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Agricultura

Produção agrícola em 2020 bate novo recorde e atinge R$ 470,5 bilhões

Produto que mais contribuiu para o resultado foi a soja.

O valor da produção agrícola do país em 2020 bateu novo recorde e atingiu R$ 470,5 bilhões, 30,4% a mais do que em 2019. A produção agrícola nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas chegou, no ano passado, a 255,4 milhões de toneladas, 5% maior que a de 2019, e a área plantada totalizou 83,4 milhões de hectares, 2,7% superior à de 2019.

Os dados constam da publicação Produção Agrícola Municipal (PAM) 2020, divulgada hoje (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Com a valorização do dólar frente ao real, houve também um crescimento na demanda externa desses produtos, o que causou impacto direto nos preços das principais commodities, que apresentaram significativo aumento ao longo do ano. Como resultado, os dez principais produtos agrícolas, em 2020, apresentaram expressivo crescimento no valor de produção, na comparação com o ano anterior”, explicou o IBGE.

A cultura agrícola que mais contribuiu para a safra 2020 foi a soja, principal produto da pauta de exportação nacional, com produção de 121,8 milhões de toneladas, gerando R$ 169,1 bilhões, 35% acima do valor de produção desta cultura em 2019.

Em segundo lugar no ranking de valor, veio o milho, cujo valor de produção chegou a R$ 73,949 bilhões, com alta de 55,4% ante 2019. Pela primeira vez desde 2008, o valor de produção do milho superou o da cana-de-açúcar (R$ 60,8 bilhões), que caiu para a terceira posição. A produção de milho cresceu 2,8%, atingindo novo recorde: 104 milhões de toneladas.

O café foi o quarto produto em valor de produção, atingindo R$ 27,3 bilhões, uma alta de 54,4% frente ao valor de 2019. Já a produção de café chegou a 3,7 milhões de toneladas, com alta de 22,9% em relação ao ano anterior, mantendo o Brasil como maior produtor mundial.

No ano passado, Mato Grosso foi o maior produtor de cereais, leguminosas e oleaginosas do país, seguido pelo Paraná, por Goiás e o Rio Grande do Sul.

Em relação ao valor da produção, Mato Grosso, destaque nacional na produção de soja, milho e algodão, continua na primeira posição no ranking, aumentando sua participação nacional para 16,8%, novamente à frente de São Paulo, destaque no cultivo da cana-de-açúcar. O Paraná, maior produtor nacional de trigo e segundo de soja e milho, ocupou, em 2020, a terceira posição em valor de produção, à frente de Minas Gerais, destaque na produção de café.

“O Rio Grande do Sul, que teve a produtividade de boa parte das culturas de verão afetadas pela estiagem prolongada no início de 2020, apresentou retração de 6,9% no valor de produção agrícola, caindo para a quinta posição no ranking, com participação nacional de 8,1%”, informou o IBGE,

Os 50 municípios com os maiores valores de produção agrícola do país concentram 22,7% (ou R$ 106,9 bilhões) do valor total da produção agrícola nacional. Desses 50 municípios, 20 eram de Mato Grosso, seis da Bahia e seis de Mato Grosso do Sul.

Sorriso (MT) manteve a liderança entre os municípios com maior valor de produção: R$ 5,3 bilhões, ou 1,1% do valor de produção agrícola do país. Em seguida, vieram São Desidério (BA), com R$ 4,6 bilhões, e Sapezal (MT) com R$ 4,3 bilhões.

Por: Agência Brasil

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Pastagem

Recuperação de pastagens degradadas poderia aumentar em 9,7% rebanho bovino brasileiro, diz estudo

Artigo foi publicado nesta quarta-feira (7) por pesquisadores brasileiros na revista científica Royal Society Open Science. Melhoria seria feita com técnicas já usadas por pecuaristas, gerando 17,7 milhões cabeças de gado a mais no país, 1,5 vezes o tamanho do rebanho do Uruguai.

Com recuperação, país poderia ter 17,7 milhões cabeças de gado a mais. — Foto: Divulgação/Embrapa
Com recuperação, país poderia ter 17,7 milhões cabeças de gado a mais. — Foto: Divulgação/Embrapa

 

A recuperação de pastagens degradadas com técnicas já existentes poderia aumentar em 9,7% o rebanho bovino brasileiro, mostra um estudo de pesquisadores brasileiros publicado nesta quarta-feira (7), na revista científica Royal Society Open Science.

Essa alta representaria 17,7 milhões cabeças de gado a mais no país, 1,5 vezes o tamanho do rebanho do Uruguai. O efetivo nacional é de 214,7 milhões de cabeças, segundo últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

 

O estudo considerou os 12 milhões de hectares de pastagens degradadas reconhecidas pelo Censo Agropecuário nacional, onde os próprios pecuaristas fazem a declaração, explica Rafael Barbieri, economista sênior do World Resource Institute (WRI) Brasil, um dos autores do estudo, ao lado de José Gustavo Feres, do Ipea.

Porém, ele afirma que esse número é bem maior, entre 80 milhões e 100 milhões hectares, de acordo com o Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (Lapig) da Universidade Federal de Goiás (UFG). O potencial de recuperação, portanto, pode ser bem maior também.

Outra estimativa

Os autores fizeram também um outro cálculo considerando o cumprimento das regras do Código Florestal. Nesse cenário, as pastagens nativas usadas na pecuária seriam destinadas à regeneração natural, para cobrir o déficit de Áreas de Preservação Permanente (APP) e de Reservas Legais.

Se, ainda assim, o déficit não fosse zerado, as pastagens degradadas poderiam ser usadas. “E sobraria ainda uma boa área de pastagem para recuperar, que seria, então, destinada à produção agropecuária”, diz Barbieri.

Nesse caso, o rebanho bovino cresceria em 9 milhões de cabeças (ou 4,9% do rebanho atual) e ainda garantiria 12,7 milhões de hectares para restauração, mais do que suficiente para cobrir as metas brasileiras de restauração assumidas no Acordo de Paris.

Técnicas simples

O diferencial deste estudo, segundo Barbieri, é que ele considera que a regeneração de pastagens pode ser feita com técnicas simples, levando em conta as restrições orçamentárias dos produtores, as boas práticas regionais de taxa de lotação de pastagens e investimentos já existentes.

“Não são sistemas sofisticados, mas coisas simples, que a Embrapa já fala há 40 anos, como terraceamento, curva de nível, ressemeadura de pastagem para cobrir as áreas que ficam com solo exposto”, reforça.

. Para chegar a esses resultados, os estudo também propõe:

*Fortalecer o Plano ABC, realocando recursos hoje destinados a pastagens, mas que não condicionam a aplicação em manejo adequado;

*Priorizar a aplicação desses recursos em regiões com alto potencial produtivo, mas alta concentração de pastagens degradadas e desmatamento;

*Fomentar Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), pois a sua presença no campo está relacionada com o aumento de eficiência pecuária;

*Adequar as práticas produtivas às exigências crescentes dos mercados doméstico e internacional de zerar o desmatamento, cumprir as leis ambientais, fiscais e trabalhistas, e não tolerar relaxamento nos cuidados com bem estar animal.

Fonte: G1

Por: Paula Salati, G1

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Agronegócio

Avanços e desafios da conectividade

Avanços e desafios da conectividade – Editorial O Estado de S.Paulo
Avanços e desafios da conectividade – Editorial O Estado de S.Paulo
Mais conectividade no campo e nas escolas é fundamental para o desenvolvimento.

Se há muitas dúvidas sobre quais serão as mudanças legadas pela pandemia, ao menos uma é indubitável: a aceleração da digitalização das relações econômicas, sociais, políticas e culturais. Os últimos dados do IBGE sobre a conectividade revelam avanços em duas áreas capitais para o presente e o futuro do Brasil: o agronegócio e o ensino. O primeiro é a mais eficiente máquina nacional de produção de capital econômico, e, logo, a principal alavanca para a retomada do desenvolvimento. O segundo é a principal máquina de formação de capital humano, e, logo, a garantia de que esse desenvolvimento será sustentável.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, com dados de 2019, o número de domicílios que utilizavam a internet em 2018 (82,7%) aumentou 3,6 pontos porcentuais em 2019. Entre um ano e outro, o porcentual de estudantes com acesso à internet cresceu de 86,6% para 88,1%. A conectividade na área rural avançou mais do que na urbana.

Contudo, outro legado inevitável da pandemia é o aumento das desigualdades. E os dados do IBGE mostram que nesse aspecto a expansão da rede digital enfrenta grandes desafios. Apesar do progresso no campo, quase metade dos domicílios (44,4%) ainda não utiliza a internet, ante 13,3% nas cidades. As Regiões Norte e Nordeste também registraram os maiores avanços, mas ainda permanecem abaixo do porcentual das demais regiões.

Entre os 4,3 milhões de estudantes que não utilizavam o serviço em 2019, a maioria absoluta estava nas escolas públicas: 4,1 milhões de alunos não tinham acesso, ante 174 mil da rede privada. Além disso, enquanto no ensino privado 92,6% dos alunos tinham um celular disponível para acessar a internet, na rede pública eram 64,8%. No Norte e Nordeste as diferenças são mais expressivas.

Um dado relevante para a elaboração de políticas públicas é que o custo nem sempre é o maior impeditivo. Na verdade, apenas 18% dos quase 40 milhões de pessoas que não acessam a internet alegam ser o custo o fator decisivo para não ter acesso às redes. Outros 31,6% dizem não ter interesse e 43,8% alegam não saber navegar na rede. Isso sugere que, além das questões técnicas e financeiras, um dos maiores desafios para a expansão da rede digital no Brasil é a formação e a informação.

O ponto de partida para superar esse desafio é a escola. De pronto, a expansão do acesso à internet para os alunos é essencial para conter a evasão escolar, um problema já crônico antes da pandemia que se tornou agudo com ela. O investimento na conectividade escolar também é crucial para mitigar as disparidades acentuadas na pandemia entre alunos ricos e pobres. Mas esse investimento não é apenas emergencial: ele serve para introduzir alunos e professores às transformações irreversíveis da revolução industrial 4.0. Infelizmente, o presidente da República vetou integralmente o Projeto de Lei de Conectividade, que visava a assegurar conexão gratuita a alunos e professores da educação básica. O Congresso ainda pode derrubar esse veto.

Já para a agropecuária, a digitalização oferece imensas oportunidades para melhorar a competitividade, trazendo mais eficiência, produtividade e redução de custos. Mas à deficiência histórica de infraestrutura logística no campo veio se somar a falta de conectividade. Hoje só os grandes produtores conseguem investir em conexão, o que aumenta ainda mais as disparidades em relação aos pequenos. O desafio envolve políticas de estímulo às empresas de telefonia móvel no campo, a criação de linhas de crédito privadas e públicas, e parcerias público-privadas.

Mas também nesse caso muitas soluções não são implementadas por mera falta de informação. Especialistas de órgãos como a Embrapa ou o Sebrae apontam que várias novas ferramentas a bom custo estão disponíveis, mas são subutilizadas pelos produtores rurais por falta de conhecimento. O iminente processo de implementação da tecnologia 5G deveria ser aproveitado pelo poder público não só para modernizar a infraestrutura de conexão, mas para fomentar amplos programas de informação e formação digital.

Fonte: Brasil agro

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Agronotícias

Armazenamento dos grãos: quais cuidados são importantes para manter o resultado da safra

Manter a qualidade do produto pós-colheita é essencial para não perder o rendimento conquistado na lavoura.

Silo_ Milho

Armazenar os grãos com segurança, ou seja, protegidos de fatores externos que possam danificar sua integridade, é sinônimo de preservação dos investimentos feitos durante toda uma safra. Alguns produtores optam por guardar parte da produção para comercializá-la futuramente. Os períodos dessa guarda podem variar de mais curtos a mais longos. Para as duas opções, os produtores podem contar com diferentes tipos de armazenagem e com ferramentas da Agricultura Digital que contribuem com a manutenção da qualidade do seu produto.

A Pesquisa Estoques, divulgada no mês passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indica que a capacidade de armazenamento de produtos agrícolas no Brasil chegou a 177,7 milhões de toneladas no segundo semestre de 2019, um aumento de 1,3% com relação ao mesmo período de 2018. O milho é o principal produto armazenado, com 11,9 milhões de toneladas, e a soja vem em seguida, com um volume de 5,5 milhões de toneladas.

O mercado disponibiliza diferentes tipos e opções de sítios para armazenamento, como silo metálico, silo de concreto, armazém graneleiro ou estruturas temporárias conhecidas como silos bag, ou silos-bolsa. Para cada tipo de estrutura, o produtor deve avaliar o custo-benefício, o tempo que pretende deixar sua produção armazenada, o volume e os riscos que corre ao deixar seu produto guardado naquele determinado modelo de armazenagem.

1. Limpeza e secagem

Antes de seguir para o armazenamento, é recomendado que os grãos colhidos estejam limpos, livre de impurezas, restos culturais e doenças, como, por exemplo, os grãos ardidos do milho, ou seja, o material que passou por algum processo de podridão antes da colheita. Os principais patógenos causadores dos grãos ardidos são os fungos Diplodia macrospora e o Fusarium moniliforme. Há uma tolerância máxima de presença desses grãos de até 6% em lotes comerciais. Outro cuidado que deve anteceder o armazenamento é a secagem dos grãos, caso a colheita tenha sido realizada em um percentual de umidade mais alto na lavoura, é necessário diminui-la. O ideal é que o milho esteja com a umidade em torno de 12%; e a soja, em 11%, isso para longos períodos de armazenamento. Esses cuidados pré-armazenamento ajudam a evitar o desenvolvimento de doenças e perdas na qualidade do produto durante a estocagem, o que impacta o seu preço de venda e o volume colhido.

A Agricultura Digital não está presente somente no monitoramento das etapas produtivas enquanto a cultura está no campo, mas, também, no próprio processo de armazenamento. Existem, no Brasil, sistemas que envolvem sensores e tecnologias para silos que verificam um dos mais importantes aspectos a serem considerados na qualidade de um sítio de armazenamento, a termometria, ciência que mede a temperatura desses locais.

2. Termometria

A temperatura é, sem dúvida, um dos principais fatores que interferem na qualidade dos grãos, por isso, a medição constante por termometria permite o controle da massa e a preservação da produção. Caso ela indique alguma irregularidade, ou seja, abaixo de 14 ºC ou acima de 18 ºC, a área, ou pessoa responsável pelo armazenamento dentro de silos, poderá identificar os problemas de conservação do produto e tomar as medidas necessárias para a sua correção, preservando a integridade dos grãos.

A temperatura mais alta dentro de um silo pode causar a deterioração de materiais orgânicos, em especial, por isso, é importante que exista um sistema de aeração que faça o seu resfriamento. Problemas como fungos e insetos podem aparecer, caso o ambiente esteja propício ao seu desenvolvimento. Carunchos e traças são pragas de grande importância econômica no armazenamento do milho, ou seja, que podem causar grandes prejuízos aos armazéns. No primeiro grupo, as espécies que causam mais problemas são Rhyzopertha dominicaSitophilus oryzaeS. zeamais e Tribolium castaneum e, no segundo, Sitotroga cerealella. O controle de pragas nos grãos armazenados, especialmente, em longo prazo, é necessário para proteger a fitossanidade da produção.

Outro ponto a ser observado é a umidade no sítio que, acima do recomendado, com os pontos levantados em relação à temperatura, contribui para proporcionar um ambiente ideal para a proliferação de insetos e fungos. No caso do milho, por exemplo, a umidade deve ser mantida em torno de 13%; e a da soja, em 12%. De forma geral, o produtor deve avaliar a limpeza, ventilação e leitura constante da termometria, além de serviços de desinfecção, caso haja o surgimento de patógenos que possam causar perdas no volume armazenado.

termometria automatizada trabalha a partir da leitura dos dados realizada por sensores colocados estrategicamente dentro dos silos. O sistema permite que a temperatura seja monitorada em diversos pontos. Por meio de uma eventual detecção de focos de aquecimento, eles serão indicadores do possível aparecimento de pragas e degradação dos grãos. Na termometria tradicional, a leitura é feita por meio de um plug que é inserido em uma caixa de comutação, um conjunto de operações que interliga circuitos e faz a leitura da temperatura em todo o conjunto.

3. Importância da manutenção constante

Aves, roedores e insetos vivem próximos às suas fontes de alimentação. Um local de armazenamento de cereais pode representar uma fonte inesgotável de comida, por isso, é importante verificar as condições locais para evitar perdas com esses tipos de problemas. A limpeza constante e a manutenção do depósito são imprescindíveis para que a produção não seja impactada por esses agentes.

4. Alternativa ao armazenamento tradicional em silos e armazéns

Guiverson_Silobag

Guiverson Bueno, de Lucas do Rio Verde (MT), optou por armazenar sua produção em silos bolsa.

Hoje, o produtor dispõe de uma série de alternativas, desde obter o seu próprio silo até alugar espaços em silos de cooperativas e armazéns. O custo-benefício pode variar de acordo com o volume e tamanho das propriedades. O mais importante é que esses espaços ofereçam o mínimo de cuidados com o produto resultante de uma safra de investimentos.

De acordo com Guiverson Bueno, produtor de Lucas do Rio Verde (MT), o silo- bolsa é mais viável economicamente ao seu negócio. “Eu verifico sempre a estrutura e faço a manutenção quando é necessário, o que é bem simples. Colho o milho com a umidade entre 14,5% e 14% para evitar a proliferação de doenças nas bolsas. Os grãos permanecem com a mesma qualidade durante toda a armazenagem”, conclui.

Os silos-bolsa têm se apresentado como uma alternativa economicamente viável aos produtores, no entanto, o tempo de armazenamento da cultura não deve ser prolongado nesses locais, já que os controles de temperatura e ventilação são mais desafiadores. Outro ponto é a necessidade de vigilância constante com relação à estrutura, uma vez que, por apresentar uma película plástica, o silo bag pode se romper facilmente.

A etapa de armazenamento é crucial para assegurar os esforços investidos durante o cultivo da cultura. A escolha do tipo de armazenamento deve se enquadrar à realidade de cada fazenda, e as opções devem ser levadas em conta de acordo com as particularidades de cada negócio. Nada como a experiência dos produtores para indicar o melhor destino para os seus grãos.

Por: Jessyca Zago, Gerente de Sucesso do Cliente na Climate

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Agronegócio

IBGE prevê recorde para safra agrícola brasileira, com mais de 260 milhões de toneladas

Estimativa espera crescimento de 4,2% em comparação ao ano anterior. Produção da soja também deve atingir marco inédito, com alta de 8,5%.


Produção de soja também deve bater recorde, com safra de 131,8 milhões de toneladas. — Foto: Divulgação/Agropecuária
Produção de soja também deve bater recorde, com safra de 131,8 milhões de toneladas. — Foto: Divulgação/Agropecuária

A produção agrícola brasileira deve bater um novo recorde em 2021, atingindo um total de 264,9 milhões de toneladas, anunciou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (8). O número é 10,7 milhões de toneladas a mais do que no ano anterior, um aumento de 4,2%.

De acordo com a instituição, o novo marco é puxado, principalmente, pelo trigo, uva e soja, que também deve atingir uma quantidade inédita em 2020.

Outros cultivos também dispararam. É o caso da cevada, com crescimento de 7,9%, do feijão de 1ª, 2ª e 3ª safra e altas de 0,8%, 5,0% e 1,7% respectivamente, e do arroz, com aumento de 0,9%.

Mas, algumas quedas também são esperadas, como o milho de 1° e 2° safra, com reduções em 1,5% e 0,1% respectivamente, e a aveia, com – 0,3%.

Todas as regiões tiveram altas na estimativa, exceto pelo Centro-Oeste, que deve ter queda de 0,9%. Para as demais, são esperados os seguintes crescimentos:

  • Sul: 13,7%.
  • Sudeste: 3,5%.
  • Norte: 1,4%.
  • Nordeste: 3,3%.

O IBGE leva em conta o que será produzido durante os 12 meses do ano. Diferentemente do levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que considera o calendário de safra, que começa em julho e termina junho do ano seguinte.

A Conab previu um aumento maior do que o do IBGE para este ano, alcançando as 273,8 milhões de toneladas.

Soja

A soja deve ter uma produção inédita de 131,8 milhões de toneladas, superando a de 2020 em 10,3 milhões, equivalente a 8,5% a mais.

O número vem depois de um crescimento do interesse dos produtores no grão e do aumento da área plantada por causa da demanda aquecida e do dólar alto, que favorecem a comercialização, segundo o gerente da pesquisa, Carlos Barradas.

Mas, o plantio e colheita da soja enfrentaram diversos problemas. No primeiro devido a falta de chuvas e no segundo por excesso delas, prejudicando também o escoamento. Com isso, o intervalo entre as safras foi estreitado, o que pode trazer insegurança quanto ao comportamento do clima durante o ciclo da cultura, diz o pesquisador.

Estados, como Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, já apresentam queda nas estimativas do rendimento médio da safra, sendo – 8,9%, – 8,2% e – 9,2% respectivamente.

Trigo

A elevação deste cultivo ocorre, principalmente, por um esforço dos produtores em aumentar o plantio para substituir parte das importações devido à valorização do dólar, segundo Carlos Barradas.

Uva

Com uma alta nos preços, o trigo também se destacou na produção para 2021. A expectativa é de 541,6 mil toneladas a mais do que em 2020, crescimento de 8,1%.
Para a uva, a previsão é de uma produção de 1,7 milhão de toneladas, um crescimento de 4,9% em relação ao mês anterior e 18,7% comparado a 2020.

O saldo positivo é creditado ao bom rendimento das lavouras, que só no Rio Grande do Sul, responsável por 56,5% da safra nacional, teve alta de 8,5% em relação à estimativa anterior, alcançando 950,2 mil toneladas.

Por: G1

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Agronegócio

Produtividade no campo melhora, e Ipea eleva PIB do setor

Taxa, estimada anteriormente em 1,5%, passa a ser de 2,2% neste ano.

Produtividade no campo melhora, e Ipea eleva PIB do setor

O cenário no campo está melhor do que se esperava, e o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) reavaliou a taxa do PIB (Produto Interno Bruto) da agropecuária.

Agora, o instituto prevê uma taxa de 2,2% para este ano, acima da estimativa de 1,5% divulgada anteriormente.

As melhores notícias vêm do setor agrícola, que cresce 2,3%. Os dados de safra do IBGE, base da formação da taxa de valor adicionado do Ipea, foram revistos neste mês.

As novas estimativas da safra de soja indicam uma produção recorde de 130,4 milhões de toneladas, 7,3% a mais. A produção de milho, também recorde, será de 103,5 milhões de toneladas, mas apenas 0,3% superior à anterior.

O café, devido à queda de 24% na produção e à sua importância no índice, impediu uma evolução maior do PIB. A cana, afetada por problemas climáticos anteriores à colheita, que começa em abril, deverá recuar 1,5%.

Se o Ipea utilizasse os dados agrícolas da Conab, a evolução do PIB seria maior, uma vez que ela prevê safra de 135 milhões de toneladas de soja e de 108 milhões de milho.

Dos 25 produtos agrícolas incluídos na lista do IBGE, 12 vão apresentar queda de produção neste ano. Já no setor de pecuária (bovinos, suínos, aves, leite e ovos), todos terão alta. Com isso, o PIB da produção animal sobe 1,9%.

Uma das principias recuperações é a da bovinocultura, que tinha caído 5,4% em 2020. Este segmento, no entanto, vai continuar com a oferta reduzida de bois prontos para o abate no primeiro semestre, o que manterá os preços em alta.

A suinocultura, que havia subido 8,5% no ano passado, cresce apenas 1,7% neste, abaixo dos 3,8% das aves.

Os principais desafios para o setor agropecuário neste ano serão a pouca oferta de bois, que, prevê o Ipea, ficará para o segundo semestre, e o plantio do milho fora da época ideal.

Por: Brasilagro

 

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Agronotícias

Saiba por que a carne continua mais cara em 2021

Especialistas consultados pelo G1 apontam que problemas climáticos e custos deixaram o produto mais salgado para o bolso. Alimento subiu 1,72% em fevereiro e acumula alta de 29,5% nos últimos 12 meses.

Preço da carne, que estava em queda de 0,08% em janeiro, aumentou 1,72% em fevereiro. — Foto: AMANDA PEROBELLI/Reuters
Preço da carne, que estava em queda de 0,08% em janeiro, aumentou 1,72% em fevereiro. — Foto: AMANDA PEROBELLI/Reuters

Depois de subir 18% em 2020 e ficar escassa na mesa dos brasileiros, a carne continua registrando alta nos supermercados, devido a problemas climáticos e custos.

Em fevereiro, o alimento subiu 1,72% na comparação com janeiro e, nos últimos 12 meses, registra alta de 29,5%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), publicado na quinta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IPCA é o índice que mede a inflação oficial no país.

Em fevereiro, o corte com maior variação foi o lagarto comum, com avanço de 3,60%. Já o contra filé aumentou 2,06% e a alcatra subiu 3,05%. Diferentemente destas carnes, a de porco, por exemplo, caiu 2,05%.

Com os preços mais salgados, a população tem escolhido ovo e frango como mistura.

Os especialistas consultados pelo G1 acreditam que cortes de custos pelos frigoríficos e menos consumo na quaresma podem fazer com que a alta de preços seja freada. Contudo, a aprovação de uma nova rodada do Auxílio Emergencial pode elevar a demanda e, consequentemente, puxar novamente os preços.

Por que está caro?

Uma das explicações para a alta de preço é a menor disponibilidade de gado para o abate, que vem acontecendo desde 2020, segundo o assessor técnico da Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Ricardo Nissen.

Ele explica que tudo começou ainda nos anos anteriores a 2019, quando havia uma presença maior do abate de fêmeas. Isso levou a uma menor quantidade de bezerros atualmente o que, por sua vez, diminuiu a oferta do animal para o abate.

“Quando a gente observa as escalas de abates dos frigoríficos, eles estão com dificuldade de comprar boi para levar para o frigorífico efetivamente, porque o mercado está muito vazio”, comenta.

Mas este não é o único motivo para o crescimento dos preços. De acordo com Nissen, no final do ano aconteceu uma seca mais longa do que o normal, o que levou a um atraso na produção do boi de pasto.

Sem o pasto, o boi não obtém todos os nutrientes necessários para o seu desenvolvimento e o produtor precisa investir em suplementos para resolver este problema, conta o assessor.

Além disso, a produção pecuária está mais cara também devido à desvalorização do real, como explica o coordenador do Índice de Preço do Consumidor (IPC) da Fundação Getúlio Vargas (FGV – IBRE), André Braz.

“A carne brasileira sofre duas ações do dólar. Ele tanto favorece a exportação, porque quanto mais a gente exporta, a gente recebe em dólar (…) Essas vendas aumentam quando a nossa moeda desvaloriza porque todos querem comprar do Brasil”, diz.:

“Mas, por outro lado, essa desvalorização cambial também aumenta os custos da pecuária e da criação de outros animais”, complementa.

“Isso onera o pecuarista. Se, por um lado, ele consegue vender melhor porque está vendendo em dólar, por outro ele tem custos pressionando a cadeia produtiva”, completa.

Todos esses custos são repassados ao consumidor final, elevando os preços.

No IPC, o aumento do valor da carne também foi percebido, sendo identificada uma variação de 0,94% em janeiro, para 1,24% em fevereiro, acumulando alta de 26,92% em 12 meses.

Vai faltar carne?

Apesar da menor oferta, o Brasil ainda é um grande produtor – e, deste modo, consegue suprir a demanda interna, segundo o assessor técnico da CNA, Ricardo Nissen.

“A gente é o segundo maior mercado produtor de carne bovina do mundo. A questão é: a gente tá colocando menos carne no mercado. Mas não vai faltar carne, só tem uma pressão maior”, afirma Nissen.

O que esperar para o futuro?

Com menos animais para o abate, os frigoríficos têm dispensado funcionários para aliviar os custos. Para o assessor técnico da CNA, isso acaba freando o preço para o consumidor.

“Quando você reduz a sua capacidade de abate, você reduz a sua ociosidade, seus custos, você consegue manter uma planta frigorífica com menos abate e isso acaba reduzindo a pressão por compra de boi gordo no mercado”, explica.

Nissan exemplifica que, com menos abate, “aumenta a disponibilidade do boi gordo e você vai acabar conseguindo comprar esses animais de forma mais barata”.

Mas esse reflexo não acontece de forma rápida no mercado: “A gente vem percebendo que, mesmo com menos abate nos frigoríficos, a aquisição dos animais continua sendo dificultosa, continua precisando de um pagamento alto”, conta o técnico.

Para Nissen, o prazo para aumentar a oferta do animal para a compra dos produtores e para que essa maior oferta leve a um menor preço para o consumidor final, deve ser de cerca de um mês.

Porém, ele também acredita que caso a nova rodada do Auxílio Emergencial se concretize, o poder de consumo irá aumentar novamente. Com isso, a procura nos supermercados pela carne aumentaria e a maior demanda pode fazer com que os preços se mantenham altos.

Já o coordenador do IPC na FGV, André Braz, acredita que o preço continuará subindo nos próximos dias. Contudo, ele considera a possibilidade de uma baixa procura pelo produto devido ao período de quaresma, quando os cristãos diminuem o consumo de animais, derrubar os preços temporariamente ainda em março e início de abril.

Quem não tem carne, caça com o ovo

Com o menor consumo de carne, seja pelo preço ou por razões religiosas, a população tem recorrido a outras proteínas, como o ovo.

“Esse mês o ovo também teve uma alta variação, justamente porque, com o aumento do preço dessas outras proteínas, o consumidor acaba buscando alternativas de alto valor biológico, mas com o valor agregado um pouco menor”, explica Nissen.

A carne de frango também tem tido maior procura pelos consumidores por ser mais barata, segundo o técnico.

Inflação dos alimentos

De modo geral, o grupo de Alimentação e Bebidas apresentou uma desaceleração nos preços pelo terceiro mês consecutivo: em novembro, a taxa havia sido de 2,54%; em dezembro, foi de 1,74%; e, no mês passado, foi de 1,02%. Agora em fevereiro recuou para 0,27%.

Segundo o IBGE, esta queda é atribuída à diminuição nos preços da batata-inglesa, que declinou 14,70%; do tomate, com (- 8,55%); do leite longa vida (- 3,30%); do óleo de soja (- 3,15%); e do arroz (- 1,52%).

Fonte: G1

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Agronotícias

Agronegócio cresce 24,3% em 2020 e responde por mais de um quarto do PIB do Brasil, diz CNA

Houve alta em todos os setores do agro: produção dentro das fazendas, serviços, indústria e insumos.

Agro ampliou a sua participação no PIB nacional de 20,5% em 2019, para 26,6% em 2020. — Foto: TV TEM/Reprodução
Agro ampliou a sua participação no PIB nacional de 20,5% em 2019, para 26,6% em 2020. — Foto: TV TEM/Reprodução

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio teve uma expansão recorde de 24,31% em 2020, informou a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nesta quinta-feira (11), em nota.

Com esse resultado, o setor ampliou para 26,6% sua participação no PIB total do país no ano passado, contra 20,5% em 2019.

O PIB calculado pela CNA e o Cepea leva em conta o movimento de toda a cadeia do setor: produção dentro da porteira, insumos, agroindústria e serviços.

Já o calculado pelo IBGE considera somente a produção dentro das fazendas. Este foi divulgado na semana passada e mostrou expansão de 2% da agropecuária.

Alta por segmento

Tanto a cadeia produtiva da agricultura quanto da pecuária tiveram expansões expressivas em 2020, avançando 24,2% e 24,56%, respectivamente, impulsionadas por uma alta de preços e safras recordes.

Todos os segmentos da cadeia produtiva do agronegócio brasileiro no geral tiveram alta em 2020:

.Setor primário – atividade dentro das fazendas (+56,59%);
.Agrosserviços (+20,93%);
.Agroindústria (+8,72%);
.Insumos (6,72%).

“O desempenho do PIB do agronegócio reflete a evolução da renda real do setor, em que são consideradas as variações tanto de volume quanto de preços reais”, informou a CNA.

Entretanto, CNA e Cepea ressaltam que, apesar do resultado recorde do PIB no ano passado, a cadeia produtiva agrícola ainda se recupera de um cenário adverso de anos anteriores.

Quando se considera o cenário dentro das fazendas, por exemplo, a renda real recuou 20% de 2017 a 2019, apesar do crescimento de 20% da produção no mesmo período, devido a preços.

O uso intenso de venda antecipada de grãos também contribuiu para que a maior parte dos produtores não se beneficiasse plenamente da forte alta dos preços ao longo de 2020, afirmou a entidade. Além disso, houve elevação dos custos de produção.

Em relação ao ramo pecuário, a elevação dos preços das proteínas animais em relação a 2019 e a expansão da produção e do abate de suínos e aves e da oferta de ovos e leite refletiram o resultado do ano passado no PIB.

“Mas o forte aumento nos custos de produção afetou negativamente as margens dentro da porteira e na agroindústria”, disse a nota.

O indicador para o PIB dentro da porteira, do IBGE, deverá voltar a crescer este ano, com a CNA projetando aumento de 2,5% sobre 2020.

Por: G1

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Por: G.1

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Tereza Cristina: preços do arroz voltarão a se equilibrar em janeiro com safra

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou que os preços do arroz deverão se equilibrar a partir de meados de janeiro, com a safra da cultura em Santa Catarina. O arroz acumula uma alta de 19,25% em 2020 de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo disse a ministra em entrevista à rádio Jovem Pan, “o governo não fará intervenção”. “A intervenção que poderia ser feita é uma intervenção de comércio: abrimos 400 mil toneladas de importação com tarifa zero e isso traz tranquilidade de que não haverá falta de produto”, disse.

De acordo com Tereza Cristina, entre os motivos que levaram ao aumento do preço do produto está a concessão do auxílio emergencial e a mudança dos hábitos dos brasileiros, que passaram a se alimentar mais em casa por causa da pandemia do novo coronavírus.

Por: Estadão Conteúdo