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Maggi nega relação com Odebrecht e lamenta estar na “lista do Fachin”

Ministro da Agricultura disse não saber do que é acusado pelo Supremo Tribunal Federal

POR REDAÇÃO GLOBO RURAL

Lamento que tenha sido incluído na lista”, diz Blairo Maggi
Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil)

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, negou ter qualquer relação com executivos da construtora Odebrecht. O nome dele aparece na lista divulgada na terça-feira (11/4) pelo relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin.

Em uma série de postagens em sua conta no Twitter, Maggi disse ter a consciência tranquila de que não fez nada de errado e negou ter recebido recursos da empreiteira para campanhas eleitorais. O ministro é senador licenciado pelo PR de Mato Grosso.

“Causa-me constrangimento ter minha honra e dignidade maculadas, numa situação na qual não sei sequer do que sou acusado. Lamento que eu tenha sido incluído na lista de pessoas citadas em delações da Odebrecht, sem que eu tivesse acesso ao conteúdo para me defender”, disse ele.

A relação divulgada por Luiz Edson Fachin inclui, além de Blairo Maggi, outros sete ministros do governo Michel Temer. Os presidente das duas casas do Congresso, Rodrigo Maia (Câmara) e Eunício Oliveira (Senado) também são citados. Outros 23 deputados e 39 senadores aparecem na lista de investigados.

A ex-ministra da Agricultura, Katia Abreu (PMDB-TO), também é citada pelo ministro Luiz Edson Facchin. Mas, até o momento, ela não se pronunciou sobre o assunto.

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Mapa abre concurso para 796 vagas com salários de até R$ 12,5 mil

O Ministério da Agricultura abriu concurso para preencher 796 vagas. Entre as carreiras atendidas, está a de Fiscal Federal Agropecuário. Os salários variam de R$ 2,818 mil a R$ 12,539 mil. O edital foi publicado na edição desta terça-feira (21/1) do Diário Oficial da União.

ConcursosPublicos-Abertos-2012Os cargos estão distribuídos entre as unidades do Ministério nos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

As vagas são para candidatos de nível fundamental, médio e superior. Há também reserva para portadores de deficiência. As inscrições vão de 3 de fevereiro a 6 de março, com taxas que variam de R$ 38,50 a R$ 71.

Fonte: Globo Rural

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PA: Agropecuária deve pagar R$ 700 mil em indenização

A Agropecuária Santa Bárbara Xinguara S/A deve pagar indenização por dano moral coletivo à Justiça até junho de 2014 no valor de R$ 700 mil. Inicialmente, o Ministério Público do Trabalho (MPT) informou que a situação em que os trabalhadores foram encontrados era comparável ao regime de escravidão, mas nesta sexta-feira (6), o órgão disse que os funcionários foram submetidos a condições degradantes de trabalho. A determinação foi acordada em audiência realizada no dia 27 de novembro entre o e os representantes legais da empresa.

trabalhador ruralA ação do MPT foi motivada por uma inspeção realizada pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM) em fevereiro do ano passado. Segundo o MPT, foram flagradas condições de trabalho e alojamento precárias nas dependências da agropecuária. Os fiscais do grupo lavraram 44 autos de infração na propriedade da empresa, e resgataram cinco trabalhadores encontrados em condições degradantes de trabalho.

Ainda de acordo com o MPT, a agropecuária negou que realizasse as práticas apontadas pela fiscalização, mas concordou em pagar a indenização por danos morais coletivos, em sete parcelas de R$ 100 mil.

O MPT informou que a agropecuária também se comprometeu a quitar salários, rescisões trabalhistas e realizar os recolhimentos previdenciários e do Fundo de Garantia em dia, avaliar direitos de férias remuneradas e 13º salário, respeitar a jornada de trabalho e o descanso entre jornadas, garantir moradia familiar e áreas de convivência para os trabalhadores com iluminação, ventilação e condições sanitárias adequadas, fornecer equipamentos de proteção individual e restringir o acesso a agrotóxicos.

A multa por não cumprir cada uma das obrigações é de R$ 5 mil, valor reversível ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). A indenização de R$ 700 mil deverá ser revertida para o FAT ou para uma entidade sem fins lucrativos.

Fonte: G1 Pará

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Antônio Andrade é o novo ministro da Agricultura

O deputado federal Antônio Andrade, do PMDB de Minas Gerais, foi confirmado como o novo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, de acordo com a assessoria do próprio parlamentar. A nomeação faz parte da troca ministerial efetuada sexta-feira (15/3) pela presidente Dilma Rousseff, que também provocou alterações nas pastas da Aviação Civil e do Trabalho.

Desde o começo desta semana, o nome de Andrade vinha sendo cotado para assumir o ministério no caso da saída de Mendes Ribeiro Filho, que se confirmou hoje à tarde.

Repercussão

antonio_andradeO nome de Andrade mal tinha sido confirmado e já causava preocupação. O presidente da Sociedade Rural Brasileira(SRB), Cesario Ramalho da Silva, afirmou em nota que a nomeação gerava “preocupação e ansiedade” para o setor, já que o parlamentar “fatalmente será candidato em 2014”, e destacou a importância da pasta no gerenciamento de políticas de apoio e incentivo ao produtor, que “exigem alguém definitivo no cargo”.

O presidente da Leite Brasil, Jorge Rubez, também relacionou a indicação a uma “estratégia política”, tendo em vista as eleições de 2014. Segundo ele, a mudança não resultará, necessariamente, em melhorias para o setor. “Não vai melhorar a produtividade”, disse.

O presidente da União Nacional da Indústria e Empresas da Carne (Uniec), Francisco Victer, disse que “a capacidade política e a experiência em agronegócio” do deputado Antonio Andrade são “inquestionáveis” e aguarda uma boa gestão do político à frente da pasta. Segundo ele, por ser produtor rural e participar de um partido com “muita força política”, Andrade levará para o ministério “seu poder de negociação e a tradição mineira do agronegócio”. Veremos uma continuidade de bons trabalhos e que venham favorecer a cadeia da carne”, declarou Victer.

O presidente da Uniec ainda comentou que, dentre os assuntos relevantes para o segmento, estão pesquisas,avanços tecnológicos, sanidade, fiscalização e relações exteriores. “Temos que fazer tudo para melhorar e expandir a produção da cadeia da carne”, declarou.

Já o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Carlos Fávaro, disse estar otimista quanto à atuação do novo ministro. “Um pecuarista da bacia leiteira certamente terá sensibilidade para tocar o ministério”, disse.

As lideranças ressaltaram o comando de Mendes Ribeiro à frente da pasta, lembrando a luta do ex-ministro contra o câncer cerebral.

Perfil

Antônio Andrade é natural de Patos de Minas (MG). Engenheiro civil e produtor rural, entrou na vida pública em 1987, pelo PMDB, sigla pela qual se elegeu prefeito de Vazante, em Minas Gerais, e deputado estadual por três mandatos. Atualmente, cumpre o segundo mandato como deputado federal, onde preside a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.

De acordo com o site do deputado, as regiões de maior atuação política de Andrade no estado de Minas Gerais são o Noroeste de Minas, onde tem criações de gado gir leiteiro e girolando, alto paranaíba, triângulo mineiro e Centro Oeste.

Fonte: Scot Consultoria