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Agronegócio

Embrapa: Brasil será maior exportador de grãos do mundo em cinco anos

Ranking é liderado pelos Estados Unidos. Brasil é 2ª maior exportador.

Responsável por produzir uma quantidade de alimentos que atende a 800 milhões de pessoas em todo o mundo, o Brasil deve continuar ampliando sua contribuição para o abastecimento mundial a ponto de se tornar, nos próximos cinco anos, o maior exportador de grãos do planeta, superando os Estados Unidos. A informação está em levantamento feito pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa),ebc.png?id=1403849&o=nodeebc.gif?id=1403849&o=node

De acordo com a Embrapa, em apenas dez anos a participação do Brasil no mercado mundial de alimentos saltou de US$ 20,6 bilhões para US$ 100 bilhões, tendo como destaque carne, soja, milho, algodão e produtos florestais.

“Olhando os dados dos últimos 20 anos (2000 a 2020), a produção brasileira de grãos cresceu 210%, enquanto a mundial aumentou 60%, O Brasil é o quarto produtor mundial, mas o segundo exportador de grãos, basicamente de soja e milho”, disse à Agência Brasil o pesquisador Científico e Gerente de Inteligência da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa, Elisio Contini.

O maior exportador de grãos em 2020 foram os Estados Unidos com 138 milhões de toneladas. O Brasil está em segundo lugar com 122 milhões de toneladas. “Nos próximos 5 anos o Brasil deverá superar os Estados Unidos em exportação. Com base neste histórico e com os elevados preços internacionais dos produtos, a produção do Brasil deverá atingir a 3% de crescimento mundial”, disse.

“E até 2050 a produção brasileira de grãos poderá superar os 500 milhões de toneladas, sendo ainda mais importante para a segurança alimentar do mundo”, acrescentou.

A afirmação tem por base o estudo “O Agro brasileiro alimenta 800 milhões de pessoas”, divulgado recentemente pela Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa, tendo como autores Elisio Contini e Adalberto Aragão.

Contini lembra que a contribuição brasileira para a alimentação das pessoas é expressa de forma direta e indireta, uma vez que parte da produção de soja e milho tem como destino a alimentação de gado e, consequentemente, a produção de carnes e leite.

“A produção de grãos, de 2011 a 2020, cresceu no Brasil 5,33% ao ano, enquanto a do mundo em 2,03% ao ano. Isto significa que o Brasil cresceu mais do que o dobro do mundo”, disse.

Dessa forma, acrescenta o pesquisador, o Brasil tem uma “janela de oportunidades de negócios” por, pelo menos, 20 anos, que deve ser aproveitada. “Afinal, estamos nos tornando uma economia de recursos naturais”.

A situação privilegiada do país se deve, entre outros fatores, à grande quantidade de terras aráveis que se encontram no país. “Parte dos 160 milhões de hectares de pastagens pode ser convertida para a produção de grãos, tem regime de chuvas regulares como nos cerrados, líderes mundiais em tecnologia tropical e agricultores competentes”, argumentou, ao lembrar que as terras disponíveis para agricultura em outros países, como os Estados Unidos, estão praticamente esgotadas.

Além disso, acrescenta ele, já há algumas tecnologias com potencial de aumentar ainda mais a produção nacional, como sementes melhoradas, insumos eficientes, maquinaria da melhor qualidade no mundo e sistemas de produção eficientes como o plantio direto, integração lavoura-pecuária.

“Falta-nos melhoria na infra-estrutura e marketing dos nossos produtos. A solução para a questão ambiental é vital para as nossas exportações”, complementa.

Por: Embrapa

Fonte: Agência Brasil

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Agronegócio

Gigante do agro lança marca de sementes de arroz

Primeiro híbrido tem ciclo precoce, alto potencial produtivo e qualidade de grãos.

Imagem: Divulgação

A alemã BASF anuncia a sua primeira marca de sementes de arroz. O lançamento acontece no Brasil, primeiro país a receber os novos híbridos. Com o nome Lidero, a marca já apresenta uma cultivar.

Trata-se do híbrido BRH0523 CL, que tem como características o ciclo precoce, alto potencial produtivo e qualidade de grãos. Também vem com a tecnologia Clearfield, utilizada para o controle de plantas daninhas em cerca de 80% das áreas de arroz irrigado do país.

A empresa já havia apresentado, na safra 2020/21, outras duas cultivares híbridas de arroz (BRH0222 CL e BRH0522 CL). Os híbridos já estão sendo cultivados em mais de 100 áreas comerciais.

Hugo Borsari, diretor de Sementes da BASF para América Latina, destaca que o arroz é um dos cultivos prioritários para a empresa, que aposta na importância dos sistemas produtivos. Com a marca própria a expectativa é de altos investimentos em tecnologias para o setor. “O sistema soja-arroz beneficia os agricultores que podem ter um planejamento de longo prazo, visando a longevidade das lavouras. Este lançamento realizado primeiramente no Brasil coloca a BASF como parceira que participa de todas as fases do cultivo e oferece soluções conectadas às necessidades dos nossos clientes”, explica.

As sementes híbridas serão comercializadas já na próxima safra, de forma verticalizada e pelos canais de distribuição. Nos próximos anos, os híbridos de arroz também vão contar com a tecnologia Provisia, para o controle de plantas daninhas de folha estreita.

Por: Agrolink

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Agronotícias

Novo híbrido de sorgo é altamente produtivo

Pesquisador da Embrapa trouxe mais informações sobre o grão em entrevista ao apresentador JorgeZaidan

O novo híbrido de sorgo granífero, BRS 3318, desenvolvido recentemente pela Embrapa, registrou altos índices de produtividade de grãos quando comparado a outras variedades existentes no mercado, além de demonstrar tolerância as principais doenças da cultura. Veja os detalhes na entrevista de Jorge Zaidan.

Foto de Capa: Divulgação Embrapa
Fonte: Canal do Boi
Por: SBA
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Agronegócio

Segurança alimentar desafia grandes regiões do agro brasileiro a produzir mais e melhor

Maior produtor de grãos do País, Mato Grosso se prepara para a conquista de novos patamares no campo. Investimento contínuo em inovação, genética aprimorada e tecnologia de ponta estão entre as estratégias para alavancar as próximas safras e apoiar o abastecimento global.

Com o desafio de aumentar a oferta de alimentos em mais de 40% nos próximos anos para garantir a segurança alimentar global, produtores brasileiros têm reafirmado o seu protagonismo no campo e direcionado cada vez mais suas estratégias e investimentos em busca de inovação, tecnologia, ciência e práticas sustentáveis para saltos em produtividade e qualidade.

No Mato Grosso, a grande vitrine tecnológica do Vale do Araguaia – Dinetec, que ocorre entre os dias 13 e 15 de janeiro, em Canarana, sinaliza as principais tendências, novidades e soluções integradas que devem apoiar o planejamento de safra dos produtores e impulsionar resultados, seguindo o ritmo de expansão necessário para os próximos anos.

No estado que é líder na produção de milho, será possível conferir os precoces mais procurados atualmente por sua performance e sanidade, como o FS500 e o FS450, além de verificar o desempenho de híbridos, a exemplo do FS512 e  FS564, com estabilidade e alto teto produtivo.

Os materiais apresentados em áreas demonstrativas têm a tecnologia PowerCore™ Ultra (PWU) que age no controle de pragas e no manejo de plantas daninhas, além de tratamento de sementes industrial Cruiser® e Fortenza®Duo, que protege a lavoura em seus estágios iniciais permitindo que a cultivar expresse seu máximo potencial de rendimento e produtividade.

“Há muito potencial para crescimento até 2030. A difusão de novas tecnologias, além de acelerar mudanças, vem abrir novas possibilidades de produtividade nas áreas agricultáveis já existentes. O agronegócio brasileiro tem todas as condições para avançar e contribuir com as necessidades de abastecimento interno e externo”, afirma o engenheiro agrônomo e Gerente de Marketing Regional da Forseed, Danimar Zanetti.

Por: Notícias agricolas

 

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Tecnologia

Variedade de milheto aumenta qualidade dos grãos e reduz custos

A variedade é geneticamente modificada para sobreviver o clima no Sul e não multiplica nematóides, que prejudicam o solo

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançou uma nova variedade de milheto. Com o objetivo de ser uma opção para a produção de grãos, de forragem e de palhada de alta qualidade, a tecnologia pode também reduzir os custos dos criadores de animais.

A pesquisadora da Embrapa Milho e Sorgo Jane Machado explica que uma das principais diferenças dessa variedade é o material geneticamente melhorado. “Quando a gente pensa em melhorar o desenvolvimento da cultura, pensamos na genética. No caso dessa nova variedade de milheto, tem o diferencial que foi desenvolvida para a região sul. Por isso, ela se torna mais adaptada às condições climáticas da região”, diz.

Além disso, reforça a especialista, o milheto apresenta elevado potencial produtivo, arranque inicial de desenvolvimento rápido e não multiplica o nematoide. “Essa cultivar é tolerante ou resistente a desenvolvimento de nematóides, e isso hoje para o nosso país é muito importante porque esses micro-organismos têm causado danos relevantes, principalmente no solo”, completa.

Fonte: Por Canal Rural

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Agronegócio

Produção brasileira de grãos e carnes deverá crescer quase 30% na próxima década

A produção brasileira de grãos deverá aumentar 27% na próxima década, a partir de um incremento de 16% da área plantada e de ganhos de produtividade. É o que aponta um estudo do Ministério da Agricultura com projeções para o agronegócio até 2030. O levantamento também prevê aumentos de 16% na produção de carne bovina, de 27% na de carne suína e de 285 na carne de frango.

O relatório ressalta que o cenário para a agropecuária brasileira é positivo sobretudo depois que, nesses tempos de pandemia, a safra de grãos e a produção e distribuição das proteínas foram pouco afetadas – embora algumas cadeias, como a de hortifrutis, tenham sido bastante prejudicadas.

No novo cenário traçado pelo ministério para a próxima década, o Brasil vai saltar das 250,9 milhões de toneladas de grãos colhidas nesta safra 2019/20, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), para 318,3 milhões de toneladas. Soja, milho (segunda safra) e algodão vão puxar esse crescimento.

No total, a área plantada de grãos deverá crescer de 65,5 milhões de hectares para 76,4 milhões em 2029/30. Já a Produtividade Total dos Fatores (PTF) deverá subir 2,93% ao ano até 2030. Essa média é resultado da análise das tendências de redução de mão de obra ocupada, de ganhos de rendimento e de aumento do uso de capital.

“Mesmo nas áreas de fronteira, a produtividade vai puxar o crescimento, não a área. Mesmo quando usamos um indicador mais completo para a produtividade, a taxa prevista é elevada”, afirma José Garcia Gasques, coordenador-geral de Avaliação de Política da Informação do Ministério da Agricultura.

As projeções também confirmam uma tendência de redução da área de pastagem nos próximos anos. A produção brasileira de carnes (bovina, suína e de aves) deverá aumentar em 6,7 milhões de toneladas entre 2019/20 e 2029/30 — das atuais 28,2 milhões de toneladas para quase 34,9 milhões, com destaques para as carnes suína e de frango.

A pesquisa aponta uma expansão de 14,1 milhões de toneladas para 18,1 milhões de carne de frango na próxima década. No caso da carne suína, o salto deverá ser de 4,1 milhões para 5,2 milhões de toneladas, e no da carne bovina, de 9,8 milhões de toneladas para 11,4 milhões de toneladas.

Por: Valor Econômico

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Agricultura

Pesquisas continuam nas unidades da Secretaria de Agricultura, que realizam colheitas de soja, milho e amendoim

Unidades de pesquisa da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, vêm realizando colheitas de grãos ligadas a diversos experimentos

Tomando-se todas as precauções de saúde necessárias face ao atual momento, as pesquisas seguem trazendo resultados para o agro paulista.

No Polo de Pindorama da APTA, a colheita de amendoim realizada nas últimas semanas deverá trazer informações importantes sobre novas cultivares além do combate à uma praga que preocupa o produtor. “As colheitas que foram realizadas se referem a duas linhas de pesquisa: a primeira é sobre melhoramento de amendoim e desenvolvimento de novas cultivares, e a segunda, sobre a avaliação e controle do percevejo-preto, uma praga de solo que ataca a cultura”, diz Marcos Michelotto, pesquisador da APTA e um dos responsáveis pelos trabalhos.

As pesquisas com melhoramento, coordenadas pelo pesquisador Ignácio Godoy, do Instituto Agronômico (IAC-APTA), visam obter cultivares de amendoim que apresentem maior resistência a doenças e também maior produtividade, explica Michelotto. “Colhemos as vagens e enviamos para análise no Instituto, onde se analisa a produtividade e se as características das cultivares atendem às exigências do mercado, podendo ser disponibilizadas como opção ao produtor”.

Quanto à outra pesquisa, o grupo liderado pelo pesquisador vem buscando maneiras de melhor conhecer e combater o percevejo-preto (Cyrtomenus mirabilis). “Esta praga pode estar presente na plantação sem que o agricultor se dê conta, uma vez que o inseto ataca as vagens no solo, danificando os grãos”, detalha Michelotto. Segundo o pesquisador da APTA, o problema pode ser percebido apenas durante o beneficiamento, onde os grãos danificados pelo percevejo acabam tendo sua classificação rebaixada e recebendo valor de mercado bem menor. “Testamos alguns tipos de inseticidas e pretendemos avaliar tanto a eficiência de cada um no controle do percevejo, quanto a persistência de resíduo no grão colhido”, explana. A questão do controle de resíduos, defende o pesquisador, é essencial para a saúde do consumidor e necessária para adentrar mercados exigentes, como o europeu. “Também estamos testando alternativas de controle biológico, utilizando nematoides e fungos entomopatogênicos para combater o percevejo”. Outra aposta é a utilização de compostos à base de enxofre, que agem como repelentes. “Eles impedem que o inseto permaneça na área, ou reduzem sua alimentação e, consequentemente, seus danos, controlando a praga durante todo o ciclo do amendoim”, diz o especialista.

Feita a colheita, a hora é de analisar os resultados obtidos para averiguar quais tratamentos empregados foram eficazes. Para isso, o corpo de estagiários do projeto está auxiliando o pesquisador na limpeza dos grãos, contagem de insetos presentes e de grãos avariados e mensuração dos danos observados. Outras amostras foram enviadas ao laboratório contratado para realizar os testes de resíduos de agrotóxicos. “Nesse projeto, contamos com a parceria de empresas do setor que têm interesse direto em resolver o problema, que pode causar perdas da ordem de 20 a 30% da produção”, salienta Michelotto.

Expansão da soja em SP motiva pesquisas

Além do amendoim, pesquisas com soja também estão fornecendo novos resultados na APTA. Na Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Itapetininga, foram realizadas as colheitas de um relevante projeto realizado em parceria com a cooperativa COPLACANA. “Neste projeto, avaliamos mais de 25 variedades de soja quanto a diversas características de produção”, diz o pesquisador da APTA Carlos Frederico Rodrigues, responsável pela Unidade.

Ele explica que o projeto terá duração de cinco anos, estando atualmente no terceiro. Nesse período, as cultivares serão avaliadas a cada nova safra, formando-se um ranking de acordo com seu potencial produtivo. “Objetivamos estabelecer uma espécie de ‘selo de desempenho’ para as cultivares, de acordo com o desempenho de cada uma”, aponta. Mais que expor as características produtivas da planta propriamente ditas, o projeto quer auxiliar o produtor a fazer a melhor escolha, levando-se em conta seu potencial de investimento, demanda de produção, capacidade instalada em termos de maquinário, entre outros fatores. “Começamos cultivando todas em áreas de diferentes tamanhos e, quando identificamos que uma cultivar tem bom desempenho, plantamos em maior escala no próximo ano – um desafio de produção comercial”, comenta Rodrigues.

Além das variedades comercialmente conhecidas, a pesquisa trabalha com muitas advindas de instituições de pesquisa e assistência técnica, como a Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS), da Secretaria, e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Essas variedades de sojas convencionais são, na opinião do pesquisador, interessantes para inserção junto ao agricultor familiar.

Outro intuito da pesquisa, informa o responsável, é difundir e estimular a técnica de plantio direto para soja, considerada vantajosa em termos de conservação do solo. “Todas as variedades do experimento foram cultivadas em plantio direto”, lembra Rodrigues. “Estamos agora iniciando o plantio de aveia, uma cultura de inverno que será colhida para semente e, depois, servirá de palhada para o novo plantio de soja – que deve ocorrer em outubro”. Algumas variedades foram observadas no sistema ILPF (Integração Lavoura Pecuária Floresta) da Unidade, e, nesses cenários de integração, serão avaliadas a partir da safra 2020-2021, incluindo dados climáticos em tempo real e contínuo.

O pesquisador conta que, uma vez por ano, ocorre na UPD o evento Caminhos da Soja, onde os produtores rurais têm a possibilidade de conhecer os resultados levantados pela pesquisa e utilizar deste conhecimento para selecionar as variedades que mais lhe convenham. “É uma vitrine tecnológica”, ressalta Rodrigues, acrescentando que a Unidade também realiza pesquisas com milho na mesma linha. “Visitas monitoradas nesses sistemas de produção são agendadas com colegas da CDRS, produtores e estudantes, durante todas as fases da cultura”, completa.

Também é tempo de colheita no Polo de Adamantina da APTA. A região, assim como a de Itapetininga, assiste a uma expansão considerável da sojicultura. “A soja é uma commodity de segurança em relação à comercialização futura e demanda”, coloca Fernando Nakayama, pesquisador e diretor do Polo, apontando este fator como um promotor do interesse dos agricultores paulistas na cultura. “Os produtores começaram a querer informação, procurar variedades e a gente se sentiu na obrigação, como Instituição de Pesquisa, de gerar essa informação e fazer essa difusão”, contextualiza.

De acordo com Nakayama, as pesquisas estão na primeira etapa – e a de maior demanda -, que é a escolha das cultivares de soja adaptadas à região. Para isso, as empresas de sementes são convidadas a terem suas variedades avaliadas. “O que é feito é plantar faixas de cultivares onde avaliamos o comportamento geral de cada uma, fazemos a biometria e constatamos a produtividade”, relata o pesquisador. “Posteriormente, geramos o resultado e disponibilizamos para o produtor”, finaliza.

No Polo, experimentos similares são feitos também com variedades de milho de interesse para a região. Periodicamente, como forma de transferência de tecnologia, são realizados dias de campo para os produtores rurais conhecerem as cultivares disponíveis para cada cultura e embasarem suas escolhas na hora de produzir.

Fonte: Assessoria de Comunicação Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

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Mercado de grãos

Exportações do agronegócio crescem 5,9% de janeiro a abril – CNA

     Porto Alegre, 21 de maio de 2020 – As exportações do agronegócio brasileiro registraram receita de US$ 31,4 bilhões no acumulado de janeiro a abril deste ano, alta de 5,9% (US$ 1,75 bilhão) em relação ao mesmo período de 2019, de acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

     Os principais produtos responsáveis por essa elevação em termos de faturamento foram a soja em grãos (US$ 11,5 bilhões), a carne bovina in natura (US$ 2,1 bilhões) e  carne de frango in natura (US$ 2,0 bilhões), que responderam por 50% das vendas do agronegócio brasileiro no mercado internacional, com aumentos de 28,2%, 26,5% e 1,4%, respectivamente.

     China, União Europeia e Estados Unidos foram os principais destinos dos produtos do agro no período. O país asiático importou do Brasil US$ 11,8 bilhões ou 38% da pauta brasileira em produtos do segmento, enquanto o bloco europeu e os EUA compraram os montantes de US$ 5,1 bilhões e US$ 1,9 bilhão.

     “O mês de abril ficou marcado por um grande aumento nas vendas de soja em grãos para a China, o que contribuiu para o crescimento do resultado do quadrimestre. Entretanto, trouxe um perfil ainda mais concentrado para as exportações brasileiras, visto que outros setores registraram quedas significativas”, diz a CNA.

     As compras chinesas de carne bovina brasileira subiram 138% de janeiro e abril deste ano na comparação com os quatro primeiros meses de 2019, totalizando US$ 1,1 bilhão. Em relação à carne de frango, o país asiático comprou US$ 150,9 milhões a mais em relação ao primeiro quadrimestre do ano passado, o que somou US$ 457,4 milhões em vendas.

     Os embarques de carne suína do Brasil para a China, maior consumidor desta proteína animal no mundo, subiram 221,5%. “Com a perda de grande parte de seu rebanho devido à PSA, os chineses tiveram que se voltar ao mercado internacional na tentativa de suprir parte da demanda doméstica, o que levou as exportações brasileiras ao país dispararem”, explica a Confederação.

     Outras duas commodities brasileiras que registraram alta no período foram algodão e açúcar. A pluma foi altamente demandada na Ásia, sendo a China detentora do maior aumento nas compras do produto, com variação positiva de 79%. O Paquistão aumentou expressivamente as importações do produto brasileiro (904%), seguido por Vietnã (156%) e Turquia (108%).

     Em relação ao açúcar em bruto, Bangladesh, Arábia Saudita e Indonésia compraram, em conjunto, mais US$ 514,8 milhões do Brasil. No caso do açúcar refinado, a expressiva alta veio das compras da Venezuela e de países africanos (Gana e Senegal principalmente). Com informações da assessoria de imprensa da CNA

Por:  Arno Baasch

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Mercado de grãos

Levantamento de grãos confirma produção acima de 250 milhões de toneladas na safra 2019/2020

Apesar do impacto causado pelos problemas climáticos na Região Sul sobre a produtividade de soja e milho, o volume da produção de grãos no país está estimado em 250,9 milhões de toneladas, 3,6% ou 8,8 milhões de t superior ao colhido em 2018/19. Em relação ao levantamento passado (abril/2020), houve uma queda de 0,4%, mas a estimativa de safra recorde para essas duas culturas se mantém. É o que aponta o 8º Levantamento da Safra 2019/2020, divulgado nesta terça-feira (12) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

As culturas de primeira safra estão com a colheita praticamente encerrada e a conclusão da produção ainda depende do comportamento climático nas culturas de segunda safra, que se encontram em estágio avançado de desenvolvimento. Em relação às culturas de terceira safra e de inverno, o plantio ainda está em andamento. Vale lembrar que os agricultores continuam suas atividades, tomando os cuidados necessários para o enfrentamento da pandemia de COVID-19. Com relação à área plantada, a estimativa é de um crescimento de 3,5%, ou 2,2 milhões de hectares em relação à safra passada, que significa um total de 65,5 milhões de ha.

A produção de soja está estimada em 120,3 milhões de t, um ganho de 4,6% em relação à safra 2018/19. Com o avanço da colheita no Rio Grande do Sul, foi confirmado o menor rendimento ocasionado pelas condições climáticas desfavoráveis.

Com o fim da colheita próximo, a produção do milho primeira safra é de 25,3 milhões de t, 1,5% inferior à safra passada. O milho segunda safra deverá ter uma produção de 75,9 milhões de t, com área total de 13,8 milhões de ha, um crescimento de 7%. Já o milho terceira safra deverá alcançar uma produção de 1,17 milhão de t, com uma área plantada de 511,2 mil ha. Para o milho total, que é o somatório dos três, a produção deverá ser de 102,3 milhões de t com área de 18,5 milhões de ha.

A produção de feijão primeira safra ficará em 1,08 milhão de t, 8,9% superior ao volume produzido no período anterior. O feijão segunda safra deve alcançar uma produção de 1,24 milhão de t. A colheita já está iniciada. Estima-se uma redução de 0,8% na área cultivada. O feijão terceira safra está em fase de plantio. A área está estimada em 589,5 mil hectares, com um crescimento de 1,5% sobre a área da safra anterior. O feijão total apresenta uma produção de 3 milhões de toneladas e uma área de 2,9 milhões de ha. Desse total de produção, 1,9 mil t são de feijão-comum cores, 687,4 mil t de feijão-caupi e 509,5 mil t de feijão-comum preto.

As condições climáticas vêm favorecendo o desenvolvimento do algodão. Esta cultura deverá ter uma produção de 2,88 milhões de toneladas de pluma, 3,6% superior à safra passada. A colheita do arroz está próxima de se encerrar. A produção está estimada em 10,8 milhões de toneladas, 3,9% superior ao volume produzido na safra passada. Dessas, 9,9 milhões de toneladas em áreas de cultivo irrigado e o restante em áreas de plantio de sequeiro.

Culturas de inverno – Sobre as culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada, trigo e triticale), o plantio ainda está no início. Deve ocorrer um crescimento de 2% na área plantada, com destaque para o trigo. O plantio em andamento mostra boas perspectivas, com crescimento de 2,4% na área a ser cultivada, 2,1 milhões de hectares ao todo, e uma produção de 5,4 milhões de toneladas.

Conab

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Agronotícias

Aprosoja descarta redução de compra de soja do Brasil pela China

Presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja afirma que a estimativa é que as exportações cresçam 10% em relação à safra passada

caminhos da safra - soja - porto - rodovia - máquinas agrícolas - bahia  (Foto: Fellipe Abreu/Editora Globo)
Para a Aprosoja Brasil, exportações do grão para a China estão dentro da normalidade (Foto: Fellipe Abreu/Editora Globo)

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Bartolomeu Braz Pereira, descartou a possibilidade da China reduzir o volume de compra de soja do Brasil em meio à crise do coronavírus. “Para ele, as exportações estão dentro da normalidade e “a pressão de compra está forte e crescente”, estimando que as vendas externas cresçam 10% em 2020 em relação ao ano passado.

A preocupação surgiu depois de reportagem do jornal Folha de S.Paulo noticiar que Wei Baigang, membro do ministério da Agricultura chinesa, em coletiva sobre “segurança e suprimento alimentar”, sinalizou que pessoas do país asiático estão preocupadas com a soja importada do Brasil devido à forma que o governo brasileiro está conduzindo a pandemia.

Ainda segundo o jornal, Baigang afirmou que “as importações do Brasil não foram afetadas em março, e as importações dos EUA devem crescer”. Neste sentido, o presidente da Aprosoja lembra que os Estados Unidos teve problemas com a safra de 2019 devido a problemas climáticos e a safra de 2020 ainda será plantada.

“A gente está tendo uma super safra e os Estados Unidos perderam grande parte da safra, ainda vão plantar. Não é soja deles, não é soja de ninguém, os chineses estão levando a nossa soja. Produzimos com sustentabilidade e alto nível de proteína. Quem oferece proteína de qualidade somos nós”, diz Bartolomeu.

Questionado sobre a possibilidade de algum impacto nas negociações com a China depois do ministro da Educação, Abraham Weintraub, ter feito uma publicação no Twitter com insinuações de que o país asiático poderia se beneficiar, de propósito, da crise do coronavírus, o presidente da Aprosoja afirmou que não há relação entre os assuntos.  “Estamos falando de alimentos. Não de educação.”

Fonte: Globorural