Categorias
Curiosidades do Agro

Johanna Döbereiner descobriu que plantas podem gerar seu próprio adubo interagindo com bactérias

Técnica sustentável fez o Brasil reduzir o uso de fertilizantes químicos nas lavouras de soja, o que provocou economia US$ 2 bi por ano na cultura e ajudou a impulsionar o país como um dos maiores produtores do grão.

 

Johanna Döbereiner no laboratório da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). — Foto: Divulgação
Johanna Döbereiner no laboratório da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). — Foto: Divulgação

Nascida em 1924 na antiga Tchecoslováquia (hoje República Tcheca e a Eslováquia), imigrou para o Brasil em 1950, em meio à instabilidade e perdas deixadas pelo fim da Segunda Guerra Mundial na Europa.

Por aqui, dedicou toda a sua vida à ciência, liderando pesquisas de microbiologia do solo a partir a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), até o final de sua vida, em 2000.

Sempre com foco em sustentabilidade, em uma época em que o tema era pouco debatido, Johanna demonstrou que é possível eliminar o uso de adubos químicos poluentes e caros em culturas como a soja, aproveitando-se somente do que já existe na natureza.

Mais especificamente das Bactérias Fixadoras de Nitrogênio, que são capazes de capturar o nitrogênio do ar, um adubo natural para as plantas. Esses seres vivos, que vivem no solo, nas folhas, nos caules, foram descobertos em 1901 pelo microbiologista Martinus Beijerinck.

Johanna Döbereiner sempre focou em sustentabilidade, em uma época em que o tema era pouco debatido. — Foto: Divulgação
Johanna Döbereiner sempre focou em sustentabilidade, em uma época em que o tema era pouco debatido. — Foto: Divulgação

Mas foram os estudos de Johanna, a partir da década de 1950, que mostraram como usar as bactérias a serviço da agricultura, já que nem todas têm capacidade de transferir o nitrogênio para as plantas, explica a agrônoma Vera Baldani, aluna, colega de trabalho e amiga muito próxima da cientista.

“A Johanna e os pesquisadores que embarcaram na ideia dela descobriram que as bactérias Rizóbio fazem uma simbiose perfeita com a soja: elas se alimentam da seiva da planta e, em troca, fornecem o nitrogênio para a soja. Uma tecnologia limpa”, conta Vera.

A técnica consiste em introduzir as bactérias nas sementes de soja, que, quando começam a germinar, produzem nódulos nas raízes da planta que funcionam como usinas para a extração de nitrogênio do ar.

A fixação biológica de nitrogênio no plantio da soja gera uma economia de US$ 2 bilhões por ano com adubos químicos, diz Embrapa. — Foto: Divulgação/Ascom Seagri
A fixação biológica de nitrogênio no plantio da soja gera uma economia de US$ 2 bilhões por ano com adubos químicos, diz Embrapa. — Foto: Divulgação/Ascom Seagri

Os estudos derrubaram a crença da época de que os fertilizantes químicos eram insubstituíveis. A descoberta, ao reduzir os custos de produção, ajudou a transformar a soja nacional em um dos principais produtos de exportação do Brasil.

Estima-se, inclusive, que a fixação biológica de nitrogênio no plantio da soja gere uma economia de US$ 2 bilhões por ano com adubos químicos, segundo a Embrapa.

Uma vida dedicada às bactérias

Além da soja, Johanna liderou pesquisas sobre a fixação biológica de nitrogênio por palmáceas, como o dendezeiro. E descreveu a bactéria Beijerinckia fluminensis, que interage com a cana-de-açúcar, o que foi um de seus grandes feitos, conta a jornalista Kristina Michahelles, em seu livro “Johanna Döbereiner: uma vida dedicada à ciência”.

A cientista dizia que seu “insight “se deu a partir da observação de que a planta da cana-de-açúcar estava sempre verde, mantendo certa produção constante há séculos no país, mesmo em períodos secos, sem o uso de adubação especial.

 

Johanna Döbereiner fala, em campo, sobre as pesquisas com a planta da cana-de-açúcar. — Foto: Divulgação
Johanna Döbereiner fala, em campo, sobre as pesquisas com a planta da cana-de-açúcar. — Foto: Divulgação

Além disso, Johanna coordenou estudos sobre as limitações da fixação de nitrogênio em leguminosas, como o feijão, nos quais Vera trabalhou.

Ela foi também professora e orientadora de vários cientistas que hoje ocupam posição de destaque na pesquisa no Brasil. Tem mais de 500 títulos publicados, mais de 20 prêmios, além de uma indicação ao Prêmio Nobel de Química em 1997.

 

Anos de turbulência na guerra

Antes de fazer história na ciência, Johanna passou por duras perdas na Europa. Uma das principais foi a de sua mãe, Margarethe Kubelka, que morreu em um campo de concentração após o fim da Segunda Guerra, em 1945, como muitos sudetos, povos de origem alemã.

Nascido austríaco, o pai de Johanna, Paul Kubelka, recebeu a cidadania tcheca em 1918, que foi anulada com a ocupação nazista no país, em 1939. A família se tornou alemã, mas “não tinham a menor simpatia pelos invasores”, conta a jornalista Kristina.

Paul, que era químico, foi constantemente espionado pela Gestapo, teve seus cursos proibidos da Universidade de Praga e ajudou amigos judeus a fugirem da perseguição nazista.

Johanna Döbereiner — Foto: Divulgação
Johanna Döbereiner — Foto: Divulgação

Com o fim da guerra, os pais de Johanna foram internados em um campo de trabalho forçado, enquanto ela conseguiu fugir para a Alemanha com seus avós paternos. Seu pai teve um destino diferente do sua mãe, e conseguiu escapar do campo de concentração para as terras alemãs.

Da sua mãe, ficaram lembranças de uma mulher com ideias à frente de seu tempo: “Não devemos falar para a nossa filha que o seu destino será encontrar um marido. Devemos dizer à nossa filha que a sua vitória terá sido alcançada quando se orgulhar daquilo que realizou”, anotou Margarethe, em seu diário.

Johanna Döbereiner — Foto: Divulgação
Johanna Döbereiner — Foto: Divulgação

Com a Europa em escombros, o pai de Johanna imigrou em 1948 para o Brasil.

A cientista, entretanto, só chegaria dois anos depois, após ter se formado em agronomia na Escola Superior Técnica de Munique, onde conheceu o seu esposo, o médico veterinário Jürgen Döbereiner, que a acompanhou na mudança de país.

Nova pátria

“A minha mãe viu o Brasil como o início de uma nova vida. Não tinha como voltar para Praga, que estava sob o comunismo, e a Alemanha não era o lar dela. Então ela abraçou o Brasil com tudo e aprendeu logo a língua”, conta a filha mais velha de Johanna, Marlis Arkcoll.

Johanna não perdeu mesmo tempo. Assim que chegou, fez contatos para conseguir trabalhar com pesquisa e, em menos de seis meses, já estava empregada no Instituto de Ecologia e Experimentação Agrícola (IEEA), precursor do que atualmente é a Embrapa Agrobiologia, em Seropédica, interior do Rio de Janeiro.

Ela e seu esposo se naturalizaram brasileiros em 1956.

Johanna Döbereiner em sua casa em em Seropédica, interior do Rio de Janeiro. — Foto: Divulgação
Johanna Döbereiner em sua casa em em Seropédica, interior do Rio de Janeiro. — Foto: Divulgação

Quem abriu as portas para ela foi o pesquisador Álvaro Barcellos Fagundes, diretor do Serviço Nacional de Pesquisas Agronômicas, que tinha enorme interesse pelas aplicações práticas da fixação biológica de nitrogênio no solo por meio das bactérias.

Foi em Seropédica também que Johanna e seu marido Jürgen fizeram morada e criaram seus três filhos: Marlis, Christian e Lorenz.

 

Olhares de filha e amiga
Johanna Döbereiner com seu marido e filhos. — Foto: Divulgação
Johanna Döbereiner com seu marido e filhos. — Foto: Divulgação

Desde que entrou na pesquisa, Johanna não parou mais. Eram constantes as suas viagens para congressos e seminários, rememora Marlis.

“Ela fez com que nós, filhos, nos tornássemos responsáveis bem cedo na vida. Ela viajava muito, em uma época que era difícil ver mulher viajando sozinha. Ela adora viajar, voltava com os olhos brilhando e com a mala cheia de presentinhos exóticos, sementes”, conta Marlis,.

Em casa, Johanna e Jürgen também faziam com que os que filhos só lessem em alemão e em inglês para que eles pudessem aprender outras línguas além do português na escola.

Johanna Döbereiner no laboratório da Embrapa. — Foto: Divulgação
Johanna Döbereiner no laboratório da Embrapa. — Foto: Divulgação

No laboratório, ela também era dinâmica, além de uma incansável questionadora, conta a pesquisadora Vera Baldani, amiga de toda uma vida de Johanna, que entrou na Embrapa em 1976.

“Com ela não tinha meio termo, ela era bem direta. A gente discutia muito por causa de experimento, pesquisa, porque ela ensinava a gente a ser crítica. Era bastante exigente e enérgica. Mas também de um coração fantástico […] Sabia quando tinha algo errado com a gente apenas com o olhar”, conta Vera.

Fora do laboratório, era comum que Vera e Johanna se reunissem para fazer tricô e ouvir música clássica. “A gente conversava de tudo, ciência, música, marido, filho. Nós tínhamos uma ligação muito forte, de mãe e filha”, diz Vera.

Últimos anos de vida

Vera acompanhou ainda os primeiros sinais do Alzheimer que acometeu Johanna no início dos anos 90.

“Mesmo com a doença, ela nunca deixou de ir para a Embrapa. Foi duro porque, naquela época, não se acreditava que as pessoas que trabalhavam tanto a mente teriam Alzheimer”, conta Vera.

A doença piorou com a trágica morte de seu filho mais novo, Lorenz, assinado em março de 1996, com um tiro disparado por um motoqueiro, em um sinal de trânsito em São Paulo, em circunstâncias que não foram esclarecidas até hoje.

Johanna morreu quatro anos depois, com 75 anos, em 5 de outubro de 2000, por uma broncopneumonia causada por aspiração.

Seu nome ressoa até hoje nas pesquisas de microbiologia do solo. E foi até imortalizado em suas companheiras de toda uma vida: as bactérias fixadoras de nitrogênio Cluconacetobacter johannae sp. e Azospirillum doebereinerae sp.

Por:  Paula Salati, G1

Categorias
Ruralbook em Campo

Fui a campo entregar um Distribuidor MP Agro com a Delta Agro Paragominas

 

 

 

Estive em mais uma entrega técnica da Delta Agro Paragominas e dessa vez entregando um distribuidor de calcário e/ou fertilizante MP AGRO – Taurus Truck 25000.

Conhecer um pouco mais da empresa MP Agro, acesse: https://mpagro.com.br/

Delta Agro Paragominas https://www.instagram.com/deltaagro_p…

Obrigado a todos por acompanhar, curtir e compartilhar nosso conteúdo.

Grande abraço, Rodrigo Fraoli

 

Categorias
Agronotícias

Brasil quer aumentar produção de fertilizantes

Governo começa a debater plano com este objetivo.

Imagem: Eliza Maliszewski

O Brasil tem uma das maiores agriculturas do mundo e o 4º maior consumidor de fertilizantes mas ainda importa grande parte do que usa nos cultivos, cerca de 75%, sendo o maior importador mundial.

Na década entre 2007 e 2017 a produção nacional caiu de 9,81 milhões de toneladas para 8,184 milhões. No mesmo período as importações brasileiras de fertilizantes cresceram 105%. Em 2019 o país usou 36 milhões de toneladas e produziu apenas 23% ou 8,2 milhões de toneladas. A maior dependência brasileira é pelo nutriente potássico (95%), seguido pelos nitrogenados (80%) e pelos fosforados (55%), informa a Associação Internacional de Fertilizantes.

Com o objetivo de diminuir esta dependência foi realizada nesta terça-feira (9) a primeira reunião do Grupo de Trabalho Interministerial encarregado pela elaboração do Plano Nacional de Fertilizantes. O grupo foi criado com a publicação do Decreto 10.605 e terá encontros a cada 15 dias.

A Ministra da Agricultura,Tereza Cristina, reforçou que os fertilizantes são insumos estratégicos para a agricultura brasileira e disse que o Brasil precisa ter uma produção mínima de fertilizantes para garantir a segurança nacional e a segurança alimentar. “No momento que teve a pandemia, vocês viram como foi importante a segurança alimentar do nosso país. A nossa agricultura cresce todos os anos, então cada vez mais vamos precisar de fertilizantes. Esse grupo vai justamente vai dar este norte”, disse.

O Grupo de Trabalho é formado por representantes da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Casa Civil e dos ministérios da Agricultura, Economia, Infraestrutura, Minas e Energia, Meio Ambiente e Ciência, Tecnologia e Inovações, além da Embrapa, Gabinete de Segurança Institucional e Advocacia-Geral da União. A secretaria executiva ficará a cargo da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos.

O objetivo do plano é tornar o país protagonista em inovação tecnológica em nutrição de plantas de forma sustentável, expandir a produção e oferta de fertilizantes nacionais e reduzir a dependência de produtos externos. O GTI deverá entregar o Plano Nacional de Fertilizantes ao Secretário Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República em um prazo de 120 dias.

Por: Agrolink

Categorias
Agronegócio

Governo descobre novos depósitos de potássio para uso na agricultura

Essencial para qualquer tipo de cultivo, o potássio é um dos minérios mais importantes para a indústria de fertilizantes.
Minério foi identificado na Bacia do Amazonas/ Foto: Pixabay

Com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre o potencial no país de minerais usados na agricultura, o Serviço Geológico do Brasil, empresa pública ligada ao Ministério de Minas e Energia, identificou na Bacia do Amazonas novas ocorrências e ampliou em 70% a potencialidade sobre depósitos de sais de potássio, ou silvinita, como é denominado o mineral cloreto de potássio, do qual se extrai o potássio (K).

Essencial para qualquer tipo de cultivo, o potássio é um dos minérios mais importantes para a indústria de fertilizantes. O mineral é largamente utilizado para aumentar a produtividade no campo e, juntamente com o nitrogênio e o fósforo, forma a tríade presente nas formulações NPK.

Atualmente, o Brasil importa 96,5% do cloreto de potássio que utiliza para fertilização do solo. Também ostenta o título de maior importador mundial de potássio, com 10,45 milhões de toneladas adquiridas em 2019, de acordo com dados do Ministério da Economia.

De acordo com o Informe Avaliação do Potencial de Potássio no Brasil – Área Bacia do Amazonas, setor Centro ­Oeste, Estado do Amazonas e Pará, até o momento, pode-se afirmar a existência de depósitos em Nova Olinda do Norte, Autazes e Itacoatiara, com reservas em torno de 3,2 bilhões de toneladas de minério, além de ocorrências em Silves, São Sebastião do Uatumã, Itapiranga, Faro, Nhamundá e Juruti. Na região de Autazes, o minério pode ser encontrado a profundidades entre 650m a 850m, com teor de 30,7% KCl. Em Nova Olinda, a profundidade varia em torno de 980m e até 1200m, com teor médio de 32,59% KCl.

Importância do potássio para o setor agrícola

De acordo com o diretor de Geologia e Recursos Minerais, do Serviço Geológico do Brasil, Marcio Remédio, caso esses depósitos já identificados entrem em produção, o impacto para o setor agrícola e para produção de fertilizantes no Brasil pode ser imediato. “A expectativa é que, ao reduzir a importação de fertilizantes, o insumo torne-se mais barato e acessível, eliminando custos de transporte e logística”, explicou.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, ressaltou a importância do trabalho que o Serviço Geológico do Brasil tem prestado para viabilizar insumos tão necessários para o desenvolvimento do país. “O Brasil é conhecido mundialmente por ser uma potência agroambiental, atendendo parte significativa da demanda mundial e crescente de alimentos. A pesquisa voltada a minimizar a dependência de agrominerais importados é uma ação estratégica e uma meta do Programa Mineração e Desenvolvimento, recentemente lançado.”

O secretário de Geologia e Transformação Mineral, Alexandre Vidigal, lembrou dos benefícios, além do agronegócio e da economia do país, que a atividade mineral pode gerar em âmbito regional, como a criação de novos empregos, melhoria na renda da comunidade local e mais arrecadação nos municípios produtores, que passam a receber a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM).

Por: Canal Rural

Categorias
Mercados e Créditos

Empresas de fertilizantes integram negócios

As empresas de Goiás e multinacional suíça buscam expandir negócios no Brasil

Imagem: Divulgação

 Fertilizantes Tocantins (FTO) e a EuroChem Group AG firmaram um acordo definitivo de integração de negócios.  O processo iniciou em 2016, quando a EuroChem adquiriu o controle majoritário da FTO, a parceria já previa a completa consolidação, parte da evolução natural do negócio. O acordo agora aguarda a aprovação regulatória e deve ser concluído no terceiro trimestre deste ano.

Esta integração reflete a estratégia da EuroChem em se tornar a principal produtora de fertilizantes do mundo. Além das fábricas de mistura de fertilizantes da FTO, sua presença de mercado e os canais de distribuição fornecem à EuroChem uma plataforma ideal para oferecer aos agricultores toda a gama de produtos. São produzidos atualmente nitrogênio (ureia), fosfatados (MAP) e potássio (MOP), até uma ampla gama de fertilizantes especiais, incluindo NPK composto, NPS e produtos solúveis em água.

A soma dos recursos permitiu a construção de novas fábricas no Brasil. Além das unidades já existentes, outras três novas instalações em Araguari (MG), Catalão (GO) e Sinop (MT) foram inauguradas. O objetivo da  EuroChem é ampliar sua base de produção e alcance de distribuição em solo brasileiro.

Fundada em 2003, a Fertilizantes Tocantins está estrategicamente localizada nas regiões agrícolas que mais crescem no país como Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. A empresa tem apresentado crescimento de vendas de dois dígitos por sete anos consecutivos, atingindo 2,4 milhões de toneladas de fertilizantes vendidos em 2019. Tem sede administrativa em Goiânia e outras nove fábricas localizadas nas cidades de Porto Nacional (TO), São Luís (MA), Querência (MT), Sinop (MT), Rondonópolis (MT), Barcarena (PA), Catalão (GO), Araguari (MG) e em Luis Eduardo Magalhães (BA).

A EuroChem é líder mundial na produção de fertilizantes nitrogenados, fosfatados e potássicos. O Grupo está verticalmente integrado com atividades que abrangem mineração, produção, logística e distribuição de fertilizantes. Com sede em Zug (Suíça), opera unidades de produção na Europa e na Ásia. Com a produção de potássio em sua mina Usolskiy e uma segunda operação em VolgaKaliy, amabas na Rússia, tornou-se uma das três únicas empresas no mundo com capacidade de produção nos três principais grupos minerais (NPK), com logística e rede de distribuição global próprias.

Fonte: AGROLINK

Categorias
Agronotícias

Entregas de fertilizantes cresceram 23,6% em janeiro deste ano – Notícias Agrícolas

Fonte: Internet

As entregas de fertilizantes totalizaram 2,63 milhões de toneladas no Brasil em janeiro deste ano, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda).

Historicamente, foi o maior volume entregue no mês. Em relação a janeiro de 2016, houve crescimento de 23,6%.

A demanda neste momento é principalmente pelos setores de laranja e cana-de-açúcar.

Para 2017, a Scot Consultoria estima um volume entregue entre 35,0 milhões e 36,0 milhões de toneladas de fertilizantes entregues no país. Em 2016 foram entregues 34,08 milhões de toneladas.

Com relação aos preços, o dólar recuando em relação ao real em janeiro e fevereiro são fatores baixistas para as cotações no mercado brasileiro. Por outro lado, o da oferta, algumas empresas falam em uma disponibilidade menor de adubos e matéria-prima desde o final do ano passado.

Em curto e médio prazos espera-se maior movimentação no mercado brasileiro de fertilizantes, fato que pode dar sustentação às cotações. Vai depender do câmbio e do ritmo das importações.

Por fim, a Anda estimou os estoques de passagem em 2016 em 5,07 milhões de toneladas de fertilizantes, frente as 5,40 milhões de toneladas ao final de 2015.

Fonte: Notícias Agrícolas

Banner rodapé fornecedor

Categorias
Fatos e Acontecimentos

Publicação identifica doenças fúngicas foliares emergentes em cana-de-açúcar – Embrapa

Foto: Katia Nechet

Pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) disponibilizaram estudo que apresenta ilustrações dos sintomas da podridão vermelha e mancha anelar em cana-de-açúcar com a identificação dos agentes causais para facilitar o diagnóstico correto.

As principais doenças da cana-de-açúcar estão relacionadas a patógenos que causam manchas foliares, como as ferrugens, e patógenos sistêmicos transmitidos por toletes infectados, como o mosaico, escaldadura das folhas e o raquitismo-da-soqueira. O uso de variedades resistentes a manchas foliares e o tratamento de toletes por termoterapia são medidas de controle que vem sendo adotadas para a redução de perdas.

Entretanto, explica a pesquisadora Katia Nechet, uma das autoras do estudo, nos últimos três anos observou-se uma alta incidência das doenças fúngicas foliares – mancha anelar e podridão vermelha (apenas com sintoma de mancha foliar), em fazendas comerciais nos municípios de Iracemápolis, Araras e Guaíra, no estado de São Paulo; doenças consideradas secundárias, com escassez de ilustrações dos sintomas, que podem ser confundidos com os sintomas de outras manchas foliares.

A adoção de novas práticas agrícolas interfere na ocorrência de doenças. A incidência de doenças consideradas secundárias deve ser monitorada visando avaliar seu impacto no manejo fitossanitário. O diagnóstico precoce e correto é a principal ferramenta para embasar esse acompanhamento ao longo do tempo.

De acordo com a FAO, o Brasil possui aproximadamente 9,8 milhões de hectares de área colhida com cana-de-açúcar, dos quais 54% são cultivados em terras paulistas, utilizando colheita mecanizada e crua, virtude do aproveitamento quase total da cultura como matéria-prima, voltada para a produção de açúcar, biocombustível, fertilizante e eletricidade, passando a ser referenciada como fonte de biomassa.

O aumento da área cultivada – 5,97 milhões de hectares na safra 2015/2016 tem sido acompanhado de crescente preocupação com os impactos ambientais e sociais. Uma das medidas adotadas foi a proibição da queimada em canaviais no Estado de São Paulo, seguindo um esquema de restrições legais progressivas até o ano de 2021, em áreas com possibilidade de mecanização total da colheita, e até 2031 para as demais áreas.

A manutenção da palhada em áreas sem queima prévia (cana crua) e a adoção de outras práticas conservacionistas como o cultivo mínimo, o plantio direto e a substituição de fertilizantes nitrogenados químicos por inoculantes são medidas que tendem a reduzir os riscos de degradação produtiva. Entretanto, essas mudanças, interferem, ao longo do tempo, na fitossanidade e consequentemente no manejo da cultura.

A mancha anelar, causada pelo fungo Leptosphaeria sacchari, é considerada uma doença comum em canaviais, mas de pouca importância econômica, uma vez que sua ocorrência sempre esteve associada às folhas velhas e senescentes da planta. Embora os sintomas ocorram, principalmente nas folhas, o fungo pode atacar a bainha e o caule das plantas. A doença tem sido considerada fator de estudo, apenas nos programas de melhoramento na eliminação de genótipos suscetíveis.

Os seus sintomas são caracterizados por manchas de formato fusiforme inicialmente amarronzadas com bordos escuros. Com o progresso da doença, a lesão expande e se torna cor de palha. Em seu centro é comum observar pontuações pretas e pequenas que são os corpos de frutificação do fungo. No monitoramento conduzido pelos pesquisadores, observou-se a ocorrência da doença não apenas em folhas senescentes, mas também em folhas novas e em alguns casos com uma severidade alta.

A podridão vermelha, causada pelo fungo Colletotrichum falcatum, ocorre em vários estádios da planta e com sintomatologia diferenciada, causando morte de gemas, ocasionando redução da germinação de toletes, manchas em folhas e apodrecimento do colmo do órgão. Quando o ataque é nos colmos, em função da suscetibilidade da cultivar, ocorre redução de produção devido à morte dos colmos e à redução do conteúdo e pureza da sacarose, que é convertida em frutose e glucose.

Todo sintoma associado ao fungo C. falcatum é denominado de podridão vermelha, embora a podridão só ocorra quando o ataque é nos colmos das plantas. Os sintomas em folhas não ocasionam podridão, mas teoricamente podem ser fonte de inóculo para a infecção em outras partes da planta.

Em nosso levantamento, observamos os sintomas da doença tipicamente distribuídos na nervura central das folhas, o que facilita a sua identificação. As lesões são inicialmente ovaladas de coloração bege e circundadas por halo vermelho. Com o seu progresso, as lesões tornam-se maiores e assumem coloração vermelho-amarronzada. Algumas se tornam escuras quando mais velhas. Em uma mesma área é possível encontrar plantas com diferentes níveis de severidade, com sintomas de pequenas lesões isoladas até o avermelhamento completo da nervura central, caracterizando o sintoma típico de estria avermelhada.

Na maioria das observações, as duas doenças ocorreram simultaneamente”, explica Katia. Estudos complementares serão conduzidos visando correlacionar a produtividade da cultura com diferentes níveis de severidade.

O estudo de Katia Nechet, Nilza Patrícia Ramos e Bernardo de Almeida Halfeld-Vieira pode ser acessado em

http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/154634/1/2016CT04.pdf

 

Cristina Tordin (MTB 28499)
Embrapa Meio Ambiente

Fonte: Embrapa

Banner rodapé fornecedor

Categorias
Agronotícias

Estudo da Conab revela fatores que determinam o custo de produção da soja – Conab

Fertilizantes, agrotóxicos, operações com máquinas, sementes e a depreciação de implementos são os itens que mais pesam nos custos de produção da soja no Brasil. Os dados estão no segundo volume do Compêndio de Estudos da Conab, sob o título “Evolução dos custos de produção de soja no Brasil”, lançado na terça-feira (6), durante o anúncio do 12º levantamento da safra 2015/2016 de grãos.

Fonte: Internet
Fonte: Internet

O trabalho apresenta informações a respeito da evolução dos custos da soja entre os anos-safra 2007/08 e 2015/16. Segundo a pesquisa, realizada pela Superintendência de Informações do Agronegócio da Companhia, os itens listados representam, em média, 68,80% do custo operacional da produção de soja. No que se refere aos agrotóxicos, por exemplo, o estudo também indica que a opção por lavouras convencionais ou transgênicas não é mais uma decisão embasada somente na obtenção de custos de produção mais vantajosos, mas na exigência de mercado.

O documento revela, ainda, a ampliação da participação das sementes no custo operacional ao longo dos anos. O aumento identificado é de 3,41%, o que representa a crescente importância do componente genético e seu papel fundamental na produção da oleaginosa no Brasil.

A soja é a cultura que apresenta maior volume de produção no Brasil, respondendo por aproximadamente 48% da safra de grãos. Os bons resultados obtidos estão relacionados aos investimentos feitos em todas as etapas do cultivo, desde o preparo do solo até a colheita.

Os compêndios são uma série de publicações da Conab cujo objetivo é promover o debate e a propagação de conhecimento nos segmentos da agropecuária, abastecimento e segurança alimentar e nutricional. O primeiro volume foi lançado em junho, com as perspectivas de diversificação e de investimentos na produção de arroz, trigo e feijão.

Fonte: Conab

Categorias
Agronotícias

FCStone: preços de fertilizantes tendem a se manter em queda – Globo Rural

A demanda brasileira por esse tipo de insumo tende a aumentar nos próximos anos

(Foto: Manoel Marques/Ed. Globo)
(Foto: Manoel Marques/Ed. Globo)

 

O analista de Fertilizantes da INTL FCStone, Fábio Rezende, vê condições para que a trajetória de queda das relações de troca entre fertilizantes e produtos agrícolas no Brasil tenha continuidade ou se estabilize no médio prazo. No caso do KCl (cloreto de potássio), a tendência é de sequência na queda dos preços, mantida pelo aumento da concorrência entre produtores do insumo no mercado internacional e demanda fraca, segundo Rezende.

Estados Unidos e Europa, explicou ele, vêm mantendo o nível de aplicações de adubo nas lavouras, enquanto Índia e China estão chegando perto dos valores máximos de aplicações, após anos de demanda ascendente. Atualmente, a tonelada do KCl está entre US$ 230 e US$ 250 no Porto de Paranaguá, no Paraná, de acordo com a consultoria.

Um produto bastante utilizado nas lavouras de soja e importado pelo Brasil, o TSP (superfosfato triplo ou super triplo) pode passar por alguma alta até outubro, período em que o uso nas lavouras do País é maior, disse Rezende. Passadas as compras brasileiras, porém, os preços devem voltar a cair, por causa da estagnação da demanda global e do aumento da capacidade de um dos maiores produtores globais do insumo, o grupo marroquino OCP. 

Já em relação à ureia, os valores não devem recuar muito abaixo do suporte atual de US$ 200/tonelada. Para o analista, as margens das empresas produtoras estão muito baixas e, em alguns casos, negativas, o que tem reduzido a oferta do produto.

“Em um cenário de alta do petróleo, pode haver alta dos (adubos) nitrogenados (a ureia é um deles)”, afirmou.

A demanda do Brasil por adubos em geral, na avaliação do analista, ainda pode aumentar nos próximos anos. Apesar de o País ser um grande consumidor em termos absolutos, o volume aplicado por hectare ainda fica abaixo dos níveis observados nos Estados Unidos e na Europa, comentou ele.

Por Estadão Conteúdo

Fonte: Globo Rural

Categorias
Agricultura

Setor de fertilizantes especiais avança em média 15% ao ano

O segmento nacional de fertilizantes especiais, que produz fertilizantes orgânicos, organominerais, biofertilizantes, condicionadores de solo e substratos para plantas vem crescendo, em média, 15% ao ano, conforme informou ontem a diretoria da Abisolo, presidida pelo empresário Roberto Levrero, durante entrevista coletiva no V Fórum promovido pela entidade, paralelamente à Fertishow, em Ribeirão Preto (SP), entre 21 e 23 de agosto.

fabrica_de_fertilizante_jpg_640x480_q85O setor representado pela Abisolo fatura cerca de R$ 3 bilhões por ano e emprega mais de 12 mil pessoas. Estima-se existirem cerca de 300 empresas no mercado, a quase totalidade de capitais nacionais das quais 68 são associadas da Abisolo e que representam 80% do montante de negócios setoriais. Do total de fertilizantes consumidos no País – cerca de30 milhões de toneladas de NPK e outros – o segmento da Abisolo representa 10% do mercado.

Apesar de composto na quase totalidade por empresas de capital nacional, já há ameaça de entrada de capitais estrangeiros no segmento. Muitas empresas estão se preparando para enfrentar forte concorrência externa, através de investimentos expressivos em desenvolvimento tecnológico e inovação e também através de fusões e incorporações entre as empresas brasileiras.

A desoneração dos produtos constitui um dos objetivos prioritários da associação. Para seus dirigentes, a “guerra fiscal” entre os Estados causam impacto nos custos e nos preços desses insumos, considerados vitais pelos técnicos e por produtores rurais para o incremento da produtividade no campo. Para o presidente Levrero, a linha de produtos do setor é extensa e complexa. A dificuldade para adoção de novos produtos é restrita pelos marcos regulatórios. Mesmo assim, já houve conquistas como a incorporação na política nacional de resíduos sólidos, o programa da Agricultura de Baixo Carbono, o convênio com a Embrapa, o projeto alíquota zero do PIS/Confins para micronutrientes, o projeto de regulamentação dos biofertilizantes, as revisões das instruções normativas do Mapa e o desenvolvimento das estatísticas mercadológicas, conforme disse Levrero na coletiva de imprensa.

Mas outras ações importantes precisam ser implementadas, disse ele, como maior difusão junto aos técnicos agrícolas, meios acadêmicos e aos próprios produtores rurais sobre os eficazes efeitos que os fertilizantes especiais causam às lavouras. Bem como conscientizar os empresários a investir mais em tecnologia e inovação para se manterem competitivos e oferecem produtos de alta qualidade. “Já há empresas brasileiras que investem até 5% de seu faturamento em pesquisa e inovação tecnológica”, dizem os dirigentes da Abisolo.

Fonte: Diário do Comércio & Indústria