Mas, como conceituar civilização? Para Norbert Elias, o conceito de civilização é uma apropriação de um “termo nativo” (utilizado na França e na Inglaterra, a partir do século XVI, principalmente) e implica não só em uma realidade específica, empiricamente observável, como também em uma abstração teórica, um modelo de interpretação da história e da sociedade, entendida como um processo e constituída a partir de uma rede de interdependência funcional. O processo civilizador, segundo ele, manifesta-se numa cadeia de lentas transformações dos padrões sociais de auto-regulação e caminha “rumo a uma direção específica de forma não linear e evolutiva, mais de modo contínuo, com impulsos e contra-impulsos alternados”. A “civilização” também pode se referir à cultura de uma sociedade complexa, e não apenas à sociedade em si. Toda sociedade, civilizada ou não, tem um conjunto específico de ideias e costumes e um determinado conjunto de manufaturas e artes que a tornam única. As civilizações tendem a desenvolver culturas complexas, que incluem a literatura, a arte, arquitetura, uma religião organizada e costumes complexos associados à elite. A cultura complexa associada com a civilização tem uma tendência a se espalhar e influenciar outras culturas, às vezes, assimilando-as para dentro da civilização (um exemplo clássico foi o da civilização chinesa e sua influência sobre as civilizações próximas, tais como Coreia, Japão e Vietnã). Muitas civilizações são realmente grandes esferas culturais que englobam muitas nações e regiões. A civilização em que alguém vive é a mais ampla identidade cultural dessa pessoa. Muitos historiadores têm-se centrado nessas esferas culturais amplas e têm tratado as civilizações como unidades distintas. Um filósofo do início do século XX, Oswald Spengler, usa a palavra alemã “Kultur”, “cultura”, para o que muitos chamam de uma “civilização”. Spengler acredita que a coerência de uma civilização é baseada em um único símbolo primário cultural. As culturas experimentam ciclos de nascimento, vida, declínio e morte, muitas vezes suplantados por uma cultura nova poderosa, formada em torno de um novo símbolo cultural atraente. Spengler defende que a civilização é o início do declínio de uma cultura como, “… os estados mais exteriores e artificiais dos quais uma espécie de humanidade desenvolvida é capaz.”

Como encaixar nesses estudos de civilizações e do ser humano o Brasil e Cuba, aproveitando o momento de crise que atravessa o Brasil e o fim de vida de um ditador sanguinário que atrasou em cinquenta anos a vida dos cubanos.

Pode-se afirmar que existe em Cuba uma civilização ou apenas um aglomerado de indivíduos comandados e obedientes a um ditador esperto? E antes de Fidel, Cuba podia ser chamada de civilização como explica Norbert Elias e Oswald Spengler? Cuba era habitada principalmente por povos ameríndios conhecidos como taínos, também chamados de aruaques pelos espanhóis, e guanajatabeis e ciboneys antes da chegada dos espanhóis. Os antepassados desses nativos migraram séculos antes da parte continental das Américas do Sul, Central e do Norte. Os nativos taínos chamavam a ilha de Caobana. Os povos taínos eram agricultores e caçadores, ao passo que os ciboneis eram pescadores e caçadores e os guanatabeyes eram coletores. Cuba foi colonizada pelos espanhóis que impuseram sua maneira de viver e sua cultura. Portanto, Cuba não teve um ciclo de cultura própria, absorveu uma cultura imposta pelos espanhóis onde se destaca o saque e um modelo de governo onde imperava a vontade de um Estado todo poderoso. Fidel se aproveitou do momento em que Cuba vivia sob uma administração corrupta e de uma cultura intervencionista para instalar o seu reinado. A civilização em Cuba, portanto, ainda está por nascer. Cuba é apenas um conglomerado de indivíduos sem vontade própria vivendo miseravelmente.

E o que dizer do Brasil? Temos uma civilização e uma cultura ou temos sido ao longo do tempo como Cuba apenas um conglomerado de indivíduos contaminados por uma cultura portuguesa onde prevalece a vontade de um Estado todo poderoso? O crescimento pífio do Brasil reflete a cultura que assimilou dos portugueses, onde o Estado todo-poderoso dominava e tudo fazia. O povo brasileiro, em consequência dessa herança cultural sofre de uma doença da renúncia a ideais elevados, e por isso, vive mergulhado na autocomplacência, de agradar através do Estado com dinheiro de quem explora a iniciativa privada. O governo, qualquer governo, nunca encarou e não encara neste momento os desafios de um desenvolvimento dinâmico com taxa elevada de crescimento. A iniciativa do governo se restringe ao discurso, porque está preso a um modelo que não permite o desenvolvimento econômico. Enquanto o resto do mundo se volta ao desafio de criação de riquezas, o Brasil com sua política ambientalista e distributivista intervencionista estatal e com viés anticapitalista impede a criação de riquezas. Vivenciamos uma economia de funcionários públicos que se acomoda a dependência do Estado.  

Países que adotaram o regime capitalista crescem porque seu povo trabalha muito e porque estudaram muito. O Brasil adotou um modelo econômico e político errado, o que explica porque o Brasil cresceu pouco, portanto, não merecia crescer. No Brasil se usa demagogicamente a pobreza como instrumento político eleitoreiro e meio para corrupção, ou seja, a pobreza é estimulada pelo Estado através de suas políticas demagógicas.

Os políticos e governantes não buscam o desenvolvimento e a criação de incentivos para a melhoria da produtividade, o aumento da produção e a geração de empregos, preferem optar pelo modelo que prioriza a distribuição e a proteção, enquanto nos Estados Unidos, o Estado dá ao cidadão instrumentos para sua atividade com destaque para a educação. Adquirindo a maioridade, cada um é responsável pelo seu destino, e vai trabalhar e produzir para a grandeza do Estado.

Infelizmente num simples artigo não é possível mostrar o quanto o Brasil está no caminho errado. Contudo, dado a realidade política, econômica e social que vivemos é possível afirmar que ainda não construímos uma civilização, somos apenas um conglomerado sem rumo, sem tradição, sem cultura. Não saímos da selvageria. Precisamos dar início ao processo cíclico de formação de uma civilização que justifique o sacrifício do brasileiro. Viver e trabalhar para manter no topo do poder esse bando de aproveitadores medíocres é cruel e estúpido.

Armando Soares – economista

e-mail: armandoteixeirasoares@gmail.com           

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Armando Soares #28: Mundo camaleão

armando-soares (1)O Brasil que se vive hoje se assemelha ao camaleão onde as pessoas assumem a cor conveniente aos seus interesses, comportamento seguido pelos governantes, pelos políticos de um modo geral, pelos comunistas, pelos juízes, pelos sindicalistas, pelos padres, pelos evangélicos, pessoas que dependem do povo, da sociedade para sua subsistência. Esse pessoal reflete o perfil de um país que nunca teve verdadeiramente uma sociedade dotada de moral, nunca teve como diretriz um conjunto de regras de conduta consideradas como válidas, quer de modo absoluto para qualquer tempo ou lugar, quer para grupo ou pessoa determinada. Até determinado tempo fingia-se de possuir moral. Com o passar do tempo esse fingimento desapareceu tragado pela ferocidade do vale-tudo que refletia a deformação de uma civilização mal formada. Prevalece aqui o ditado popular que com muita razão afirma que “pau que nasce torto não tem jeito, morre torto”.

O que estamos assistindo no Brasil de hoje, que não pôde ser assistido por gerações anteriores que não tinham televisão, internet, facebook e outros inventos miraculosos, é um cenário indecoroso representado por uma parcela da sociedade, a mais significativa representante do povo brasileiro, a que deveria ter o dever de aplicar com honestidade os recursos disponibilizados pelo trabalho de milhões de brasileiros, mas ao invés disso assaltaram os cofres da nação enquanto puderam e enquanto o Estado suportou o saque criminoso. Não estou me referindo apenas ao roubo recente, estou me referindo a um processo de saque mais profundo que vem sendo praticado no Brasil em longo prazo representado pela política cavernosa e devoradora do dinheiro arrecadado por impostos cobrados de brasileiros. Gerações de políticos desonestos enriqueceram a custa do Estado, com a conivência das instituições brasileiras que se tornaram, em razão de sua omissão, parceiros do roubo secular e da má gestão administrativa. Se o Brasil, rico como é, não acompanhou o desenvolvimento dos Estados Unidos da América, é porque os governos brasileiros não tiveram competência para transformar essa riqueza em desenvolvimento. Os brasileiros com o seu trabalho ao longo do tempo sustentaram um Estado arrecadador confiscador que serviu apenas aos interesses de políticos e seus apaniguados. Trabalharam os brasileiros de governo a governo como bestas de carga, como escravos para sustentar políticos espertos, e nunca se tocaram que nenhum governo teve como prioridade, como preocupação maior, como meta um projeto de nação. Diante dessa verdade, podemos afirmar sem medo de errar, que os brasileiros estão recebendo o pagamento que merecem pela falta de inteligência, pela sua imprevidência, por sua pequinesa mental.  Segundo Hegel o Estado é a mais vasta e complexa criação da inteligência humana, a encarnação suprema da Razão. No Brasil a sociedade organizada não usou até hoje a inteligência para criar uma nação próspera para servir a todos os brasileiros, ao invés disso assimilou dos ibéricos um modelo de Estado intervencionista castrador da livre iniciativa e saqueador das riquezas alheias e ficou por aí cuidando irresponsavelmente apenas de seus interesses, ou seja, admitiu ter sobre si uma entidade político controladora da vida – o Estado – manipulada por pessoas desprovidas de princípios, por demagogos e finalmente por bandidos travestidos de políticos e administradores. Permitiu conscientemente que a mediocridade se apropriasse do Estado para outros fins que não de construir uma grande nação livre e com capacidade de gerar qualidade de vida através de uma modelo de desenvolvimento construído com o motor de uma economia de mercado e pela produtividade. Talvez seja esta hora de lembrar Kennedy em discurso ao povo americano: “Por isso meus irmãos americanos não perguntem o que o seu país pode fazer por vocês. Perguntem o que vocês podem fazer pelo seu país”.

Exemplo de comportamento equivocado de brasileiros descompromissados com um projeto de nação é a forma como estão agindo os produtores rurais em relação à política ambiental brasileira.  Contrariados com regras de licenciamento ambiental, ruralistas pedem a saída de Sarney Filho do Meio Ambiente. Descontentes com o trabalho do titular, cuja condução da pasta é classificada como “ideológica”, os ruralistas têm uma audiência prevista para a próxima quarta-feira, 30.11.2016, no Palácio do Planalto. Os ruralistas destacam que Impasses e dificuldades são criados para o financiamento agrícola, licenciamento ambiental, mas, embargam-se áreas, ou seja, o Estado sempre se posicionando contra o processo produtivo. No encontro realizado pela FPA em Brasília, o deputado da FPA chegou a dizer que sente falta da ex-ministra do MMA. “Nesta questão ambiental, já estamos até com saudades da ex-ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira.” A mídia informa que Deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) pedirão ao presidente Michel Temer (PMDB) a saída do ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, do cargo, e levam nomes para a pasta como Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Vê-se aí a submissão do brasileiro aos ditames de um Estado todo-poderoso divorciados da sociedade produtora. O caminho escolhido, deputados da FPA, não deveria ser esse. A reinvindicação deve ser impositiva para tirar o setor produtivo da canga ambientalista. Para atingir esse objetivo deve ser primeiramente colocar a frente do ministério do meio ambiente uma pessoa sensata que não esteja mancomunado com o aparato ambientalista-indigenista. Quem tem como vocês, produtores rurais à força econômica e política, que são responsáveis pela comida que o brasileiro põe na mesa, e sofre permanentemente perseguições de bandidos no campo e em políticas públicas, não se humilham ou pede favor a um governo irresponsável e imoral. Esse comportamento confirma o total divorcio entre o Estado e a sociedade brasileira como já referido.

O comportamento dos deputados da FPA frente ao governo brasileiro mostra uma verdade cruel que vai contra os interesses do Brasil e do produtor que eles representam. Como políticos defendem interesses partidários comprometidos com a corrupção e a total subserviência ao aparato ambientalista-indigenista. A subserviência é tão grande ao Estado todo-poderoso que esses senhores deputados deixam de lado a defesa do produtor rural que está sendo esmagado como eles mesmos reconhecem pedindo arrego ao governo de forma humilhante. Esse é um exemplo que mostra com fidelidade a impossibilidade de tirar o Brasil do fundo do poço, do processo agônico de morte institucional, econômica e social. Os produtores rurais deveriam ser os primeiros a dar o grito de liberdade da escravidão estatal que vem conduzindo secularmente o Brasil para o caos civilizatório. Os produtores rurais são vitoriosos em todos os sentidos. São exemplo de como se produz com eficiência alimentos e matérias-primas com alta produtividade num país que submete a atividade econômica a custos insuportáveis dadas sua política estatizante e corrupta. Por que a submissão humilhante quando a hora, o momento politico e econômico brasileiro indica a necessidade de enfrentamento e não de submissão?

Esta é a hora de lutar sem temor para salvar o Brasil expulsando do poder toda uma casta de políticos viciados a mamar nas tetas da nação, restaurar a dignidade e a moralidade e ajustar as instituições manchadas pela podridão política e pela corrupção. Não é hora para ser condescendente com políticos, administradores públicos e juízes venais, a hora é enfrenta-los e expulsá-los com coragem e altivez. Esta é a hora e o momento de salvar o Brasil e de conduzi-lo para a grandeza.

Armando Soares – economista

e-mail: armandoteixeirasoares@gmail.com

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