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Agronotícias

Com 42,7 mi de toneladas, Brasil lidera exportação mundial de milho

Há uma década, Alisson Paolinelli, ex-ministro da Agricultura de 1974 a 1979, deixou uma plateia atônita durante um seminário. Afirmou que o país facilmente superaria a produção de 100 milhões de toneladas de milho. Desconfiados, os participantes do evento se entreolharam, não acreditando no que ouviam.

Afinal, o país patinava e não conseguia superar os 55 milhões de toneladas por ano. O Brasil não só atingiu essa marca, como, assumiu a posição de maior exportador mundial do cereal no ano passado, desbancando os até então imbatíveis norte-americanos.

Nesta quarta-feira (5), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulgou os dados finais das vendas externas do ano passado. O país colocou 41,3 milhões de toneladas no mercado externo, abaixo dos 42,7 milhões dos brasileiros. Os argentinos exportaram 36,2 milhões.

O jornal Folha de S.Paulo havia antecipado a possibilidade de o Brasil se tornar líder nas exportações mundiais de milho em meados de dezembro.

 

 

Os brasileiros, colocam, assim, mais um produto na lista das lideranças mundiais, o que já ocorre com café, soja, carne bovina, carne de frango, açúcar e suco de laranja.

Um grande importador de milho há duas décadas, principalmente da Argentina, o Brasil iniciou as exportações em 1996 pela Coamo Agroindustrial Cooperativa. Pressionada pelos baixos preços internos, a cooperativa fez os primeiros contratos de venda externa.

Essa é a segunda vez que o país assume a liderança mundial nas exportações. A primeira, em 2013, ocorreu porque os americanos tiveram uma perda muito grande na produção, devido a forte seca no Meio-Oeste do país.

No ano passado, os americanos tinham milho, mas perderam o tempo ideal para vender. Essa liderança brasileira deverá ser passageira, mas o caminho está aberto para uma evolução ainda maior no setor.

Os líderes americanos já chegaram a colocar 70 milhões de toneladas de milho por ano no mercado externo, mas em 2019 o plantio foi retardado, e o mercado esperava uma safra bem inferior ao potencial de 360 milhões de toneladas.

Esse cenário de quebra de safra fez o produtor armazenar o cereal à espera de preços melhores. A safra dos Estados Unidos teve uma quebra pequena, mas os grandes importadores, como Japão e Coreia do Sul, já haviam se decidido pelo produto da Ucrânia, Brasil e Argentina.

O resultado, para os Estados Unidos, foi a perda da liderança mundial. Paolinelli dizia naquele evento que, embora parte dos produtores era altamente tecnificada, a maioria ainda se utilizava de uma forma de produção extrativa e de subsistência.

Além disso, segundo o ex-ministro, o setor via o milho apenas como uma cultura complementar à da soja. Demanda interna crescente e exportações dariam, contudo, um grande novo impulso, segundo ele.

A utilização do milho na produção de etanol só agora começa a deslanchar, mas o impulso maior vem das exportações. Os principais importadores preferem o cereal brasileiro devido à qualidade do produto.

Enquanto em outros países o milho passa por um longo período nos armazéns, o brasileiro sai direto do campo para o porto.

Nas duas últimas décadas, a área de milho cresceu 37%, a produtividade, 127%, e a produção, 213%, segundo dados da Conab (Companhia Nacional do Abastecimento).

Fonte: gauchazh.clicrbs

 

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Meio Ambiente

Ricardo Salles anuncia pagamento por serviços ambientais na Amazônia

Para o ministro do Meio Ambiente, o objetivo é remunerar quem cuida da floresta, na lógica da reserva legal e dentro do percentual estabelecido pelo Código Florestal

Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, Ministério do Meio Ambiente

Outro ponto anunciado por Ricardo Salles foi a regularização fundiária em áreas da Amazônia – Foto: Gilberto Soares/Ministério do Meio Ambiente

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, anunciou nesta quarta-feira, 20, um plano com diversas ações para incentivar a preservação da Amazônia. Em entrevista coletiva, ele afirmou que um dos pontos que o governo federal pretende trabalhar é o pagamento por serviços ambientais prestados. Ele considerou a medida como uma espécie de ‘monetização’. “(Queremos) remunerar quem cuida da floresta, na lógica da reserva legal e dentro do percentual estabelecido pelo Código Florestal”, disse.

Ele afirmou ainda que a medida prevê pagamento por preservação de áreas excedentes de reserva legal e serviços relacionados às Áreas de Preservação Permanentes (APP’s). “A monetização no sentido de ter meios para preservação é fundamental. Isso tem direta relação com o que foi discutido acerca da COP 25 [Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas]”, afirmou.

Outro ponto anunciado por Salles foi a regularização fundiária em áreas da Amazônia. Segundo ele, há consenso entre todos os governadores da Amazônia Legal e de órgãos federais de que é fundamental promover regularização fundiária no bioma amazônico.

“A regularização é um problema em todo território nacional, mas na Amazônia esse problema se torna mais sério”, disse. Segundo ele, a ideia é criar recursos para que essa regularização aconteça, através de mecanismos jurídicos, facilitação de documentação, agenda necessária, cooperação, entre outros.

Salles afirmou, ainda, que também foi conversado com os governadores da Amazônia Legal sobre estratégias para acelerar o processo de zoneamento econômico e ecológico da região. “Para determinar quais são as potencialidades, vocações e locais que podem receber infraestrutura. Assim, poderemos fazer o ordenamento territorial necessário para preservar a Amazônia”, diz.

Segundo o ministro, a medida visa não só a preservação, mas também a inclusão das famílias que vivem “na região mais do rica do país com o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)”.

Por fim, Salles anunciou também o alinhamento da agenda de bioeconomia na região. “Recebemos diversos setores produtivos que representam potenciais investidores e que podem agregar valor aos produtos e gerar emprego e renda”, conta.

O ministro afirma que o governo está buscando mais recursos junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para atrair o setor privado. “Discutimos a desoneração de produtos oriundos da floresta, mas isso ainda carece de análise financeiras, porque tem impacto para os estados e outros entes federativos, como União e municípios”, diz. “Procuramos, ao longo dos últimos 60 dias, identificar os gargalos da bioeconomia”.

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Agronotícias

A moratória da soja está passando por cima do Código Florestal

Segundo a Aprosoja, centenas de agricultores legalizados estão sendo prejudicados pela decisão das tradings de não comprar soja cultivada no bioma amazônico

O Sindicato dos Produtores Rurais de Dom Eliseu e a Aprosoja do Pará realizam neste domingo, 10, uma reunião para discutir a moratória da soja, vista pelo movimento como um “embargo ilegal”. Segundo os agricultores, mesmo apresentando as licenças ambientais exigidas pelo Código Florestal, tradings estão rejeitando os grãos cultivados no bioma amazônico.

“Isso cria insegurança. O produtor faz toda a programação da safra e na hora de comercializar tem dificuldade. Temos oito propriedades, e estamos com problemas em praticamente todas. Mesmo sendo áreas consolidadas, com o licenciamento aprovado pelos órgãos competentes. A moratória da soja está passando por cima do Código Florestal brasileiro“, denuncia o produtor Tarcísio Burim Junior.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), André Nassar, as empresas não vão comprar soja vinda de áreas desmatadas após 2008. “Existe um consumidor lá fora que diz ‘eu não quero soja de área desmatada da Amazônia’. Então, como fornecedores, precisamos cuidar desse mercado”, disse Nassar, em entrevista ao Canal Rural.

O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Antônio Galvan, afirma que a justificativa da Abiove não é verdadeira. “O embargo é mentiroso! O único objetivo das associadas da Abiove e empresas europeias é a manutenção do poder econômico delas. E como produtores e representantes da classe, não podemos aceitar. Se nós temos que respeitar a nossa legislação, eles têm que respeitar os poucos direitos que temos”, diz.

Galvan ressalta que os sojicultores têm expandindo a produção sobre áreas degradas pela pecuária. “Não estamos falando em destruir ou degradar, mas em produzir o alimento do cidadão”, frisa.

Segundo o diretor da Aprosoja Brasil, Fabrício Rosa, a soja ocupa apenas 0,4% do território do Pará. “Poderíamos quadruplicar essa área e não estaríamos ameaçando a Amazônia”, defende.

Dados da Aprosoja indicam que só no município de Dom Eliseu pelo menos 60 produtores estão sendo afetados pela moratória da soja. No Brasil, o número pode chegar a 500. “Isso gera uma insegurança muito grande, porque quem não está na lista hoje, pode estar no ano que vem. Também afasta investidores que podem vir para o nosso estado contribuir com o desenvolvimento”, afirma Vanderlei Ataídes, presidente da Aprosoja do Pará.

Fabrício Rosa reforça, ainda, o efeito cascata que a medida da Abiove tem sobre a sociedade. “Para cada R$ 1 que o produtor coloca dentro da propriedade, ele coloca R$ 3 fora, na cadeia de insumos e serviços relacionados à atividade. Sem essa cadeia, não estamos gerando renda, empregos e impostos, então prejudicamos também a população do município, estado e federação”, finaliza.

Fonte: canalrural.uol.

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Agronotícias

Brasil vai conhecer um novo Pará nos próximos anos

Fazenda Pontal

Em entrevista concedida ao Giro do Boi desta terça, 05, o gerente regional de originação da Friboi para o Pará e Tocantins, Rogério Couto Lima, destacou o avanço do uso de tecnologias pelos pecuaristas da região Norte, como o aumento de áreas integradas e confinamento.

“O que mais chamou atenção no Pará é o mesmo sentimento de mudança que eu vi anos atrás no Mato Grosso, por onde passei em Rondônia, agora o Pará está vivendo o mesmo momento de transformação, em que a lavoura está entrando muito forte, a integração com pecuária vem se consolidando e se tornando uma realidade que traz rentabilidade maior ainda para os produtores”, exaltou Lima. “O Brasil vai conhecer um novo Pará nos próximos três anos quando a gente falar em tecnologia e produtividade”, destacou o gerente regional.

O uso de tecnologias avança também no Tocantins, acrescentou Rogério. A unidade da indústria em Araguaína deu início no último mês aos abates no Protocolo 1953, que agrega valor a animais multiraças (mínimo 50% de sangue taurino). Amostras dos primeiros abates serão doadas à 6ª edição do Leilão Pecuária Solidária, realizado pelo leiloeiro Eduardo Gomes, que neste ano ocorrerá em Palmas-TO em prol do Hospital de Amor que está sendo construído na capital tocantinense.

Veja a entrevista com Rogério Couto Lima pelo vídeo abaixo:

Fonte: girodoboi.

 

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Agronotícias

COMO TORNAR O GADO MAIS RESISTENTE AO CALOR

Altas temperaturas comprometem fertilidade do rebanho e por isso, pesquisadores estudam como tornar gado mais resistente ao calor.

Pesquisadores estudam como tornar gado mais resistente ao calor — Foto: Reprodução/TV TEM

Docilidade, rusticidade, precocidade e boa produção de carne. Tudo isso é importante em um rebanho de qualidade. Mas há outro ponto que os pecuaristas levam em conta: o índice de fertilidade. Essa característica pode ser maior ou menor dependendo de alguns fatores. Um deles tem a ver com o nosso clima. Um único touro é capaz de emprenhar até 25 fêmeas de forma natural, que é aquela com touro e vaca no pasto, mas essa capacidade de reprodução pode ser afetada em função do chamado ‘estresse térmico’. Isso significa que quanto mais exposição ao calor, menor é a capacidade de reprodução do animal, principalmente do europeu, acostumado a regiões com temperaturas bem mais baixas.

Pesquisadores do Brasil e do Canadá estão estudando uma forma de diminuir esse impacto e tornar a genética do sangue taurino mais resistente ao calor. O pesquisador João Carlos Pinheiro Ferreira explica que o objetivo é descobrir a origem do problema chamado de degeneração testicular, que é um quadro que se instala quando a temperatura do testículo aumenta. O resultado é um sêmen de péssima qualidade.

Pesquisadores estudam como tornar gado mais resistente ao calor — Foto: Reprodução/TV TEM Leia mais em: https://www.comprerural.com/como-tornar-o-gado-mais-resistente-ao-calor/

Ohn Kastelic, da University of Calgary (Canadá), estuda o assunto há mais de 30 anos. Considerado um dos grandes especialistas internacionais em reprodução de bovinos, ele visitou a Unesp de Botucatu, onde está sendo desenvolvida a parte prática da pesquisa.
Kastelic diz que, com frequência, a infertilidade no touro é mais importante do que na vaca. Isso porque os machos são utilizados com mais frequência na reprodução artificial (sêmen serve para reprodução em centenas e até milhares de fêmeas).
24 animais foram separados, sendo 12 da raça nelore e 12 da raça angus. O estudo visa encontrar na genética da raça indiana, adaptada a regiões mais quentes, uma resposta celular que ajude a melhorar a resistência do gado europeu e, assim, aumentar a margem de reprodução das futuras gerações da raça. O pesquisador Guilherme Rizzot explica que um dos principais pontos é observar genes que possam estar associados a maior sensibilidade à temperatura e a maior resistência. Uma vez identificados, podem ser utilizados na seleção.

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Estabilidade

Reposição de nutrientes no solo pós colheita é essencial para estabilidade produtiva

Cada tonelada de soja em grão consome cerca de 17 kg de cálcio e 9 kg de enxofre, alertam os especialistas

Na semana em que se comemora o Dia Nacional de Conservação do Solo, especialistas fazem um alerta: repor os nutrientes do solo após uma safra cheia é fundamental para repetir o êxito no próximo ciclo.

Segundo os agrônomos, o esgotamento do solo com a perda de nutrientes é provocado por agentes naturais ou por práticas inapropriadas com relação às necessidades da terra e das plantações.

“Práticas agrícolas impróprias são as razões para que o solo ‘canse’. O seu uso contínuo (e para uma só cultura) e a falta (ou o excesso) de correções por meio de adubações podem levar a severos desequilíbrios nutricionais. Além disso, o uso ou recomendação sem critérios técnicos adequados de insumos, em geral, pode influenciar negativamente na dinâmica dos macros e micronutrientes do solo, bem como, interferir no componente biológico, especificamente sobre a microbiota benéfica, parte integrante da matéria orgânica do solo (MOS)”, explica o engenheiro agrônomo e especialista em solo, Eduardo Silva e Silva.

A qualidade do solo é consequência da adoção de boas práticas de manejo, da análise das suas condições, da aplicação de fertilizantes que conservem e preservem os nutrientes na terra, da consultoria de pessoal capacitado e do respeito ao meio ambiente.

Por isso, a cada ciclo de plantio, é necessário repor os nutrientes que foram consumidos pelas plantas. Cada tonelada de soja em grão, por exemplo, consome cerca de 17 kg de cálcio e 9 kg de enxofre.

“O produtor tem que entender que se colheu bem, é porque a planta ‘se alimentou’ bem, então precisa repor no solo. O produtor que tem como alvo a soja tem que investir na construção de fertilidade no perfil de solo para seguir colhendo bem”, destaca Silva e Silva.

E para favorecer essa construção de perfil de solo o trabalho começa já com as culturas de inverno. De acordo com Silva e Silva, o condicionamento de solo é fundamental para manter ou aumentar a produtividade da soja no verão. “O sulfato de cálcio, por exemplo, neutraliza o alumínio tóxico na planta e ainda atua quebrando a barreira química do solo. Além disso, hidroxila (OH-), silicato (SiO2-) e sulfato (SO24-), quando nas saturações certas, atuam como uma espécie de ‘protetores do nutriente fósforo’. Portanto, o produtor que está pensando em corrigir fósforo no inverno, lembre-se: aplique junto um dos tais protetores, de preferência os de efeito imediato, como o sulfato, que se apresenta em altas concentrações no produto sulfato de cálcio granulado.

Uma das alternativas disponíveis ao produtor no mercado de fertilizantes minerais é o SulfaCal, uma tecnologia de produto que fornece os macronutrientes cálcio e enxofre, ambos prontamente disponíveis as plantas. O produto, único no segmento constituído à base 100% de sulfato de cálcio, vem despertando o interesse de produtores em todo Brasil, por ser “puro”. Um dos segredos do sucesso do SulfaCal, segundo Marcelo Fortunato, diretor comercial da SulGesso – empresa responsável pelo desenvolvimento do produto-, está na tecnologia empregada na granulação.

“Desenvolvemos uma tecnologia inovadora para granular o produto. O que nos dá uma granulometria mais uniforme, o que permite uma excelente uniformidade de aplicação, baixa umidade, aumento significativo nas concentrações de cálcio e enxofre e fácil aplicação”, explica Marcelo Fortunato.

Outro aspecto que vem despertando o interesse dos produtores é quanto a versatilidade do SulfaCal, que além de liberar o cálcio e o enxofre prontamente, atua na estrutura física do solo, pois promove um processo descompactação do solo, um problema recorrente em várias regiões do país, em especial em áreas de planta de lavoura, pomares e nas de integração lavoura-pecuária.

“Temos inúmeras pesquisas e também resultados de campo que comprovam que essa fonte de cálcio e enxofre solúveis auxilia na descompactação do solo, no enraizamento e na redução do alumínio tóxico, tornando o solo mais bem nutrido, resistente à seca e, consequentemente, oferecendo um aumento de produtividade”, afirma Fortunato.

Fonte: Agrolink

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Meio Ambiente

Fundo Amazônia investe 65 milhões em Inventário Florestal na Amazônia

Dos nove estados que abrigam o bioma, o levantamento está em andamento em cinco e já foi concluído em Rondônia e parte do Pará e Mato Grosso

Equipes do Inventário Florestal Nacional (IFN) estão percorrendo a Amazônia com o objetivo de coletar dados sobre as condições das florestas e realizar entrevistas com moradores. Nos estados do Acre, Maranhão, Tocantins e na região de Manaus, no Amazonas, as equipes foram capacitadas em março e deram início ao trabalho de campo, com previsão de quase 700 pontos de coleta de dados.

Além destas regiões, o levantamento também está sendo realizado em Roraima desde setembro de 2017 e a previsão é terminar em julho, com coleta de dados em 201 pontos da floresta. Realizado pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, o levantamento já foi concluído em Rondônia, parte do Pará e do Mato Grosso.

A expectativa é que a coleta de dados em campo em toda a Amazônia seja concluída até o final de 2020. O levantamento conta com investimento do Fundo Amazônia, num total de mais de R$ 65 milhões.

O objetivo é conhecer não só a quantidade dos recursos florestais como também o estado de conservação, a sua diversidade e a relação da população com as florestas. “Produzir informações sobre as florestas é uma forma de valorizá-las, de potencializar o seu manejo sustentável e de influenciar na formulação de políticas que fortaleçam o uso adequado de seus recursos e a permanência das florestas em pé”, explica Joberto Freitas, diretor de Pesquisa e Informações Florestais do Serviço Florestal.

De acordo com o diretor, os resultados poderão orientar a formulação de políticas de conservação, uso e desenvolvimento florestal. “A biodiversidade da Amazônia e seu estado de conservação ainda são pouco conhecidos. O IFN está fazendo um levantamento detalhado em campo da floresta, o que inclui dados sobre a flora, o solo, estoque de carbono, o uso que a população faz da floresta, entre outros dados”, explica Freitas.

Raio-x da floresta

A Amazônia é a maior reserva de biodiversidade do mundo e o maior bioma do Brasil – ocupa 420 milhões de hectares, quase metade do território nacional. O bioma cobre totalmente cinco estados (Acre, Amapá, Amazonas, Pará e Roraima), quase totalmente Rondônia (98,8%) e parcialmente Mato Grosso (54%), Maranhão (34%) e Tocantins (9%).

20180314 IFN Amazônia TO 52 Pedido de autorização e divulgação do trabalho Foto Krüger Florestal siteAs equipes estão indo a campo medir as árvores, analisar sua saúde e vitalidade, coletar amostras do solo e de material botânico, entre outros aspectos. Além disso, são realizadas entrevistas com moradores do entorno das áreas pesquisadas para levantar informações sobre a sua relação com a floresta e o uso dos recursos florestais.

Andamento do IFN

Realizada em todo o país, a coleta de dados do Inventário Florestal Nacional já foi concluída em 48% dos estados: Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e Sergipe. Em outros 11 estados (40,7%), o levantamento está em andamento.

Quase 51 mil amostras botânicas e mais de 12 mil amostras de solo foram coletadas, entre outros dados, em mais de 6 mil pontos do país. Além disso, quase 17 mil pessoas já foram entrevistadas pelas equipes do IFN nas proximidades das áreas pesquisadas.

Repost: Serviço Florestal Brasileiro

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Armando Soares

Armando Soares #44: Tudo tem um começo

Tudo tem um começo na vida, na política, na economia, no social, no administrativo, no institucional. Se o começo é errado, tudo daí para frente vai acompanhar o erro. Consertar o erro para que tudo volte ao normal é uma tarefa difícil, muitas vezes impossível e quando possível acompanhado de muitos problemas e sofrimento.

Um começo de vida errado é prenúncio de constantes problemas e muito sofrimento, para a pessoa e para quem a ele se agrega. Estabelecer uma mudança do rumo tomado é uma tarefa árdua que requer muita paciência e força de vontade. Não é qualquer um que consegue. Assim como acontece com a vida das pessoas, acontece na política e em qualquer atividade. Um começo errado na construção de uma constituição, a lei maior que reflete o pensamento e o modo de viver de um povo pode levar um país a um desenvolvimento acelerado consistente ou a uma estagnação permanente. Nos Estados Unidos da América, por exemplo, a constituição americana garante a propriedade privada; defende os direitos e garantias individuais do cidadão etc… A Constituição americana é uma obra de valor indiscutível no que se trata da criação de um sistema político baseado em um governo estabelecido para garantir o direito de todo homem à vida, liberdade e à busca da felicidade, garantias sustentadas por um modelo econômico capitalista sob a responsabilidade da livre iniciativa.

Vamos passar por cima da história que registra o descobrimento do Brasil um começo com escolhas equivocadas e nos situarmos no período em que se instalou a constituinte, ponto de referência importante para chegar aonde nos interessa, ou seja, se o sistema político e econômico contido na Constituição de 88 criado pelos constituintes que orientam a vida dos brasileiros refletem a vontade dos brasileiros ou a vontade apenas dos constituintes e seus agregados e suas ideologias. A constituinte reuniu gente de toda espécie, com destaque para políticos cassados por desonestidade, comunistas e ambientalistas, o que resultou na criação de uma constituição híbrida, um cruzamento de ideologias diferentes que é a causa principal dos problemas brasileiros. Consertar esse erro é fundamental para que o Brasil possa se desenvolver. Se o desenvolvimento só pode acontecer através da iniciativa privada, como convocar a iniciativa privada com uma política trabalhista fascista e comunista? Com invasões de propriedades privadas rurais e urbanas? Sem defesa dos direitos e garantias individuais? Com o estabelecimento da função social da propriedade privada urbana? Com a garantia da demarcação de terras indígenas que destrói a soberania? Com leis de proteção ao meio ambiente que conflitam com o desenvolvimento? Com um país sem regulamentações e sem segurança? Sem que se crie uma nova constituição que assegure o direito à propriedade efetivamente, que estabeleça como modelo econômico o capitalismo e estimule a livre iniciativa, nenhum governo, por melhor que seja vai tirar o Brasil do buraco e fazê-lo se desenvolver. O erro, portanto, está na constituição, na escolha feita por comunistas, socialistas e políticos corruptos e ultrapassados. O reparo é sofrido, mas não há outro meio de se consertar um sistema político híbrido que gera conflitos sociais, econômicos de toda natureza que impedem o desenvolvimento e a boa qualidade de vida da população.

Começamos mal, portanto, temos que pagar um preço muito alto para corrigir o mal, não há outro caminho. As reformas propostas são paliativas que não resolvem, ao contrário podem ainda agravar mais os problemas. Diante da nossa realidade política, com os quadros existentes, não acreditamos em atitudes racionais e corajosas, mormente quando se tem os três poderes totalmente contaminados por titulares sem a força moral necessária e convicções para tal empreitada.

Quem são vocês? Sou um legislador, um juiz e governante. Não, isto são as suas máscaras! Quem são vocês verdadeiramente? Tirem a máscara e saberemos quem são vocês, e se poderão ajeitar o Brasil e recuperar o tempo perdido imposto por bandidos, comunistas, socialistas, ideólogos e políticos corruptos.

Armando Soares – economista

e-mail: armandoteixeirasoares@gmail.com

*Todo conteúdo da postagem é de responsabilidade de seu autor.

 

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Armando Soares

Armando Soares #43: A metanoia do ambientalismo

Todas as tentativas de o homem conquistar e escravizar os seres humanos na Terra fracassaram no passado devido as enormes distâncias que separavam os povos, assim como de meios para tal fim. Essa tentativa está em curso novamente graças ao avanço da civilização que criou tecnologias eficientes para eliminar as distâncias possibilitando que cada ser humano entre os bilhões existentes na Terra em nossos dias possa ser alcançado a todo minuto, dia e noite em fração de segundos ou em menos tempo.

O domínio dessa tecnologia ao invés de ser usado para melhor orientar os povos que ainda vivem na escuridão econômica na maioria da América Latina, na África e em outros povos; ao invés de ser usada para orientar o melhor caminho para adquirir conhecimentos e promover desenvolvimento e qualidade de vida, está sendo usada por grupos políticos e econômicos poderosos para implantar um Governo Mundial que domine a economia, os mercados, a educação a nível global, e todos os povos na Terra. Esse monstro estatal teria como missão entre outras, de acordo com as suas conveniências, o de estabelecer o tamanho de desenvolvimento de cada povo, de cada país e de cada região. Usando o poder da mídia e o uso de tecnologias sutis, o Governo Mundial objetiva operar na transformação fundamental do pensamento e do caráter de agrupamentos subdesenvolvidos transformando-os em obedientes escravos, como aliás já vem acontecendo. Um projeto mundial dessa natureza e grandeza só foi capaz de avançar utilizando algo que sustente ou ameace a vida – o meio ambiente, um instrumento de persuasão eficiente, a mídia e seu poder capaz de disseminar inverdades no subconsciente das pessoas, nas escolas e nas universidades através de professores doutrinados com a nova filosofia comunista ambientalista capitalista, e, naturalmente com apoio de políticos e governantes que vendem a própria alma.

Esse projeto mundialista vem sendo preparado a longo prazo, assim como as técnicas de manipulação psicológicas e sociológicas para serem difundidas no sistema educativo. Portanto, o que está acontecendo no mundo não se trata de um fenômeno espontâneo. Antes da Perestroika os comunistas haviam criado as estruturas nacionais e internacionais capazes de permitir à Revolução comunista sua continuidade por meios menos visíveis que os utilizados na sua fase bolchevique. Mas, o que é essa tal de Perestroika? Uma descrição do real colapso do sistema comunista, sob pressão de suas contradições internas, ou uma incrível inversão estratégica elaborada cuidadosamente durante muitas décadas e executada magistralmente? Essas perguntas nos conduzem a examinar com profundidade questão da convergência entre capitalismo e comunismo, anterior a Perestroika, que infelizmente não podemos expor em apenas um artigo.

Podemos, entretanto, adiantar que esses movimentos a nível internacional convergem para atender interesses ocultos de grandes grupos políticos e econômicos; o respeito pela natureza, uma necessidade filosófica e religiosa para o homem de fé e uma necessidade concreta e racional para outros, vítimas da poluição e da degradação do meio ambiente inserido no discurso ecológico com traços revolucionários preocupantes. Diante da eficiência do projeto de dominação mundial, valendo-se maquiavelicamente do meio ambiente, todos os partidos políticos têm pressa de reciclar as ideias ecológicas revolucionárias que ninguém se dá conta, e ninguém contesta a nível de instituições internacionais. É um discurso onipotente que monopoliza as mídias, lugar de pensamento público de fácil manipulação, dando a entender aos incautos, aos que pararam de pensar, que uma nova ideologia está emergindo, quando na verdade está sendo imposta de forma velhaca no mundo para atender um sistema de ideais autoritariamente organizado por grupos políticos e intelectuais com intenção de dominar todos os povos na Terra.

Pouco a pouco o discurso falacioso de proteção à natureza está impondo um controle indireto primeiramente à economia submetida a restrições sem correspondência aos benefícios esperados em matéria de saúde e de outros serviços, verdade que pode ser comprovado no Brasil e na Amazônia, especialmente no Pará. No Brasil desde que adotou o ambientalismo e os novos métodos revolucionários na sua constituição teve todos os serviços públicos degradados principalmente o meio ambiente onde todas as cidades brasileiras estão empobrecidas, sujas, invadidas pela água da chuva, sem esgotos, com transportes públicos precários, a mercê de bandidos e assassinos, enquanto as ONGs e o setor do meio ambiente nos Estados estão calçados com recursos advindos de países ricos integrantes do governo mundial. No Pará a nocividade desse projeto mundial dominador, enganador e comunista é mais contundente e nocivo, a ponto de os produtores rurais serem permanentemente perseguidos, tendo que suportar a implantação dessa coisa inútil e enganadora chamado de municípios verdes que só presta para enriquecer a ONG que assessora o governo. Enquanto corre dinheiro fácil para manter esse pessoal e a mentira ambiental, o Estado, administrado por gente ambiciosa e fútil, alimenta a pobreza, o subdesenvolvimento e a população de bandidos e assassinos, cenário aonde a mídia local tudo assiste calada, faturando a custa da desgraça do povo.

A realidade mostra para quem quiser pensar que estamos sendo dominados a nível mundial por um discurso totalitário mascarado com potencialidades revolucionárias gravemente subestimadas, e testemunhando a subversão da verdadeira ecologia, aquela que diz respeito a obra do Criador. Vou ser mais claro e enfático, estamos sendo conduzidos por uma revolução pedagógica silenciosa em curso no mundo que busca modificar os valores, atitudes e comportamentos para facilitar a implantação da revolução psicológica, ética e cultural com ajuda de professores idiotizados. Para esse fim, são utilizadas técnicas de manipulação psicológica e sociológica que nenhum idiota brasileiro percebeu ou se percebeu aceita a dominação, ou seja, este processo, manifestamente revolucionário e totalitário, não encontra nenhuma resistência entre as elites, pertençam elas à direita ou à esquerda, o que explica os movimentos de grupos contra a eleição de Trump. Os bobos brasileiros são contra o Trump sem saber por que.

Todas essas questões de dominação estão sendo implementadas sem que o povo alcance sua finalidade. Se substituiu Deus pelo homem e o povo imbecilizado aceitou a troca entregando sua vida a um bando de gente esperta e desonesta. Ninguém sabe se elas poderão modificar suas vidas para melhor ou pior. Em se tratando do Brasil, da Amazônia e do Pará, então, a alienação é total e cruel.

A verdade e a realidade estão sem espaço para poder reverter esse cenário estúpido e cruel. As mídias brasileiras e mundiais estão sendo controladas com raras exceções e perderam sua razão de existir. Quem quiser lutar contra essa nuvem negra e pestilenta que tomou conta do poder mundial tem que utilizar todos os espaços disponíveis de comunicação e atuar com energia nas escolas e universidades para afastar dos seus filhos a revolução pedagógica.

Necessário se faz, para salvação da família e do ser humano parar a transformação do pensamento ou do caráter (metanoia) que está em curso através do ambientalismo.

Armando Soares – economista

e-mail: armandoteixeirasoares@gmail.com

*Todo conteúdo da postagem é de responsabilidade de seu autor.

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Meio Ambiente

Semas repassou aos municípios mais de R$ 14 mi de ICMS Verde – Agência Pará

Foto: Ascom Ideflor-Bio

Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) divulgou a tabela com os valores atualizados do ICMS Verde repassados em janeiro de 2017 aos 144 municípios do Pará. O Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) possui critérios ambientais denominados ICMS Verde, correspondente a 8% da cota-parte distribuída aos 144 municípios. No último dia 8 de fevereiro foi divulgado o Decreto nº. 1.696, alterando a metodologia de cálculo correspondente.

Em 2014, o repasse do ICMS Verde foi de 2%, equivalente a R$ 35 milhões. Em 2015, o índice subiu para 4%, ficando em torno de R$ 78 milhões. No ano passado, o percentual aumentou para 6%, atingindo o volume de R$ 120 milhões. Este ano, o imposto foi elevado para 8%, e somente no mês de janeiro o arrecadado pelos municípios somou R$ 14.421.777,97. Este último percentual será mantido para os anos seguintes.

O novo cálculo engloba variáveis que interagem em sistemas matriciais em quatro fatores: a regularização ambiental, contemplando áreas de preservação permanente e reservas legais; o fortalecimento da gestão ambiental, aprimorando a capacidade de gestão do meio ambiente municipal; o estoque florestal, notado pelo remanescente florestal ou cobertura vegetal, e a gestão territorial, que busca abranger no cálculo e privilegiar municípios que possuem áreas protegidas no seu território.

Uma verba específica para aplicar diretamente em ações destinadas ao meio ambiente é repassada ao município, fortalecendo a gestão, com base em legislação estadual e municipal. Os gestores responderão ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) quando não aplicarem o montante específico ou não justificarem sua aplicação.

De acordo com Renato Chaves, gerente de Articulação e Adequação Ambiental da Semas, “o ICMS Verde incentiva a descentralização municipal, o combate ao desmatamento e a proteção de unidades de conservação, entre outros interesses ambientais”.

Por Naiana Gaby Ferraz Monteiro Santos

Fonte: Agência Pará

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