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Agricultura Agronotícias

Insumos: próxima safra pode ser a mais cara do século, diz CNA

Contexto nacional e internacional de alta de preços é apontado como a causa; para especialista, problema pode demorar para ser resolvido.

Em entrevista no programa Direto ao Ponto deste domingo (14), o diretor técnico adjunto da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Reginaldo Minaré, disse que a próxima safra poderá ser a mais cara desde o início dos anos 2000. O motivo seria os altos custos, entre eles dos insumos.

“Toda essa conjuntura de aumento de preço – seja do combustível, aproximadamente 65% este ano, da energia, 25%, dos insumos, fertilizantes e defensivos, em média 100% mais caros e problemas com o aumento de frete, de contêineres – coloca uma expectativa de que a próxima safra será a mais cara do século”, afirma.

Minaré ressalta que a situação é preocupante para o produtor rural. “Sabemos que o preço dos insumos aumentou muito, mas não sabemos como o preço da safra vai se comportar quando ela for colhida”. Ele completa dizendo que a margem de lucro ou prejuízo dos agricultores só será calculada no final da safra.

Para o representante da CNA, os preços devem continuar elevados e a solução não chegará logo. “Essa cadeia de abastecimento é complexa, e quando ela se desestrutura, não é algo que se corrige rapidamente”, coloca.

Cuidados que o produtor deve ter

O diretor da CNA também fala que os agricultores devem tomar alguns cuidados na hora de comprar insumos. Um deles é com relação aos contratos. De acrodo com Minaré, em caso de problemas na entrega, é importante checar os contratos de compra que já possui e avaliar os novos acordos para que as duas partes, comprador e vendedor, sejam resguardadas.

Outro ponto de atenção é com relação a possíveis especulações dos produtos. O diretor reforça que, caso haja configuração dessa prática, o produtor deve denunciar.

Questão do glifosato

Agricultores já têm reclamado da dificuldade de encontrar glifosato nos estabelecimentos de venda. O representante da CNA afirma que as circunstâncias desse produto diferem de outras pois depende de uma matéria-prima da qual a China responde por um terço da produção mundial.

“Ele tem uma situação peculiar devido à matéria prima, que é o fósforo amarelo. A retirada dessa substância exige um trabalho industrial muito robusto, principalmente, com muito uso de energia e água. Como a China está com certa dificuldade de energia, as indústrias que mais utilizam energia foram convidadas a reduzir a produção. No caso da produção do fósforo amarelo, de setembro a dezembro deste ano, se estabeleceu uma redução de 90% na produção chinesa. Isso não é uma coisa que se supre muito rápido”, conta.

Ainda de acordo com Minaré, há esperanças de que a produção chinesa se normalize no início do próximo ano, mas não há garantias disso. “O glifosato pode ser um produto que vá ter problemas para a próxima safra. Essa é uma realidade posta. Já tem algumas pessoas com dificuldade de encontrar e talvez isso continue até o próximo ano”, afirmou o convidado do programa.

Por: Canal Rural

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Agricultura

Milho e soja estão caros para a dieta de aves? Veja as melhores alternativas

A utilização de insumos alternativos representa uma boa estratégia para redução parcial dos percentuais de milho e de farelo de soja na alimentação das aves, especialmente em períodos de alta volatilidade do mercado, como o atual. Mas, antes de buscar opções mais baratas, os avicultores devem conhecer as características e limitações dos ingredientes disponíveis, visando sempre o melhor desempenho possível dos lotes.

Para começar, além da qualidade do alimento, é preciso levar em conta sua disponibilidade na região e os custos para a implementação na dieta.

Os ingredientes alternativos podem ser divididos em dois grupos: de origem vegetal e animal. Fica o alerta de que, sendo vegetal ou animal, é fundamental a análise de sua composição em laboratórios de qualidade. Recomendo o acompanhamento de um nutricionista, pois assim aumentam as chances de chegar a uma formulação adequada e com bom custo-benefício.

Além dos macro ingredientes, é importante também avaliar os custos relacionados aos pontos estratégicos das dietas, como inclusão de energia, proteínas, antioxidantes, aminoácidos industriais, enzimas, adsorventes de micotoxinas, emulsificantes e óleos, entre outros, que também devem ser orientados por um profissional. Afinal, o objetivo é fazer a substituição sem deixar de atender aos requerimentos nutricionais dos animais.

Estes são os principais alimentos de origem vegetal e suas características, que devem ser considerados para substituição das dietas de aves de corte e poedeiras.

Sorgo: é comparado ao milho em valor nutricional, mas sua energia é menor (3.208 x 3.380 kcal). O valor nutritivo do sorgo é de 95 a 96% do milho. Pode ser substituído de 30% a 65% nas rações de frangos e em poedeiras na fase de postura. Mas, atenção: ele altera a coloração da pele e da gema do ovo, sendo recomendável utilizar pigmentantes, especialmente em galinhas, devido ao baixo conteúdo de carotenoides e xantofilas (pigmentos naturais do milho).

Milheto: destaca-se por ser um ingrediente alternativo ao milho, pelo maior teor de proteína bruta dos grãos (13% x 8% PB) e maior concentração de aminoácidos, com destaque para lisina, metionina e treonina. No entanto, o valor de energia metabolizável é inferior ao do milho (3.168 x 3.381 kcal/kg). A utilização de milheto na postura deve ser acompanhada de pigmentante para evitar descoloração da gema de ovo. É recomendável fornecer o grão inteiro, já que ele é menor que o milho e a ração pode ficar mais fina. Em frangos a sugestão é adicionar 15% na ração inicial, 20-30% na crescimento e na final. Em galinhas poedeiras, o recomendável é incluir o mesmo que na inicial e no crescimento de frangos e 20-30% na fase de postura.

Trigo integral: alimento produzido principalmente no sul do Brasil. É usado como fonte de energia na dieta de aves. Possui o maior conteúdo proteico (de 10% a 18 % de PB) e maior digestibilidade de aminoácidos que o milho, porém fornece menos energia. O ideal é que se forneça o grão inteiro, portanto evitar moer, pois em partículas finas impacta na granulometria da ração causando baixa digestibilidade e absorção dos nutrientes. Fornecer a partir dos 10 a 14 dias de idade. Em frangos e poedeiras, é recomendável adicionar 12% na dieta inicial e 20-40% na dieta de crescimento e finalização, seguindo esta última proporção mencionada na fase de postura de poedeiras.

Soja Integral: ingrediente importante para a alimentação de aves, sendo que no processo de extrusão o incremento de temperatura e pressão é responsável pela desativação de toxinas contidas no grão sem que haja perda nutricional. No entanto, a indústria avícola tem usado a soja integral processada como substituta do farelo de soja e óleo, uma vez que possui proteínas e lipídeos de alta qualidade, tornando-a uma importante fonte proteica e energética. O tipo de processamento e a origem da soja integral podem ser responsáveis pelo conteúdo de energia metabolizável da soja, que pode variar de 3.450 a 4.273 kcal de EM/kg. Para que a soja processada proporcione desempenho semelhante às aves alimentadas com farelo de soja e óleo, o produtor deve levar em consideração o bom processamento térmico, assim os fatores antinutricionais serão reduzidos, dentre eles os inibidores de tripsinas que inibem o funcionamento das enzimas específicas para a digestão de proteínas e aminoácidos. Em adição, com o controle dos fatores antinutricionais, reduz-se a incidência de inflamação do intestino, mantendo a saúde e a resistência aos patógenos.

Farelo de amendoim: após a extração do seu óleo, o farelo de amendoim fornece 48% de proteína e 2.400 kcal de EM. Ao incluí-lo na dieta é importante adicionar aminoácidos industriais e também a enzima fitase. Devido às altas quantidades de ácido fítico, um composto torna o fósforo indisponível à absorção. Como a soja, o amendoim contém inibidores de tripsina, idealmente desativados pelo processamento por calor para extração de óleo. Por ser um legume subterrâneo, o amendoim é bastante vulnerável ao crescimento de fungos, como o Aspergillus, responsável por sérios problemas no fígado, mesmo em níveis moderados de inclusão. Portanto, seu tratamento é indispensável com adsorventes que tenham aluminossilicatos em sua composição. Estes se ligam à aflatoxina, impedindo a absorção sua absorção pela ave. Em frangos de corte e poedeiras, é recomendável colocar 3% na dieta inicial, passando para 5% na crescimento e 5% na final ou postura.

Por: Alfredo Lora Graña, consultor técnico de monogástricos da Trouw Nutrition

Gabriel Almeida – Texto Comunicação Corporativa
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Agricultura Biológicos

Uso de produtos biológicos no agronegócio é alternativa menos agressiva ao meio ambiente

Produtos biológicos são a nova aposta do agronegócio brasileiro. A prática consiste na aplicação de elementos biológicos em insumos agrícolas, o que permite melhor performance na produtividade e a diminuição de impactos ambientais. Segundo Josué Lima, coordenador de pesquisas da JCO, empresa especializada em bioprodutos, cerca de 40% dos agricultores brasileiros já aderiram a técnicas biotecnológicas em seus processos produtivos. Ele explica que o novo método potencializa a ação de agentes químicos e reduz os custos da produção. 

De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), inovações biotecnológicas também favorecem os consumidores pois prometem fornecer alimentos mais saudáveis e de maior qualidade com a diminuição de resíduos químicos. Lima explica que esses ativos são de baixa toxicidade e agem sem agredir o meio ambiente, o que promove a saúde de plantas e animais e o desenvolvimento sustentável da agricultura. 

Derquian Busnello, produtor rural há oito anos na região de Paragominas, adotou recentemente o uso de produtos biológicos. Apesar de ainda estar na fase inicial do processo, ele explica que aderiu à prática por conta da crescente inclinação da área ao sustentável. “Além do uso de materiais biológicos ajudar a proteger as plantas e aumentar a produtividade de forma natural, possibilita também a vida útil das moléculas existentes por não as expor sozinhas ao controle de pragas e doenças”, declara. 

Josué Lima explica que o processo dos produtos biológicos é mais lento em relação aos agroquímicos, e essa questão depende de diversos fatores, ou seja, cada caso exige um tempo específico, ainda assim, ele afirma que o efeito residual é maior. No Pará ainda há pouca informação sobre o assunto mas a tendência é que o uso dos bioprodutos cresça nos próximos anos. Lima explica que, por desconhecimento, muitos produtores paraenses não acreditam no potencial dos produtos biológicos. “Quando falamos sobre fungos e bactérias, é comum que alguns produtores associem a doenças. Nosso trabalho é introduzir o assunto e explicar que esses microrganismos também trazem benefícios”, finaliza. 

Por Manoela Ferreira
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Pecuária

Pastos para vaca de leite não são todos iguais

Para melhor rendimento das fêmeas é importante respeitar o seu momento reprodutivo oferecendo pastagem específica para suprir todas as suas necessidades nutricionais.
Pastos para vaca de leite não são todos iguais

O Brasil tem boa parte de seu rebanho leiteiro mantido em sistemas de criação extensivo, sendo o pasto a única fonte de alimento para as vacas, em muitas ocasiões. Nos últimos anos, o uso de pastagens para produzir leite ganhou maior relevância entre pecuaristas pelo fato de ser um método mais rentável diante da alta de outros insumos utilizados na alimentação.

Mas, para que traga benefícios, a pastagem deve ser cuidadosamente escolhida, levando em conta a produtividade e as necessidades da forragem, mas sem se esquecer das exigências e particularidades das suas categorias produtivas da pecuária de leite.

“Cerca de 70% dos custos com a pecuária leiteira estão relacionados à alimentação dos animais, por isso é importante saber quais os tipos de capim que melhor se adequam às condições climáticas regionais, ao volume de produtividade e que supram as necessidades energéticas, de vitaminas, proteínas e minerais do rebanho”, diz a engenheira agrônoma, Andreza Cruz, técnica em sementes da Soesp.

Diante disso, fica a questão: qual é o melhor pasto para a vaca de leite tomando como base sua categoria produtiva? De acordo com a especialista, a escolha da cultivar deve se basear nas características climáticas da propriedade, solo e na categoria produtiva. “Especificamente para o último aspecto, o manejo nutricional deve ser estabelecido de acordo com cada uma das etapas de vida do animal, tais como vacas em lactação; vacas secas; bezerras e novilhas”, acrescenta.

Bezerras 

As bezerras, por exemplo, devem receber tratamento específico e uma pastagem de excelente qualidade, principalmente porque estão na fase de crescimento e desenvolvimento, além de representarem o futuro da produção. Neste caso, elas devem ser colocadas em uma pastagem que tenha um capim mais mole e com pouco talo, sem perigo de danos físicos com talos, caracterizado por elevados teores de proteína, baixos teores de fibra, boa digestão e boa aceitação: Panicum Massai, Panicum BRS Tamani, Brachiaria BRS Piatã e Brachiaria Marandu.

“O BRS Tamani seria a melhor opção, pela mais alta qualidade e porte baixo, poucos talos, porém ele é mais exigente em fertilidade, além de diminuir mais a produção em época de seca, diferente dos capins Piatã e Marandu, que são mais adaptados nesse quesito”, diz a engenheira agrônoma. “Vale reforçar que, assim como ocorre com os bezerros de corte, tanto a Brachiaria decumbens quanto a Brachiaria humidicola não devem ser utilizadas para bezerras leiteiras, pois são capins hospedeiros do fungo Pithomyces chartarum, causador de casos de fotossensibilização”, completa.

Vacas em lactação 

Já as vacas em lactação precisam estar nas melhores pastagens, pois serão elas as verdadeiras produtoras de leite e bezerras, ou seja, quanto melhor for o pasto para ela, em produção, melhor será a qualidade e o volume do produto (leite e matrizes). Neste caso, algumas indicações de capins são: Panicum maximum BRS Quênia e o Panicum maximum BRS Zuri.

Segundo a técnica em sementes da Soesp, essas duas opções são interessantes pois têm maior potencial de acúmulo de proteína com alta produtividade, o que está diretamente ligado a qualidade do leite, gerando melhores resultados. “Somente o cuidado é com o manejo, principalmente o Zuri ou Mombaça, que podem facilmente passar da altura ideal de entrada (70 e 85 cm respectivamente) e formar talos, podendo causar danos aos animais e diminuir a eficiência de pastejo. O Quênia já não tem esse problema, pois produz bem menos talos, portanto, seu manejo é facilitado, porém é importante reforçar que o capim passado trará desuniformidade à pastagem e, consequentemente, menos lucros para o bolso do produtor”, afirma.

Ela acrescenta ainda que Piatã e Marandu também apresentam bom potencial para a produção de leite, podendo suportar uma boa lotação de vacas no período seco, sendo uma opção para esse período que os Panicuns não respondem tão bem. “Caso haja a oportunidade de fazer uma irrigação na área de Panicum spp eles irão responder muito bem enquanto tiver temperaturas altas, caso a região tenha um frio intenso em algum período, a irrigação não será eficiente, tendo que ser bem planejada para maior retorno do investimento”, diz a engenheira agrônoma.

Vacas secas

Por fim, quando comparadas às vacas em lactação, as secas têm 1,5 a 2 vezes menos exigências nutricionais, pois estão em um momento de descanso e recuperação. Assim, caso haja a necessidade de priorizar alguma categoria, elas podem ficar no final da fila, fazendo o repasse na pastagem, por exemplo.

Neste período, é ideal que a vaca não perca nem ganhe peso em excesso, estando pronta para a próxima lactação. “Algumas opções são pastos de Brachiaria spp. ou Massai, que têm relativamente menor qualidade nutricional, lembrando que todos os pastos têm que estar adaptados a todo o sistema e não somente à categoria animal”, finaliza a profissional.

Por: Portal do Agronegócio

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Nutrição Animal

Mistura de insumos na nutrição do rebanho pode reduzir custos de produção da propriedade

Prática exige atenção e planejamento por parte dos pecuaristas para oferecer qualidade aos animais.

A intensificação das atividades do campo faz com que o pecuarista e o agricultor tratem a propriedade como uma empresa, que precisa obter lucros. Essa busca pela eficiência financeira tem provocado algumas mudanças no mercado como, por exemplo, o aumento da utilização de produtos para misturas em relação aos suplementos de pronto uso, que pode ser comprovada por dados divulgados pela da Associação Brasileira de Indústria de Suplementos Minerais – ASBRAM.

“Podemos explicar esse cenário com o fato de que a mistura dos insumos na fazenda pode reduzir os custos de produção. Outro fato favorável é a realização do plantio de grãos na propriedade, possibilitando menos gastos com os farelos produzidos e incentivando a mistura na fazenda”, afirma a analista de produtos da Minerthal, Letícia de Souza Santos.

O produtor precisa se precaver uma vez que, para realizar a mistura de suplemento mineral proteico, proteico energético ou ração na propriedade, é necessário, além do misturador, o galpão ou local de armazenagem de matérias-primas, mão-de-obra qualificada e tempo do funcionário.

“Em termos práticos, o procedimento na própria fazenda acarreta ao pecuarista menor custo por kg de ração/suplemento, na ordem de 15 a 30%. Esta economia na suplementação animal viabiliza o investimento em misturador e galpão de estocagem”, explica Letícia.

É preciso se planejar

Com a certeza de que é necessário um investimento para que a mistura gere o resultado esperado, o produtor precisa se planejar e estar atento a alguns pontos. Um deles é a escolha das matérias-primas.

Para definição de quais produtos comprar, uma prática interessante é fazer diversas simulações com os preços dos insumos disponíveis na região. Com as matérias-primas definidas, de acordo com o melhor equilíbrio entre custo do kg da mistura e desempenho esperado, o produtor partirá para a compra dos insumos.

“O ponto-chave neste tema é saber comprar. É necessário se preparar e buscar efetuar a aquisição com antecedência. Realizar contratos para ter disponível a matéria-prima durante o tempo é uma boa dica”, ressalta a analista de produtos.

A estocagem também deve ser pensada, pois o armazenamento de todos os insumos que serão utilizados refletirá na manutenção da qualidade dos produtos. É necessário certificar-se de que o local é protegido contra chuvas, ventos, insetos e pragas e próximo ao local de mistura.

Outro ponto é a qualidade da mistura, que deve ter bastante relevância nesse planejamento. Isso porque não adianta investir em ingredientes de excelente qualidade, estocá-los adequadamente e não realizar uma mistura correta e homogênea.

“Os animais têm a capacidade de selecionar partículas. Caso não haja mistura homogênea, pode influenciar na seleção. A oferta da dieta mal misturada faz com que os animais não consumam o que foi balanceado pelo nutricionista responsável”, acrescenta.

A melhor mistura para a sua propriedade

O núcleo mineral que será misturado depende da necessidade do produtor. Há propriedades que possuem sistemas mais rústicos, sendo ideal uso de núcleos que tem além dos minerais, possivelmente ureia ou mesmo sal branco em sua composição. Para propriedades com maior capacidade de mistura, núcleos contendo apenas minerais, aditivos (em algumas ocasiões vitaminas e leveduras) são mais utilizados.

“A Minerthal tem diversas soluções para pecuaristas de corte e de leite para mistura na fazenda. O 160 MD é o carro chefe da linha de produtos para mistura para suplementos minerais aditivados, proteicos, proteicos-energéticos e rações, demonstrando a versatilidade dentro de uma propriedade. É composto por minerais e aditivo, sendo necessária a mistura com sal branco, ureia e farelos proteicos e energéticos”, afirma Letícia.

Para facilitar a mistura para produtores que não desejam comprar sal branco e ureia, a Minerthal tem em sua linha o Núcleo Proteico. “O produto viabiliza misturas para fabricação de suplementos minerais proteicos ou proteicos-energéticos. Além de versátil leva praticidade ao produtor pela necessidade de mistura apenas em farelos proteicos e energéticos”, finaliza.

Fonte: Portal do agro

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Pecuária

Faturamento é bom, mas produtor precisa ficar atento à alta de custos

O Valor Bruto da Produção poderá atingir R$ 1,2 trilhão neste ano, 16% mais do que em 2020.

Faturamento é bom, mas produtor precisa ficar atento à alta de custos
Faturamento é bom, mas produtor precisa ficar atento à alta de custos

O faturamento da agropecuária deverá atingir R$ 1,2 trilhão neste ano, valor que, se confirmado, ficará 16% acima do de 2020, que já tinha sido um período muito bom.

Dois produtos sustentam valores tão elevados para este ano: o boi e a soja. Juntos, eles representam 50% de todo o faturamento da agropecuária dentro da porteira.

O setor vive um momento muito bom, segundo Renato Conchon, coordenador do Núcleo Econômico da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

O coordenador afirma que o produtor investiu na produção e, devido à alta das commodities no mercado internacional e à desvalorização do real, as cotações internas estão favoráveis. Volume elevado e preços bons seguram as receitas.

O momento é favorável, mas também preocupa, segundo ele. O mesmo dólar que eleva os preços internos das commodities para patamares altos, traz para dentro do país novos custos, via compra de insumos.

A alta dos custos reduz a margem de lucro, e a preocupação é com os produtores desavisados. Ainda se ganha dinheiro, mas no futuro poderá haver um descasamento entre custos e receitas para os que não adotarem medidas de proteção. O custo sobe, e a rentabilidade cai.

É cedo ainda, mas esse possível cenário deve estar no radar do produtor. Ele precisa de um planejamento financeiro, afirma o representante da CNA.

A agricultura deverá render R$ 778 bilhões neste ano, puxada por soja e por milho, que representam 69% do volume financeiro deste setor.

Esse valor, no entanto, pode não se confirmar, uma vez que o milho está sendo plantado fora do período ideal. Qualquer problema climático reduzirá o volume produzido.

Do ponto de vista dos preços, incentivados pelos valores internacionais, não haverá grandes oscilações, acredita Conchon. A demanda externa continua, e a colheita dos americanos, devido ao clima, ainda é incerta.

Dois produtos, da lista dos 23 da agricultura analisados pela CNA, chamaram a atenção do coordenador da entidade. Um deles é a banana, que terá evolução de 22% no faturamento neste ano, por causa do aumento dos preços. O segmento deverá render R$ 15 bilhões.

O outro é o café arábica, cuja queda nas receitas poderá atingir 30%. Os preços estão bons, e em alta, mas a produção deverá recuar para 33 milhões de sacas, devido à bienalidade negativa.

O café, normalmente, tem uma safra boa, seguida de uma ruim. Neste ano, é o período de queda.

Os segmentos mais representativos da agropecuária brasileira deste ano serão a soja, com faturamento de R$ 382 bilhões, e a bovinocultura, com receitas de R$ 210 bilhões. Milho, com R$ 153 bilhões, e o setor de leite, com R$ 73 bilhões, vêm a seguir.

Por: Brasil Agro

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Agronegócio

Monitor do Seguro Rural será retomado a partir de abril

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou nesta terça-feira (16) o cronograma de reuniões virtuais do projeto Monitor do Seguro Rural para o ano de 2021. O evento, que em 2020 contou com mais de 1.400 participantes, tem como objetivo avaliar e propor aperfeiçoamentos aos produtos e serviços de seguro rural ofertados pelas seguradoras no âmbito do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

O Monitor do Seguro Rural é um evento virtual aberto ao público e pensado para os agricultores, que tem a oportunidade de conhecer os produtos e tirar suas dúvidas durante a transmissão. Para participar das videoconferências, basta acompanhar o site do projeto, onde serão divulgados os convites para a participação.

O trabalho é coordenado pelo Departamento de Gestão de Riscos da Secretaria de Política Agrícola do Mapa e conta com o apoio das entidades representativas do setor, cooperativas, associações, revendas de insumos, companhias seguradoras, empresas resseguradoras, corretores, peritos e instituições financeiras.

O cronograma de eventos por videoconferência do Monitor, que começou em julho do ano passado e se estende até final de 2022, tem a finalidade de identificar e propor melhorias nos serviços de seguro para mais de 60 atividades entre grãos, frutas, olerícolas, pecuária, florestas, aquícola, café e outras culturas.

Os produtores e demais interessados podem acessar a plataforma do evento de um computador e até do smartphone ou assistirem depois as gravações, que ficam disponíveis num link de fácil acesso. “O monitor é uma oportunidade para os usuários dos seguros construírem soluções em conjunto com as seguradoras e o apoio do Mapa. Essa dinâmica de diálogo constante entre os agentes já configura um projeto perene para o setor produtivo na busca de seguros rurais com coberturas aderentes a realidade dos riscos dos produtores”, explica o diretor do Departamento de Gestão de Riscos, Pedro Loyola.

Em 2020, o PSR aumentou em 108% a quantidade de apólices contratadas, atingindo 193 mil apólices de seguro rural, que corresponderam a um valor segurado de R$ 45,8 bilhões e garantiram a cobertura de 13,7 milhões de hectares.

Por: Mapa

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Pecuária

Relação de troca para produtor de leite piora

CIProdutor de leite precisou de 58,1 litros de leite para aquisição de 60 kg de mistura concentrada.

Imagem: Pixabay

O preço do leite ao produtor registrou nova queda em fevereiro e os insumos continuam subindo. Isso faz com que a relação de troca siga piorando. Segundo o Centro de Inteligência do Leite (CILeite), da Embrapa Gado de Leite, na média Brasil a cotação no mês passado fechou em R$1,99 por litro, recuo de 2,2% sobre janeiro. Na comparação anual, o preço nominal ao produtor ficou 40,3% acima do valor recebido em fevereiro de 2020.

No varejo, o preço da cesta de lácteos caiu 0,64%, puxado pelo leite UHT, único produto a registrar queda no mês (-3,3%). Em 12 meses, todos os lácteos registram altas, sendo as mais elevadas para o leite UHT e o leite em pó. De fevereiro de 2020 a fevereiro de 2021 a alta foi de 15,43%.

Apesar da alta anual nos preços do leite, os aumentos expressivos no milho e no farelo de soja continuam comprometendo a relação de troca leite/insumos. Em fevereiro, o produtor de leite precisou de 58,1 litros de leite para aquisição de 60 kg de mistura concentrada, alta de 32% em relação ao mesmo mês de 2020.

Por: Agrolink

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Agronotícias

Agronegócio cresce 24,3% em 2020 e responde por mais de um quarto do PIB do Brasil, diz CNA

Houve alta em todos os setores do agro: produção dentro das fazendas, serviços, indústria e insumos.

Agro ampliou a sua participação no PIB nacional de 20,5% em 2019, para 26,6% em 2020. — Foto: TV TEM/Reprodução
Agro ampliou a sua participação no PIB nacional de 20,5% em 2019, para 26,6% em 2020. — Foto: TV TEM/Reprodução

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio teve uma expansão recorde de 24,31% em 2020, informou a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nesta quinta-feira (11), em nota.

Com esse resultado, o setor ampliou para 26,6% sua participação no PIB total do país no ano passado, contra 20,5% em 2019.

O PIB calculado pela CNA e o Cepea leva em conta o movimento de toda a cadeia do setor: produção dentro da porteira, insumos, agroindústria e serviços.

Já o calculado pelo IBGE considera somente a produção dentro das fazendas. Este foi divulgado na semana passada e mostrou expansão de 2% da agropecuária.

Alta por segmento

Tanto a cadeia produtiva da agricultura quanto da pecuária tiveram expansões expressivas em 2020, avançando 24,2% e 24,56%, respectivamente, impulsionadas por uma alta de preços e safras recordes.

Todos os segmentos da cadeia produtiva do agronegócio brasileiro no geral tiveram alta em 2020:

.Setor primário – atividade dentro das fazendas (+56,59%);
.Agrosserviços (+20,93%);
.Agroindústria (+8,72%);
.Insumos (6,72%).

“O desempenho do PIB do agronegócio reflete a evolução da renda real do setor, em que são consideradas as variações tanto de volume quanto de preços reais”, informou a CNA.

Entretanto, CNA e Cepea ressaltam que, apesar do resultado recorde do PIB no ano passado, a cadeia produtiva agrícola ainda se recupera de um cenário adverso de anos anteriores.

Quando se considera o cenário dentro das fazendas, por exemplo, a renda real recuou 20% de 2017 a 2019, apesar do crescimento de 20% da produção no mesmo período, devido a preços.

O uso intenso de venda antecipada de grãos também contribuiu para que a maior parte dos produtores não se beneficiasse plenamente da forte alta dos preços ao longo de 2020, afirmou a entidade. Além disso, houve elevação dos custos de produção.

Em relação ao ramo pecuário, a elevação dos preços das proteínas animais em relação a 2019 e a expansão da produção e do abate de suínos e aves e da oferta de ovos e leite refletiram o resultado do ano passado no PIB.

“Mas o forte aumento nos custos de produção afetou negativamente as margens dentro da porteira e na agroindústria”, disse a nota.

O indicador para o PIB dentro da porteira, do IBGE, deverá voltar a crescer este ano, com a CNA projetando aumento de 2,5% sobre 2020.

Por: G1

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Agronotícias

Brasil quer aumentar produção de fertilizantes

Governo começa a debater plano com este objetivo.

Imagem: Eliza Maliszewski

O Brasil tem uma das maiores agriculturas do mundo e o 4º maior consumidor de fertilizantes mas ainda importa grande parte do que usa nos cultivos, cerca de 75%, sendo o maior importador mundial.

Na década entre 2007 e 2017 a produção nacional caiu de 9,81 milhões de toneladas para 8,184 milhões. No mesmo período as importações brasileiras de fertilizantes cresceram 105%. Em 2019 o país usou 36 milhões de toneladas e produziu apenas 23% ou 8,2 milhões de toneladas. A maior dependência brasileira é pelo nutriente potássico (95%), seguido pelos nitrogenados (80%) e pelos fosforados (55%), informa a Associação Internacional de Fertilizantes.

Com o objetivo de diminuir esta dependência foi realizada nesta terça-feira (9) a primeira reunião do Grupo de Trabalho Interministerial encarregado pela elaboração do Plano Nacional de Fertilizantes. O grupo foi criado com a publicação do Decreto 10.605 e terá encontros a cada 15 dias.

A Ministra da Agricultura,Tereza Cristina, reforçou que os fertilizantes são insumos estratégicos para a agricultura brasileira e disse que o Brasil precisa ter uma produção mínima de fertilizantes para garantir a segurança nacional e a segurança alimentar. “No momento que teve a pandemia, vocês viram como foi importante a segurança alimentar do nosso país. A nossa agricultura cresce todos os anos, então cada vez mais vamos precisar de fertilizantes. Esse grupo vai justamente vai dar este norte”, disse.

O Grupo de Trabalho é formado por representantes da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Casa Civil e dos ministérios da Agricultura, Economia, Infraestrutura, Minas e Energia, Meio Ambiente e Ciência, Tecnologia e Inovações, além da Embrapa, Gabinete de Segurança Institucional e Advocacia-Geral da União. A secretaria executiva ficará a cargo da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos.

O objetivo do plano é tornar o país protagonista em inovação tecnológica em nutrição de plantas de forma sustentável, expandir a produção e oferta de fertilizantes nacionais e reduzir a dependência de produtos externos. O GTI deverá entregar o Plano Nacional de Fertilizantes ao Secretário Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República em um prazo de 120 dias.

Por: Agrolink