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Agricultura

Milho e soja estão caros para a dieta de aves? Veja as melhores alternativas

A utilização de insumos alternativos representa uma boa estratégia para redução parcial dos percentuais de milho e de farelo de soja na alimentação das aves, especialmente em períodos de alta volatilidade do mercado, como o atual. Mas, antes de buscar opções mais baratas, os avicultores devem conhecer as características e limitações dos ingredientes disponíveis, visando sempre o melhor desempenho possível dos lotes.

Para começar, além da qualidade do alimento, é preciso levar em conta sua disponibilidade na região e os custos para a implementação na dieta.

Os ingredientes alternativos podem ser divididos em dois grupos: de origem vegetal e animal. Fica o alerta de que, sendo vegetal ou animal, é fundamental a análise de sua composição em laboratórios de qualidade. Recomendo o acompanhamento de um nutricionista, pois assim aumentam as chances de chegar a uma formulação adequada e com bom custo-benefício.

Além dos macro ingredientes, é importante também avaliar os custos relacionados aos pontos estratégicos das dietas, como inclusão de energia, proteínas, antioxidantes, aminoácidos industriais, enzimas, adsorventes de micotoxinas, emulsificantes e óleos, entre outros, que também devem ser orientados por um profissional. Afinal, o objetivo é fazer a substituição sem deixar de atender aos requerimentos nutricionais dos animais.

Estes são os principais alimentos de origem vegetal e suas características, que devem ser considerados para substituição das dietas de aves de corte e poedeiras.

Sorgo: é comparado ao milho em valor nutricional, mas sua energia é menor (3.208 x 3.380 kcal). O valor nutritivo do sorgo é de 95 a 96% do milho. Pode ser substituído de 30% a 65% nas rações de frangos e em poedeiras na fase de postura. Mas, atenção: ele altera a coloração da pele e da gema do ovo, sendo recomendável utilizar pigmentantes, especialmente em galinhas, devido ao baixo conteúdo de carotenoides e xantofilas (pigmentos naturais do milho).

Milheto: destaca-se por ser um ingrediente alternativo ao milho, pelo maior teor de proteína bruta dos grãos (13% x 8% PB) e maior concentração de aminoácidos, com destaque para lisina, metionina e treonina. No entanto, o valor de energia metabolizável é inferior ao do milho (3.168 x 3.381 kcal/kg). A utilização de milheto na postura deve ser acompanhada de pigmentante para evitar descoloração da gema de ovo. É recomendável fornecer o grão inteiro, já que ele é menor que o milho e a ração pode ficar mais fina. Em frangos a sugestão é adicionar 15% na ração inicial, 20-30% na crescimento e na final. Em galinhas poedeiras, o recomendável é incluir o mesmo que na inicial e no crescimento de frangos e 20-30% na fase de postura.

Trigo integral: alimento produzido principalmente no sul do Brasil. É usado como fonte de energia na dieta de aves. Possui o maior conteúdo proteico (de 10% a 18 % de PB) e maior digestibilidade de aminoácidos que o milho, porém fornece menos energia. O ideal é que se forneça o grão inteiro, portanto evitar moer, pois em partículas finas impacta na granulometria da ração causando baixa digestibilidade e absorção dos nutrientes. Fornecer a partir dos 10 a 14 dias de idade. Em frangos e poedeiras, é recomendável adicionar 12% na dieta inicial e 20-40% na dieta de crescimento e finalização, seguindo esta última proporção mencionada na fase de postura de poedeiras.

Soja Integral: ingrediente importante para a alimentação de aves, sendo que no processo de extrusão o incremento de temperatura e pressão é responsável pela desativação de toxinas contidas no grão sem que haja perda nutricional. No entanto, a indústria avícola tem usado a soja integral processada como substituta do farelo de soja e óleo, uma vez que possui proteínas e lipídeos de alta qualidade, tornando-a uma importante fonte proteica e energética. O tipo de processamento e a origem da soja integral podem ser responsáveis pelo conteúdo de energia metabolizável da soja, que pode variar de 3.450 a 4.273 kcal de EM/kg. Para que a soja processada proporcione desempenho semelhante às aves alimentadas com farelo de soja e óleo, o produtor deve levar em consideração o bom processamento térmico, assim os fatores antinutricionais serão reduzidos, dentre eles os inibidores de tripsinas que inibem o funcionamento das enzimas específicas para a digestão de proteínas e aminoácidos. Em adição, com o controle dos fatores antinutricionais, reduz-se a incidência de inflamação do intestino, mantendo a saúde e a resistência aos patógenos.

Farelo de amendoim: após a extração do seu óleo, o farelo de amendoim fornece 48% de proteína e 2.400 kcal de EM. Ao incluí-lo na dieta é importante adicionar aminoácidos industriais e também a enzima fitase. Devido às altas quantidades de ácido fítico, um composto torna o fósforo indisponível à absorção. Como a soja, o amendoim contém inibidores de tripsina, idealmente desativados pelo processamento por calor para extração de óleo. Por ser um legume subterrâneo, o amendoim é bastante vulnerável ao crescimento de fungos, como o Aspergillus, responsável por sérios problemas no fígado, mesmo em níveis moderados de inclusão. Portanto, seu tratamento é indispensável com adsorventes que tenham aluminossilicatos em sua composição. Estes se ligam à aflatoxina, impedindo a absorção sua absorção pela ave. Em frangos de corte e poedeiras, é recomendável colocar 3% na dieta inicial, passando para 5% na crescimento e 5% na final ou postura.

Por: Alfredo Lora Graña, consultor técnico de monogástricos da Trouw Nutrition

Gabriel Almeida – Texto Comunicação Corporativa
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Agricultura

Produtores esperam colher até 140 sacas de milho por hectare, no Pará

Enquanto a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma queda de 17,5% na produtividade do milho de segunda safra no país, com média de 75 sacas por hectare, alguns produtores da região de Santarém, no oeste do Pará, esperam colher a melhor safra da história.

milho-lavoura-para (Foto: Agnelo França Correia/Arquivo Pessoal)
Lavoura de milho na região de Santarém, no Pará. Produtores esperam colher entre 130 e 140 sacas por hectare na 2ª safra 2020/2021 (Foto: Agnelo França Correia/Arquivo Pessoal)

Gabriel Stefanelo, produtor em Mojuí dos Campos e Belterra, antes distritos de Santarém, diz que, diante da expectativa de alta rentabilidade do grão, seu grupo familiar decidiu investir mais no milho de segunda safra neste ano e se deu muito bem porque a chuva tem sido generosa. Para julho, são esperados 129 mm de chuva. No ano, historicamente, Santarém recebe 3.109 mm.

“Já tivemos recorde na soja e agora, embora tenhamos a limitação de produzir em altitudes de até 170 m, devemos bater o recorde de  produtividade do milho, colhendo de 130 a 140 sacas por hectare na área de maior investimento. Na média, devemos ficar entre 90 e 100 sacas”, diz o produtor e engenheiro agrônomo, filho de um casal gaúcho de agrônomos que se mudou para o Pará em 1997 para trabalhar com arroz e hoje, além do arroz, soja e milho, cultiva milheto, gergelim e painço em uma área de 3.500 hectares.

O também gaúcho Agnelo França Correia é produtor de grãos e criador de gado de corte em Mojuí há 21 anos. Ele cultiva 1.000 hectares e também projeta uma produtividade de 120 a 130 sacos de milho nesta safrinha. Correia diz que não faltou chuva em nenhum momento e a colheita, que começa em agosto, deve ser muito boa.

O presidente do Sindicato Rural de Santarém, Sergio Sirsan, diz que a média da região, que planta cerca de 75 mil hectares de milho safrinha, deve ficar abaixo das 80 sacas, mas destaca que os produtores que investem mais em tecnologia vêm colhendo bons resultados.

Vanderlei Silva Ataídes, presidente da Associação dos Produtores de Soja, Milho e Arroz (Aprosoja) do Pará, conta que o Estado tem quatro regiões produtoras de grãos e a de Santarém tem se destacado na produção de milho segunda safra. Tanto que o lançamento da colheita neste ano vai ocorrer por lá no dia 21 de agosto. “Santarém é uma região privilegiada pelas chuvas e consegue boa produção de milho safrinha. Já Paragominas, maior pólo de grãos do Estado, planta milho verão.”

Pelos dados do mais recente levantamento da Conab, a área plantada de milho segunda safra do Pará cresceu 26%. A produção deve ser de 367,5 mil toneladas, ante as 339,4 mil do período anterior. Contando as duas safras, o Estado tem área plantada de 230,6 mil hectares (21,2% maior que a anterior) e uma produção de 974 mil toneladas ou 16,7% superior à safra 2019/2020.

Ataídes diz que a maior frustração dos paraenses neste ano ocorreu com a safra de soja. “A gente esperava colher 70 sacas por hectare, depois caiu para 58 e fechou com uma média geral de 52 sacas. A chuva foi razoável, mas a maior parte dos produtores registrou quebra. Estamos nos perguntando ainda o que aconteceu.

O Pará tem uma área plantada de quase 750 mil hectares de soja. A expectativa, segundo Ataídes, é romper em poucos anos a barreira de 1 milhão de hectares. “Estamos avançando muito e já está faltando terra para atender à demanda”, diz.

 

Por: Globo Rural

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Agronegócio

Brasil bate recorde de importação de commodities agrícolas

Estiagem prolongada afeta lavoura de grãos e provoca aumento de importações; compra externa de milho atinge patamar histórico.

A quebra da safra de milho devido a estiagens prolongadas nas principais regiões produtoras preocupa produtores e exportadores. De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), as exportações brasileiras de milho devem atingir cerca de de 2,37 milhões de toneladas neste mês, o que representa uma queda de 50% em relação ao mesmo período do ano passado.

Com as perspectivas de falta de milho no mercado nacional, a solução foi partir para as importações. Entre janeiro e junho deste ano, as importações do cereal aumentaram 102%, um recorde. O movimento foi favorecido pela suspensão do imposto de importação do produto, definida pelo governo em abril deste ano. A medida também vale para a soja.

O grande volume de exportações de soja no primeiro semestre, principalmente para a China, em que a retomada econômica disparou, também fez com que o Brasil precisasse apelar às importações para garantir um bom nível de estoques. As compras externas de soja aumentaram 92% no primeiro semestre, segundo dados do governo, enquanto as importações de óleo de soja cresceram 315%.

As boas perspectivas para o agronegócio este ano, quando deve ser batido um novo recorde de produçao de grãos, impulsionaram as importações de abudo, que atingiu um recorde de  16,6 milhões de toneladas no primeiro semestre, 15% a mais do que no mesmo período do ano passado.

A compra de defensivos agrícolas também aumentou. As importações desse tipo de produto somaram135 mil toneladas no primeiro semestrem, em um aumento de 23% em relação a 2020.

 

Por: Exame Agro

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Ruralbook em Campo

Continuamos executando a nova estratégia e percorrendo os campos de soja

 

 

Mais ruralbook em campo no segundo dia de gravações do Tecsafra Digital 2021.

Fazer um evento que sempre foi físico e agora transformar em um digitar esta sendo um desafio.

Mas seguimos na segunda fase de gravações e divertindo com a situação.

Se já assistiu o primeiro dia vale a pena assistir esse.

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Agricultura

Preços internos do milho seguem movimento de alta, diz Cepea

Foto: Renata Silva/Embrapa

O movimento de alta nas cotações do milho segue firme no Brasil. Segundo pesquisadores do Cepea, o impulso vem dos baixos estoques internos de milho, da queda na produção da safra de verão e dos preços elevados nos portos. Diante disso, em muitas regiões consultadas pelo Cepea, os valores atingem novos patamares recordes nominais.

As cotações externas também avançam, influenciadas por estimativas indicando safra e estoques de passagem menores que os previstos anteriormente.

Quanto aos negócios no spot nacional, pesquisadores ressaltam que ainda ocorrem apenas quando há maior necessidade. Enquanto vendedores, atentos à queda na produção, estão à espera de novas valorizações, compradores têm expectativa de que o início da colheita possa pressionar as cotações.

Por: CEPEA

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Regularização Fundiária

Ministra da Agricultura pede aprovação rápida de lei de regularização fundiária

Tereza Cristina quer ainda a aprovação de crédito orçamentário para viabilizar o Plano Safra; deputados cobram solução para a queda no preço do leite e para falta de milho para pecuários.

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, pediu a aprovação rápida, pelos parlamentares, do projeto de lei do governo que estabelece critérios para a regularização fundiária de imóveis do governo federal, incluindo assentamentos da reforma agrária (PL 2633/20). Segundo a ministra, a aprovação vai facilitar, a entrega de títulos de propriedade de terra a agricultores, o que garante acesso a crédito rural e políticas públicas.

Ela participou de audiência pública na Comissão de Agricultura, Pecuária e Abastecimento da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (5), para discutir as metas, planos e prioridades do ministério para este ano. A audiência atendeu a pedido da presidente do colegiado, deputada Aline Sleutjes (PSL-PR).

Segundo a ministra, em 2020, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) entregou 109 mil títulos definitivos e provisórios de terra a agricultores, e a meta deve ser superada neste ano. “Para o corrente ano, espera-se emitir 130 mil títulos em assentamentos e glebas públicas, sendo que, destes 80 mil apenas na Amazônia Legal. Para o ano de 2022, o objetivo é alcançar a marca de 170 mil títulos”, disse.

A ministra disse ainda que tem o objetivo de ver implementado em todo o País, em prazo de até dois anos, o Cadastro Ambiental Rural(CAR), instrumento que ajudará a definir se uma propriedade está aderente à legislação ambiental ou não. Ela anunciou o lançamento, ainda em maio, da plataforma Analisa CAR, que permitirá que estados acessem de maneira remota os registros do CAR.

Grilagem
O deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP) defende a regularização fundiária, mas explicou por que a proposta vem causando polêmica na Câmara. “A gente tem medo muito grande, e esse medo tem impedido e dificultado a votação da matéria, de como separar o que merece ser regularizado daquilo que é grilagem de terras.”

O parlamentar pediu que que ministério, ao regulamentar a matéria após aprovação da lei, separe o que merece se regularizado do que é grilagem. “Não vamos colocar grileiro para dentro. Temos que aprovar logo”, respondeu a ministra.

Incra
Já o deputado Valmir Assunção (PT-BA) acusou o Incra de enganar os assentados ao prometer a entrega do Contrato de Concessão de Uso (CCU) da terra, que deve ser recebido quando o agricultor é assentado e não é o título da terra de fato.

Além disso, o parlamentar acusou o Incra de descumprir a Constituição, ao não promover a reforma agrária. “Os artigos 184 e 185 dizem que todas as terras improdutivas devem ser destinadas para a reforma agrária, e até agora não vi em nenhum momento o Incra tentar cumprir esse artigo. E é preciso cumprir a Constituição independentemente se gosta ou não.”

O presidente do Incra, Geraldo Melo Filho, rebateu a acusação. “É verdade que este governo não fez ainda desapropriação de terras produtivas, mas a lei também diz que, quando o governo faz desapropriação de terras improdutivas tem que pagar por elas, e o governo não vinha pagando. Tanto que parte do que foi colocado no orçamento da União deste ano, mais de R$ 30 bilhões de precatórios, é para pagamento de desapropriações que nunca foram pagas por governos anteriores ”, disse.

Além disso, Melo Filho afirmou que o governo entrega o contrato de concessão da terra agora porque ele não foi emitido por governos anteriores, mas quer entregar também os títulos definitivos.

Plano Safra
No debate, a ministra pediu ainda apoio dos deputados para a rápida aprovação do projeto do governo que abre crédito suplementar de R$ 19,768 bilhões para o Orçamento (PLN 4/21), para viabilizar o terceiro Plano Safra, para o biênio 2021-2022, que começa em 1º de julho. A ideia é enviar a proposta de plano para o Conselho Monetário até o fim de maio.

“Precisamos do orçamento para saber sobre o tamanho do Plano Safra para este ano”, explicou. Conforme ela, como “o cobertor é curto”, a ideia é priorizar o atendimento de pequenos e médios produtores, como ocorreu nos planos anteriores.

Tereza Cristina ainda pediu empenho para a aprovação do Projeto de Lei 1293/21, do Poder Executivo, que trata dos programas de autocontrole dos agentes privados regulados pela defesa agropecuária.

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Sérgio Souza (MDB-PR), manifestou apoio à proposta. “Essa proposta de reorganizar a parte de vigilância sanitária, dando condições para a empresa que produz fazer a própria fiscalização, e o ministério auditar isso, é um avanço muito importante”, avaliou.

Milho e leite
No debate, alguns deputados, como Dra. Soraya Manato (PSL-ES) e General Girão (PSL-RN),  reclamaram da falta de milho para atender aos produtores agropecuários de seus estados e alimentar bovinos, aves e suínos.

A ministra disse que a expectativa para a próxima safra é “muito boa”, de 108 milhões de toneladas, 17 milhões de toneladas a mais do que no ano passado. Segundo ela, o Brasil vem batendo recordes na produção de milho há dois anos, e o Ministério da Agricultura faz campanha para aumento da área do milho, cuja produção era desincentivada anteriormente.

Tereza Cristina anunciou ainda que deverá ser enviada em breve à Câmara medida provisória para criar mecanismos que permitam a compra de milho acima do preço mínimo de garantia, a fim de formar estoques para atender aos criadores de animais.

Outros deputados, como Jaqueline Cassol (PP-RO) e Domingos Sávio (PSDB-MG), pediram à ministra solução para a queda do preço do leite. A ministra disse que a solução está sendo estudada pelo ministério e prometeu dar retorno sobre o tema para os parlamentares até o fim do mês.

Cúpula da biodiversidade

A ministra da Agricultura destacou, por fim, a necessidade de os países da América do Sul pensarem em uma mensagem única da região para a Cúpula dos Sistemas Alimentares, que será promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro deste ano. “É uma cúpula que muito nos preocupa, porque um dos temas que estão lá colocados é a diminuição na alimentação da proteína animal, de carne de boi”, ressaltou.

De acordo com Tereza Cristina, a produção pecuária é essencial para a economia brasileira e de outros países da América do Sul, como Argentina, Paraguai e Uruguai. “A Europa quer impor o seu sistema para o resto do mundo”, opinou.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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Agronotícias

Confira 7 dicas para produzir silagem de milho com qualidade

A silagem é um tipo de alimento comum nas fazendas leiteiras.

Confira 7 dicas para produzir silagem de milho com qualidade

Tipo de alimento comum nas fazendas leiteiras, a silagem é usada por conta da facilidade para colheita e baixa perda de nutrientes em sua estocagem. O processo de ensilagem é, de forma resumida, a fermentação da matéria vegetal na qual são produzidos ácido láctico e outros ácidos orgânicos, o que reduz o pH a ponto de inibir a fermentação microbiana.

Confira 7 dicas:

  1. Adube o solo da forma certa. Caso falte nitrogênio, a planta fica requeimada, mascarando o momento correto para começar o corte
  2. Só inicie o corte quando os grãos estiverem no ponto farináceo, o que requer monitoramento do seu milharal
  3. Deixe as facas da ensiladeira afiadas
  4. Lembre-se de picar bem, deixando as partículas com tamanho máximo de 2 cm
  5. Faça a compactação para retirar o ar, o que é essencial para a fermentação do produto
  6. Vede o silo com lona e uma camada de terra (com espessura em torno de 15 cm)
  7. Proteja o silo contra infiltrações de água

Seguindo todos estes passos, você irá produzir silagem com o máximo de qualidade possível!

Por: Nação Agro

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Agronotícias

Aprosoja Brasil elege Antonio Galvan presidente e nova diretoria até 2024

O produtor rural Antonio Galvan será o próximo presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja para o Triênio 2021/2024. A nova diretoria da entidade foi eleita por aclamação nesta terça-feira (23/3) durante assembleia da entidade, realizada de forma remota, e tomará posse no final mês de abril, em data a ser definida. Atual vice-presidente imediato da entidade, Galvan ocupava até dezembro passado a presidência da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT).

O presidente eleito substituirá o produtor rural Bartolomeu Braz Pereira, que está à frente dos trabalhos da Aprosoja Brasil, em Brasília, desde maio de 2018. O vice-presidente imediato da entidade será o produtor rural José Sismeiro, de Goioerê (PR), que responde atualmente pela vice-presidência da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Paraná.

Vão compor a nova diretoria da entidade vice-presidentes regionais, diretores administrativos, diretores financeiros, além de conselheiros fiscais titulares e suplentes indicados pelos presidentes de todas as regiões produtoras. A Aprosoja Brasil congrega 16 associadas estaduais e representa mais de 240 mil sojicultores em todo o País.

Perfil do presidente eleito

 

Antonio Galvan é nascido em Sananduva (RS). Morou no Paraná por sete anos onde ele e sua família já atuavam como produtores rurais. Com formação técnica em contabilidade, chegou em Mato Grosso no ano de 1986 e atualmente é produtor rural no município de Vera, Região Norte do Estado. Foi presidente do Sindicato Rural de Sinop, diretor da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (FAMATO) e acompanha os trabalhos da Aprosoja MT desde a sua fundação, em 2005.

Por: Aprosoja Brasil

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Agronegócio

Colheita de soja 2020/21 no Brasil atinge 0,7% da área com atraso e chuvas, diz AgRural

© Reuters. Colheita de soja em Primavera do Leste (MT)
Reuters. Colheita de soja em Primavera do Leste (MT)

A colheita de soja 2020/21 no Brasil alcançou 0,7% das áreas até 21 de janeiro, informou a consultoria AgRural nesta segunda-feira citando um atraso em relação ao mesmo período da temporada anterior, quando os trabalhos haviam alcançado 4,2%.

No comparativo semanal, o avanço foi de apenas 0,3 ponto percentual, disse a consultoria, visto que o amplo volume de chuvas em grande parte das áreas produtoras da oleaginosa tem travado o avanço da colheita.

“As chuvas constantes, com poucas aberturas de sol, o céu encoberto e a baixa luminosidade dificultam a colheita das primeiras áreas e tendem a atrasar a safra ainda mais, pois afetam a fisiologia da soja e podem alongar o ciclo da cultura em alguns dias caso o padrão mais chuvoso continue”, alertou.

Por outro lado, as precipitações são benéficas para as lavouras plantadas mais tarde, após a seca do início da temporada, e que ainda estão em desenvolvimento.

“Com poucas lavouras já prontas devido ao atraso no plantio, essas precipitações favorecem a produtividade da safra, beneficiando as áreas em floração e enchimento de grãos”, afirmou a AgRural em nota.

De acordo com a expectativa da consultoria, o Brasil –maior produtor e exportador de soja– deve colher 131,7 milhões de toneladas em 2020/21. A projeção é mais cautelosa em relação à média de analistas ouvidos pela Reuters em pesquisa divulgada na última sexta-feira, que indica produção de 132,2 milhões de toneladas.

No entanto, a AgRural admite que ainda pode elevar sua estimativa. “Caso o clima continue colaborando com as lavouras mais tardias, a revisão de fevereiro poderá trazer ajustes positivos de produtividade no Rio Grande do Sul e no Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia)”, afirmou.

A consultoria também disse que, por conta do atraso da soja, ainda não há plantio significativo de milho segunda safra.

Em Mato Grosso, Estado onde os trabalhos de colheita foram iniciados, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) disse na sexta-feira que as primeiras lavouras de milho safrinha foram semeadas, atingido 1,01% da área projetada.

No mesmo período da safra passada, o plantio do cereal em Mato Grosso estava em 9,82%, pouco acima da média de cinco anos para esta época, de 9,59%, segundo o Imea.

Por Nayara Figueiredo

Fonte:Reuters

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Bate Papo rb

Tendências para o Mercado Agrícola em 2021

 

Tive um bate papo rápido com @marcos_araujo1979 no final do ano de 2020 e conversamos sobre o mercado agrícola de 2020 e as tendências para 2021.

Confira!!!!