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História da marca – John Deere

Alguns modelos pesam muitas toneladas e andam a 8 quilômetros por hora. Na maioria das vezes seu design não é nada primoroso. Já outros modelos são pequenos e compactos, vistos em abundância nos jardins de belas residências americanas e até em campos de golfe. No campo são visto aos milhares, quer seja arando a terra ou fazendo a colheita. A grande maioria ostenta as cores amarelo e verde com um logotipo onde aparece um cervo saltitante. E todos possuem em comum a marca JOHN DEERE, líder em equipamentos agrícolas e máquinas pesadas do mundo, que está comprometida com o sucesso dos produtores agrícolas, que cultivam, colhem, transformam e enriquecem a terra para enfrentar a crescente demanda mundial por alimentos, combustíveis, habitação e infraestrutura.
A história 
A empresa foi fundada em 1837 por John Deere, um renomado ferreiro do estado de Vermont, na cidade de Grand Detour em Illinois, tornando-se uma das empresas industriais mais antigas dos Estados Unidos. Seu produto inicial foi o primeiro arado de aço polido autolimpante da história, um avanço que auxiliou a migração para as planícies da região centro-oeste americana no século XIX e início do século XX e impulsionou a moderna Era da Agricultura, permitindo aos agricultores abrirem sulcos precisos no solo e mudarem a forma como a agricultura era feita naquele país. Isto porque, o arado de ferro forjado com lâminas de aço o tornava ideal para as difíceis condições do solo do meio oeste americano, região considerada como “terra prometida” na época. No ano de 1841 a produção já atingia 75 peças. Ainda neste ano a empresa patenteou o primeiro perfurador de solo para plantação de grãos. Com o crescimento do negócio a empresa foi obrigada a se mudar, em 1848, para a cidade de Moline, estado do Illinois, que devido à proximidade com o rio Mississipi facilitava o transporte e viabilizava a chegada das matérias-primas e a distribuição no mercado dos cerca de 1.000 arados produzidos por ano.
John escolheu para sócio, Robert Tate, com o objetivo de ajudá-lo a gerenciar suas três lojas abertas na cidade. No ano de 1858, Charles Deere, único filho homem vivo do fundador, assumiu o comando da empresa que controlaria no decorrer dos próximos 49 anos, estabelecendo centros de comercialização e concessionários independentes ampliando assim as vendas para todo o mercado americano. Em 1863 a empresa introduziu no mercado o cultivador dirigível, primeiro instrumento motorizado da JOHN DEERE. A primeira distribuidora semi-independente dos produtos da marca foi estabelecida em 1869 na cidade de Kansas City, quando a empresa já se chamava DEERE & COMPANY. No ano seguinte a JOHN DEERE, que comercializava uma linha de produtos que incluíam rastelos, perfuradores, cultivadores, ceifadoras e plantadores, já era uma marca popular entre os fazendeiros e agricultores americanos.

Em 1874 os negócios da empresa continuavam crescendo, atingindo vendas de 50 mil ceifadoras. Em 1903, a empresa instalou controles ambientais extensivos na sala de moagem na fábrica de arados, iniciando assim um comprometimento de longa data com a administração ambiental. Na época da morte de Charles Deere, em 1907, a empresa fabricava uma grande variedade de arados de aço, cultivadoras, plantadeiras de milho e algodão e outros implementos agrícolas. Em 1912 começou uma nova era para a empresa, que possuía 11 fábricas e complexos nos Estados Unidos, e uma no Canadá, além de 25 escritórios de vendas. O período de aquisições para ampliar sua linha de produtos começou em 1918 quando a empresa comprou a fabricante de tratores Waterloo Gasoline Traction Engine Company (produtora dos famosos tratores Waterloo Boy). Não demoraria muito para os tratores se tornarem seu principal produto. A década de 1930 teve lançamentos que se tornaram grandes sucessos, como os tratores Model A e o Modelo B, mais compacto. Durante o período da Grande Depressão Americana, entre 1929 e 1933, a JOHN DEERE conquistou a fidelidade dos fazendeiros ao recusar-se retomar os produtos dos consumidores inadimplentes. As vendas cresceram quase 90%. Com o início da Segunda Guerra Mundial a produção comercial, de tratores e peças, praticamente foi interrompida, sendo quase em sua totalidade direcionada para as divisões do exército americano. Com o término do conflito a JOHN DEERE voltou a produzir seus produtos normalmente e nos anos seguintes começou um forte período de crescimento internacional. Entre os equipamentos lançados pela empresa nesse período estavam colheitadeiras automotrizes de milho e de algodão, que trouxeram um grande aumento na produtividade agrícola.
Em 1956 inaugurou uma modesta fábrica de tratores pequenos no México, além de comprar uma empresa alemã de fabricação de tratores e colheitadeiras. Foi neste mesmo ano que a empresa ingressou em um novo mercado, passando a produzir equipamentos para construção e equipamentos florestais, criando a Divisão de Equipamentos Indústrias. O ano de 1958 marcou o ingresso da empresa na América do Sul, com a inauguração de uma fábrica de tratores na cidade de Rosário, na Argentina. Nos anos subsequentes a empresa ingressou em novos mercados como França e África do Sul. A empresa se tornou a maior produtora mundial de tratores e equipamentos agrícolas e industriais em 1963, ao ultrapassar a International Harvester. Além disso, a JOHN DEERE tomou a iniciativa de ingressar no mercado de consumo doméstico e decidiu produzir e vender tratores para gramados e acessórios como cortadores de grama e removedores de neve. Cinco anos depois, essa linha, chamada Lawn & Garden(pequenos tratores e máquinas domésticas), ganharia outras opções de cores além das tradicionais, verde e amarelo.
No ano de 1966, em mais uma demonstração da preocupação da JOHN DEERE com os produtores agrícolas, a empresa lançou as primeiras estruturas de proteção contra capotamento para tratores agrícolas, cuja patente foi cedida para toda a indústria de máquinas agrícolas, sem receber royalties por isso. Na posição de liderança do mercado, a JOHN DEERE continuou destacando-se pela procura constante de inovação. Seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos são calculados em US$ 4 milhões por dia. O famoso e tradicional slogan “Nothing Runs Like a Deere” (algo como “Nada se move como um Deere”), parte de uma campanha publicitária para a nova linha de motos de neve, foi introduzido em 1971 e se tornou um dos mais populares da publicidade americana. O icônico slogan duraria muito mais do que a linha de motos de neve, vendida em 1984.

Em 1973 as vendas da empresa ultrapassaram pela primeira vez a barreira dos US$ 2 bilhões. No ano seguinte em virtude da procura sem precedentes por produtos JOHN DEERE – especialmente, por equipamentos agrícolas – a empresa enfrentou falta de capacidade de produção. A empresa então iniciou o seu maior programa de expansão. Até 1979, foram gastos mais de US$ 1 bilhão em novas instalações. Em 1981, a linha de produção industrial da JOHN DEERE já oferecia 68 modelos: 22 máquinas para construção, 29 máquinas utilitárias e 17 máquinas florestais. Em meados desta década a JOHN DEERE resistiu à grave recessão agrícola e se manteve como a única fabricante independente de equipamentos agrícolas dos Estados Unidos, mesmo amargando prejuízos e queda na produção. Em 1991, as operações de equipamentos de cuidados com gramados e solos nos Estados Unidos e no Canadá, que desde 1970 faziam parte da divisão de equipamentos agrícolas, tornam-se uma divisão separada, a Lawn & Garden, que nos anos seguintes cresceria assustadoramente. Em 2003, através de um acordo com a rede The Home Depot, os cortadores de grama autopropelidos são vendidos em canais varejistas pela primeira vez na história da empresa. Em meados dos anos de 2000, para completar as soluções agrícolas oferecidas aos agricultores, a empresa ingressou no mercado de irrigação, adquirindo algumas empresas do ramo, e formando assim a divisão JOHN DEER WATER.
Em 2010, a empresa inaugurou um centro de tecnologia e inovação na Alemanha e expandiu o centro de pesquisa e desenvolvimento na China. Já na Índia foi firmado um empreendimento conjunto para produzir retroescavadeiras e pás-carregadeiras para os mercados asiáticos. Além disso, a JOHN DEERE se tornou a primeira empresa a transportar máquinas de construção com motores de 175 cavalos ou mais certificadas para atender aos rigorosos padrões de emissão das leis americanas. Mais recentemente a JOHN DEERE lançou uma completa linha de ferramentas manuais (chaves de carro e conjuntos de chave, alicates, chaves de fenda, martelos, soquetes e ferramentas de medição) que visa atender às necessidades até mesmo dos profissionais mais exigentes. Com esta gama abrangente, a marca oferece a ferramenta certa para quase qualquer tipo de trabalho. Os produtos de qualidade e o suporte superior ao cliente prestado pelos concessionários tiveram um papel primordial no sucesso da marca JOHN DEERE. Após mais de um século e meio, a JOHN DEERE continua dedicada às pessoas ligadas à terra: agricultores e fazendeiros, proprietários rurais e construtores.
A linha do tempo 
1875 
● Lançamento do ARADO GILPIN SULKY, fazendo com que o fazendeiro ficasse sentado em um carrinho, ao invés de ter que ficar em pé ao longo do percurso.
1880
● Os vagões de trem entraram na linha de produtos da empresa. Pouco depois a JOHN DEERE começou a fabricar carroças.
1923 
● Lançamento do MODELO D, primeiro trator dois cilindros que levaria o nome JOHN DEERE e que ficou durante 30 anos em sua linha de produtos.
1925 
● Lançamento dos chamados tratores GP (General Purpose) para múltiplos usos.
1929 
● Lançamento do primeiro trator de plantio em linha com frente de triciclo.
1947 
● Lançamento do trator MODEL M que ficou conhecido como “Rastejador”. Mais tarde foi oferecido como trator de esteira e depois como retroescavadeira, marcando assim o ingresso da empresa no mercado de equipamentos de construção.
1949 
● Lançamento do primeiro trator movido a diesel do mercado (conhecido como MODELO R).
1953 
● Lançamento do MODELO 70, considerado na época o maior trator de culturas em linha. Inicialmente disponível com motor a gasolina, com alimentação por qualquer combustível ou GPL (gás de petróleo liquefeito), iria se tornar o primeiro trator a diesel para culturas em linhas.
1957 
● Lançamento de plantadeiras e cultivadores com seis linhas de plantio. Esses produtos possibilitaram um aumento de 50% na capacidade de plantio e cultivo em áreas de produção de milho e algodão.
1958 
● Criação da JOHN DEERE CREDIT, que fornece linhas de financiamentos aos fazendeiros e agricultores para aquisição de equipamentos agrícolas da empresa.
1959 
● Lançamento do trator 8010, um gigante de 10 toneladas, com 215 cavalos de potência e alimentado a diesel. Era o maior trator produzido até então.
1974 
● A fabricação de 28 modelos de tratores de esteira, tratores com rodas, carregadeiras com tração nas quatro rodas, um compactador de aterro, scrapers, empilhadeiras, tratores florestais para toras, uma motoniveladora e uma escavadeira ampliam a base da marca no mercado de maquinário industrial.
1980 
● Lançamento da primeira colheitadeira motorizada de algodão de 4 linhas do mundo. Testes indicavam que o trator incrementava a produtividade em quase 90%.
1996 
● Lançamento dos primeiros produtos que utilizavam o posicionamento por satélite. Hoje em dia a empresa oferece o sistema AMS, que permite que os produtores realizem uma verdadeira agricultura de precisão. O Piloto Automático, o Monitor de Colheita, o Mapa de Produtividade e outros produtos do sistema AMS garantem maior precisão e rendimento às operações agrícolas. Eles unem os avanços da informática com os recursos do posicionamento por satélite para melhorar o gerenciamento das propriedades, reduzindo custos operacionais e aumentando a produtividade no campo.
● Lançamento de quatro tratores com preços acessíveis e dois cortadores de grama comuns com a marca Sabre by John Deere. O objetivo era aumentar a participação de mercado dos produtos da marca.
Os negócios
Divisão Agrícola & Turf 
A empresa é líder mundial na fabricação de equipamentos agrícolas, com mais de 600 diferentes modelos em sua linha de produção, que inclui tratores, implementos para o preparo do solo, plantadeiras, cultivadores mecânicos, pulverizadores, colheitadeiras de grãos e de algodão e equipamentos para fenação e ensilagem. A JOHN DEERE também fabrica e comercializa a mais ampla linha de tratores para gramados e jardins, cortadores de grama, aeradores de solo e outros produtos motorizados para uso comercial e doméstico. Na linha de equipamentos para golfe e turfe tem destacada participação no mercado com os famosos carrinhos de golfe.
Divisão de Equipamentos para Construção e Florestal 
Produz e comercializa equipamentos pesados para a construção civil, obras públicas, movimentação de materiais e silvicultura. Os principais produtos incluem motoniveladoras, scrapers, carregadeiras (esteiras e de pneus), retroescavadeiras, escavadeiras e transportadores florestais, entre outros. A JOHN DEERE também é líder em equipamentos florestais no mercado europeu.
Divisão Mundial de Peças 
Fornece peças originais para toda a linha JOHN DEERE. Também coordena a distribuição e a administração mundial dos estoques e materiais e ajuda os concessionários a desenvolverem sua capacidade de comercialização de peças e serviços.
Divisão de Motores 
A empresa é um dos maiores fabricantes de motores do mundo. Além de produzir motores para todos os seus produtos, ainda fornece motores industriais pesados para veículos fora-de-estrada e outras aplicações.
Crédito 
A JOHN DEERE CREDIT opera nos principais mercados agrícolas mundiais como Estados Unidos, Canadá, México, Austrália, Inglaterra, França, Alemanha, Argentina, Luxemburgo e, no Brasil, por meio do Banco John Deere, oferecendo crédito para aquisição de maquinários agrícolas.

O gênio por trás da marca 
John Deere nasceu no dia 7 de fevereiro de 1804 em Rutland, estado americano de Vermont, e era o terceiro filho de William Rinold Deere e Sarah Yates Deere. Seu pai desapareceu a caminho da Inglaterra na esperança de reivindicar uma herança e tornar a vida mais confortável para sua família. Criado por uma mãe com pequena renda, a educação de John Deere provavelmente foi rudimentar e limitada às escolas comuns de Vermont. Com 17 anos, ele se tornou aprendiz do ofício de ferreiro, que desempenhou em vários locais em Vermont, quando ganhou considerável fama pelo seu trabalho cuidadoso e engenhosidade, abrindo seu próprio negócio em 1825. Os seus garfos de feno e pás altamente polidos tinham uma grande demanda em toda a região ocidental de Vermont. Casou-se com Demarius Lamb dois anos depois. Em 1836 o casal, que tinha quatro filhos, com o quinto a caminho, enfrentando uma grave crise financeira, resolveu vender seu comércio para o sogro e partiu para o estado de Illinois no meio oeste americano. Estabeleceu-se na pequena vila de Grand Detour. Como não havia outros ferreiros na área, John não teve dificuldades em encontrar trabalho. Havia muito a ser feito – ferraduras para bois e cavalos e reparo de arados e outros equipamentos para os fazendeiros pioneiros. Ele achava que a lâmina de ferro fundido do arado era rude e áspera, e seu formato acumulava terra, que ficava grudada e tinha que ser removida manualmente. O preparo do solo, chave do desenvolvimento agrícola naquela época, era lento e ineficiente. O esforço quebrava os arados, garantindo assim o trabalho do jovem ferreiro. Mas apesar disso, achou que as lâminas dos arados não estavam trabalhando muito bem no solo argiloso das pradarias de Illinois, e chegou à conclusão que um arado feito de aço altamente polido e com o formato correto seria capaz de manejar aquelas condições de solo com uma eficiência muito melhor.
Foi então que ele desenvolveu e começou a produzir o primeiro arado de aço forjado. Já por volta de 1850, John Deere estava produzindo cerca de 1.600 arados por ano, e em 1855, mais de 10.000 destes arados já haviam sido produzidos e comercializados por sua fábrica. Desde o princípio, o jovem empreendedor insistia em fazer produtos de alta qualidade. Uma vez John Deere disse: “Eu nunca colocaria o meu nome em um produto que não tivesse em si o melhor que há em mim”. Conforme o negócio ia crescendo, ele foi se afastando e deixando as operações para o seu filho Charles, conhecido como um excelente administrador. Em 1868, os negócios deram origem à DEERE & COMPANY. Anos depois, ele focou a maior parte de sua atenção aos assuntos civis e políticos. Ele serviu como Presidente do National Bank of Moline, diretor da Moline Free Public Library (Biblioteca pública de Moline), e era um membro ativo da Primeira Igreja Congregacional. Ele também foi prefeito da cidade de Moline por dois anos. Morreu aos 82 anos no dia 17 de maio de 1886 em sua casa na cidade de Moline.
A evolução visual 
O tradicional logotipo conhecido como “Leaping Deer”, onde existe um cervo saltando, foi registrado pela empresa em 1876, ainda que documentos indiquem que ele já vinha sendo utilizado três anos antes. O cervo saltando foi adotado como símbolo porque o senhor John Deere costumava dizer “Que ninguém corria mais que um cervo”. Essa primeira marca comercial exibia um cervo saltando sobre um tronco de madeira, com “John Deere” escrito acima e as palavras “Moline, Ill.” abaixo da figura. É interessante perceber que essa primeira marca comercial apresentava um tipo de cervo comum na África, e somente as futuras marcas comerciais retratariam o cervo de cauda branca, nativo norte-americano. Nos anos seguintes o logotipo passou por inúmeras modificações, como por exemplo, em 1950, quando os chifres do cervo foram virados para frente, a cauda passou a apontar para cima, assemelhando-se ao cervo norte-americano, e o animal não aparecia mais saltando sobre um tronco. Já em 1956, a identidade visual da marca começou a utilizar as tradicionais cores verde e amarela da marca. No ano de 2006 o logotipo passou por sua mais recente modificação, adquirindo o visual atual. Nesse logotipo, após ter sido conhecido por décadas como o “cervo saltando”, pela primeira vez o animal foi ilustrado em movimento para cima, em vez de parecer em posição de “aterrissagem”.

Os slogans 

Nothing Runs Like a Deere. (1971)
Quality Farm Equipment. (1950)
The Trade Mark of Quality Made Famous by Good Implements. (1912)
Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1837 
● Fundador: John Deere 
● Sede mundial: Moline, Illinois, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Deere & Company 
● Capital aberto: Sim (1912) 
● Chairman & CEO: Samuel Allen 
● Presidente: Michael J. Mack Jr. 
● Faturamento: US$ 28.8 bilhões (2015)
● Lucro: US$ 1.94 bilhões (2015)
● Valor de mercado: US$ 24.4 bilhões (fevereiro/2016)
● Valor da marca: US$ 5.208 bilhões (2015)
● Concessionárias: 5.000 
● Presença global: 160 países
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 57.180 
● Segmento: Veículos agrícolas e construção civil 
● Principais produtos: Tratores, equipamentos agrícolas e domésticos 
● Concorrentes diretos: CaterpillarMassey-Ferguson, Valtra, Kubota, JCB, Landini, Komatsu e New Holland 
● Ícones: O veado saltitante do logotipo e as cores amarela e verde 
● Slogan: Nothing Runs Like a Deere. 
● Website: www.deere.com.br
O valor 
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca JOHN DEERE está avaliada em US$ 5.208 bilhões, ocupando a posição de número 83 no ranking das marcas mais valiosas do mundo.
A marca no Brasil 
A empresa iniciou sua participação no mercado brasileiro através de uma associação com a indústria brasileira Schneider Logemann & Cia. Ltda. em 1979, quando adquiriu 20% do capital da fabricante de equipamentos sediada em Horizontina (RS). Assim como a JOHN DEERE, a empresa brasileira tinha iniciado sua história como uma oficina mecânica de reparos. A oficina aberta em 1945 em Horizontina passou em 1947 a produzir trilhadeiras para cereais, com a marca SLC, e em 1965 foi a responsável pela produção da primeira colheitadeira auto-propelida no Brasil. A máquina pioneira, a SLC 65-A, foi baseada na tecnologia do modelo 55 da própria JOHN DEERE. A parceria entre as duas empresas acelerou a introdução da tecnologia da líder mundial nos equipamentos produzidos no Brasil pela SLC. A colheitadeira 6200, lançada em 1983, usava a cor verde da JOHN DEERE. No ano seguinte a linha de produtos aumentou com a fabricação de plantadeiras. Ao mesmo tempo intensificava-se o intercâmbio de filosofias de manufatura, gestão da qualidade e condução de negócios.
Em 1989, uma nova fábrica foi inaugurada em Horizontina, com significativa expansão da capacidade de produção. A presença da empresa americana no Brasil ganhou peso maior a partir de 1996. Naquele ano, a linha de tratores JOHN DEERE passou a ser produzida no Brasil, com a marca SLC – John Deere. A empresa aumentou sua participação na sociedade para 40% e foi constituída a SLC – John Deere Ltda. No ano de 1999, a JOHN DEERE aumentou novamente seus investimentos no Brasil adquirindo o controle total do capital da SLC – John Deere S.A. Ainda neste ano foi inaugurada a fábrica de colhedoras de cana-de-açúcar Cameco, em Catalão, no estado de Goiás. Com a aquisição da empresa americana Cameco pela JOHN DEERE, as colhedoras de cana tornam-se um novo produto da marca no Brasil. Finalmente em 2001 a marca mundial JOHN DEERE passou a ser utilizada nos equipamentos produzidos no Brasil. Em 2008, inaugurou uma das mais modernas fábricas de tratores do mundo em Montenegro (RS). Hoje em dia a empresa possui quatro unidades de produção no país. A subsidiária no Brasil é responsável por 60% do total das exportações brasileiras de colheitadeiras. As máquinas produzidas respondem por 50% da colheita de grãos no país.
A marca no mundo 
Os equipamentos da marca JOHN DEERE estão presentes em 160 países ao redor do mundo, com a empresa empregando aproximadamente 58 mil pessoas em mais de 40 fábricas espalhadas por países como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, China, França, Alemanha, Brasil, Argentina, Espanha, Itália, Índia, Polônia e México. A empresa vende seus produtos através de uma rede de concessionárias independentes composta por 5.000 lojas em 100 países. A marca ao longo de sua história se tornou uma das mais respeitadas dentro dos Estados Unidos, oferecendo atualmente equipamentos agrícolas e florestais, além de produtos e serviços para jardinagem e irrigação. A empresa ainda oferece uma vasta gama de produtos com a marca JOHN DEERE, que vai desde um simples boné, até camisetas, jaquetas, calçados, mochilas, chaveiros, canetas e miniaturas de seus tratores e máquinas.
Você sabia? 
● A JOHN DEERE já fabricou bicicletas. Isto aconteceu em 1894, quando a empresa reagiu à grande popularidade das bicicletas oferecendo três modelos – Deere Leader, Deere Roadster e Moline Special. A moda das bicicletas passou depois de alguns anos e a produção foi interrompida. Nos anos de 1970, a empresa voltaria brevemente ao segmento de bicicletas.
As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Exame e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).
Última atualização em 19/2/2016
REPOST: Mundo das Marcas
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Segredo para aumentar sua visibilidade nas redes sociais

[youtube= https://youtu.be/HcfrHfvsbBQ]

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Dicas para gravar vídeos incríveis com o seu celular

Os celulares atuais podem ser realmente incríveis para quem aprecia praticidade e boa qualidade de imagem. Recursos como resolução 4K, estabilização de imagem e HDR permitem a gravação de vídeos dignos de excelentes imagens usando apenas o pequeno aparelho.

O segredo é que, na grande maioria das vezes, o que faz um vídeo ser realmente bom é a pessoas por trás da câmera e não as ferramentas que ela possui. Por isso, separamos algumas dicas simples que podem te ajudar a aproveitar a vantagem da mobilidade para capturar imagens melhores com o seu celular.

1. Limpe a lente

Essa dica pode parecer ridícula, mas você ficaria impressionado ao saber quanta sujeira e gordura se acumulam na lente da câmera do seu smartphone.

2. Atenção ao áudio

Áudio smartphone

Áudios ruins podem acabar com uma boa gravação de vídeo, e o fato do seu aparelho conseguir gravar uma locução decente em um ambiente silencioso não quer dizer que ele também vai se sair tão bem em ambientes abertos e barulhentos.

Se você vai gravar pessoas falando, chegue mais perto delas para evitar ruídos do ambiente — como vento, por exemplo. Além disso, certifique-se de não cobrir o microfone do smartphone na hora de gravar um vídeo.

3. Filme na horizontal

Vídeo vertical

Se você quer que as pessoas vejam o seu vídeo em tamanho real no monitor de um computador ou em uma TV, mantenha o seu celular na horizontal enquanto grava. Filmar com o aparelho na posição vertical pode parecer ótimo quando você está olhando para a tela do celular, mas assim que você joga o vídeo para qualquer outro lugar, o resultado será uma imagem no meio da tela com faixas pretas em ambos os lados.

Quando estiver com o aparelho na orientação paisagem, tente encontrar uma linha horizontal e mantenha o nível do quadro. Use o horizonte como referência para tentar manter tudo nivelado; com certeza o resultado visual será bem mais agradável.

Vídeos para envio em POSTS whatsApp, instagram e facebook use o celular na horizontal. Já para STORIES, use na vertical. Cada rede social tem seu estilo de postagem. 

4. Use as duas mãos

Tirando foto

Para gravar um vídeo mais suave e estável, use as duas mãos para segurar o aparelho. EVITE MOVIMENTOS BRUSCOS! Para aumentar ainda mais a estabilidade, tente manter os cotovelos na lateral do seu corpo. Firmar bem os pés no chão e mover toda a parte superior do corpo — e não apenas a câmera — também pode resultar em movimentos mais suaves.

Embora isso não elimine completamente os pequenos movimentos involuntários (ou mãos trêmulas), pelo menos vai evitar solavancos repentinos comuns de filmagens feitas com apenas uma das mãos segurando o dispositivo.

Procure deixar o aparelho sempre na altura dos ombros, assim você mantem uma altura ideal para visualização.

5. Apele para composições clássicas

Muitas vezes, imagens marcantes e que deixam impressões duradouras fazem uso de regras de composição que são projetadas para atrair os olhos do espectador para uma determinada parte da cena.

Uma boa forma de começar é entendendo a regra dos terços. Basicamente, ela divide a tela em três terços verticais e horizontais para obter um total de nove quadrados. Os quatro cantos do quadrado central são considerados bons lugares para colocar algo interessante, ou se você estiver gravando uma pessoa, posicione a cabeça dela sobre um destes pontos.

Alguns celulares permitem ativar as grades de enquadramento no próprio aplicativo da câmera, mas isso nem sempre funciona no modo de vídeo. No entanto, você pode passar rapidamente para a opção “foto” enquanto arruma o enquadramento do vídeo para ter uma noção melhor do espaço.

6. Use a luz a seu favor

Luz

A luz é uma parte importantíssima na hora de conseguir uma boa imagem. No entanto, ela pode ser sua amiga ou inimiga durante uma filmagem. É preciso saber trabalhar com a luz disponível e usá-la a seu favor. Ao ar livre, por exemplo, tente encontrar uma posição onde o sol está iluminando uniformemente a cena que você deseja gravar.

Se algumas partes da cena estão muito claras ou muito escuras, adquira o hábito de mudar sua posição até encontrar outro ângulo que ainda permita o enquadramento desejado, mas onde a luz esteja melhor.

7. Ajuste manual

AE/AF

Nem todos os aplicativos de câmera permitem ajustar manualmente a exposição e o foco, mas tente pressionar e segurar alguma área da tela do dispositivo para ativar o modo de bloqueio AE/AF (exposição automática/foco automático).

Isso vai evitar que o foco da imagem fique mudando enquanto você grava. Definir o foco manualmente pode ser uma ótima opção na hora de filmar algum objeto bem de perto e destacar alguns detalhes específico.

8. Acessórios amigos

Até agora, todas as dicas exigiam apenas o seu smartphone, mas existem alguns acessórios fantásticos disponíveis no mercado e que podem transformar o seu telefone em uma câmera de vídeo incrível.

Alguns exemplos são: tripé para smartphones, estabilizador motorizado, filtros analógicos, lentes acopláveis, microfone externo, entre outros.

9. Saiba o que é possível (ou não) fazer

Memória cheia

Se a sua intenção é fazer os melhores vídeos possíveis com seu smartphone, antes de colocar a mão na massa é preciso conhecer suas limitações. Verifique coisas como a quantidade de memória disponível no aparelho e a vida útil da bateria; dessa forma, você não perderá tempo escolhendo fotos e vídeos para deletar e liberar espaço bem na hora de gravar algo superinteressante. Conhecer bem a bateria do dispositivo também pode ajudá-lo a saber quando deve andar por aí com um carregador portátil.

Também é preciso ter em mente que os smartphones não possuem lentes de zoom e todos os recursos de zoom digital reduzem a qualidade de uma imagem. Sendo assim, você deve se aproximar o máximo possível do seu alvo para que ele preencha o quadro sem distorções.

10. Edição e compartilhamento

Não é preciso perder horas editando seus vídeos. Muitas vezes, apenas cortar o início e o fim de uma gravação e organizar as imagens obtidos em uma ordem lógica já são o suficiente para um resultado legal.

Na maioria dos casos, é possível fazer essas pequenas alterações no próprio aplicativo nativo do aparelho, mas o que não falta por aí são aplicativos de edição de vídeo que abrem mais possibilidades para melhorar suas imagens.

Outra dica é compartilhar suas gravações, afinal não existe forma melhor de obter um feedback de onde você está acertando e onde ainda precisa melhorar. Mostre os vídeos para seus amigos e aguarde os comentários (construtivos, é claro) para aperfeiçoar cada vez mais suas técnicas.

Fonte: Canal Tech 

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Fala Carlão 1498 | José Luiz Tejon – Marketing Inovador

Fala Carlão conversa com o Professor, Jornalista e Publicitário José Luiz Tejon, aqui na primeira reunião da Asbram, em São Paulo. Está simplesmente imperdível. A hora é do marketing inovador.

 

 

 

 

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Razões para registrar sua marca

O registro da marca protege os interesses da empresa.

A marca está entre os mais importantes patrimônios de uma empresa. Quando bem cuidada, pode gerar lucros constantes por meio de exploração direta ou indireta, pois é o principal elo entre o negócio e o cliente. Marca é todo sinal distintivo (palavra, figura e símbolo) visualmente perceptível que identifica e distingue produtos e serviços em relação a outros iguais ou semelhantes, qualquer que sejam suas origens.

Ela também certifica a conformidade dos produtos e serviços com normas ou especificações técnicas determinadas pela Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996, que regula a concessão e o regime de marcas e patentes no território nacional.

Por meio da marca, um negócio é identificado e diferenciado dos demais pelos consumidores. Com o tempo, a marca passa a ser entendida como o referencial da qualidade daquele produto ou serviço.

Importância da proteção da marca

Registrar uma marca é a única forma de protegê-la legalmente contra possíveis copiadores, da concorrência e de ganhar espaço no mercado. Para isso, a empresa deve procurar o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e fazer o pedido que será examinado de acordo com a Lei de Propriedade Industrial e demais resoluções administrativas do órgão.

A marca registrada garante ao proprietário o direito de uso exclusivo em todo o território nacional, que pode ser estendido para mais 137 países, pois o Brasil é membro da Convenção da União de Paris de 1883 (CUP) em seu ramo de atividade econômica. Caso o produto ou o serviço inovador seja um sucesso, o empreendedor terá assegurado legalmente o direito de explorar e usufruir os benefícios gerados por sua invenção.

Apesar dos custos envolvidos, o empreendedor deve entender que o registro de marca é um investimento, e não uma despesa, pois essa ação vai se refletir no futuro fluxo de caixa da empresa.

Natureza da marca

1. Natureza da marca quanto ao domicílio do proprietário:

  • Brasileira: aquela regularmente depositada no Brasil por pessoa domiciliada no país.
  • Estrangeira: aquela regularmente depositada no Brasil, mas por pessoa não domiciliada no país. Também pode ser aquela que, mesmo depositada regularmente em país vinculado a acordo ou tratado do qual o Brasil seja partícipe ou em organização internacional da qual o país faça parte, seja depositada no território nacional no prazo estipulado no respectivo acordo ou tratado, e cujo depósito contenha reivindicação de prioridade em relação à data do primeiro pedido.

2. Natureza da marca quanto ao uso:

  • De produtos ou serviços: aquela usada para distinguir um produto de outros idênticos, semelhantes ou afins, de origens diversas;
  • Coletiva: aquela usada para identificar produto ou serviço provindo de membros de uma determinada entidade;
  • De certificação: aquela que se destina a atestar a conformidade de um produto ou um serviço com determinadas normas ou especificações técnicas, notadamente quanto à qualidade, à natureza, ao material utilizado e à metodologia empregada.

Apresentação da Marca

  • Nominativa: é constituída por uma ou mais palavras, no sentido amplo do alfabeto romano, compreendendo também os neologismos e as combinações de letras ou algarismos romanos e/ou arábicos;
  • Figurativa: é constituída por desenho, imagem, figura ou qualquer forma estilizada de letra e de número, isoladamente, bem como por ideogramas de línguas, tais como japonês, chinês e hebraico. Nessa última hipótese, a proteção legal recai sobre o ideograma em si, e não sobre a palavra ou o termo que ele representa, salvo se for uma marca de apresentação mista;
  • Mista: é constituída pela combinação de elementos nominativos e de elementos figurativos, ou de elementos nominativos cuja grafia apresente-se de forma estilizada;
  • Tridimensional: é constituída pela forma plástica (entende-se por forma plástica a configuração ou a conformação física) de produto ou de embalagem. Essa forma deve ter capacidade distintiva em si mesma e estar dissociada de qualquer efeito técnico.

Fonte: Sebrae

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Design: a identidade do seu agronegócio pode atrair ainda mais clientes

Em tempos de crise, todas as ferramentas são importantes para manter clientes e conquistar novos consumidores, vender mais. Muitas empresas têm buscado nos últimos tempos soluções das mais variadas para atrair seu público, mas muitas esquecem de um detalhe que faz toda a diferença: o design.

Esse termo você certamente já ouviu falar, seja nesta ou em outras áreas, e o sentido é o mesmo, é uma espécie de identidade da pessoa ou de uma instituição. O design é uma ferramenta perfeita para você destacar seu agronegócio dentre tantos outros que atuam no mesmo setor e isso vai além da questão visual e gráfica. Pois, ao contrário do que se imagina, isso não se restringe a embalagem de um produto e muito menos a fachada de uma fazenda, por exemplo. Para você entender melhor a importância do design, separamos aqui alguns pontos fundamentais.

A comunicação visual

Podemos voltar no tempo, mais precisamente na pré-história, e lá podemos perceber que a comunicação visual já existia e era necessária para troca de informações entre homens primitivos, que faziam desenhos e pinturas na pedra ou mesmo na terra. Com o passar dos séculos, o desenho foi aprimorado, passando por fases como artística, técnica e até chegar ao desenho de projeto, que hoje tem tudo a ver com criação de identidade de uma marca ou produto.

Já naquela época, o ser humano entedia a comunicação por símbolos, independentemente se eram diferentes em cada região ou não, mas cada grupo possuia esse conhecimento de interpretar por meio dos sinais.

Ainda nos tempos antigos, muitas coisas ganharam forma que possuem até hoje e aos poucos ganham uma versão mais moderna. A sociedade é cercada de informação e a visual talvez seja uma das principais, pois os olhos podem ver e a memória associar o nome de algo a um símbolo e cor. Pense na marca Coca-Cola, o que vem a sua mente? As letras que são usadas no nome e a cor vermelha? Pois é, isso é design, é a marca do produto.

Cores, formas e tipos de letras podem ser facilmente associados com um bom trabalho de design. Aliás, este profissional começa com suas ideias no papel, desenhando mesmo, e posteriormente passa isso para o computador, ganhando assim um aspecto digital, aprimorando em detalhes pequenos e importantes, como ângulos e tamanho.

Muito além do estilo

O designer gráfico é o profissional capacitado para verificar todas as formas de comunicação visual da empresa, desde a criação do logo até um simples flyer ou mesmo um banner. Tudo segue um padrão e esse padrão é replicado adequando-se a plataforma online ou ao impresso.

A marca de uma empresa precisa se enquadrar num banner pequeno dentro de um site da mesma forma que se enquadra num outdoor grande, por exemplo. Parece trabalho simples, mas a dimensão e qualidade disso é toda trabalhada por este especialista, e tudo para manter sempre alinhado com a identidade visual. Algumas empresas disponibilizam em seu site o manual da marca, que traz ali as diferentes adaptações que o logo e outros detalhes podem passar sem distorcer a imagem que as pessoas já conhecem daquela empresa ou produto. O padrão permite que a qualidade continue e o consumidor veja a marca da mesma forma, independentemente de onde está sendo veiculada.

Vale lembrar que é o designer também que constrói toda a arte de uma campanha com base nas informações passadas pelo marketing, que é o setor que entende o público-alvo e está buscando envolver o consumidor em algum novo serviço ou produto.

O profissional que se coloca no lugar do cliente

O designer não atua só na parte gráfica e podemos citar que áreas como produto, serviço e agronegócios precisam deste profissional. Além da aparência, o especialista tem como objetivo tornar a vida do cliente mais fácil e isso envolve várias etapas, desde abrir a embalagem, montar o produto – no caso de alguns itens, aprender a usar, consertar ou até mesmo descartar.

Pensar nas atividades do cliente facilita e muito para a empresa. O processo de criação de um produto ou serviço é algo desafiador, pois muitos aprimoram a ideia, buscam profissionais para colocá-la em prática, mas não se preocupam em se colocar no lugar de quem vai consumir aquilo – erro comum que pode adiar o sucesso da empresa. O designer consegue captar todo esse processo com base em informações importantes do público-alvo, entendo o que eles buscam na prática.

Se pensarmos numa cafeteria, como você imagina o espaço físico e o público que frequenta? Certamente o ambiente é trabalhado com sofás, livros, som-ambiente bem tranquilo e cores mais neutras e quem sabe até um frio do ar condicionado para instigar ao cafezinho fresco e quente. Em relação ao público, jovens a partir de 25 anos, mais homens do que mulheres e muitos já bem colocados no mercado de trabalho. Este é um raciocínio simples, mas o marketing conectado com o designer pode pensar em muitos outros detalhes.

De uma modo geral, independentemente da área do designer, este profissional busca sempre satisfazer o cliente e adequar uma empresa ou produto para aquele consumidor, ainda que as necessidades mudem. Uma empresa pode começar buscando um bom profissional para elaborar e estudar toda a identidade visual, aquilo que vai fazer o consumidor associar a marca aos seus produtos e valores, e posteriormente pode inserir este profissional em várias outras etapas de acordo com o seu conhecimento.

Fonte: Administradores

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O marketing da cadeia está nas mãos de quem?

Cada um, em suas redes sociais, pode transmitir mensagens sobre a produção de carne e ser parte do marketing do setor

O marketing da cadeia está nas mãos de quem?
Mariane Crespolini

Tenho participado de alguns encontros internacionais da cadeia da carne e, claramente, os desafios de “imagem” enfrentados por pecuaristas e pela indústria são praticamente os mesmos de uma ponta à outra do mundo. O sensacionalismo da mídia contra a cadeia não ocorre apenas no Brasil. A situação é tão alarmante que, como resultado de propagandas “contra” a carne, em alguns países desenvolvidos, o consumo de carne vermelha entre mulheres e adolescentes está abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde.

Pouquíssimas vezes as notícias têm fundamento científico, ou, quando tem, escolhem o que expor. Por exemplo, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo há manchetes afirmando que quem come muita carne tem mais riscos de infarto. A questão é que as manchetes “esquecem” de ressaltar outras variáveis como obesidade, sedentarismo e consumo de bebidas alcóolicas nos estudos.

A França, por exemplo, é um dos países onde mais se consome gordura animal e registra um dos menores índices de infarto, o que evidencia que a ocorrência (ou não) de doenças está muito mais atrelada aos diversos hábitos alimentares e à qualidade de vida do que ao consumo de carne. Porém, isto a mídia não informa.

Quantas notícias não saem contra a produção no campo? Nas últimas semanas, em especial, o tema foi a legislação trabalhista. Ficou claro que, diversas pessoas possuem no seu imaginário o conceito de que as propriedades de pecuária de corte trabalham escravizando pessoas. Uma pena.

Não apenas no Brasil, mas no mundo, a resposta da cadeia da carne é sempre “defensiva”. Há um ataque e uma resposta à ele.  O trabalho de diversas instituições para reverter estas notícias e falsas imagens tem sido muito bom. E, dia após dia, a cadeia começa a olhar para o marketing. Ou seja, começamos a sair da “defensiva” e começamos a ter ações “pró-ativas”

O recente afastamento do jornalista Willian Waack reforça o poder das redes sociais. Sem entrar na discussão, o fato é que foram as redes sociais e o modo como as pessoas demonstraram sua opinião, que fizeram com que a emissora afastasse o jornalista. Este caso não foi o primeiro, nem o último. Mas o que isto tem a ver com carne bovina? Tem a ver que você, caro leitor, pode ser o elo principal do marketing da carne!

Para sairmos da defensiva, há dois caminhos que precisamos estabelecer com o consumidor. O primeiro é conectar o consumidor à produção. E isto, você pode fazer facilmente. Você já parou para refletir quantas pessoas tem no facebook ou mesmo nos grupos de whatsapp que não estão relacionados à produção de carne bovina? Pense nos amigos do clube, da igreja ou da escola dos filhos. Olha como você, individualmente, tem o poder de transmitir uma mensagem positiva da cadeia.

Invista nas suas redes sociais, apresente o seu trabalho. Porém, tente traduzi-lo para um alienígena. Aquilo que é óbvio para você, não é óbvio para quem não está no campo. Por exemplo, quando postar fotos do seu funcionário, cite há quanto tempo ele trabalha com você. Quais os incentivos que você proporciona a ele. O que ele faz? O que o leva a gostar de morar no meio rural? A cidade não sabe disso!

Vou dar um exemplo. Levei meus pais no dia de campo da Agropecuária J Machado, quando fiz uma palestra em julho. E minha mãe veio me perguntar se com 100 mil reais ela comprava um touro. Ainda que seja produtora rural de outro setor, minha mãe não sabia como é a produção de carne bovina e eu, sinceramente, não tinha me dado conta disto. Ela também não sabia como que os investimentos em genética tem feito com que a produção seja muito mais sustentável. Seus amigos de facebook sabem?

Então, ressalte nas suas postagens não apenas os dados técnicos que fizeram com que a sua produção seja de um boi de “entortar o gancho de frigorífico”. Pense em como você contaria à uma alienígena sobre a vida justa que este animal teve? Vacinação e vermifugação estão relacionadas ao bem estar animal. Mas, nem todos na cidade entendem assim. Aliás, imagino que as pessoas da cidade não imaginem o quanto é trabalhoso vacinar o rebanho. Ressalte isso!

O segundo ponto da estratégia de comunicação com o consumidor vai além da produção. Conheço vários produtores orgulhosos dos cortes que produziram, apresentando o churrasco e os pratos que prepararam. Você já pensou que no seu facebook ou WhatsApp existem muitas pessoas que dividem sua rotina entre trabalho e família e, durante a semana, só querem uma receita fácil e rápida? Ou ainda, que podem ter em mente que é muito difícil preparar um prato com carne bovina? Frango é mais fácil?

Você pode fazer isso pelas suas redes sociais. Aquele prato que ficou uma delícia, apresente! Explique como preparar uma carne, deixando ela suculenta. Nem todo mundo sabe fazer um bom bife. Na Nova Zelândia e na Austrália, por exemplo, alguns supermercados oferecem diariamente para o consumidor receitas rápidas, com tempo de preparo de no máximo 10 minutos, acompanhadas de informações ressaltando os benefícios nutricionais do alimento, isto tem aumentado expressivamente as vendas.

Mas, caro leitor, o que gostaria de enfatizar ao final deste artigo é que estamos todos clamando por mais marketing na cadeia. Alguns afirmam que deveria ser a CNA a fazer isso, outros as associações. Muitos de nós ainda estão refletindo qual seria a instituição a assumir este papel. Pois bem, o caso do Willian Waack demonstrou quem tem o poder: cada um de nós.

Você, pecuarista, pode conectar o consumidor à sua produção e ensinar a ele como fazer um bom prato com carne bovina. Mas lembre-se, muitas vezes, para este consumidor, a produção de carne bovina é coisa de outro planeta, então você deve explicar para ele, como se ele fosse um alienígena, recém chegado ao planeta “pecuária de corte”.

*Mariane Crespolini possui graduação em Gestão Ambiental pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” – Universidade de São Paulo – ESALQ/USP e mestrado em desenvolvimento econômico pela Universidade Estadual de Campinas – Unicamp. É pesquisadora na Faculdade Rural da Escócia (SRUC) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/ESALQ/USP), na equipe de proteína animal.

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MAPA apresenta plano de divulgação do agro

Mapa apresenta plano de divulgação do agro

Os consumidores internacionais poderão conhecer melhor, em breve, a qualidade dos alimentos brasileiros. Para divulgar as ações voltadas à consolidação da imagem do agronegócio do Brasil, o governo federal instituiu o plano ‘O Melhor do Agro Brasileiro’, que promoverá a produção agropecuária nacional no mercado externo, destacando a sua qualidade, inocuidade e a sustentabilidade. A preocupação ambiental faz com que o país ajude na preservação do planeta.

A intenção do governo é vincular o conteúdo da sustentabilidade a um site onde os consumidores estrangeiros poderão ter uma ideia de como é feita a produção brasileira. Eles também vão ver como ela é sustentável e quais as condições de qualidade e de sanidade da produção brasileira. A estratégia prevê ainda a criação de uma marca para ser o símbolo da agropecuária brasileira nos produtos exportados.

O conteúdo do site já está em elaboração e há uma expectativa muito grande que os produtos brasileiros possam conter logo a marca, que será selecionado por meio de concurso.

“O mundo não conhece as qualidades e as condições de produção no Brasil. Muito se fala de desmatamento no Brasil, de condições de trabalho, mas, na verdade, a agricultura brasileira teve um salto de sustentabilidade muito grande nos últimos anos”, ressalta o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Odilson Luiz Ribeiro e Silva.

“A agricultura brasileira é responsável pela preservação de cerca de 20% da vegetação nativa e preservamos 61% do território nacional”, ressalta o secretário. “Os agricultores preservam margens de rios, preservam topos de montanhas, de montes. Eles têm uma ação de sustentabilidade muito grande que não é reconhecida pelos parceiros comerciais do Brasil.”

Desde a participação do ministro Blairo Maggi na Conferência da ONU sobre o Clima, em Marrocos, no final do ano passado, quando foram apresentados dados sobre a sustentabilidade do agro brasileiro, o governo percebeu que o mundo desconhece a realidade nacional.

Após a conferência, um grupo de trabalho do Mapa começou a elaborar uma estratégia para que houvesse uma marca que pudesse transmitir algumas informações sobre sustentabilidade e as condições da produção brasileira.

“Estamos elaborando um conteúdo matriz com essas informações dispersas sobre sustentabilidade e condições de trabalho. Como, por exemplo, plantio direto e recolhimento de embalagens de agrotóxicos. O Brasil é o país que mais retorna esse tipo de embalagem no mundo. Então, há um esforço muito grande da agricultura brasileira em prol da sustentabilidade”, enfatiza o secretário.

A SRI espera lançar a marca e o site até o fim de 2018. O plano, desenvolvimento em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex), faz parte da estratégia do Ministério da Agricultura de conquistar 10% do mercado mundial do agro e somar US$ 30 bilhões na pauta da exportação brasileira. Atualmente, a participação é de cerca de 7%, o que representa U$S 1,1 trilhão.

Com o plano, o Brasil espera contribuir para que os produtores possam agregar mais valor aos seus produtos e oferecer aos consumidores condições de conferir a procedência de seus produtos.

Fonte: Mapa
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DO MARKETING AO CAMPO: A comunicação que gera eficiência para o agronegócio

 

É indiscutível a importância do agronegócio para a economia brasileira. Impulsionado pela confirmação de mais uma safra recorde de grãos que deve ultrapassar as 235 milhões de toneladas, o agronegócio mais uma vez impulsiona a economia brasileira, minimizando o impacto de outros setores. A expectativa é que a atividade agropecuária, as indústrias de insumos, as agroindústrias e todos os serviços que fazem parte deste segmento sejam responsáveis por aproximadamente a metade do crescimento esperado para o PIB de 2017, além de gerarem novos empregos e contribuírem favoravelmente para o superávit da balança comercial.

Sabemos que o investimento em tecnologia e inovação, as boas práticas agrícolas e o clima são fatores responsáveis por esse ecossistema positivo. No entanto, devemos destacar também a maneira como todas essas informações são transmitidas ao produtor rural. É neste momento que o marketing cumpre uma função essencial na transferência de conhecimento.

Mas você deve estar se perguntando: “O objetivo do marketing não é vender?”. Definitivamente, não é só isso. O conceito passou por diversas transformações ao longo dos últimos 50 anos. Para o norte-americano Philip Kotler, uma das referências na área, o marketing nos dias de hoje é focado nas relações humanas, entendendo as mudanças de comportamento dos consumidores e no poder de persuasão que eles têm nas plataformas digitais. É o consumidor influenciando o outro, e uma comunicação cada vez mais horizontal e instantânea.

O agronegócio não só precisa, mas deve estar inserido nesta nova era do marketing, sem esquecer os diferentes perfis dos produtores rurais, tão bem representados na campanha institucional da BASF: Agricultura, o maior trabalho da Terra. Quando falamos de perfil nos referimos ao tamanho da área plantada, tipo de cultivo, região, adoção de tecnologia, entre outros fatores que fazem a diferença na tomada de decisão. Mais do que oferecer soluções inovadoras, as empresas devem fornecer informações relevantes, transparentes e de qualidade para que os produtores consigam aumentar a eficiência e a perenidade do seu negócio.

Marcelo Batistela

Neste sentido, as empresas não devem ignorar os diferentes canais. Se o produtor está cada vez mais conectado às mídias digitais, seja pelo celular ou pelo computador, é importante marcar presença nesse terreno, entregando conteúdo diferenciado por meio das redes sociais como WhatsApp e Facebook, além dos Websites. Mas antes de tudo, conheça a fundo a jornada do seu cliente para oferecer um conteúdo personalizado e de impacto, sabendo que ele pode influenciar milhares de outros clientes.

Levando em conta essa nova dinâmica do mercado, as áreas de Comunicação e Marketing estão passando por uma grande reformulação. O desafio está em integrar as diferentes plataformas de comunicação e mídia, e utilizar a melhor linguagem para cada uma delas. A estratégia de relacionamento adotada nesses canais deve contemplar a cocriação e interação com os diferentes públicos. Um exemplo é o Blog Agro BASF, plataforma digital que traz conteúdos técnicos e didáticos para auxiliar o produtor rural no planejamento sobre o melhor manejo agrícola.

Em paralelo, é essencial não deixar para segundo plano as ações face to face com o cliente que, apesar de tradicionais, ainda são eficientes. Podemos citar como exemplos os Dias de Campo, rodadas técnicas e feiras, tão importantes para a transferência de conhecimento e momento ideal para a troca de experiências e entender melhor as necessidades do produtor rural.

Vejo todas estas mudanças do marketing como oportunidade para elevarmos o nível das discussões e sermos cada vez mais referência na economia mundial. No entanto, vale lembrar que de nada adianta se a estratégia não for construída com informações confiáveis e seguras. É fundamental que as ações de marketing das empresas rurais auxiliem na transferência de conhecimento, sempre visualizando o legado do produtor.

* Marcelo Batistela é membro da diretoria executiva da ABMRA e diretor de Marketing da Unidade de Proteção de Cultivos da BASF para o Brasil

Fonte: ABMRA – Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio.