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Qual a importância do uso de fungicidas de amplo espectro no manejo de doenças em soja?

Na agricultura, ferramentas que apresentem alta consistência no combate às doenças são essenciais durante todas as fases do desenvolvimento da cultura, em busca de uma safra cada vez mais produtiva.
Qual a importância do uso de fungicidas de amplo espectro no manejo de doenças em soja?

Nas últimas décadas, a cultura da soja ganhou muito espaço no agronegócio, principalmente por ter cultivares adaptados às diferentes regiões em que é produzida.

Os bons números são consequência de um conjunto de ações que tem a proteção de cultivos, a exemplo do uso de fungicida para soja, como um dos fatores decisivos para a alta produtividade e rentabilidade. Sendo assim, o manejo de doenças em todo o estádio de desenvolvimento da soja é fundamental.

Por que aplicar fungicidas em soja?

Atualmente, o sojicultor conta com soluções inteligentes e integradas no mercado para auxiliar no manejo da lavoura e enfrentar os principais desafios durante todo o ciclo da cultura.

Um desses grandes desafios é a ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi), uma importante doença que atinge a soja e pode comprometer de forma severa a produtividade de toda a lavoura. Como forma de manejo, o uso de fungicidas para o controle do patógeno passou a ser indispensável no campo.

Por isso, ter em mãos produtos que possuem alta consistência no manejo de doenças, com amplo espectro de ação, é essencial para a obtenção de altas produtividades e garantir a sustentabilidade da sojicultura brasileira.

A importância da soja no mercado mundial

A soja é um grão que tem um excelente custo-benefício e uma grande responsabilidade na revolução alimentar mundial. Além disso, a demanda por produtos à base de soja cresce substancialmente em todo o planeta. Essa demanda favorece o mercado brasileiro e garante a presença e a comercialização para diversos outros países.

Podemos citar alguns alimentos em que a soja serve como ingrediente em sua execução, tais como:

•Óleos vegetais;

•Farelos para ração animal;

•Chocolates;

•Base para temperos;

•Massas.

Vale ressaltar que, como a soja é uma grande cultura, o desenvolvimento saudável das plantas depende de um manejo conjunto, envolvendo práticas agrícolas para uma maior proteção da lavoura, principalmente no combate a pragas e doenças.

Por isso, realizar um manejo nos estádios iniciais, contando com um fungicida de alta eficácia para o complexo de doenças em soja, permite que o produtor alcance boa produtividade, com grãos de alta qualidade, que serão comercializados tanto no mercado interno como no mercado externo.

Por: Portal do Agronegocio

 

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Mapa suspende registro de 63 fungicidas para controle da ferrugem da soja – Embrapa

Foto: Claudia Godoy

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) suspendeu a recomendação de uso no Brasil de 63 fungicidas utilizados no controle da ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) na cultura da soja. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (Ato 71), em dezembro de 2016. A decisão prevê a exclusão da recomendação de controle da ferrugem asiática da bula dos produtos listados abaixo em até 90 dias, contados, a partir de 16 de dezembro 2016.

A medida foi pautada na avaliação de laudos de eficácia e pareceres técnicos pela Comissão Técnica de Reavaliação Agronômica de Produtos Formulados de Agrotóxicos para o Controle de Phakopsora pachyrhizina Cultura da Soja. A Comissão avaliou, em 2016, os fungicidas com ativos isolados, a partir de laudos de eficácia e pareceres técnicos enviados pelas empresas fabricantes. O trabalho da Comissão continua em 2017, com a avaliação de fungicidas formulados em misturas.

De acordo com a pesquisadora Cláudia Godoy, da Embrapa Soja, essa reavaliação vem sendo feita em razão da redução da sensibilidade do fungo Phakopsora pachyrhizi a alguns fungicidas. Muitos fungicidas registrados tiveram sua eficiência reduzida por adaptação do fungo, embora até o momento não tivessem seu rótulo alterado, podendo induzir o produtor a utilização de produtos com baixa eficiência e perdas de produtividade com essa doença.

Confira os produtos que têm suspensas as recomendações para o controle da ferrugem asiática:

ADANTE registro MAPA n.° 6608, ALTERNE registro MAPA n.° 7609, APICE registro MAPA n.° 4812, ARCADIA registro MAPA n.° 8511, ARRAY 200 EC registro MAPA n.° 6708, ARTEA registro MAPA n.° 200, BAND registro MAPA n.° 7209, BRIO registro MAPA n.° 9009, BUMPER registro MAPA n.° 5209, BURAN registro MAPA n.° 7409, BURGONregistro MAPA n.° 18908, CELEIRO registro MAPA n.° 4905, CONSTANT registro MAPA n.° 9299, EGAN registro MAPA n.° 3409, ELITE registro MAPA n.° 10499, ENVOY registro MAPA n.° 17008, ERRADICUR registro MAPA n.° 4514, EXCOLHA registro MAPA n.° 413, FEGATEX registro MAPA n.° 3001, FLAMA registro MAPA n.° 7111, FLEXIN registro MAPA n.° 5810, FOLICUR 200 EC registro MAPA n.° 2895, GUAPO registro MAPA n.° 8509, ICARUS 250 EC registro MAPA n.° 2507, JUNO registro MAPA n.° 794, JUWEL registro MAPA n.° 9209, KEEP 125 SC registro MAPA n.° 1908, KONAZOL 200 EC registro MAPA n.° 11507, MIRADOR registro MAPA n.° 15616, ORANIS registro MAPA n.° 2006, ORIUS 250 EC registro MAPA n.° 2599, PALISADE registro MAPA n.° 8798, PRIORI registro MAPA n.° 2198, PRIORI TOP registro MAPA n.° 4313, QUADRIS registro MAPA n.° 7915, RIVAL 200 EC registro MAPA n.° 6203, RIVAX registro MAPA n.° 14011, SCORE registro MAPA n.° 2894, SHAR CONAZOL registro MAPA n.° 9912, SHAR-TEB registro MAPA n.° 9812, SIMBOLL 125 SC registro MAPA n.° 11009, SKIP 125 SC registro MAPA n.° 5308, SOPRANO 125 SC registro MAPA n.° 1504, STRATEGO 250 EC registro MAPA n.° 302, SYSTEMIC registro MAPA n.° 7306, SYSTHANE 250 EC registro MAPA n.° 3205, SYSTHANE EC registro MAPA n.° 5594, TACORA 250 EW registro MAPA n.° 4210, TEBUCO NORTOX registro MAPA n.° 11108, TEBUCONAZOL 200 EC AGRIA registro MAPA n.° 8216, TEBUCONAZOLE CCAB 200 EC registro MAPA n.° 9412, TEBUFORT registro MAPA n.° 1710, TEBUHELM registro MAPA n.° 7406, TEBUZOL 200 EC registro MAPA n.° 9509, TENAZ 250 SC registro MAPA n.° 2811, TREASURE registro MAPA n.° 4912, TRIADE registro MAPA n.° 2600, TRIFOLI registro MAPA n.° 4908, TRINITY 250 SC registro MAPA n.° 15508, VERDADERO 600 WG registro MAPA n.° 5003, VIRTUEregistro MAPA n.° 1197, YODA registro MAPA n.° 14814, ZOOM registro MAPA n.° 14907.

 

Lebna Landgraf (MTb 2903-PR)
Embrapa Soja

Fonte: Embrapa

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Estudo da Embrapa e Bayer irá mapear mecanismo de resistência de doenças da soja aos fungicidas – Embrapa

A Embrapa e a Bayer, multinacional de origem alemã, firmaram parceria para estudar os mecanismos de perda de sensibilidade de fungos causadores de doenças na soja aos produtos atualmente usados nas lavouras. Com duração de cinco anos, o projeto de pesquisa pretende identificar a resistência dos fungos Corynespora cassiicola (causador da mancha-alvo) ePhakopsora pachyrhizi (responsável pela ferrugem-asiática-da-soja) aos fungicidas disponíveis no mercado. “Queremos entender como e onde ocorre a resistência nesses fungos, e, assim, adotar ações antirresistência preventivas”, explica o pesquisador Maurício Meyer, da Embrapa Soja.

Foto: Maurício Meyer
Foto: Maurício Meyer

Um dos principais objetivos dessa parceria é participar do sequenciamento do genoma do fungo causador da ferrugem-asiática-da-soja, que vem sendo liderado por um consórcio internacional, do qual participam a Embrapa, a Bayer e outras instituições de pesquisa da Alemanha, França e dos Estados Unidos. A partir dos dados gerados pelo sequenciamento do genoma de P. pachyrhizi, o projeto pretende se desdobrar em duas frentes de pesquisa.

Por um lado, a pesquisa quer compreender os mecanismos de mutações nos genes do fungo, que provocam a perda de sensibilidade e resistência aos principais grupos de fungicidas usados para o controle da doença. Em outro desdobramento do estudo, a ideia é identificar regiões do genoma do fungo associadas à sua virulência na planta, cujos resultados poderão auxiliar na geração de variedades de soja resistentes à ferrugem-asiática.

“Teremos cinco anos para entender melhor os mecanismos de resistência aos fungicidas, por meio do mapeamento genético dos fungos. Com o genoma em mãos, poderemos entender como a perda de sensibilidade ocorre, antecipar estratégias de manejo antirresistência e desenvolver soluções mais eficazes para esse controle”, explica o gerente de Desenvolvimento Avançado de Fungicidas da Bayer, Rogério Bortolan.

O sequenciamento genético de P. pachyrhizi é um grande desafio assumido nesse projeto, considerando o tamanho e a complexidade do seu genoma. Ao menos uma tentativa anterior de sequenciamento e montagem do genoma do fungo foi fracassada. “Entretanto, para avançarmos no desenvolvimento de novas ferramentas para o controle da ferrugem-asiática, o sequenciamento é fundamental”, ressalta Meyer.

O estudo terá como base uma amostra padrão do fungo, que possivelmente sofreu poucas mutações por ter sido pouco exposta às sucessivas aplicações de fungicidas. Depois serão ressequenciados os isolados (partes do genoma do fungo) coletados no Brasil e em outros países ao longo da última década, com diferentes perfis de virulência e sensibilidade aos fungicidas, por seu contato constante com esses produtos.

“Ao obtermos o genoma de referência do fungo seguido do ressequenciamento dos diferentes isolados, esperamos decifrar sua biologia e entender a complexa interação com as plantas hospedeiras, além de ampliar nossa compreensão sobre sua adaptabilidade, evolução e diversidade genética”, explica a pesquisadora da Embrapa Soja Francismar Marcelino. Os resultados obtidos serão disponibilizados e deverão beneficiar toda a cadeia produtiva da soja.

O projeto pretende ainda estudar as mudanças que ocorreram nos fungos C. cassiicola e P. pachyrhizi, a partir da exposição deles a diferentes grupos de fungicidas. Para isso, será comparada a sensibilidade dos fungos entre populações que tenham sofrido baixa ou nenhuma quantidade de mutações genéticas com aquelas que sofreram pressão de seleção pela maior exposição aos fungicidas aplicados na cultura ao longo dos últimos 10 anos. “Com isso, teremos parâmetros para identificar e monitorar o desenvolvimento de resistência aos fungicidas, assim como verificar se novas mutações estão ocorrendo”, conta Meyer.

Em uma última etapa do estudo, pretende-se ainda mapear as áreas produtoras de soja no Brasil com risco potencial de desenvolvimento de resistência a fungicidas. “Se for identificada que a frequência das mutações genéticas nos fungos aumentou muito em determinada região, é um indicativo de que a pressão para aquele grupo de fungicidas é maior na região em questão. Isso serve de alerta para antecipar a adoção de medidas antirresistência e evitar a perda de eficiência dos produtos”, avalia. A necessidade de mudar a estratégia de controle químico diante da realidade de cada região é uma forma de preservar os fungicidas porque há baixa perspectiva de lançamentos de novos produtos, nos próximos anos no mercado.

De acordo com o diretor de Desenvolvimento Agronômico da Bayer, Bernard Jacqmin, o estudo caminha para solucionar um grande desafio da indústria hoje: garantir a sustentabilidade das ferramentas que existem para o controle da soja. “Essa cooperação com a Embrapa será essencial para que possamos aprofundar os estudos genéticos dos fungos e entendermos como a resistência se desenvolve, depois de repetidas aplicações dos fungicidas. Ao contar com uma instituição como esta, a Bayer terá respaldo para apresentar as recomendações que surgirão com as pesquisas ao setor e aos produtores, principalmente na hora de implementá-las no campo”, conclui.

Entendendo a ferrugem-da-soja

A ferrugem-asiática-da-soja, a mais severa doença dessa cultura, foi identificada no Brasil na safra 2001/2002. A doença provoca desfolha precoce, compromete a formação e o desenvolvimento de vagens e o peso final do grão. Por isso, pode causar danos de 100% à produtividade se não for adequadamente manejada. O custo-ferrugem (gasto com fungicidas para controle + perdas de produção) médio é de US$ 2 bilhões por safra no Brasil.

O controle da doença tem se baseado principalmente no controle químico.  Apesar da contribuição de três grupos de fungicidas existentes no mercado, uma redução da eficiência desses produtos vem sendo observada desde a safra 2007/2008 pelo Consórcio Antiferrugem, em função do aumento da frequência das mutações nos fungos que diminuem a eficiência do controle. A resistência dos fungos aos fungicidas é um processo natural. No entanto, a vida útil dos produtos químicos pode ser prolongada com uso racional, estratégias antirresistência e adoção de boas práticas.

 
 Lebna Landgraf (MTb2903-PR)
Embrapa Soja

Fonte: Embrapa

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