Categorias
Agronotícias

Governo declara quarentena ao estado do Acre para conter doença do cacaueiro

Decisão significa que está proibido o transporte de frutos e plantas hospedeiros da praga para outros estados do Brasil, diz Ministério da Agricultura.

 

 

Governo declara quarentena ao estado do Acre para conter praga do cacaueiro — Foto: Mapa/Divulgação
Governo declara quarentena ao estado do Acre para conter praga do cacaueiro — Foto: Mapa/Divulgação

O Ministério da Agricultura declarou o estado do Acre como “área sob quarentena” para a praga que atinge as plantas e frutos de cacau, a chamada Monilíase do Cacaueiro (Moniliophthora roreri), que foi detectada pela primeira vez no Brasil no município de Cruzeiro do Sul, no mês passado.

A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (5).

A decisão significa que está proibido o transporte de frutos e plantas hospedeiros da praga para outros estados do Brasil.

“Essa é uma medida cautelar, que visa prover um maior suporte para as ações de fiscalização do trânsito de vegetais, executadas pelas Agências Estaduais de Defesa Agropecuária, com vistas a evitar a dispersão da praga para as áreas livres do país, principalmente para as áreas de cultivo de cacau e cupuaçu”, explica a coordenadora-geral de Proteção de Plantas, Graciane de Castro.

O status de “área sob quarentena” para todo o estado permanecerá vigente até que sejam concluídos os trabalhos de delimitação da área exata da ocorrência da praga e estruturadas as medidas previstas de prevenção e erradicação da praga previstas no Plano Nacional de Prevenção e Vigilância de Moniliophthora roreri.

No mês passado, um foco da praga foi detectado em área residencial urbana no município de Cruzeiro do Sul, interior do Acre.

Monilíase do cacaueiro

A monilíase é uma doença devastadora que afeta, principalmente, plantas do gênero Theobroma, como o cacau (Theobroma cacao L.) e o cupuaçu (Theobroma grandiflorum), causando perdas na produção e uma elevação nos custos devido à necessidade de medidas adicionais de manejo e aplicação de fungicidas para o controle da praga.

Essa é uma doença que atinge somente as plantas hospedeiras do fungo, sem riscos de danos à saúde humana.

O Ministério alerta que, devido ao seu potencial de danos às culturas, “é de fundamental importância a notificação imediata de quaisquer suspeitas de ocorrência da praga nas demais regiões do país às autoridades fitossanitárias locais.”

Na América do Sul, a praga já está no Equador, Colômbia, Venezuela, Bolívia e Peru.

Por: G1

Categorias
Agronegócio

AgroResidência leva capacitação para jovens estudantes em diversos estados do país

Atualmente, são 35 projetos no Nordeste, 15 no Norte, oito no Centro-Oeste, oito no Sudeste e dez no Sul.

Com o objetivo de capacitar jovens estudantes e graduados para atuarem no campo, o AgroResidência – Programa de Residência Profissional Agrícola, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), já está com diversos projetos em andamento pelo país. No total, 76 projetos de instituições de ensino foram selecionados no primeiro edital para desenvolverem atividades de qualificação técnica com 943 estudantes e recém-egressos dos cursos de ciências agrárias e afins.

A proposta é aproximar o universo acadêmico com a realidade do campo, contribuindo para a formação de profissionais capazes de dar respostas às demandas dos diferentes segmentos da agropecuária, e, ao mesmo tempo, promover o senso de responsabilidade ética.

Atualmente, são 35 projetos no Nordeste, 15 no Norte, oito no Centro-Oeste, oito no Sudeste e dez no Sul. Cada projeto leva em conta as características das atividades agropecuárias de cada região, potencial e necessidade.  “Enquanto no Tocantins estamos com projetos voltados para a cadeia produtiva do leite e para a pecuária de corte; no Sertão sergipano, um outro projeto trabalha com os jovens a otimização de sistemas de produção de milho e forragens e, no Rio Grande do Sul, as temáticas são as práticas agronômicas de manejo e conservação do solo, agricultura de precisão e outras”, explica o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo, Fernando Schwanke.

Em Minas Gerais, nos municípios de Viçosa, Lagoa Formosa e Conselheiro Lafaiete, quatro residentes já estão colocando em prática os novos conhecimentos. “As atividades são voltadas para nutrição animal, planejamento forrageiro e aumento de qualidade, com o propósito de ampliar a produção de leite e a rentabilidade do produtor”, destaca a professora orientadora Polyana Rotta.

Um dos residentes do projeto, Tarcis Raimundi, 25 anos, participa do AgroResidência desde janeiro deste ano. Formado em zootecnia pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), o jovem conseguiu um emprego após a experiência adquirida durante as atividades.

“Participar do projeto foi muito enriquecedor, pois pude colocar em prática as minhas habilidades e competências adquiridas durante a graduação. Além disso, estive inserido em um ambiente onde pude agregar ainda mais conhecimento e, com isso, atualmente estou empregado”, comemora.

Outro projeto que já está com os alunos em campo ocorre no município de Iguatu, no Ceará. Os dez residentes aprendem técnicas de agricultura de precisão e manejo racional da adubação e dos recursos hídricos, com o auxílio do geoprocessamento, sensoriamento remoto e machine learning.

“Buscamos abranger diversas atividades do meio agropecuário, como produção, serviços e indústria, trazendo unidades residentes parceiras que abrissem espaço aos novos talentos do agro. Ao mesmo tempo, fossem beneficiadas com o capital intelectual desses jovens profissionais”, ressalta o professor orientador Vinícius Calou.

Os participantes estão alocados em Unidades Residentes (UR) com grande vocação agropecuária, atuando diretamente em pequenas, médias e grandes propriedades, escritório de projetos de crédito rural, consultoria e assistência técnica, abate e processamento de carnes, execução e manejo de projetos de irrigação e de topografia e aerolevantamentos.

“O residente é beneficiado, principalmente, pela oportunidade de construção de sua carreira. As Unidades Residentes ganham na contratação de um profissional qualificado e preparado para a atividade. O professor orientador tem o privilégio de promover a extensão dos conhecimentos. E o agro, de maneira geral, ganha com a difusão de tecnologias, com o volume de negócios que são construídos devido ao auxílio dos residentes e com o desenvolvimento regional e de seu povo”, afirma o professor orientador.

Egresso do curso de agronomia da Universidade Federal do Cariri (UFCA), Luís Luna, 27 anos, participa do projeto no Ceará e destaca as oportunidades. “Políticas públicas como esta são de fundamental importância tanto para pequenos e médios produtores rurais, que muitas vezes não têm acesso à assistência técnica especializada, como para jovens, como eu, que necessitam de experiência para adentrar no mercado. O conhecimento prático, com certeza, servirá como base para o futuro profissional que estou construindo”.

No Pará, o projeto “Unindo a Teoria com a Prática” também iniciou as atividades, com nove residentes. Em unidades demonstrativas de campo, eles trabalham com manejo da soja e do milho, e vivenciam o dia a dia da assistência técnica agronômica.

O engenheiro agrícola e professor orientador, Eloi Gasparin, destaca a necessidade de mão-de-obra qualificada para atender a demanda de desenvolvimento agrícola crescente na Região Norte.

“A residência profissional agrícola vem com o objetivo de sanar lacunas que se fazem presentes e que se tornam obstáculos para que a região alcance números ainda maiores em termos de produtividade e desenvolvimento agrícola. Oferece para os alunos egressos um excelente complemento na sua formação, pela prática vivida na rotina do produtor, e, por consequência, fornece assistência técnica supervisionada ao produtor, que alcança maior produtividade pelo manejo adequado dos seus recursos naturais”, afirma Gasparin.

Graduada em agronomia pela Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), Jennifer Gomes, 24 anos, busca oportunidades a partir da residência.

“O AgroResidência vai colaborar com o aprofundamento dos meus conhecimentos práticos e teóricos, ampliando minhas possibilidades de atuação na minha área de formação, além de aumentar, significativamente, minha confiança como profissional”, explica a residente.

Quem também está animado com o início das atividades é o residente Nalbert Ramon, de 23 anos, formado em agronomia na UFOPA. “Minhas expectativas com o projeto são de vivenciar uma experiência real de trabalho, podendo acompanhar todos os processos, atividades e dificuldades do dia a dia no campo”, afirma.

Como funciona o AgroResidência       

Por meio de Editais de Chamamento Público, o Mapa seleciona propostas apresentadas por instituições de ensino de todo o país para a qualificação técnica dos estudantes. Após o processo de seleção, o resultado é divulgado no portal do Mapa.

Os interessados na residência profissional agrícola devem entrar em contato com as instituições de ensino escolhidas para obter informações sobre a seleção dos residentes. Cada instituição determina os próprios critérios e procedimentos de seleção, respeitando o estabelecido pelo Programa.

O AgroResidência é voltado para jovens, com idades entre 15 e 29 anos, estudantes ou recém-egressos de cursos de nível médio ou superior de ciências agrária e afins. Os estudantes deverão ter cursado todas as disciplinas e os egressos deverão ter concluído o curso há, no máximo, 24 meses – inicialmente o prazo era de 12 meses, mas foi ampliado devido à pandemia do coronavírus e deve seguir assim até dezembro 2021.

São custeadas as bolsas para residentes e professores orientadores, havendo a possibilidade, em alguns casos, de custeio de bolsa para coordenador técnico e administrativo. A política pública prevê, ainda, custos com a participação de residentes, professor orientador, técnico orientador e de colaboradores eventuais em reuniões, oficinas, seminários, congressos e afins.

São consideradas Unidades Residentes para a realização das atividades: fazendas ou unidades de produção, empresas do agronegócio, cooperativas, empresas de assistência técnica, nacionais ou internacionais, da administração direta e indireta, e a sociedade civil organizada.

A Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF) do Mapa, por intermédio do  Departamento de Desenvolvimento Comunitário, é responsável por coordenar as ações de implementação do AgroResidência, instituído por meio da Portaria nº 193, de 16 de junho de 2020.Os recursos federais para o programa totalizam R$ 17,1 milhões.

Por: MAPA

Categorias
Agronotícias

Ministério da Agricultura disponibiliza o plano de ações do Agro 4.0

O documento foi aprovado no começo do mês de abril pela Câmara do Agro 4.0, coordenada pelo Mapa e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

As estratégias digitais e ações para Incentivar soluções tecnológicas e acesso à internet no campo estão disponíveis no Plano de Ação para o período 2021-2024, publicado no site Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O documento foi aprovado no começo do mês de abril pela Câmara do Agro 4.0, coordenada pelo Mapa e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações (MCTIC), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

O diretor de Apoio à Inovação para Agropecuária, Cleber Soares, explica que há grande expectativa do setor agropecuário em relação à transformação digital.

“O plano norteia as prioridades em termos de políticas públicas para esse grande eixo estratégico que é a agricultura digital”.

O documento define prioridades e campos tecnológicos levando em conta a integração de importantes áreas como a conectividade, a agricultura e pecuária de precisão, os avanços em inteligência artificial, machine learningmineração de dados, realidade aumentada, cloud computing, big data, internet das coisas, computação holográfica e outras tecnologias.

“A agenda Agro 4.0 levará ao campo conectividade, informação qualificada, tecnologia e inovação, elementos essenciais para manter o Brasil como protagonista no Agro global”, diz o coordenador-geral de Inovação Aberta, Daniel Trento.

A importância do tema engloba ainda novos modelos de negócio, entendendo o contexto de inovações crescentes para gerar emprego e renda tanto para as empresas como para os produtores rurais.

Por: Ministério da Agricultura

Categorias
Agronotícias

Valor Bruto da Produção Agrícola deve atingir R$ 1,17 trilhão em 2021

Valor Bruto da Produção Agrícola deve atingir R$ 1,17 trilhão em 2021
 Legenda: Já o VBP da pecuária deve avançar 10,3% na comparação com o ano passado (Imagem: Jaelson Lucas/AEN-PR)

O Valor Bruto da Produção agropecuária (VBP) do Brasil deve atingir um recorde de 1,173 trilhão de reais em 2021, alta de 15,8% na comparação anual, impulsionado especialmente pelo forte desempenho do segmento agrícola, disse a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) nesta segunda-feira.

Segundo a entidade, a receita da agricultura terá elevação de 18,7% ante 2020, para 777,87 bilhões de reais, “reflexo da boa estimativa da safra de grãos” a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vê a produção 2020/21 em um recorde de 272,3 milhões de toneladas.

Apenas os grãos devem alcançar uma participação de 52,9% no VBP, projetou a CNA, também com efeitos da elevação nos preços da soja (33,5%), milho (28,8%), caroço de algodão (6,2%) e trigo (5,4%).

Já o VBP da pecuária deve avançar 10,3% na comparação com o ano passado, para 395,72 bilhões de reais. Para a confederação, o principal destaque do setor é a carne bovina, com aumento estimado de 19% no faturamento resultado de altas de 11,3% nos preços e de 6,3% na produção.

A CNA ressaltou em comunicado técnico que a boa produção no segmento pecuário está amparada pela firme demanda global por proteínas animais.

A China, principal cliente do Brasil no setor, tem feito grandes compras nos últimos tempos, especialmente diante dos impactos de problemas domésticos com a peste suína africana.

A estimativa da CNA para o valor bruto da produção dos setores agrícola e pecuário leva em conta dados de fevereiro. No mês anterior, com informações coletadas em janeiro, a entidade projetava o VBP deste ano em 1,142 trilhão de reais.

“Apesar de esta projeção ser levemente superior à estimativa referente a janeiro, a CNA ressalta que, no caso da agricultura, é importante acompanhar o desenvolvimento da segunda safra, uma vez que em grande parte do país ela está sendo plantada fora da janela ideal de plantio, o que pode ocasionar perdas”, alertou a confederação.

Os atrasos decorrem das condições de seca verificadas no período de plantio das safras de verão em importantes áreas produtoras do Brasil, que também registraram chuvas excessivas durante a colheita, encurtando a janela para semeadura das segundas safras de produtos como milho e algodão.

A projeção da CNA para o VBP é mais otimista do que a do Ministério da Agricultura pela estimativa de março, a pasta vê um resultado de 1,032 trilhão de reais em 2021, o que também seria uma marca recorde.

Por: Brasil Agro

Categorias
Tecnologia

Produtores querem ampliar conectividade da zona rural, hoje de apenas 23%

Produtores querem ampliar conectividade da zona rural, hoje de apenas 23%
Legenda: O assunto foi debatido em audiência pública realizada pelo grupo de trabalho da Câmara dos Deputados (Imagem: Paulo H. Carvalho/ Agência Brasília)

Produtores rurais querem garantir que o leilão de 5G no Brasil seja uma oportunidade de ampliar a baixa conectividade da área rural. Diretor de Inovação da Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Cléber Soares afirmou que hoje apenas 23% da área rural brasileira tem algum nível de conectividade e chamou atenção para o impacto que a conectividade poderia ter sobre o valor da produção agropecuária brasileira, estimada em R$ 1 trilhão para 2021.

“Se dobrarmos a conectividade no campo no território brasileiro, o impacto será em torno de 6.3% sobre o valor bruto da produção agrícola brasileira. Se chegarmos a 80% de conectividade no espaço agrícola brasileiro – não estou considerando nem 5G, mas 4G, 3G ou mesmo 2G – isso representa um impacto sobre o valor bruto da produção agrocpecuária brasileira de 10,2%”, disse.

O assunto foi debatido em audiência pública realizada pelo grupo de trabalho da Câmara dos Deputados que acompanha a implantação da tecnologia 5G no Brasil, nesta quinta-feira (18). O deputado Vitor Lippi (PSDB-SP), que pediu a audiência, concorda que a conectividade pode aumentar a produtividade no campo. “Embora estejamos falando sobre 5G, aproveitando o leilão, queremos abordar como ampliar a conectividade do campo também por meio de outros programas”, esclareceu.

Compromissos das empresas

O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Leonardo Euler, lembrou que a Anatel está “em vias” de realizar o leilão do 5G, cujo edital já foi aprovado pela agência. Ele esclareceu que, neste leilão, serão licitadas diversas faixas de radiofrequência para aprimorar os serviços de telecomunicações tanto de quinta geração (5G) quanto de 4G, incluindo a faixa de 700MHz, considerada ideal para a conectividade na área rural. O edital também prevê compromissos de investimentos da empresa, inclusive a ampliação da cobertura de 4G em pequenas localidades e a conectividade em rodovias.

De acordo com o presidente da Anatel, mais de 90% dos municípios e da população brasileira têm cobertura 4G, mas a cobertura é centrada nos municípios-sede. Entre 12 e 14 mil localidades não-sede, como vilas e povoados, estão hoje sem nenhum tipo de cobertura celular, nem mesmo de primeira geração. O edital deve contemplar a cobertura de 8 mil localidades. Entre os estados com menores percentuais de população coberta, estão estados do Nordeste, como Maranhão e Piauí.

Por: Brasil Agro

Categorias
Agronegócio

CNA e Embrapa lançam projeto para fortalecer regularização ambiental na agropecuária

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançaram nesta quarta-feira (10) o piloto do projeto PRAVALER. A iniciativa vai levar ao campo as pesquisas desenvolvidas pelo Projeto Biomas e outros conhecimentos e mostrar ao produtor como agregar sustentabilidade à produção e fortalecer a regularização ambiental das propriedades rurais.

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) disse que o PRAVALER chega em um momento crucial para implementação do Código Florestal Brasileiro. “Este dia vai ser lembrado como um marco nos nossos esforços da agricultura brasileira em promover o desenvolvimento sustentável, integrando a produção agropecuária com a conservação e o uso dos recursos naturais tão fartos do nosso país”.

Segundo a ministra, o avanço na agenda do Código Florestal é prioridade para o Mapa e o desafio neste momento é a qualificação dos dados declarados no Cadastro Ambiental Rural (CAR), por meio de ferramentas que irão dar celeridade ao processo de análise. “Acredito que nos próximos meses teremos a apresentação dessa ferramenta que vai dar aos estados condições de avançarmos na regularidade ambiental das propriedades rurais”, explicou.

Os estados e o Distrito Federal  são os entes legalmente responsáveis pela gestão local do CAR e devem implantar o Programa de Regularização Ambiental (PRA), que é um conjunto de ações para os proprietários rurais se adequarem e promoverem a regularização ambiental com vistas ao cumprimento do Código Florestal. A inscrição do imóvel rural no Cadastro Ambiental Rural (CAR) é condição obrigatória para a adesão ao PRA.

O presidente da CNA, João Martins, disse que a entidade pode colaborar para que os produtores façam sua regularização ambiental. “Podemos ser um facilitador, mostrar aos produtores rurais que um projeto como este vai mais do que fazer a regularização dele perante a lei, mas mostrar que é economicamente viável”

O PRAVALER é um dos resultados do Projeto Biomas, criado em 2010 para viabilizar aos produtores soluções para a proteção, a recuperação e o uso econômico e sustentável de propriedades rurais nos seis biomas brasileiros (Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pampa, Amazônia e Pantanal).

Participam do projeto o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), órgãos ambientais dos estados, federações representativas dos produtores e a Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ).

Por: MAPA

Categorias
Defesa Agropecuária

Aftosa: Brasil tem parecer favorável para novas zonas livres sem vacinação

Aftosa: Brasil tem parecer favorável para novas zonas livres sem vacinação
Aftosa: Brasil tem parecer favorável para novas zonas livres sem vacinação

O Ministério da Agricultura informou que os pedidos de reconhecimento do Paraná, do Rio Grande do Sul e do Bloco I (Acre, Rondônia e parte do Amazonas e do Mato Grosso) como zonas livres de febre aftosa sem vacinação, assim como do Paraná como zona livre de peste suína clássica independente, passaram pela avaliação técnica da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e receberam parecer favorável.

 “Diante desse resultado, os pleitos brasileiros foram recomendados para avaliação durante a 88ª Sessão Geral da Assembleia Mundial dos Delegados da OIE, que ocorrerá no período de 22 a 28 de maio deste ano, no formato virtual”, disse a pasta em nota ao Broadcast Agro. O prazo é de 60 dias para solicitar informações sobre os pleitos brasileiros, de forma a sustentar a votação durante a 88ª Sessão Geral.

O processo de transição de zonas livres de febre aftosa com vacinação para livre sem vacinação está previsto no Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (Pnefa), conforme estabelecido pelo Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa).

Por: Brasil agro.

Fonte: Broadcast Agro

Categorias
Agronegócio

Sem feiras agrícolas, pequenos e médios produtores sofrem prejuízo

A Fetag espera que o governo olhe com atenção para as agroindústrias familiares que dependiam desses eventos e crie uma linha de crédito.

Diversos eventos agropecuários já anunciaram cancelamento com o aumento no número de casos do novo coronavírus nos últimos meses. Isso comprometeu uma das principais fontes de receita dos produtores rurais. Só no Rio Grande do Sul, cinco feiras agropecuárias já foram canceladas.

O produtor Vanderlei Paulo Bini é proprietário de uma agroindústria familiar de embutidos e lácteos em Não-Me-Toque (RS) e, com o cancelamento de feiras regionais, reduziu ainda o faturamento na propriedade.

Foto: Vanderlei Paulo Bini/ Arquivo Pessoal

“Podemos dizer com toda certeza que em torno de 50% a 60% da nossa receita anual provém dessas feiras regionais porque elas agregam ao nosso produto e põem volume de produção, visto que nosso município é pequeno, então o comércio não absorve tudo o que a gente tem de produção”, diz.

Cristian Weber, também sócio de uma agroindústria na mesma cidade, conta que busca caminhos para compensar a perda com a receita que tinha quando participava das feiras agropecuárias. “O faturamento de uma feira gira em torno de 50% do mês da nossa agroindústria. Conseguimos dobrar o faturamento do mês em uma semana, o que contribui e muito para a sobrevivência e manutenção da empresa”, diz.

Foto: Cristian Weber/ Arquivo Pessoal

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS) espera que o Ministério da Agricultura olhe com atenção para as agroindústrias familiares e aprove com urgência uma linha de financiamento para evitar o fechamento de postos de trabalho no campo.

“Sem a ocorrência desses eventos, as empresas precisam buscar a comercialização alternativa. Seja através do sistema digital ou por tele-entrega diretamente ao consumidor. Contudo, pela distâncias dessas agroindústrias e até mesmo pelo produto, esse tipo de serviço não é totalmente viável. Esperamos que o ministério seja sensível e crie essa linha que vai trazer um alento aos nossos agricultores”, diz Carlos Joel da Silva, presidente da Fetag-RS.

Em 2020, a Expodireto Cotrijal, uma das feiras mais importantes e tradicionais, faturou mais de R$ 2,6 milhões. Foi o maior resultado dos últimos cinco anos. Mas a pandemia mudou os planos, mesmo com o protocolo da Covid-19 aprovado pelo governo do estado.

“Em 2022, vamos voltar com muita força. Teremos um novo modelo, um modelo híbrido, presencial e também virtual. Queremos dizer aqui com sentimento, mas com responsabilidade, nós vamos realizar no próximo ano a melhor e maior Expodireto de todas já realizadas”, afirma Nei César Manica, presidente da Cotrijal.

Neste cenário de incertezas envolvendo as feiras agropecuárias pelo Brasil, o presidente da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Leonardo Lamachia, diz que ideia é repetir o modelo de 2020 na Expointer, com animais de raças no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, com entrada limitada de tratadores e pecuaristas envolvidos com os julgamentos.

“Toda a programação como foi transmitida em 2020, será também transmitida pela plataforma em 2021. Nossa expectativa, inclusive, é melhorando a situação da pandemia, ampliar o número de participantes, quem sabe até teremos público externo podendo participar desta edição de 2021”, afirma Lamachia.

Para o coordenador da Comissão de Exposições e Feiras da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul, Francisco Schardong, as feiras de ovinos e terneiros estão acontecendo no estado com bons resultados e todos os cuidados necessários para evitar a Covid-19.

“A ovinocultura teve recuperação muito boa, já aconteceram três feiras grandes no Rio Grande do Sul, preços que mostram que a ovinocultura está em alta. Feiras voltadas à pecuária também estão acontecendo dentro dos protocolos estabelecidos com preços compensatórios, mostrando a recuperação do setor e um futuro promissor para a nossa pecuária nos próximos meses”, afirma Schardong.

Por: Canal Rural

Categorias
Agronotícias

Agricultura pede isenção de tarifa de importação para pneus de tratores

A solicitação do ministério da Agricultura se refere a dois modelos de pneus que não contam com fabricação nacional.

Ministério da Agricultura (Mapa) solicitou nesta segunda-feira, 1º, durante reunião ordinária do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) que o governo retire a tarifa de importação aplicada a dois modelos de pneus utilizados em tratores. Os pneus radiais agrícola de medidas 650/65R e 710/75R não são produzidos em território brasileiro, portanto a comercialização interna depende exclusivamente da importação.

De acordo com o secretário de comércio e relações internacionais do Mapa, Orlando Ribeiro, a expectativa é de que o pleito seja atendido. Desta forma, nesta terça-feira, 2, as isenções seriam oficializadas por meio de resolução publicada no Diário Oficial da União. No dia 20 de janeiro, cinco modelos de pneus para caminhão já receberam a isenção tarifária.

Porém, outros modelos de pneus para maquinários agrícolas também podem vir a ter as tarifas de importação zeradas nas próximas semanas. Ribeiro expôs que o ministério recebeu uma demanda do setor privado para conceder a isenção a outras dezenas de modelos de pneus que são importados, mas também contam com produção nacional.

“No caso dos pneus que já solicitamos a isenção, trata-se de inclusão em lista de ex-tarifário. Mas, para estes outros modelos, que tem produção no país, seria inclusão na LETEC [Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum]. Para fazer essa solicitação, é preciso apresentar uma nota técnica ao Gecex que mede o impacto desta medida para a indústria nacional, quais são os componentes, o preço do importado… É um estudo de fôlego”, explica o secretário.

De acordo com Ribeiro, este novo pleito só deve ser apresentado – caso seja verificada a viabilidade da medida – na próxima reunião ordinária do Gecex. Apesar de ainda não ter data marcada, ela deve ocorrer no final de fevereiro.

Por: Canal Rural

Categorias
Soja

Brasil precisa diversificar exportações de soja para além da China

Brasil tem que buscar novos mercados e diversificar suas vendas externas de soja, hoje muito concentradas na China, defendeu nesta sexta-feira a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, durante entrevista transmitida online.

“No caso da soja, hoje a gente exporta 80% para a China. Nós precisamos diversificar isso mais, então nós estamos aí conversando com muitos países”, afirmou.

“A soja brasileira é muito boa, porque ela tem mais óleo que a soja produzida em países temperados, então ela é mais produtiva, rende mais. Temos aí grandes oportunidades”, acrescentou a ministra, sem dar mais detalhes.

Os comentários vieram enquanto a ministra destacava esforços para abrir novos mercados para os produtos agrícolas do Brasil em geral.

“Estamos abrindo novos mercados, em países que nunca tínhamos exportado e também produtos que a gente nunca tinha exportado”, disse.

Fonte: Brasil agro