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Embrapa

Contagem regressiva para o Confina Brasil, expedição que fará o raio-x do confinamento de bovinos no país. Início pelos estados do RS, SC e PR

A primeira rota nos três estados da região Sul acontece entre os dias 21 de junho e 09 de julho.

Os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná recebem a primeira rota da expedição Confina Brasil, que fará o mapeamento de 40% do gado confinado no país. A programação no Sul do país acontece entre os dias 21 de junho e 09 de julho. Serão visitadas 54 propriedades em 43 municípios para coleta e análise de dados de manejo, gestão, índices zootécnicos, infraestrutura, nutrição e sanidade, entre outros fatores de produção. A ação é realizada pela Scot Consultoria.

Em sua segunda edição, o Confina Brasil viajará por 11 estados, com a visita a 120 propriedades, e atualizará, de forma remota, os dados dos confinamentos visitados em 2020, totalizando a pesquisa em 14 estados. O estudo contemplará informações de propriedades responsáveis pela terminação de mais de 2 milhões de bovinos em confinamento.

A equipe é formada por engenheiros agrônomos, médicos veterinários e zootecnistas da equipe da Scot Consultoria, todos especialistas em pecuária e preparados para coletar os dados e interpretá-los com o olhar na evolução constante da atividade.

“Um diferencial da expedição é divulgar a realidade da produção e também conhecer histórias de pessoas que lideram esse processo”, destaca o time da Scot Consultoria. Nesse sentido, o Confina Brasil 2021 dá atenção especial à gestão, tecnologia, sucessão familiar e sustentabilidade.

 

Confira o cronograma da 1ª Rota do Confina Brasil na região Sul:
  • 21 de junho: Viamão, Alto Feliz, São Lourenço do Sul (RS)
  • 22 de junho: São Sebastião do Cai, Farroupilha, Capão do Leão (RS)
  • 23 de junho: Cachoeira do Sul e Dom Pedrito (RS)
  • 24 de junho: São Sepé, Cachoeira do Sul e Uruguaiana (RS)
  • 25 de junho: Santiago e São Borja (RS)

  • 28 de junho: Ibicaré e Videira (SC)
  • 28 de junho: Santa Barbara do Sul e Chapada (RS)
  • 29 de junho: Frederico Westphalen (RS)
  • 29 de junho: Treze Tílias e Sul Brasil (SC)
  • 30 de junho: Salto Veloso, Macieira, Jardinópolis (SC)
  • 30 de junho, 1 e 2 de julho: Campo Erê (SC)

  • 01 de julho: Palmas e Coronel Vivida (PR)
  • 02 de julho: Coronel do Iguaçu, São João, Pato Branco (PR)
  • 5 de julho: Esperança Nova, Cascavel (PR)
  • 5 e 6 de julho: Umuarama (PR)
  • 6 de julho: Santa Mônica, Santa Tereza do Oeste, Braganey (PR)
  • 7 de julho: Loanda, Marilena, Terra Rica, Boa Ventura de São Roque, Luiziana (PR)
  • 8 de julho: Mandaguari, Barbosa Ferraz (PR)
  • 8 e 9 de julho: Paranavai (PR)

O Confina Brasil 2021 tem patrocínio Ouro da BRA-XP, Elanco, Casale, Nutron e UPL; e patrocínio Prata da AB Vista, Associação Brasileira de Angus, Barenbrug, Beckhauser, Confinart, GA (Gestão Agropecuária), Inpasa e Zinpro.  A expedição conta, ainda, com o patrocínio da montadora Fiat e apoio institucional da Assocon, Embrapa Pecuária Sudeste, Embrapa Informática, Sociedade Rural Brasileira e Hospital de Amor de Barretos.

Por: Confina Brasil

Fonte: Scot Consultoria

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Agronotícias

Quanto mais manso o gado, menor é o cérebro, aponta estudo

Publicação sugere que processo de domesticação contou com uma seleção genética intuitiva, o que resultado em animais mais dóceis

A domesticação de animais selvagens interferiu diretamente na evolução das espécies nos últimos milhares de anos. No caso do gado, que começou a ser domesticado 10 mil anos atrás, no Oriente Médio, isso não foi diferente.

Segundo a revista Science, uma das publicações de ciência mais respeitadas do mundo, estudo publicado na Proceedings of the Royal Society B mostra que o cérebro dos bovinos diminuiu em relação ao seu antepassado, o auroque, extinto há 400 anos.

Uma equipe de paleontólogos fez tomografia computadorizada em 13 crânios de auroques que estavam em coleções de museus na Europa. Eles também digitalizaram a cabeça de 317 vacas e touros representando 71 raças diferentes de todo o mundo, e mediram a largura do focinho para estimar o tamanho geral do corpo.

A análise concluiu que os animais domesticados tinham cérebros aproximadamente 25% menores do que os auroques. Além disso, o estudo apontou que os animais usados em touradas possuem o maior cérebro entre os que interagem com os humanos, enquanto o gado leiteiro, que tem uma rotina e proximidade maior com os produtores, tem o menor.

Ainda que intuitivamente, ao escolherem animais dóceis para a pecuária, os criadores podem ter provocado uma seleção genética, que gerou cérebro menores justamente nas partes que controlam medo, ansiedade e agressão.

Por Canal Rural

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Agronotícias

É seguro utilizar sementes de pastagem da safra passada?

Entenda por que essa categoria de produtos pode ser comercializada após um período de espera. Contudo é importante o produtor observar se os testes de viabilidade são recentes e se estão dentro da validade

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As sementes de pastagem têm um recurso de adaptação evolutiva chamado de dormência, ou seja, elas estão vivas, mas seu processo de germinação é naturalmente atrasado. Esse recurso biológico é desencadeado para garantir a perpetuação da espécie na natureza, porque permite que a semente sobreviva por um longo período e germine em um momento oportuno. Algumas cultivares apresentam esse fenômeno com maior frequência, como a Xaraés e Humidícola por exemplo, mas também pode ocorrer com Marandu, Mombaça, Piatã e demais cultivares.

Segundo o zootecnista da Sementes Oeste Paulista – Soesp, Diogo Rodrigues da Silva, as sementes forrageiras podem ser sim comercializadas após um período de espera, mas é preciso se atentar principalmente à validade do teste de viabilidade na sacaria. Esse dado é mais relevante do que a data da safra da semente.

Quando adequadamente armazenada, a quebra desta dormência ocorre de maneira natural e gradativa. “Em alguns casos, esse fenômeno pode levar uma safra toda para acontecer e por isso é tão comum encontrar sementes colhidas em safras passadas, sendo comercializadas somente agora”, destaca o especialista.

A identificação

É interessante sabermos que este processo de dormência não é uma característica exclusiva das sementes novas ou velhas e pode ser desencadeada por diversos fatores, portanto a “safra” não é necessariamente o melhor critério para escolha de uma semente boa. Por isso, devemos nos basear nos resultados viabilidade e germinação real, assim como o prazo de validade.

Uma vez identificada a dormência em um lote de semente, as sacarias devem ser armazenadas com temperatura em torno de 25 ºC e umidade de 60%. “Se bem armazenada, a dormência da semente é rompida naturalmente com o tempo, até que a ela esteja pronta para germinar. Realizamos esse acompanhamento através de análises periódicas de germinação”, afirma o zootecnista.

Somente após a quebra da dormência a semente é beneficiada e incluída no processo de tratamento Advanced. Essa tecnologia exclusiva tem como objetivo produzir sementes de altíssima qualidade, com isso o produtor tem maior segurança e a garantia de um tratamento resistente, além do inseticida e dois fungicidas, atribuindo uma maior proteção à semente e assim indicadas para o uso na Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

No final de todo esse processo, uma nova amostra é coletada e verificada a porcentagem de viabilidade e germinação. Somente após essa aprovação é que as sementes Soesp são liberadas para comercialização. É muito importante ressaltar que atualmente o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) não exige resultados de germinação para a comercialização de sementes forrageiras, porém ainda assim, a Soesp realiza esse teste internamente, para garantir a qualidade das sementes comercializadas.

Tecnologia

A Soesp conta com seu próprio laboratório, auditado e certificado pelo ministério da agricultura (MAPA). É nele que realizamos os testes de pureza, viabilidade, germinação real, dentre outros. Independente de qual seja a safra desta semente, esses testes são realizados pouco antes da comercialização e garantem a qualidade da semente que chegará até o produtor.

Por exemplo no caso de dormência, quando identificada, as sementes não são imediatamente comercializadas. O lote segue para um armazenamento em condições controladas, até que a dormência seja quebrada e a semente esteja pronta para germinar.

A espécie humidicola é uma exceção, pois sua dormência é maior que em outras forrageiras, por isso na linha Advanced tanto a cultivar comum quanto a dictyoneura, aceleramos este processo através da escarificação antes do tratamento Advanced.

Por fim, as sementes da Soesp são rastreadas desde os campos de produção até o ponto final de venda e contam com o Selo de Semente Legal nas sementes BRS (tecnologia Embrapa), uma camada extra de confiança para sua compra.

“Então, respondendo à pergunta inicial, não há problema algum em adquirir sementes de safras passadas, a safra não é o melhor indicativo da qualidade da semente, o mais importante é que a semente esteja com o teste de viabilidade dentro da validade. Assim como um bom vinho, ele pode ser de uma safra antiga ou nova e ter um excelente desempenho.”, finaliza o especialista.

Fonte: RuralPress

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Pastagem

“Primeiro aprende a produzir capim. O boi vem depois”, aconselha pecuarista

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“O pecuarista tem que aprender que ele produz capim. O boi vem depois. Mas primeiro ele tem que produzir capim”, simplificou Antônio Vieira, mais conhecido como Nenê do Manelão – apelido que é uma referência ao seu pai, Manoel.

Nenê é proprietário da Fazenda Centrão, localizada no município de Marabá, no estado do Pará. Nesta quarta-feira, dia 30, o Giro do Boi reprisou a reportagem para a série especial Rota do Boi gravada na fazenda e mostrou todo o cuidado que Nenê do Manelão tem com o manejo do pasto, a reposição do gado que vai para a engorda e, como um bom comissário que foi, o carinho com que organiza e guarda sua traia de arreio.

“Eu cheguei em 1974 (em Marabá) e era bem diferente do que a gente vive hoje na realidade nossa. Meu pai, quando a gente morou em Araguaína, transportava gado, já mexia com essas comitivas de boi, transporte por terra. Quando nós viemos pra Marabá, continuamos mexendo. Meu pai saiu dessa gerência de fazenda, montamos essas comitivas e ficamos transportando gado. É coisa que se você contar hoje para essa turma mais jovem da população marabaense, que nós já atravessamos 1.200 bois naquela ponte rodo ferroviária, que dá acesso para São Félix, a turma não vai acreditar!” recordou.

Conhecedor de gado bom pela experiência das comitivas, Nenê do Manelão usa seu olhar criterioso como ferramenta de seleção na hora de comprar a bezerrada que vai para engorda.

“A gente busca um pouco do currículo desse criador, a genética desse gado. Você vai na fazenda e vai saber se o criador tem uma vaca boa, se o plantel é bom, se ele tem esses touros, se é bezerro que tem uma origem, procedência de um gado PO. Depois você vai nesse animal olhar a carcaça. O boi é uma embalagem: você tem que ter alguma coisa pra você preencher aquilo ali. Se ele não tem carcaça, se ele não tem comprimento, se é um animal curto, você não vai conseguir colocar peso nesse animal nunca”, apontou.

Na sequência, o produtor deu detalhes de manejo de sua principal ferramenta de trabalho: o pasto. Como nota-se nas imagens gravadas na Fazenda Centrão, os piquetes são livres de plantas daninhas, o que é tarefa complicada de cumprir em pleno Bioma Amazônico.

“Dá trabalho! Essa é uma área que já foi reformada e é um consórcio do Panicum com a Braquiária e que vem dando certo. Mas não é fácil você deixar limpo, as invasoras sempre estão brigando. Aqui na nossa frente, por exemplo, a gente tem um pezinho de assa-peixe. Então isso tem que estar sempre combatendo”, explicou.

O produtor justificou o consórcio dos dois tipos de forrageiras. “Nesse lugar que a gente está, você pode ver que tem um espaçozinho e quem está fechando esse espaço no solo é a Braquiária, porque ela vai formando rama e vai preenchendo estes espaços vagos aonde o Panicum não fecha. O Panicum é de touceira e a Braquiária, você pode ver, ela vai alastrando e fechando esses espaços que vão ficando com o solo descoberto”, mostrou.

Para administrar a fazenda com rédea curta, Nenê do Manelão conta com sua tropa de primeira sempre pronta para o trabalho de ronda. O pecuarista exibe com orgulho o quartinho reservado para a traia, que guarda com capricho, com organização e limpeza.

“Isso aqui é uma paixão! Eu fui comissário de boi por muitos anos, meu pai também, então isso aqui tem toda uma tradição. Uma traia dessa aqui, essas cornetas, são todas coisas muito antigas. É uma paixão a gente leva também para as cavalgadas, quando tem a gente tá preparado, pronto para traiar essa tropa e chegar lá e fazer bonito”, contou.

Confira a reportagem completa com a história de Nenê do Manelão, da Fazenda Centrão, no vídeo a seguir:

Por: Giro do boi.
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Pecuária

Que touro usar em vacas meio-sangue Caracu para ter gado de dupla aptidão?

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O criador Daniel Nasser, de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, enviou sua pergunta ao programa para saber que raça pode usar para produzir, em cima de suas matrizes Sindi x Caracu e Guzerá x Caracu, uma F2 de dupla aptidão: machos com boa carcaça e fêmeas leiteiras. Ele questiona se seria boa decisão usar touros Santa Gertrudis ou Simbrasil.

O zootecnista Alexandre Zadra, especialista em cruzamento industrial, autor do blog “Crossbreeding” e supervisor regional comercial da Genex para os estados do Acre, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rondônia, esclareceu a dúvida de Daniel.

“Nós temos algumas raças, como Simbrasil ou Simental, principalmente o Simental de linhagens suíça e alemã (o Fleckvieh), que produzem leite e os machos têm ganhos de 1,6 kg nas provas de peso na Alemanha e Suíça. O Pardo-Suíço (Braunvieh) é uma raça de dupla aptidão, vai muito bem para você melhorar o leite e também fazer um animal pesado nesse sistema de cruzamento de cruzamento que você prega de dupla aptidão”, sugeriu o zootecnista.

Entre as opções que o produtor considera – Santa Gertrudis e Simbrasil -, Zadra ponderou que como suas matrizes já são 100% tropicais, o criador pode apostar em touros 100% europeus para obter ganhos mais expressivos.

“Raças como Santa Gertrudis e Simbrasil são muito boas, claro. O Santa Gertrudis vem do Shorthorn, o qual, no passado, anos atrás, se tirava leite. E o Simbrasil vem de Simental, tem ⅝ Simental. Mas no seu caso você pode utilizar aí em BH um europeu puro, seja o Braunvieh, seja o Fleckvieh – Simental. Com o Simental você vai fazer animais pesados, machos pesados, e fêmeas de boa habilidade materna”, detalhou

O zootecnista contextualizou sua sugestão. “Por que eu falo que você pode usar um europeu puro ao invés de um bimestiço? Porque o seu gado, as suas matrizes, são totalmente tropicais, são 100% tropicais, haja visto que Caracu é do trópico, Sindi é do trópico, Guzerá é do trópico. Como você tem cruzamento entre essas raças, seu gado é 100% do trópico. Você pode usar um europeu em cima, uma raça do frio. Então eu recomendo que você use o Fleckvieh – o Simental europeu, ou alemão ou suíço, ou um Braunvieh – o Pardo-Suíço. Mesmo que seja leiteiro, o Pardo-Suíço dá muito peso, vai fazer um macho pesado. E também não pode descartar o Holandês, viu? O Holandês é uma raça que o macho sempre é muito pesado e a fêmea dá muito leite, como a gente sabe, naturalmente”, concluiu.

Confira a participação completa de Alexandre Zadra:

Foto ilustrativa: Reprodução / ABC Caracu

Por: Giro do boi

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Aftosa

Avanço no status sanitário vai abrir novos mercados para carne brasileira, diz Acrimat

Diretora-executiva da entidade afirma que ampliar áreas livres da febre aftosa sem vacinação vai permitir ao país acessar países como Japão e Coreia do Sul. Mais quatro estados e parte do AM e MT devem ser reconhecidos pela OIE em 2021

Os avanços no status sanitário do Brasil em relação à febre aftosa e as oportunidades para a cadeia produtiva da carne forma os temas do programa Direto ao Ponto deste domingo, 6. Nesta edição, a diretora-executiva da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Daniella Bueno, falou sobre o andamento do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Pnefa), em que fase o país está na ampliação das áreas livres da doença sem vacinação, a atuação do setor produtivo e como essa nova etapa melhora o posicionamento do país em relação a países importadores.

A dirigente da Acrimat destacou que esse avanço no status sanitário vai permitir ao Brasil expandir as exportações de carne in natura. “A gente já acessa o mercado de 156 países. No entanto, vários deles não compram a totalidade da nossa carne, apenas as carnes processadas em virtude da vacinação da febre aftosa”, disse.

Ela afirmou que se trata de importadores considerados livre da doença sem vacinação e, por isso, são mais exigentes. “Eles têm algumas restrições. Exemplos são o Japão e a Coreia do Sul, que não aceitam carne bovina vacinada”, ressaltou.

Em agosto, o Ministério da Agricultura reconheceu os estados do Acre, Paraná, Rio Grande do Sul e Rondônia e partes do Amazonas e Mato Grosso como áreas livres sem vacinação. Os municípios mato-grossense de Rondolândia e partes de Aripuanã, Colniza, Comodoro e Juína tiveram esse reconhecimento. A decisão abrange uma área com cerca de 500 mil cabeças de gado.

“O próximo passo agora é que esses estados sejam reconhecidos pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) como zonas livres de febre aftosa sem vacinação em maio do ano que vem e, até 2023, em todo o país”, atestou. Para isso, o país passa por um momento de revisão Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa com uma série de ações do governo e setor produtivo.

Daniella Bueno informou houve uma forte mobilização dos criadores em Mato Grosso nessa última etapa da vacinação, o que permitiu a imunização de 99,67% do rebanho do estado. São mais de 30 milhões de cabeças.

“Nós temos qualidade, quantidade, sanidade e sustentabilidade. Somos um parceiro confiável. Esse é o grande recado que nós temos que levar para o mundo”.

Entenda o Pnefa

O Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa foi criado para manter as condições sustentáveis e garantir o status sanitário do Brasil como livre de febre aftosa e ampliar as zonas livres sem vacinação. O plano 2017-2026 está alinhado com o Código Sanitário para os Animais Terrestres, da Organização Mundial de Saúde Animal, com as diretrizes do Programa Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa (Phefa) em parceria com o setor privado e governo.

Cabe ao Ministério da Agricultura realizar o monitoramento e a execução das ações previstas, com a finalidade de avaliar a necessidade ou a possibilidade de antecipar ou adiar o cronograma de transição em unidades da federação. No Brasil, apenas o estado de Santa Catarina tem o reconhecimento junto à Organização Mundial de Saúde Animal e possui a certificação internacional como zona livre de febre aftosa sem vacinação.

Fonte: Por Bruno Amorim

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Agronotícias

Pecuária legal, um movimento nacional

O Brasil vai saindo do módulo OU para o módulo E. Ou seja, com inteligência científica e emocional brasileiros do agronegócio vão cristalizando aquilo que tem que ser feito. E numa cadeia produtiva muito observada e exigida, a bovinocultura, criaram o movimento pecuária legal.

Não adianta reclamar contra ambientalistas. Precisa integrar o meio ambiente na produção como a liga do Araguaia, no Mato Grosso, nascida dos próprios produtores rurais. E são projetos em parceria com organizações nacionais e internacionais. Destaco o exemplo baixo carbono monitorando 82 mil hectares de pastagem junto com a Dow.

Da mesma forma a Marfrig, uma das maiores companhias de proteína animal do mundo, assume doravante o compromisso com a sustentabilidade, a responsabilidade social, cria um sistema de monitoramento e de database, com blockchain, para assegurar aos consumidores finais do planeta que na sua rede de pecuaristas todos são absolutamente legais.

Não adianta reclamar contra quem pede para não derrubar árvores e não desmatar. Como a própria ministra Tereza Cristina diz: “podemos triplicar o Brasil de tamanho sem derrubar uma árvore”. Temos milhões de hectares de terras degradadas esperando pelas práticas da agricultura de baixo carbono, da integração lavoura pecuária e floresta (ILPF).

Exemplos do módulo E produção E meio ambiente não nos faltam, como da mesma forma a pecuária sustentável da Amazônia, dentre vários movimentos, mostrando que o Brasil pode e sabe. Pode, tem conhecimento e sabe fazer, tem know how para oferecer um produto único ao mundo.

Ser legal. Pecuária legal. Não adianta reclamar contra quem pede bem-estar animal. Precisa ser legal. Legal na lei e legal na moral. O mundo está marcado pela dor e sofrimento. Já contabilizamos mais de 100 mil mortes no Brasil, o vice-líder desse tenebroso placar.

Precisamos divulgar, promover ações de consciência humana, onde o lucro faz parte, mas a moral do lucro dependerá da sustentabilidade com a qual está sendo feito. A hora do agronegócio, hora da pecuária legal e da moral. Hora do módulo E, derrotando o velho módulo OU.

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Embrapa

Descubra a importância da sombra na pecuária

O bem-estar animal está cada vez mais sendo discutido pelos especialistas em pecuária. Por meio de estudos, tem se comprovado que maus tratos só traz prejuízos para a produtividade. E quando citamos maus tratos, falamos não apenas sobre possíveis ações de violência que ferem os animais, mas também a falta de atitudes que podem levar os bovinos a qualquer tipo de sofrimento. E o excesso de calor é um deles. Com isso, vamos focar na importância da sombra na pecuária.

Ter uma propriedade com estrutura adequada e adaptada para atender as necessidades dos animais é uma obrigação do produtor. Não importa o sistema adotado: pasto ou confinamento. O gado precisa ter conforto e condições ideias para o desenvolvimento saudável.

Pode parecer um mero detalhe, mas quando os bovinos passam por calor excessivo, o chamada estresse térmico, perdem produtividade, e consequentemente, sofrem impacto no ganho de peso, no caso do gado de corte e na produção e leite, no caso das vacas.

Um bom exercício é conferir os locais onde os bovinos se abrigam do sol forte e se eles têm essa possibilidade. Algumas alternativas podem aliviar essa possível estresse.

A importância da sombra na pecuária 

A Embrapa, uma das principais entidades do agronegócio no país e que promove estudos e pesquisas na área, ressalta que vacas que têm acesso à sombra, rendem quatro vezes mais embriões do que as que ficam expostas ao sol. Sem contar no aumento da produção de leite que pode chegar a 33%. Esse estudo foi feito com bovinos da raça Gir Leiteiro.

Quando o bovino fica exposto a altas temperaturas, acaba ficando estressado. Isso proporciona alterações fisiológicas até na respiração e no aumento da temperatura corporal. O resultado é um menor consumo de matéria seca, queda na produção e na qualidade do leite, impactos negativos na ruminação e no índice reprodutivo. Então, amigo pecuarista, caso você atue com estação de monta, já pode se adequar para ter novos animais na propriedade.

O gado de corte também sofre impactos não só na produtividade, mas também na reprodução. Existe a possibilidade de desidratação, sendo a água, um dos elementos principais da pecuária.

Como promover sombra para o gado 

ILPF

A Integração lavoura pecuária floresta é uma boa opção. No estudo da Embrapa citado anteriormente, as vacas ficaram 33 meses em sob a sombra de árvores de eucalipto. Já pensou em atuar em outra produção, além da pecuária. É uma boa forma de preservar o meio ambiente e amenizar o clima.

A ILPF é uma boa alternativa para sombra na pecuária. – Foto: Bruno Bueno

Corredores agroflorestais 

Segue a linha de plantio de árvores no pasto. Se for começar o zero, pode escolher árvores frutíferas para que as pessoas que atuam na propriedade possam usufruí-las. É uma outra alternativa para promover sombra na pecuária.

Sombra na pecuária: Galpões 

Construir galpões para abrigo do sol forte pode ser uma boa solução, caso sua propriedade não tenha estrutura para árvores. Caso essa opção seja a escolhida, fique atento nos materiais para que não seja um ambiente abafado. O ar deve circular e só o teto é suficiente.

Fonte: EMBRAPA

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Agronotícias

INTL FCStone projeta oferta 10% maior de animais de confinamento ao longo de julho

Caio Toledo Godoy – Consultor em Gerenciamento de Riscos da INTL FCStone

Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o Consultor em Gerenciamento de Riscos da INTL FCStone, Caio Toledo Godoy, destacou que os valores da arroba para o estado de São Paulo seguem ao redor de R$ 215,00/@ a R$ 220,00/@. “Por outro lado, os estado do Mato Grosso do Sul e Goiás tiveram um recuo dos preços ofertados ao longo dessa semana”, comenta.

Um dos fatores que explicam o recuo nos preços no Mato Grosso é o alongamento das escalas de abate. “Os frigoríficos do Mato Grosso estão colocando a arroba um pouquinho mais para baixo e no Goiás o impacto nos preços se deve a suspensão temporária das exportações para a China”, afirma.

Do lado da oferta de animais, a consultoria esperava que o número de animais confinados tivesse um aumento de 10% em julho frente ao mês de junho. “Nós temos um maior volume de animais confinados. “A intenção de confinamentos em junho é mais fraco, mas já possível ver que vamos ter um crescimento”, alerta.

Com relação da demanda doméstica, o consultor aponta que o consumo está enfraquecido e a carne está precificada em R$ 13,50/kg. “Apesar da reabertura de alguns estabelecimentos em outros lugares em comércio fechando novamente. Eu acredito que um determinado momento o atacado deve seguir estável”, pontua.

As exportações no mês de junho finalizaram com um total de 152,4 mil toneladas embarcadas, na qual registrou uma queda de 1,74% se comparado com o mês de maio que exportou 155,1 mil toneladas.  Já na comparação anual, o volume exportado teve um ganho de 33%.

“Para entender esse pequeno recuo frente ano mês anterior é importante saber como foram às compras dos importadores e se algum país deixou de adquirir a matéria prima. Nós estamos com uma expectativa muito positiva sobre a China, mas é preciso entender como eles estão comprando proteína animal”, ressalta.

Fonte: Notícias Agrícolas
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Agronegócio

Leite: preço internacional cai 3% com paralisação na cadeia de laticínios

Índice de preços da FAO levou em consideração os valores de março na comparação com fevereiro; confira relatório da consultoria Cogo – Inteligência em Agronegócio

leite de vaca, fazendas leiteiras
Foto: Seagri-DF

O Índice de Preços dos Alimentos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) alcançou média de 172,2 pontos em março, 4,3% abaixo do mês anterior, embora ainda 2,7% a mais que em março de 2019.

Segundo a FAO, o acentuado declínio em março foi impulsionado em grande parte pelas contrações de demanda, por causa da pandemia do coronavírus. A queda de preços é motivada em grande parte por fatores de demanda, não por oferta, e os fatores de demanda são influenciados por perspectivas econômicas cada vez mais deterioradas.

Segundo a consultoria Cogo – Inteligência em Agronegócio, o destaque de queda ficou para o açúcar, que caiu 19,1%em relação ao mês anterior. As causas da queda de preços incluem menor demanda fora de casa, vinculada às medidas de confinamento impostas por muitos países, e menor demanda por produtores de etanol em virtude da queda nos preços do petróleo.

Já o índice de preços do leite caiu 3%, pressionado pela interrupções nas cadeias de suprimentos de laticínios, a fim de controlar a propagação da doença.

Para os cereais, a queda em março foi de 1,9% em relação a fevereiro e atingiu nível similar ao de março de 2019. Os preços internacionais do trigo caíram, por causa dos efeitos de grandes suprimentos globais e perspectivas de safras amplamente favoráveis.

“Os preços do milho também caíram em virtude da grande oferta e da demanda muito mais fraca do setor de biocombustíveis”, disse a consultoria.

Carnes

Nas carnes, o índice caiu 0,6%, liderado por quedas nas cotações das carnes ovina e bovina, com grandes disponibilidades de exportação e a capacidade comercial diminuída por gargalos logísticos, mas os preços da carne suína subiram em meio à crescente demanda global, especialmente da China, que enfrenta um surto de peste suína africana que já dizimou parte do rebanho.

Fonte: Canalrural