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Saiba o passo a passo para cuidar do pasto como lavoura

Confira dicas para tratar as pastagens como uma cultura perene na fazenda.

A gramínea forrageira é uma cultura perene, mas precisa de cuidados para que o capim possa expressar essa longevidade e também se desenvolver adequadamente para oferecer ao gado uma nutrição de qualidade. “Tratar o pasto como lavoura é essencial para produção da forragem”, afirmou Edson Ciocchi, que é engenheiro agrônomo de campo para pastagem da Corteva Agriscience, em entrevista ao programa Pasto Extraordinário, que vai ao ar pelo Canal do Criador.

Sendo assim, Ciocchi apresentou um passo a passo para que os pecuaristas possam cuidar da fertilidade do solo e implementar as pastagens corretamente. “Pra nós tratarmos o capim como cultura devemos realizar um planejamento antes da implementação dessa pastagem. Nós devemos realizar a análise de solo de forma criteriosa”, instrui o agrônomo.

A análise de solo precisa ser feita de forma homogênea para obter uma boa representatividade do pasto. De acordo com Ciocchi, o ideal é a realização da coleta de pelo menos 20 amostras, de 0 a 20 cm, a cada 20 hectares. Esta análise é importante para calcular a quantidade de calagem necessária para corrigir o PH do solo e também de adubação, tanto de correção quanto de manutenção.

Outro aspecto fundamental nesta etapa de planejamento é a escolha da planta forrageira de acordo com o tipo de solo da propriedade. “Se eu tenho um solo arenoso de mais baixa fertilidade, devo escolher uma espécie menos exigente em fertilidade. Se eu tenho um solo mais argiloso e de maior fertilidade, posso escolher uma espécie que seja mais exigente em fertilidade com maior produtividade”, aconselha Edson Ciocchi.

A escolha das sementes também não deve ser negligenciada. “É essencial comprar sementes de qualidade, de empresas certificadas, livres de contaminação de plantas daninhas ou até mesmo de outros cultivares”, indica o engenheiro agrônomo.

Além da análise de solo, da escolha adequada da forrageira e da utilização de sementes de qualidade, outro ponto importante a ser observado é o momento de realizar a semeadura. De acordo com Edson, a melhor época são os meses de novembro e dezembro, por conta das chuvas.

Manejo do pasto

Por fim, para cuidar do pasto como lavoura, o agrônomo da Corteva Agriscience lembra que depois de estabelecida a pastagem, é importante equilibrar a quantidade de animais à capacidade de nutrição do pasto. “No manejo de pastagens nós temos sempre que ter o equilíbrio entre a produção da forrageira e a nossa pressão de pastejo. Ou seja, a quantidade de animais, peso vivo, por área a ser consumida”. Ele também orienta o produtor a avaliar o consumo de capim pela altura de entrada e saída da planta utilizando alguns exemplos. “Em brachiaria, geralmente, a gente entra [com a planta na altura] de 40 a 50 cm e sai de 20 a 25 cm. Desta maneira nós preservamos parte do sistema foliar da forrageira pra que no período de descanso ela possa produzir novamente a forragem a ser pastejada”, diz Ciocchi.

“Os nossos bois são as colheitadeiras que colhem o nosso capim, devemos direcionar pra fazer da melhor forma possível essa colheita”, avalia o engenheiro agrônomo, que complementa a afirmação dizendo ainda que seguir essas orientações também ajuda no controle de plantas invasoras. “Quando eu tenho um manejo de qualidade e um solo bem corrigido, a incidência de plantas daninhas nessa área será menor”, finaliza Edson Ciocchi.

 

Por: Canal do Criador

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Pecuária

Pastos para vaca de leite não são todos iguais

Para melhor rendimento das fêmeas é importante respeitar o seu momento reprodutivo oferecendo pastagem específica para suprir todas as suas necessidades nutricionais.
Pastos para vaca de leite não são todos iguais

O Brasil tem boa parte de seu rebanho leiteiro mantido em sistemas de criação extensivo, sendo o pasto a única fonte de alimento para as vacas, em muitas ocasiões. Nos últimos anos, o uso de pastagens para produzir leite ganhou maior relevância entre pecuaristas pelo fato de ser um método mais rentável diante da alta de outros insumos utilizados na alimentação.

Mas, para que traga benefícios, a pastagem deve ser cuidadosamente escolhida, levando em conta a produtividade e as necessidades da forragem, mas sem se esquecer das exigências e particularidades das suas categorias produtivas da pecuária de leite.

“Cerca de 70% dos custos com a pecuária leiteira estão relacionados à alimentação dos animais, por isso é importante saber quais os tipos de capim que melhor se adequam às condições climáticas regionais, ao volume de produtividade e que supram as necessidades energéticas, de vitaminas, proteínas e minerais do rebanho”, diz a engenheira agrônoma, Andreza Cruz, técnica em sementes da Soesp.

Diante disso, fica a questão: qual é o melhor pasto para a vaca de leite tomando como base sua categoria produtiva? De acordo com a especialista, a escolha da cultivar deve se basear nas características climáticas da propriedade, solo e na categoria produtiva. “Especificamente para o último aspecto, o manejo nutricional deve ser estabelecido de acordo com cada uma das etapas de vida do animal, tais como vacas em lactação; vacas secas; bezerras e novilhas”, acrescenta.

Bezerras 

As bezerras, por exemplo, devem receber tratamento específico e uma pastagem de excelente qualidade, principalmente porque estão na fase de crescimento e desenvolvimento, além de representarem o futuro da produção. Neste caso, elas devem ser colocadas em uma pastagem que tenha um capim mais mole e com pouco talo, sem perigo de danos físicos com talos, caracterizado por elevados teores de proteína, baixos teores de fibra, boa digestão e boa aceitação: Panicum Massai, Panicum BRS Tamani, Brachiaria BRS Piatã e Brachiaria Marandu.

“O BRS Tamani seria a melhor opção, pela mais alta qualidade e porte baixo, poucos talos, porém ele é mais exigente em fertilidade, além de diminuir mais a produção em época de seca, diferente dos capins Piatã e Marandu, que são mais adaptados nesse quesito”, diz a engenheira agrônoma. “Vale reforçar que, assim como ocorre com os bezerros de corte, tanto a Brachiaria decumbens quanto a Brachiaria humidicola não devem ser utilizadas para bezerras leiteiras, pois são capins hospedeiros do fungo Pithomyces chartarum, causador de casos de fotossensibilização”, completa.

Vacas em lactação 

Já as vacas em lactação precisam estar nas melhores pastagens, pois serão elas as verdadeiras produtoras de leite e bezerras, ou seja, quanto melhor for o pasto para ela, em produção, melhor será a qualidade e o volume do produto (leite e matrizes). Neste caso, algumas indicações de capins são: Panicum maximum BRS Quênia e o Panicum maximum BRS Zuri.

Segundo a técnica em sementes da Soesp, essas duas opções são interessantes pois têm maior potencial de acúmulo de proteína com alta produtividade, o que está diretamente ligado a qualidade do leite, gerando melhores resultados. “Somente o cuidado é com o manejo, principalmente o Zuri ou Mombaça, que podem facilmente passar da altura ideal de entrada (70 e 85 cm respectivamente) e formar talos, podendo causar danos aos animais e diminuir a eficiência de pastejo. O Quênia já não tem esse problema, pois produz bem menos talos, portanto, seu manejo é facilitado, porém é importante reforçar que o capim passado trará desuniformidade à pastagem e, consequentemente, menos lucros para o bolso do produtor”, afirma.

Ela acrescenta ainda que Piatã e Marandu também apresentam bom potencial para a produção de leite, podendo suportar uma boa lotação de vacas no período seco, sendo uma opção para esse período que os Panicuns não respondem tão bem. “Caso haja a oportunidade de fazer uma irrigação na área de Panicum spp eles irão responder muito bem enquanto tiver temperaturas altas, caso a região tenha um frio intenso em algum período, a irrigação não será eficiente, tendo que ser bem planejada para maior retorno do investimento”, diz a engenheira agrônoma.

Vacas secas

Por fim, quando comparadas às vacas em lactação, as secas têm 1,5 a 2 vezes menos exigências nutricionais, pois estão em um momento de descanso e recuperação. Assim, caso haja a necessidade de priorizar alguma categoria, elas podem ficar no final da fila, fazendo o repasse na pastagem, por exemplo.

Neste período, é ideal que a vaca não perca nem ganhe peso em excesso, estando pronta para a próxima lactação. “Algumas opções são pastos de Brachiaria spp. ou Massai, que têm relativamente menor qualidade nutricional, lembrando que todos os pastos têm que estar adaptados a todo o sistema e não somente à categoria animal”, finaliza a profissional.

Por: Portal do Agronegócio

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Bate Papo rb

Confinamento a pasto é possível?

 

 

Nesse Bate Papo conversei com o Zootecnista Clayton Carvalho para entender um pouco mais sobre confinamento a pasto. 

É possível? Quando falamos em confinamento logo pensamos em regime fechado. Não é mesmo? Olha só o que ele e a Intergrãos tem realizado com os clientes na região do PA.

Entrevistado: Clayton Carvalho

Produção e Apresentador: Rodrigo Fraoli

Edição: Anderson Rocha

 

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Pecuária

Posso economizar na ração de engorda usando mais cevada na dieta do gado?

cevada-como-suplemento-para-gado-de-corte-materia-seca-teor-proteico-como-usar

O pecuarista Leonardo Piana, da região de Marechal Floriano, no Espírito Santo, contou em mensagem ao Giro do Boi que trata sua garrotada a pasto e sal mineral com um suplemento de cevada. Na engorda, a cevada continua sendo servida junto a uma ração. Sua dúvida é se ele pode aumentar o volume de cevada servida ao gado, economizando com esta ração.

O pecuarista foi atendido no quadro Giro do Boi Responde desta segunda, 22, pelo zootecnista Caio Vargas, consultor técnico da Trouw Nutrition.

O especialista explicou o conceito da suplementação para o gado e quais os valores nutricionais da cevada. “O que a gente define como suplemento? É tudo aquilo que pode ser fornecido diretamente aos animais que possa melhorar o balanço nutricional. Quanto à cevada, nós temos basicamente dois tipos. Tem a cevada que é resíduo úmido de cervejaria, que é um material que pode ter entre 15 a 20% de matéria seca, então é um alimento bem úmido e tem um teor proteico na casa dos 20 a 25%. E nós temos também o grão de cevada, que é o grão seco. É um material que tem matéria seca bem mais alta, acima dos 80%, e um teor proteico médio, na faixa de 14 a 16%”, especificou.

O consultor alertou quanto ao uso da cevada úmida por conta do alto volume a ser fornecido para cumprir o objetivo de desenvolver a garrotada.

“Eu acho válido ressaltar que no resíduo úmido de cervejaria, como a gente tem uma alta umidade nesse material, nós precisamos fornecer grandes quantidades para o animal para ter o mesmo objetivo na comparação com o fornecimento do material seco, porque o que vai realmente contribuir para o desempenho do animal é o teor de matéria seca. […] Se a gente der 1 kg do resíduo úmido de cervejaria, nós estaremos dando em torno de 200 a 250 gramas de matéria seca deste produto”, atentou.

No caso do fornecimento da cevada úmida da cervejaria, a operação do suplemento deve ser bem ajustada para evitar prejuízos. “Outro ponto que a gente tem que tomar cuidado é que como vamos fornecer grandes quantidades, temos que nos atentar à linha de cocho para esses animais e também à questão de estocagem desse material dentro da propriedade. A cevada contribui desde que a propriedade esteja próxima ao local que fornece esse material, para a gente ter também uma economia em frete e a questão de logística de fornecimento e chegada do material novo para que isso não estrague dentro da fazenda”, ponderou.

Vargas também comentou se o produtor pode economizar com a ração de engorda da garrotada fornecendo somente a cevada. “Ela até ajuda. Ela vai contribuir com um pouco de teor proteico para o animal. Mas eu vejo da seguinte forma: se nós colocarmos ela dentro do balanço nutricional, então formular uma dieta e usá-la na formulação de uma dieta com algum outro material, nós podemos incrementar os ganhos. De repente, se usar para fazer um proteico energético ou algum outro material do tipo, a gente consegue agregar, sim”, disse o zootecnista, sugerindo sua combinação dentro de uma dieta especialmente formulada para os animais em terminação.

Para potencializar o consumo da cevada, o consultor de uma dica. “Uma dica que eu daria é talvez fornecer esse suplemento nas horas mais quentes do dia. Às 10h da manhã, às 15h, para que a gente não tenha o efeito substitutivo, ou seja, para que o animal não consuma o suplemento e deixe de consumir capim”, explicou.

“Pode, sim, usar a cevada na fazenda. Tem que fazer as contas de custos do transporte desse material porque, a cada tonelada, nós estamos transportando 200 quilos de matéria seca e 800 quilos de água. Então tem que tomar esse devido cuidado e também questão de armazenagem”, resumiu.

O zootecnista também lembrou da importância de consultar um profissional da área para não prejudicar o desempenho dos animais. “Ademais, consulte sempre um nutricionista que possa te ajudar, possa fazer um balanço entre partes energéticaproteicamicro e macrominerais e, de repente, algum aditivo que possa potencializar o desempenho dos animais”, concluiu.

Confira a resposta completa de Caio Vargas ao pecuarista capixaba:

Foto: Luiz Eichelberger / Reprodução Embrapa

Por: Giro do boi

 

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Bate Papo rb

Os segredos da manutenção em cercas elétricas rurais

 

 

Em conversa com Ernesto Coser Netto, gerente de cercas elétricas da Datamars – true-test, falamos sobre um vídeo que postei no Instagram e deu o que falar.

Postei o vídeo como sendo no Alabama, EUA e mesmo com várias pesquisas nas redes ainda postei errado. O vídeo foi na Argentina e ele falo com detalhes como é o sistema de manejo lá.

Netto falou também sobre os segredos de manutenções das cercas elétricas e que todo mundo não usa esse sistema por causa desse simples detalhes e é muito mais simples resolver.

Assista até o final. Confira!!!

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Pastagem

Plantio da pastagem: 4 etapas essenciais

Em um sistema produtivo a pasto o desafio é sempre oferecer a melhor forragem possível para os animais, seja de produção de leite ou carne. Para isso existem uma série de cuidados a se tomar, mas tudo começa com um bom programa de estabelecimento de forragem.

 

 

Confira abaixo as etapas:

Etapa 1: Inventário das pastagens da propriedade

Essa etapa serve para decidir quais as pastagens que serão estabelecidas na próxima estação chuvosa. Recomenda-se que essa etapa seja realizada sempre no último mês de chuvas em uma determinada região.

Etapa 2: Medição da área

Uma vez escolhida a área que será estabelecida, faz-se sua medição, visando fazer um mapa com a área exata, importante para fazer todo um planejamento do orçamento econômico, operacional, de máquinas, veículos e de mão de obra.

Etapa 3: Amostragem de solo

Ainda no último mês de chuva da região, depois de escolhida e mapeada a área, faz-se a amostragem de solo das camadas de 0-20 e de 20-40 centímetros de profundidade.

Essa amostra deve ser enviada para um laboratório idôneo, onde é feita a análise do solo e um técnico especialista em nutrição de planta forrageira vai interpretar os resultados da análise de solo e fazer as recomendações de correção e adubação.

Começando no último mês de chuva na região, no segundo mês já é possível estar com as análises de solo prontas. Além disso, já se conhece a propriedade e já se estudou as condições ambientais com a finalidade de escolher as espécies forrageiras que mais se adaptam àquelas condições do ambiente.

Etapa 4: Planejamento

Nessa etapa, faz-se a cotação de todos os insumos, de corretivos, adubos, de sementes, inseticidas, fungicidas, de herbicidas, e assim por diante.

Então, começa a execução do programa.

Por: Milkpoint
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Embrapa

Descubra a importância da sombra na pecuária

O bem-estar animal está cada vez mais sendo discutido pelos especialistas em pecuária. Por meio de estudos, tem se comprovado que maus tratos só traz prejuízos para a produtividade. E quando citamos maus tratos, falamos não apenas sobre possíveis ações de violência que ferem os animais, mas também a falta de atitudes que podem levar os bovinos a qualquer tipo de sofrimento. E o excesso de calor é um deles. Com isso, vamos focar na importância da sombra na pecuária.

Ter uma propriedade com estrutura adequada e adaptada para atender as necessidades dos animais é uma obrigação do produtor. Não importa o sistema adotado: pasto ou confinamento. O gado precisa ter conforto e condições ideias para o desenvolvimento saudável.

Pode parecer um mero detalhe, mas quando os bovinos passam por calor excessivo, o chamada estresse térmico, perdem produtividade, e consequentemente, sofrem impacto no ganho de peso, no caso do gado de corte e na produção e leite, no caso das vacas.

Um bom exercício é conferir os locais onde os bovinos se abrigam do sol forte e se eles têm essa possibilidade. Algumas alternativas podem aliviar essa possível estresse.

A importância da sombra na pecuária 

A Embrapa, uma das principais entidades do agronegócio no país e que promove estudos e pesquisas na área, ressalta que vacas que têm acesso à sombra, rendem quatro vezes mais embriões do que as que ficam expostas ao sol. Sem contar no aumento da produção de leite que pode chegar a 33%. Esse estudo foi feito com bovinos da raça Gir Leiteiro.

Quando o bovino fica exposto a altas temperaturas, acaba ficando estressado. Isso proporciona alterações fisiológicas até na respiração e no aumento da temperatura corporal. O resultado é um menor consumo de matéria seca, queda na produção e na qualidade do leite, impactos negativos na ruminação e no índice reprodutivo. Então, amigo pecuarista, caso você atue com estação de monta, já pode se adequar para ter novos animais na propriedade.

O gado de corte também sofre impactos não só na produtividade, mas também na reprodução. Existe a possibilidade de desidratação, sendo a água, um dos elementos principais da pecuária.

Como promover sombra para o gado 

ILPF

A Integração lavoura pecuária floresta é uma boa opção. No estudo da Embrapa citado anteriormente, as vacas ficaram 33 meses em sob a sombra de árvores de eucalipto. Já pensou em atuar em outra produção, além da pecuária. É uma boa forma de preservar o meio ambiente e amenizar o clima.

A ILPF é uma boa alternativa para sombra na pecuária. – Foto: Bruno Bueno

Corredores agroflorestais 

Segue a linha de plantio de árvores no pasto. Se for começar o zero, pode escolher árvores frutíferas para que as pessoas que atuam na propriedade possam usufruí-las. É uma outra alternativa para promover sombra na pecuária.

Sombra na pecuária: Galpões 

Construir galpões para abrigo do sol forte pode ser uma boa solução, caso sua propriedade não tenha estrutura para árvores. Caso essa opção seja a escolhida, fique atento nos materiais para que não seja um ambiente abafado. O ar deve circular e só o teto é suficiente.

Fonte: EMBRAPA

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Agricultura

Bioestimulantes potencializam a produtividade em pastagens

Um dos temas das lives “DM em Campo” foi a produtividade das pastagens e o uso de bioestimulantes

A Fertiláqua, um dos maiores grupos de nutrição, fisiologia de plantas e revitalização de solo, tem realizado semanalmente transmissões online com representantes do seu corpo técnico e especialistas do agronegócio para debater principais pontos da agricultura e auxiliar os produtores com dicas e orientações que, até então, eram dadas no campo.

Um dos temas das lives “DM em Campo” foi a produtividade das pastagens e o uso de bioestimulantes. O especialista convidado foi o pesquisador do Instituto de Zootecnia SAA/SP, Waldssimiller Teixeira Mattos, e a mediação do gerente de desenvolvimento de mercado da Fertiláqua, Deyvid Bueno.

O Brasil é um dos maiores exportadores de carne bovina e, por isso, a pecuária tem grande relevância na economia.  Para Mattos, a pastagem necessita ser valorizada e tratada como uma cultura de importância, assim como outras como milho, café ou batata. A quantidade de gramínea disponível na pecuária é imensa e cada uma pertence a um gênero e espécie, e possui uma exigência e uma maneira diferente de se desenvolver.

Assim como em outras culturas, quando o produtor deseja implantar uma pastagem é necessário conhecer o ambiente, a condição climática local, o índice pluvial e de temperatura, a possibilidade de geada e a ocorrência de pragas.

Em relação ao solo, precisa avaliar a profundidade, a estrutura e a textura do solo, topografia, susceptibilidade a erosão, culturas de coberturas anteriores, possibilidade e duração de encharcamento.  O ideal é que o agricultor faça uma amostragem do solo para saber quais as condições e determinar quais nutrientes estão em falta e a necessidade de calcário para correção de acidez e o uso de fertilizantes, além de tomar algumas decisões sobre o que implantar, qual cultivar escolher e qual a finalidade do pasto em questão.

Segundo o pesquisador, o objetivo maior da pastagem é produzir a maior quantidade possível de forragem. O produtor deve se atentar a fertilidade e a nutrição, se não a pastagem entra em degradação nutricional e física de solo, um dos grandes problemas do país.

O uso de bioestimulantes em pastagens, cada vez mais comum, tem o objetivo de potencializar a produção. Bioestimulantes são produtos ou substâncias que estimulam processos naturais do vegetal como absorção de nutrientes e tolerância a estresses abióticos.

Um sistema muito utilizado no Brasil é a rotação de pastagem com bovino de corte. Mattos dá uma dica importante para o produtor para que a planta chegue ao período seco em melhores condições. “Tem que usar uma estratégia de adubação. Um pouco menor durante as águas e, quando estiver no final deste período, aumentar o nível de adubação. Assim, quando iniciar o período de seca, ainda há umidade no solo e irá produzir por mais um pouco de tempo. Se o pico da seca for em agosto ou setembro, quando voltar a chuva, a planta vai se recuperar mais rápido”.

No caso do manejo no período chuvoso, o uso do bioestimulante aumenta a superfície e a massa radicular, visando obter uma pastagem bem formada e no futuro maior volume de matéria seca e enraizamento.

“Nutrientes como nitrogênio, fósforo, enxofre e potássio são imprescindíveis para uma boa pastagem e necessitam ser repostos, uma vez que gramíneas extraem grande quantidade de nutrientes. O melhor caminho é por meio, novamente, dos bioestimulantes”, esclarece Mattos.

Fonte: Agrolink

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Nutrição Animal

Nutrição bovina precisa ser readequada durante a seca

Especialista destaca alternativas de alimentação para o gado durante o período entre março e outubro

A seca é o período mais temido pelos pecuaristas. Independentemente do tamanho do rebanho ou do tipo de pecuária, corte ou leite, a queda da produção é evidente durante os meses de pouca chuva. O ideal, destaca José Carlos Ribeiro, consultor da Boi Saúde – Pecuária Inteligente, é preparar o organismo do gado desde o período das águas para evitar ao máximo a perda de peso. “Porém, caso o produtor não tenha se atentado, é possível reverter esse quadro na alimentação dos animais”, afirma.

Segundo José Carlos, na seca, se os animais apresentarem sintomas como redução de apetite e baixa produtividade, podem estar com necessidade de adequação na alimentação. Para reverter este quadro, diz ele, algumas medidas podem ser tomadas, como, por exemplo:

Pasto: é importante ter pasto no período de seca, mesmo que seco, pois ele representa até 90% da matéria seca ingerida pelo gado. E para isso o produtor precisa conhecer quais são as propriedades que o solo do seu terreno é rico e pobre. A deficiência de nutrientes como fósforo e cálcio pode afetar diretamente a reprodução para o próximo ciclo das águas. Algumas vigilâncias sanitárias locais oferecem o serviço de análise de solo, além de empresas particulares. Uma boa estratégia é vedar 30% da pastagem ainda no período das águas, para ser liberada no início da seca. Outra medida importante é preparar seu pasto com forrageiras resistentes como Avena (sativa), milheto (Penisetum americanum), sorgo forrageiro (Sorghum vulgare).

Sal proteinado: é o principal aliado do produtor no cocho. Essa proteína aliada a ureia e aditivos é responsável por manter o ganho de peso do gado também no período de seca. Além de minerais e a própria proteína, esse tipo de sal é rico em cálcio, ferro, zinco, fósforo, vitaminas A e E.

Moringa: planta originária do norte da Ásia, de alto teor nutritivo, composta por Vitaminas (A e C), Sais minerais; Proteínas; Ferro; Potássio; Aminoácidos; Tem ação anti-fúngica; anti-viral e anti-inflamatória. É resistente às pragas e atinge o ponto de corte com seis meses de cultivo. Deve ser triturada e armazenada em sacos. Após desidratá-la, pode ser incluída no cocho.

De acordo com José Carlos, estas são medidas simples que ao serem implementadas aos poucos, não trarão custos altos com impacto financeiro nos negócios. “A principal dica é a prevenção, o quanto antes o produtor estiver preparado para a seca, evitará a redução de peso, do rendimento de carcaça e produção de leite, alavancando sua lucratividade.”

Fonte: Universo Agro

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Mercado pecuário

Indústrias grandes compram e se retraem, esfriando a @ do boi; as de menor porte conseguiram alongar um pouco as escalas

R$ 144,50 é a @ verificada pela Radar nesta quinta (15) em SP. Boi magro sem ágio, indicando que o confinamento de 1º giro não está no radar, inclusive pelo encarecimento da ração.
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=nGGJDrpEpxg]

Os pecuaristas estão segurando os animais no pasto, devido às condições climáticas que favorecem as pastagens. Com isso, as grandes indústrias tiveram dificuldade em formar lotes, na qual tinham que pagar a mais pela a arroba e assim, as referências oscilaram muito no mercado do boi.

Segundo o analista da Radar Investimentos, Douglas Coelho, os frigoríficos de menor porte conseguiram alongar as escalas de abate até o fim da próxima semana. “Desde começo do ano, as programações de abate encurtaram em torno de três dias úteis. E hoje, podemos ver uma elevação nas escalas em São Paulo e ficaram próximas de 3.7 dias e gera um conforto na aquisição de matéria prima”, ressalta.

Diante desse cenário, as cotações de queda do frango e do suíno estão dificultando a competitividade com a carne bovina no atacado. “Após a operação trapaça, houve uma mudança drástica no mercado dos granjeiros, em que os custos de produção subiram bastante”, destaca.

De acordo com o levantamento da Radar Investimentos, as referências para hoje (15) a arroba no estado de São Paulo está sendo cotada a R$ 144,50 a vista e livre de impostos. No caso do boi magro está sem ágio e as referências para os grãos estão elevados.

“É sempre importante o pecuarista e o produtor de grãos ficarem informados sobre o que está acontecendo no mercado, principalmente no futuro. E aproveitar a bolsa como uma ferramenta estratégica para travar uma parcela da produção”, finaliza.

Fonte: Noticias Agrícolas