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Logistica

Agora a coisa ficou ‘séria’: começou a faltar queijo em Minas Gerais – Greve Caminhoneiros

Jonathan Campos

No Mercado Central de Belo Horizonte, um dos símbolos da capital mineira, começa a faltar outro ícone do estado: o queijo canastra, que está retido devido à greve de caminhoneiros.

As lojas estão liquidando o estoque e, se as estradas continuarem bloqueadas, os consumidores ficarão sem queijo nos próximos dias. Outros produtos, como frutas, verduras e carne, também estão em falta. Estabelecimentos relatam queda de até 50% nas vendas dos últimos dias.

Rogério Gonçalves, dono de uma loja de queijos, não recebe desde terça (22) o queijo de São Roque de Minas, na região da Serra da Canastra, o mais nobre do estado. Ele estima que terá estoque até sexta (25), no máximo. Outras variedades, como o queijo trancinha, também não chegaram.

“Eu temo não ter queijo pra vender”, diz. “O comércio já não está lá essas coisas. Ainda perdendo vendas desse jeito.”

Na loja de Kris Julião, a bandeja de morango passou de R$ 4 na segunda (21) para R$ 7 nesta quarta. “E já acabou”, ele diz. O comerciante encomendou 20 caixas e veio metade.

A redução na quantidade tem motivo: os produtos estão viajando camuflados em veículos de menor porte para driblar o bloqueio de caminhoneiros pelas estradas.

Segundo Julião, o Ceasa Minas ainda tem pouco estoque de frutas congeladas, como maçã, pera, laranja e melancia. As frutas frescas, como morango, figo e goiaba, não estão chegando.

“Não tenho mercadoria nem cliente. Se a mercadoria não chegar, vou perder a semana de vendas”, diz. Nos últimos dois dias, seu faturamento caiu 50%.

Carolina Fernandes, dona de uma loja de verduras, iria ao Ceasa Minas na sexta para reabastecer e cancelou os planos. “Não tem nada lá”, diz.

Em sua loja, faltam principalmente as verduras vindas de São Paulo, como alho-poró, alface roxa, salsão e acelga. Nos dois últimos dias, ela vendeu apenas metade do que costuma.

Em açougues consultados pela reportagem, ora falta carne de porco, ora falta de boi, mas os estoques ainda estão dando conta da demanda.

Repost: Gazeta do Povo

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Agronotícias

Falta de mão de obra qualificada preocupa o pecuarista – Universo Agro

Custos de produção e preços recebidos são outros dois fatores de apreensão para o produtor, diz pesquisa

Fonte: Internet

A falta de mão de obra qualificada para a lida no campo é um dos maiores desafios para manutenção da competitividade de uma fazenda de bovinocultura de corte e de leite. É o que apontam os primeiros dados da pesquisa “Raio-X da pecuária brasileira”, elaborada pela DSM.

Os resultados iniciais do levantamento foram apresentados pelo diretor de marketing do segmento de ruminantes da empresa, Juliano Sabella Acedo, durante o “Simpósio Internacional de Vitaminas e Tecnologias”, que se encerrou nesta quarta-feira (15), em Guarulhos (SP).

“Uma das grandes preocupações do pecuarista hoje é com a qualidade da mão de obra na fazenda. Parte importante da produção depende do uso correto das tecnologias para que os funcionários consigam desempenhar bem suas tarefas”, ressaltou Sabella. “Há um desafio constante de se levar informação, conhecimento sobre tecnologia para o campo.”

Até o momento, a pesquisa envolveu cerca de 1,5 mil fazendas de gado de corte e de leite – de pequeno, médio e grande porte – espalhadas pelos principais polos de pecuária do País: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Tocantins, Pará e São Paulo. De acordo com o executivo, o objetivo é alcançar três mil propriedades.

Os imóveis rurais consultados abrigam aproximadamente três milhões de animais e ocupam cerca de quatro milhões de hectares. Nas fazendas de gado de corte, a predominância foi para a raça Nelore, seguida da Angus. Nas propriedades de leite, destaque para o gado holandês, com o girolando surgindo na segunda posição.

Além da mão de obra, o levantamento também destaca custos de produção e preços recebidos como outras duas grandes preocupações dos produtores, que citaram ainda pressões ambientais, trabalhistas e fundiárias; infraestrutura logística; assistência técnica; sucessão; crédito, como outros itens que geram apreensão no dia a dia da atividade.

Ademais, segundo Sabella, a pesquisa verificou, ainda, aumento da intenção de confinamento para este ano, e que a fase da recria está perdendo terreno na cadeia produtiva pecuária, devido ao encurtamento do ciclo de abate.

Fonte: Universo Agro

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Fatos e Acontecimentos

Especialistas investigam relação entre febre amarela e degradação ambiental – Agência Brasil

Fonte: Internet

Um grupo de especialistas de diferentes estados do Brasil está se articulando para investigar a relação entre o surto de febre amarela e a degradação do meio ambiente. Eles acreditam que se houvesse mais conhecimento sobre o assunto, a propagação repentina do vírus de tempos em tempos poderia ser prevenida.

O surto de febre amarela em Minas Gerais já provocou 38 mortes confirmadas em 2017, segundo o boletim epidemiológico mais recente da Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), divulgado ontem (24). Outros 45 óbitos estão em análise.

Causada por um vírus da família Flaviviridae, a febre amarela é uma doença de surtos que atinge, repentinamente, grupos de macacos e humanos. As razões deste comportamento da doença ainda não são bem conhecidas. Mas os especialistas dão como certa a influência do meio ambiente. Segundo Sérgio Lucena, primatólogo e professor de zoologia da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), o surto de febre amarela é um fenômeno ecológico.

A doença é transmitida em áreas rurais e silvestres pelo mosquito Haemagogus. Em área urbana, ela pode ser transmitida pelo Aedes aegypti, o mesmo da dengue, do vírus Zika e da febre chikungunya. No entanto, não há registros no Brasil de transmissão da febre amarela em meios urbanos desde 1942. No surto atual, nenhum dos casos confirmados e suspeitos em Minas Gerais são urbanos.

Sérgio Lucena explica que o vírus da febre amarela está estabelecido em algumas matas e regiões silvestres com baixa ocorrência. De repente, por algum motivo ainda a ser desvendado, ele se propaga rapidamente, atingindo macacos e humanos. Os animais começam a morrer primeiro. “São sentinelas. Se o vírus começa a se propagar em determinada área, a morte dos macacos nos enviará um alerta”, explica.

Para o primatólogo, o Brasil poderia ter um sistema bem articulado para se antecipar aos surtos, mas não há investimentos neste sentido. Se houvesse mais conhecimento, Minas Gerais poderia, por exemplo, ter dado início mais cedo à campanha de vacinação nos municípios da área de risco, reduzindo a disseminação da doença. A vacina é a principal medida de combate à febre amarela.

Florestas

Na semana passada, especialistas que estudam a febre amarela sob a ótica do ecossistema se reuniram em Belo Horizonte em um seminário organizado pela Fundação Renova, ligada à mineradora Samarco. Na ocasião, eles fizeram uma revisão de tudo o que se sabe até o momento acerca do tema, com o objetivo de dar um primeiro passo para mudar o panorama.

Uma das hipóteses dos pesquisadores é que o desmatamento ao longo dos anos deixou as espécies de macacos em fragmentos muito pequenos de florestas, o que traz diversos desdobramentos. “Sistemas ecológicos empobrecidos podem favorecer o crescimento das populações de mosquitos. Mosquitos infectados encontrando populações grandes de macacos em pedaços de mata atlântica isolados podem ser a origem destes surtos”, alerta Sérgio Lucena.

Evidências científicas também dão a entender que florestas saudáveis, com elevada biodiversidade, dificultariam a proliferação dos vírus. Embora o surto não deixe de ocorrer, sua intensidade pode ser menor em um meio ambiente preservado. É o que explica Servio Ribeiro, biólogo e professor de ecologia da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

Segundo o pesquisador, a cada surto, a população de macacos se reduz bastante e vai se recuperando devagar nos anos seguintes. “Um novo surto provavelmente acontece naquele momento em que o vírus encontra na natureza macacos com quantidade, condições e características genéticas favoráveis. E quando há muitos animais infectados, é fácil que a doença chegue aos humanos”, explica.

Uma floresta onde há maior disponibilidade de frutos e sombras e onde não há poluição faz com que os macacos se desenvolvam mais saudáveis e sem estresses, com um sistema imunológico mais eficiente, oferecendo mais resistência à doença. Servio Ribeira destaca que a genética também influencia.

“No período quando o vírus é raro, as populações de macacos se reproduzem sem essa pressão seletiva. Significa que, por um intervalo de anos, ser ou não ser resistente ao vírus da febre amarela, não é um fator que muda o sucesso reprodutivo dos macacos. Acontece que vivendo em pequenos fragmentos de florestas, sem corredores interligando as matas, essas populações crescem com parentes cruzando entre si. Desta forma, os indivíduos são muito parecidos geneticamente. Quando um vírus alcança um macaco de uma população sem diversidade genética ele rapidamente se dissemina.”

Por esta razão, a existência de corredores interligando as matas pode ajudar a conter a febre amarela. Através desses corredores, grupos de macacos podem se misturar. Os cruzamentos entre grupos distintos levariam à troca de genes e criariam populações com mais diversidade genética. Neste contexto, uma disseminação do vírus teria menor probabilidade de causar febre amarela em muitos macacos de uma só vez.

Tragédia de Mariana

Mariana (MG) - Área afetada pelo rompimento de barragem no distrito de Bento Rodrigues, zona rural de Mariana, em Minas Gerais (Antonio Cruz/Agência Brasil)
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Outras linhas de estudos voltadas para elucidar os motivos que levam ao início de cada surto buscam entender se as alterações nas áreas das florestas estão expondo as pessoas aos mosquitos infectados e se fatores climáticos favorecem o crescimento da população de mosquitos.

Por outro lado, Servio Ribeiro considera remota a possibilidade de influência da tragédia de Mariana (MG) neste surto de febre amarela em Minas Gerais. Alguns dos municípios afetados pela circulação da doença se localizam no Vale do Rio Doce. Uma parcela dos 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos que foram liberados no rompimento da barragem da mineradora Samarco, em novembro de 2015, escoou por todo o Rio Doce e chegou ao litoral do Espírito Santo.

“A febre amarela é uma doença de interior de floresta. O mosquito que a transmite põe ovos em cavidades de árvores e em bromélias. É um mosquito da estrutura da floresta. Ele não se relaciona muito com grandes corpos d’água e com rios. As cidades afetados pela doença estão em uma região onde os rejeitos não chegaram com força para derrubar a floresta”, diz o biólogo.

Para Servio Ribeiro, a hipótese teria mais força caso o surto tivesse ocorrido próximo à Mariana (MG) onde o impacto da tragédia foi mais agressivo e levou ao desmatamento. “No Vale do Rio Doce, esse rejeito se acumulou nas margens. Claro que há uma degradação. Mas esta degradação, pelos conhecimentos que temos, não deve estar afetando a relação entre os vetores e os macacos no interior da floresta”, acrescentou.

Espécies ameaçadas

De acordo com o boletim epidemiológico SES-MG, há 18 municípios com mortes de macacos em análise. Outros 70 registram rumores de óbitos entre os primatas. Para Sérgio Lucena, estes dados não dão a dimensão da mortandade dos animais. “Macacos estão morrendo em grande quantidade. Estive com uma equipe de pesquisadores na zona rural de Caratinga (MG). Andamos na mata, conversamos com pessoas e constatamos a alta mortalidade”, conta.

De acordo com o primatólogo, o fenômeno teve início em Minas Gerais, mas já ocorre com intensidade no Espírito Santo. A situação põe em risco espécies ameaçadas de extinção, como o muriqui. Os mais afetados, porém, são os bugios. Segundo Sérgio Lucena, estudos realizados durante o surto de 2009 no Rio Grande do Sul mostraram que populações de bugios foram reduzidas a 20%. “Enquanto sete pessoas faleceram naquele ano, cerca de 2 mil macacos foram a óbito”, afirma.

O pesquisador destaca que os bugios são justamente as maiores vítimas da febre amarela. “Eles são altamente suscetíveis à doença, diferente dos humanos. Na população humana, poucas pessoas desenvolvem um quadro grave e muitas infecções são assintomáticas. A pessoa nem fica sabendo que contraiu o vírus”, explica.

Uma preocupação que vem sendo apresentada pela secretaria de Saúde do estado diz respeito à violência contra macacos, registrada em alguns municípios. Isso porque há pessoas que acreditam que sacrificar os animais pode ajudar a evitar a doença em humanos. O órgão publicou em seu blog uma postagem para desmistificar essa ideia e esclarecer que os animais são, na verdade, aliados que ajudam a mapear a doença. “A infecção viral dura apenas três ou cinco dias. Depois os macacos morrem ou se tornam imunes. Sendo assim, as agressões atingem geralmente os animais sadios que não tiveram contato com o vírus ou que já estão imunizados e não oferecem risco”, acrescenta o texto.

Leó Rodrigues – Correspondente da Agência Brasil

Fonte: Agência Brasil

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Fatos e Acontecimentos

Avança negociação para rastreabilidade da produção de alimentos – MAPA

Objetivo de parceria com supermercados é garantir produtos com menos agrotóxicos

Programa de Rastreabilidade discutido teve experiência piloto em SC (Noaldo Santos/Mapa)

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) estão avançando na parceria, estabelecida em Termo de Cooperação, que amplia o acesso do agricultor a boas práticas de produção integrada agropecuária. O objetivo é reduzir custos de produção, com vantagens para o consumidor e o abastecimento de alimentos mais saudáveis, livres de resíduos que ofereçam riscos à saúde.

Segundo o coordenador de Produção Integrada Agropecuária da Secretaria de Mobilidade e Cooperativismo do Mapa, Helinton Rocha, a cooperação entre o governo e o setor deverá expandir o Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (Rama). Houve experiência piloto bem sucedida em Santa Catarina, envolvendo mais de 30 grandes redes de supermercados.

O Rama será implantado no Rio Grande do Sul e no Paraná. As centrais de abastecimento de São Paulo (Ceagesp) e a de Minas Gerais (Ceasa Minas) também deverão estimular seus fornecedores a produzir alimentos mais seguros e com rastreabilidade.

O Rama é baseado no monitoramento e rastreabilidade de frutas, de legumes e de verduras (FLV), monitora resíduos de agrotóxicos utilizados desde a produção até o ponto de venda. O principal objetivo é garantir que resíduos de defensivos agrícolas encontrados nos alimentos não estejam acima de níveis que ofereçam riscos à saúde e também do nível permitido legalmente, estando, portanto, seguros para o consumo humano.

O superintendente da Abras, Márcio Milan, disse que a entidade e o Mapa buscam maneiras de incluir todos os envolvidos na produção de vegetais e de frutas, até mesmo fabricantes de agrotóxicos, para que garantam produtos seguros e de qualidade.

Agricultores irão receber treinamento para fornecer produtos com maior valor agregado e varejistas para vender alimentos seguros.  Milan informou que os produtos que mais preocupam em relação ao excesso de agrotóxicos são o pimentão, o morango e a laranja. Garantiu que as medidas de proteção não deverão aumentar os custos para os consumidores.

Em reunião realizada nesta terça-feira (17) no Mapa, participaram representantes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Universidade Federal de Viçosa (MG), da Associação Brasileira de Automação (GS1) e da Associação Brasileira de Sementes (Abrasem). 

A Produção Integrada Agropecuária – PI Brasil, que respalda o selo oficial “Brasil Certificado” é um Sistema de Produção capaz de produzir comida segura para o consumo, com menor impacto ambiental, maior responsabilidade social e rastreabilidade garantida, assegurando que a procedência do alimento é conhecida. Na Europa, mais de 90% das frutas, legumes e verduras são produzidos no sistema integrado.

Fonte: MAPA

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Agronotícias

Agricultura do Futuro – CNA Brasil

Belo Horizonte / Minas Gerais (10/01/2017) –  Em palestra na FAEMG (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais), o presidente da Embrapa, Maurício Lopes, falou sobre os cenários e as oportunidades para o agronegócio nas próximas décadas e recordou o milagre promovido pelo Brasil ao desenvolver, nos anos 1970, uma agricultura tropical inexistente no mundo, baseada em ciência e tecnologia. Tão bem-sucedida que, em meio à severa crise econômica enfrentada pelo país, continua obtendo bons resultados e as perspectivas são promissoras.

Diante de uma plateia formada por técnicos da Federação e animada com o bom desempenho do agronegócio mineiro em 2016 – que encerra o ano com crescimento do PIB estimado em 5,18% –, Lopes enfatizou a necessidade de acompanhar as evoluções do mundo e não se isolar no campo. Disse que o futuro da nossa civilização, e também do setor, está no empreendedorismo, sendo fundamental que as ciências agrárias se integrem à tecnologia de informação.

Ele apontou tendências que merecem atenção do setor, como a urbanização, o desenvolvimento tecnológico e o clima: “O futuro está em se adequar à nova conformação da população, que se tornará cada vez mais urbanizada, esclarecida e exigente; às mudanças climáticas, que têm impacto direto nas atividades agropecuárias; e às inovações tecnológicas, acompanhando e incorporando os avanços, sem permitir que ocorra uma ruptura”.

Para o presidente da Embrapa, o país tem de reconhecer os avanços que o setor conquistou nas últimas décadas, mantendo o olhar no futuro: “O Brasil tem que perceber que será necessariamente grande provedor de alimentos para o mundo. Ainda detém áreas para expansão de uma agricultura moderna, muito produtiva e sustentável. O mundo vai precisar disto”.

Entre os cenários trabalhados pela Embrapa, destacou o mercado asiático: “Há crescimento populacional explosivo na Ásia, onde se conformará um modelo de consumo sofisticado, com expansão da classe média, e temos que nos preparar para atender a este novo padrão. Para isto, temos que olhar com cuidado para a sociedade, que tipos de desejos, demandas e expectativas estão se formando em função do processo de urbanização. Vamos ter que pensar numa agropecuária que faça esta leitura”.

Lopes também lembrou a trajetória do país que, nos últimos 40 anos, deixou de ser importador de alimentos e se tornou um dos maiores exportadores do planeta: “O que o Brasil fez é realmente surpreendente. Praticamente, só o setor da agropecuária conseguiu dar esse grande salto e se tornar intensivo em conhecimento, em ciência. E a razão é relativamente simples: não tínhamos de onde copiar um modelo de agricultura, fomos forçados a desenvolver o nosso próprio. Isso fez toda a diferença”.

Repercussão

“A fala do presidente da Embrapa, Maurício Lopes, nos faz pensar que as mudanças que batem à nossa porta são grandes e rápidas. Nosso produtor rural tem que se preparar para não ficar pelo caminho, lamentando. Agradeço ao Maurício por nos fazer este alerta. Todos que lidam com agropecuária tinham que ouvir suas ponderações, para pensar um pouco e refletir sobre para onde estamos indo. O conhecimento é fundamental para que a gente prossiga desenvolvendo uma agricultura sustentável.” 
Roberto Simões, presidente do Sistema FAEMG

“O que mais me chamou a atenção foram os desafios da agropecuária mundial. Foi fantástica esta chacoalhada que o professor nos deu. Certamente vamos ter que reinventar muita coisa daqui pra frente.” 
Rodrigo Alvim, diretor da FAEMG

“A palestra foi fantástica. O mais importante foi ter mostrado os desafios e as oportunidades que estão por surgir. Teremos que quebrar paradigmas e nos modernizar, assimilar tendências e tecnologias. Não podemos ficar parados, esperando as coisas acontecerem. Temos que andar no mesmo ritmo. Acho isso fundamental. O que fazíamos anteriormente, hoje talvez já não valha mais a pena. Portanto, temos que estar abertos a mudanças e, principalmente, às inovações que acontecem diariamente.”
Breno Mesquita, diretor da FAEMG

“Vi dois recados muito importantes. O primeiro é que quem não pensar em inovação, perdeu o bonde da história. E o outro é para meus filhos e netos: o emprego está acabando. A vez é a dos empreendedores. As pessoas precisarão ser muito mais sonhadoras. Não existirá mais um profissional de determinada área. Muitas profissões estão acabando e outras ainda vão surgir.” 
Altino Rodrigues Neto, superintendente técnico da FAEMG

“Estamos num momento de fazer nosso planejamento estratégico até 2020. Precisamos conhecer os cenários à nossa volta. Nesta palestra, vimos algumas mudanças que estão por vir no agronegócio. O Maurício trouxe para a equipe de gestores do SENAR/Minas aspectos para os quais devemos nos atentar, competências que devem ser consideradas pela formação profissional rural. Não dá para continuarmos fazendo o que sempre fizemos, apesar dos bons resultados. Precisamos inovar.”
Antônio do Carmo, superintendente do SENAR Minas

“O que Maurício nos mostrou foi a amplitude de linhas de desenvolvimento que existem, hoje, para a agropecuária. A Embrapa tem enfrentado todos os desafios e mantido linhas de trabalho bastante inovadoras que, em curto espaço de tempo, trarão revoluções para a produção tropical brasileira. É um mundo novo. E não estamos atrasados em relação à indústria e ao setor de serviços. A Embrapa é fundamental para esse avanço, e cabe ao produtor rural correr atrás desse conhecimento.”
Pierre Vilela, superintendente do INAES (Instituto Antonio Ernesto de Salvo)

“Os temas abordados foram de extrema importância e são completamente viáveis para potencializar nossa produção. Passa pela ILPF, pelo trigo tropical do cerrado e por outras várias iniciativas que nos encaminham para, como ele disse, a resiliência. São tecnologias e práticas que dão condições aos produtores rurais de potencializar e organizar sua produção. Nisso, o Sistema FAEMG já atua, levando tecnologia para o campo, debatendo esses assuntos. A Embrapa é uma parceira fundamental para que continuemos este trabalho.”
Aline Veloso, coordenadora da Assessoria Técnica da FAEMG

“Acho que temos que atuar mais incisivamente. Como o palestrante mostrou, tecnologia já existe, o que precisamos é conseguir uma forma de transferi-la aos produtores. A característica de Minas é peculiar. A maior parte dos produtores é de pequeno ou médio porte. Os grandes são minoria. Então, como inserir essas tecnologias? Como trazer intensificação para a produção? Como aumentar a eficiência do uso da água? A palestra foi excelente porque reforçou esses aspectos, dentro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pela ONU. O que me deixou muito feliz foi a riqueza de informações que o Maurício passou para os colaboradores da FAEMG, para a diretoria e sindicatos presentes.”
Ana Paula Mello, coordenadora da Assessoria de Meio Ambiente da FAEMG

Fonte: CNA Brasil

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Agroeconomia

AgRural eleva safra de soja para 103,1 milhões de toneladas – Globo Rural

Segundo a consultoria, aumento da produção na região Sul compensa perdas na Bahia, Minas Gerais e Goiás

Fonte: Internet

A Consultoria AgRural divulgou nesta segunda-feira mais uma projeção para a safra brasileira de soja. A projeção agora é de produção de 103,1 milhões de toneladas, volume superior às 101,8 milhões de toneladas estimadas em dezembro. O analista Fernando Muraro, sócio-diretor da AgRural, explica que o aumento deve-se à alteração na produtividade, que passou de 50,4 sacas por hectare em dezembro para 51,1 sacas agora em janeiro. A área foi mantida em 33,6 milhões de hectares, diz ele.

Conforme os cálculos da AgRural, o aumento da produtividade esperada no Sul do Brasil (+2 sacas por hectare na combinação dos três estados, em relação a dezembro) mais do que compensa, por ora, as perdas causadas pela falta de chuva na Bahia (queda de 2,5 sacas), Minas Gerais (menos 2 sacas, especialmente por causa do noroeste) e Goiás (menos 0,5 saca, com destaque para o leste). No lado positivo da tabela, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul também tiveram suas produtividades ajustadas para cima, em 0,6 saca e 1 saca por hectare, respectivamente.

Segundo Muraro, no Tocantins, Maranhão e Piauí as produtividades estimadas em dezembro foram mantidas e serão revisadas em fevereiro. “Embora esses estados tenham recebido chuvas abaixo do normal em dezembro e início de janeiro, a previsão é de volumes razoáveis nas próximas duas semanas – algo que não deve acontecer na Bahia, que teve a estimativa de produtividade já reduzida.”

A AgRural prevê que para o Sul do Brasil devem ser feitos novos ajustes para cima em fevereiro, “especialmente no Rio Grande do Sul, caso o clima continue colaborando”.

Colheita

Na próxima sexta-feira (13/1), a AgRural divulgará seu primeiro levantamento semanal de colheita para a safra 2016/17 de soja e milho verão. Terão início, também, os levantamentos de plantio da safrinha 2017 de milho. Para o milho, a AgRural estima a produção brasileira em 88,3 milhões de toneladas, com 28,4 milhões na safra de verão e 59,9 milhões de toneladas na safrinha. Os números são de meados de dezembro e serão atualizados nas próximas semanas.

 Por Venilson Ferreira

Fonte: Globo Rural

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Agroeconomia

AgRural estima que plantio da soja atingiu 83% no Brasil – Globo Rural

Segundo a consultoria falta chuvas em que alguns pontos de Mato Grosso do Sul e norte do Paraná

O levantamento da consultoria AgRural mostra que o plantio da safra brasileira de soja até a quinta-feira (24/11) atingiu 83% da área prevista. O avanço foi de dez pontos percentuais nesta semana. Os trabalhos estão ligeiramente mais acelerados em relação aos 81% do mesmo período do ano passado e aos 80% da média dos últimos cinco anos.

Foto: Sergio Ranalli/Ed. Globo
Foto: Sergio Ranalli/Ed. Globo

A AgRural estima a produção brasileira de soja na safra 2016/2017 em 100,4 milhões de toneladas, com aumento anual de 0,6% na área plantada. Os números serão revisados no dia 9 de dezembro.

Fernando Muraro, sócio-diretor da AgRural, observa que o plantio está encerrado em Mato Grosso do Sul, onde o clima inspira cuidado, devido à falta de chuva em alguns pontos, especialmente em sua porção sul, que tem recebido volumes baixos e irregulares desde o início da safra.

Segundo ele, na região de Dourados cerca de 30% da área está em floração e a soja está adiantando o ciclo em alguns talhões, por causa das falta de umidade e das altas temperaturas. “Se a combinação de tempo quente e seco persistir até o fim de novembro, o potencial produtivo será afetado”, diz ele.

A AgRural constatou que o norte do Paraná também tem sentido a falta de chuvas mais regulares. Na região de Maringá, as plantas estão com porte reduzido e demorando para fechar as linhas. No oeste, que planta mais cedo, 7% da área já está em formação de grãos. Não se fala em perdas por enquanto, mas a soja precisa receber umidade nos próximos dias para que a expectativa de boa produtividade se mantenha, diz a consultoria.

Em Mato Grosso o clima é de otimismo, pois as lavouras têm recebido boas chuvas e as estão excelentes. Muraro ressalta que no caso das lavouras que estão em estágio mais adiantado, que devem ser colhidas no fim de dezembro, o único temor é de que haja excesso de chuva na colheita. “Se a chuva não atrapalhar, aliás, janeiro deve registrar volume recorde de soja mato-grossense entrando no mercado”, diz ele.

Os técnicos da AgRural constataram que em Goiá, as lavouras do sudoeste também têm bom potencial. “O leste, que teve um início de safra seco, agora recebe bons volumes de chuva e a semeadura caminha bem”, dizem os técnicos.

Segundo a AgRural, Minas Gerais também tem recebido precipitações abundantes e o plantio vai sendo feito nos intervalos das chuvas. Em São Paulo, a semana foi de tempo mais firme, mas a umidade do solo continua boa. Também com boa umidade, o Matopiba segue com plantio acelerado. Os baixos volumes previstos para as próximas duas semanas, entretanto, devem resultar em diminuição do ritmo dos trabalhos.

Na região Sul, os produtores do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina aproveitaram o tempo firme dos últimos dias e a previsão de chuva no fim de semana para acelerar o plantio, “tirando o atraso causado pelo excesso de chuva em outubro e início de novembro”, diz a AgRural.

Milho verão

No caso da safra de milho verão 2016/17, a AgRural estima que o plantio até ontem atingiu 87% da área Centro-Sul. “Com os trabalhos já encerrados no Sul, os responsáveis pelo avanço semanal de oito pontos percentuais foram Minas Gerais, São Paulo e Goiás. O ritmo está mais acelerado que o do ano passado, quando 77% da área estava semeada, e em linha com os 86% da média de quatro anos”, diz a AgRural.

Fernando Muraro comentou que o tempo seco preocupa produtores que já têm lavouras de milho em fase reprodutiva. No Rio Grande do Sul, pancadas esparsas durante a semana conseguiram garantir umidade em algumas lavouras, mas houve áreas que ficaram sem receber chuva, diz ele.

Segundo a AgRural em Minas Gerais o milho tem bom desenvolvimento inicial no Triângulo e no noroeste, graças aos bons volumes de chuva que vêm sendo registrados. Em Goiás, o plantio segue para a reta final na região sudoeste. Em São Paulo, a semana foi de pouca chuva, mas o solo ainda apresenta boa umidade.

Por Venilson Ferreira 

Fonte: Globo Rural

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Avicultura

Frango vivo: Sem liquidez preços fecham estáveis nesta 5ª feira – Notícias Agrícolas

Fonte: Internet
Fonte: Internet

Com dificuldade de escoamento, os preços do frango vivo não evoluem no mercado independente. São quase três meses de cotações estáveis nas granjas do país.

Em Minas Gerais a cotação permanece em R$ 3,30/kg desde o final de agosto. Enquanto, em São Paulo a referência entrou na décima segunda semana de manutenção em R$ 3,10 o quilo.

Para o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a maior disponibilidade de oferta no mercado interno pode ser o motivo da estabilidade. “Tivemos maior ingresso de volumes no mercado interno, tendo em vista que as exportações em outubro ficaram abaixo do esperado”, comenta.

Dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, divulgados na segunda (21), apontam que na parcial de novembro [12 dias úteis], o Brasil exportou 180 mil toneladas de carne de frango ‘in natura’, registrando média diária de 15 mil toneladas/dia. Esse resultado representa um avanço de 8,9% em relação à média de outubro. Em receita o acumulado do período é de US$ 281,8 milhões, com US$ 23,5 milhões/dia.

Custos

A notícia positiva para o setor é a queda nos custos com alimentação, especialmente o milho. O Indicador de Esalq/BM&FBovespa, que serve de referência para os contratos futuros de cereal na bolsa brasileira, atingiu na terça (22) o menor valor desde janeiro e acumula perdas de 30% desde uma máxima histórica registrada em junho.

Por: Larissa Albuquerque

Fonte: Notícias Agrícolas

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Agricultura

Azeite de abacate para alimentação: alternativa ao azeite de oliva – Embrapa

O Dia de Campo na TV vai apresentar um azeite produzido com abacate. O produto pode ser alternativa para olivicultores em período de entressafra. O baixo custo é uma das vantagens, e a abundância de abacate nas regiões garante a possibilidade de colheita do fruto durante o ano inteiro.

Amostra do azeite de abacate - Foto: Adelson de Oliveira
Amostra do azeite de abacate – Foto: Adelson de Oliveira

Pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – Epamig estudam a extração de azeite fino de abacate pelo sistema de centrifugação, a mesma tecnologia utilizada no processamento do azeite de oliva, no Campo Experimental da Empresa em Maria da Fé, no Sul de Minas Gerais. De acordo com o pesquisador Adelson de Oliveira, que coordena estudos pioneiros do óleo de abacate, diversificar a extração de óleos pode ser uma alternativa para os olivicultores da região da Serra da Mantiqueira. “O processamento da azeitona ocorre entre janeiro e abril. Nos outros meses, o olivicultor pode aproveitar o maquinário e a mão de obra para extração de azeite de abacate para alimentação”, exemplifica.

Rico em minerais como ferro, cálcio e fósforo, fibras solúveis, fitoesteróis e gordura, o consumo do abacate auxilia na redução dos níveis do colesterol ruim (LDL) e na elevação do colesterol bom (HDL), diminuindo o risco de doenças cardiovasculares, trazendo benefícios para a saúde. Além disso, a vitamina E, um antioxidante natural, somada à vitamina A, torna o azeite de abacate um composto capaz de prevenir doenças oftalmológicas, como catarata e cegueira noturna. O produto pode ainda favorecer o emagrecimento, pois auxilia na diminuição da absorção de colesterol pelo intestino.

Fonte: Internet
Fonte: Internet

Considerado uma das frutas tropicais mais valiosas, o abacate é consumido como alimento, nas diversas refeições do dia, e a produção do azeite de abacate extraído pelo sistema de centrifugação possibilita um produto de altíssima qualidade, disponível imediatamente para o consumo, após padronização e embalagem para o mercado varejista”, afirma Adelson.

O Dia de Campo na TV  “Azeite de abacate para alimentação: alternativa ao azeite de oliva” foi produzido pela Embrapa Informação Tecnológica (Brasília/DF) em parceria com a Epamig Além do tema principal o programa aborda outros assuntos nos quadros – Agência Embrapa de Notícias, Sempre em Dia; Repórter em Campo; Na Mesa; Quem quer ser cientista; Minuto do Livro e Ciência e Tecnologia em Debate.

Assista ao programa (horário de Brasília):
Canal Rural (Net/Sky) – sexta-feira, às 9h
TV Câmara – sábado, às 7h, e reprise domingo no mesmo horário
NBR (TV do Governo Federal) – sexta-feira, a partir de 19h30

 

Fernanda Fabrino (MTb/MG 11.573)
Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – Epamig

Fonte: Embrapa

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Agronotícias

Leite ao produtor alcança preço recorde em agosto, mas cenário já aponta para inversão de tendência – Notícias Agrícolas

Além de um aumento crescente da captação, laticínios já falam da dificuldade de repasse de preços ao consumidor final e uma ligeira elevação dos estoques 

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Em agosto o levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) apontou um novo recorde no preço do leite pago ao produtor. Chegando a R$ 1,6928/litro o valor é o maior registrado desde o início da série histórica pesquisada pelo Centro, em 2000.

Com esse resultado a média mensal superou em 13% o valor do então recorde em julho/16 e esteve 54,4% acima do de agosto/15. No entanto, o analista do Cepea, Wagner Yanaguizawa, alerta para uma possível reversão de tendência nos próximos meses.

Desde junho o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L/Cepea), voltou a sinalizar melhora. Em julho [referência ao pagamento de agosto] o volume adquirido pelos laticínios cresceu 5,03%.

Dessa forma, Yanaguizawa diz acreditar que o pico de preço do ano deve mesmo ficar em agosto e, “que curto prazo o mercado já volte a trabalhar na estabilidade com possibilidade de queda.”

Entre os principais motivos que levam a crer no aumento da produção a partir de setembro estão o possível retorno das chuvas e também ao fato de muitos produtores estarem em época de parição de vacas.

Vale lembrar que a melhora na rentabilidade dos produtores favoreceu o investimento nas propriedades, refletindo no aumento de capitação nos estados do sul, São Paulo, Goiás e Minas Gerais.

Dessa forma, “a recuperação da oferta atrelada ao cenário de demanda enfraquecida [em relação aos derivados] começa a indicar uma reversão de tendência”, alerta Yanaguizawa.

A retração do consumo também trouxe reflexo nos preços dos lácteos. Depois de seis meses de alta consecutiva, os preços dos derivados lácteos caíram em agosto. Assim, as indústrias já sinalizam que teriam chegado ao limite do repasse de preços da matéria-prima ao derivado para o consumidor final.

Neste cenário o Cepea apurou que 54,5% dos representantes dos colaboradores acreditam em queda nos preços para o próximo mês. Outros 32,7% esperam estabilidade e somente 12,7% tem expectativa de alta.

 

Por: Aleksander Horta e Larissa Albuquerque