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Exportações FAEPA/CNA/SENAR Pecuária

Senado volta ameaçar a exportação de gado vivo no País

Para debater esse assunto e mostrar a importância desse mercado, o DBO Entrevista desta segunda, 20, conversou com Carlos Fernandes Xavier, presidente da Faepa e Lincoln Bueno, presidente da Abeg.

No início deste mês de setembro a proibição do comércio internacional de boi em pé voltou à tona no País, através de uma sugestão legislativa no Senado. A repercussão foi negativa no setor de pecuária brasileiro, gerando inúmeras críticas de entidades de criadores e genética animal.

O fato é que não é a primeira vez que os congressistas se posicionam contra esse mercado. Desde 2018, um projeto de lei tenta proibir esse comércio, que no ano passado movimentou US$ 217,2 milhões.

Para debater esse assunto e mostrar a importância desse mercado, o DBO Entrevista chamou para a roda de conversa Carlos Fernandes Xavier, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa) e Lincoln Bueno, presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Gado (Abeg).

A exportação de bovinos vivos é liderada pelo Pará. Na última década, o Estado respondeu por 83% dos embarques de bovino vivo. É seguido por Rio Grande do Sul e São Paulo. Será que é possível esse mercado se reerguer e mostrar que está alinhado com todas as diretrizes de bem-estar animal? Confira na nossa roda de conversa!

Por: Portal DBO

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Agricultura

Produção de grãos na safra 2020/21 deve chegar a 252,3 milhões de toneladas

Apesar da diminuição na produção total da safra, a soja deve ter uma produção recorde estimada em 135,9 milhões de toneladas.

A produção da atual safra brasileira de grãos deverá chegar a 252,3 milhões de toneladas. A estimativa foi divulgada nesta quinta-feira (9) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no 12º Levantamento da Safra de Grãos 2020/21. Em comparação com a safra passada, houve uma redução de 1,8%.

“Esta foi a safra mais difícil dos últimos 30 anos que nós tivemos no país. Chuvas tardias no início do plantio, chuvas na colheita, secas, geadas, pragas. Mas mesmo assim tivemos recordes em algumas produções”, ressaltou o diretor-presidente da Conab, Guilherme Ribeiro.

Apesar da diminuição na produção total da safra, algumas culturas apresentam crescimento. É o caso da soja, que deve ter uma produção recorde estimada em 135,9 milhões de toneladas, aumento de 8,9% em relação à safra 2019/20.

Outra cultura com número positivo é o arroz, que nesta safra tem produção estimada em 11,75 milhões de toneladas, 5% superior ao volume produzido na temporada anterior.

Já para as culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada, trigo e triticale), a projeção é de aumento de 13,1% na área plantada. O destaque é para o trigo, que apresenta um expressivo crescimento na área de 14,9%, chegando em torno de 2,69 milhões de hectares. A estimativa atual é de uma produção de 8,15 milhões de toneladas.

Entre as culturas que devem apresentar redução na produção estão o milho, com produção total de 85,75 milhões de toneladas, volume 16,4% menor do que em 2019/20. Outro é o feijão, com produção total estimada em 2,86 milhões de toneladas, 11,4% menor que a obtida na safra anterior.

Exportação

O algodão em pluma e a soja seguem com cenário positivo no mercado internacional. A previsão é de que sejam exportadas 2,1 milhões de toneladas de fibra de algodão e aproximadamente 83 milhões de toneladas de soja neste ano.

Por outro lado, foi reduzida a previsão do volume exportado de milho. A expectativa é de que as vendas do produto no mercado externo caiam 37%. A projeção de importação está mantida em 2,3 milhões de toneladas.

Este é o último levantamento para esta safra 2020/2021. A partir de outubro, a Conab reinicia o ciclo e passa a contabilizar os números da próxima colheita no país.

Próxima safra

O Governo Federal prevê R$ 251,22 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional na safra 2021/2022. O valor reflete um aumento de R$ 14,9 bilhões (6,3%) em relação ao Plano anterior.

“Os dados de contratação de crédito rural nos dois primeiros meses, assim que foi anunciado o plano safra, já ultrapassaram os R$ 64 bilhões. As operações de custeio estão 25% mais fortes do que no ano passado, são R$ 36 bilhões. Nos investimentos, as tomadas de recursos somaram R$ 18,3 bilhões nesses dois primeiros meses, tendo uma alta de 61% em relação ao ano passado. As premissas para uma boa safra estão dadas”, destacou o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Abastecimento, Guilherme Bastos.

Por: Governo do Brasil

 

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Confinamento

PA: Confina Brasil comprova cuidado com bem-estar animal e uso de tecnologias

A iniciativa da Scot Consultoria (Bebedouro, SP) tem como objetivo levantar dados da produção intensiva de bovinos de corte no País em mais de 120 propriedades.

 

O engenheiro agrônomo Eduardo Henrique Seccarecio, analista de mercado da Scot Consultoria – idealizadora do Confina Brasil – visitou nesta semana propriedades no Estado do Pará.

A iniciativa da consultoria paulista tem como objetivo levantar dados da produção intensiva de bovinos de corte do País, a partir do mapeamento de 40% do gado confinado em 14 estados – o que corresponde a mais de 120 propriedades, que serão visitadas presencialmente.

Foto: Divulgação

“O Confinamento CVK é uma marca tradicional na pecuária intensiva do Pará. A propriedade tem capacidade estática para 8 mil cabeças, mas está em expansão e pretende chegar a 10 mil cabeças. O padrão do gado é bom, com foco em F1 Angus-Nelore. Também produz boa parte do milho consumido em outras fazendas do grupo e gestão é bem feita”, constatou Eduardo .

Já no Confinamento JP (Xinguara, PA), o médico veterinário e técnico da expedição do Confina Brasil Bruno Alvim, informa que o proprietário também tem o frigorífico Rio Maria, com animais de excelente padrão. Além disso, trabalha com três softwares integrados e cada vez mais usa a tecnologia a seu favor.

 

 

“O empresário quer expandir o confinamento e como no Pará, em alguns momentos, chove muito e em outros faz muito calor, ele se preocupa com o bem-estar dos animais. Por isso, tem currais com cobertura de cocho e utiliza sombrite”, detalha Bruno.

Olavo Bottino, médico veterinário e técnico do Confina Brasil, esteve no Confinamento Mercúrio Alimentos (Rio Maria, PA), com a planta para cerca de 3.500 animais estáticos. Por causa da chuva, a propriedade tem toda a parte dos cochos cobertos, e se preocupam com o sombrite para os animais.

“O confinamento oferece gado diretamente para o frigorífico. A maior parte dos animais é de criação própria. O diferencial é que o grupo tem a cadeia completa, desde a engorda até a indústria. Dessa forma, entende bem a importância da qualidade da carcaça. Além disso, o proprietário tem a preocupação com o manejo de embarque para não ter problemas de bem-estar animal e contusões nas carcaças. Outro destaque é que a propriedade utiliza o grão úmido, pois o grão reidratado aumenta em até 30% a eficiência no manejo do milho”, destaca Olavo.

A expedição tem patrocínio ouro da BRA-XP, Elanco, Casale, Nutron e UPL; e patrocínio prata da AB Vista, Associação Brasileira de Angus, Barenbrug, Beckhauser, Confinart, GA (Gestão Agropecuária), Inpasa e Zinpro. A expedição conta ainda com o patrocínio da montadora Fiat e apoio institucional da Assocon, Embrapa Pecuária Sudeste, Embrapa Informática, Hospital de Amor de Barretos e Sociedade Rural Brasileira.

Por: Portal DBO

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Pecuária

Você usa email? então você é um “Pecuarista Digital” e não sabia

Você deve ter achado o título deste artigo esquisito e resolveu dar uma conferida, certo? Calma, respira bem fundo e presta atenção que eu vou te explicar porque você também é um “Pecuarista Digital” e nem tem consciência disto. Continue lendo para entender.

A revolução digital

Vamos começar pelo mais simples, o princípio de toda esta explanação. A minha pergunta inicial foi: Você usa email? e se a resposta foi “SIM“, então já deve estar familiarizado com o símbolo @, o mesmo usado comumente pelos pecuaristas para representar o peso do gado.

No caso do mundo digital, o @ ou “arroba” existe para separar o nome pessoal (nome de usuário) do nome do provedor de serviços onde está hospedada a conta sua de e-mail (Ex: joao@gmail.com). O grande mistério disso tudo é saber por que escolheram o @ para colocar nos e-mails e não qualquer outro símbolo?

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Você usa email? então você é um “Pecuarista Digital” e não sabia
Para entender o motivo, vamos recorrer a uma entrevista, concedida ao portal Mundo Estranho, com ninguém menos que o americano Ray Tomlinson, o engenheiro que inventou o correio eletrônico em 1972. Foi ele quem teve a idéia de usar o @ nos primeiros endereços. “Estudei o teclado e escolhi um símbolo que já estava lá e não era usado em nomes. Encontrei o @”, afirma ele.

Ainda por cima, o @ em inglês significa at (o equivalente às nossas preposições “em”, “na” ou “no”), fazendo com que o endereço de e-mail possa ser lido de uma forma muito mais natural. Só para dar um exemplo, um endereço como billgates@microsoft.com pode ser entendido como “Bill Gates na companhia Microsoft”. Em português, como o @ não tem o mesmo significado do inglês, os endereços soam meio bizarros. Aqui no Brasil, o “arroba” indica uma medida de peso que equivale a 15 quilos – ela ainda é amplamente utilizada no setor agropecuário.

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Você usa email? então você é um “Pecuarista Digital” e não sabia
No princípio era o verbo…

Ainda que alguns pensem que esse símbolo é novo, na verdade, a origem da “arroba” está relacionada a fins comerciais e existe desde o século XVI.

Desde então, o símbolo foi muito utilizado como unidade de medida. Entretanto, foi no século XIX que ele foi acrescido às máquinas de escrever e hoje encontramos em todos os teclados.

Embora a arroba tenha sido associada a fins comerciais no século XVI, não se sabe ao certo sua origem específica.

Etimologicamente, como podemos encontrar em alguns sites especializados, o termo pode ter surgido:

  • do francês “at”, denotando o a craseado “à”;
  • da língua árabe “ar-roub”, para indicar “o quarto” de algo;
  • da abreviação da expressão inglesa “each at”, que significa “cada um em”.

Algumas teorias afirmam que esse símbolo teria surgido na Idade Média. Os monges copistas, responsáveis por reescrever alguns manuscritos, foram usando esse símbolo como forma de abreviar a preposição latina “ad” que significa “para”, “em” ou “a”.

Dessa forma, a letra “d” representaria a “cauda” da arroba. Isso porque a ideia era economizar o espaço disponível nos pergaminhos e, claro, buscar a eficiência neste processo.

No entanto, foi em um documento datado de 1536 que pesquisadores encontraram o uso deste símbolo indicando a quantidade de vinho em um barril. O documento supostamente teria sido escrito por Francisco Lapi, um comerciante florentino.

Desde então, a arroba começou a ser usada para simbolizar o peso de produtos comercializados e também a indicar a taxa associada a eles. No Brasil, ela é muito utilizada para medir o peso de alguns animais ou líquidos, sendo que 1 arroba equivale a 15 kg, equivalente a 25 libras.

Pecuarista Digital? está certo disso?

Sim, é isso mesmo! Como deve ter percebido, há uma relação direta com o símbolo (@) usado em ambos os casos a seguir. Seja você uma pessoa comum, totalmente urbana, que apenas usa a tecnologia para mandar algumas mensagens em formatos de emails ou um trabalhador rural que usa técnicas, atividades, práticas no processo de criação de gado, a partir de agora podemos considerá-lo como um “Pecuarista Digital“. E tenha bastante orgulho disto, veja a seguir o que representa a nossa pecuária nacional.

A Pecuária Nacional

Como informa a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA, a adoção de tecnologias na pecuária brasileira proporcionou a modernização do setor com incremento da produção e da produtividade, em bases sustentáveis. Nos últimos 40 anos, a produção de carne de aves aumentou 22 vezes; a de carne suína, 4 vezes; a de leite, 4 vezes; e a produção de carne bovina, 4 vezes. Pesquisas em genética, avanços no controle de pragas e doenças e melhoria das pastagens aumentaram de 11% para 22% a média de desfrute dos rebanhos bovinos de corte.

Em 2020, o rebanho bovino brasileiro foi o maior do mundo, representando 14,3% do rebanho mundial, com 217 milhões de cabeças, seguido pela Índia com 190 milhões de cabeças. Apesar de o país ser o maior produtor de bovinos do mundo, ao adicionarmos a produção de aves e de suínos, o país passa a ocupar a terceira posição mundial no mercado internacional, com uma produção que corresponde a 9,2%, em 2020, ou 29 milhões de toneladas, atrás da China e dos Estados Unidos.

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Você usa email? então você é um “Pecuarista Digital” e não sabia

Mas em quantidade de carnes exportadas (bovina, suína e aves), em 2021, o Brasil passou a ocupar o segundo lugar, com 7,4 milhões de toneladas ou 13,4% do total mundial.

Entre 2000 e 2020, as exportações de carnes brasileiras renderam US$ 265 bilhões. Porém, ao se fazer o recorte sobre a carne bovina, o país, em 2020, foi o maior exportador de carnes do mundo, com 2,2 milhões de toneladas e 14,4% do mercado internacional. Em seguida, aparecem a Austrália, Estados Unidos e Índia.

Enfim…

Com todos estes números e com esta singela explicação, espero que você esteja convencido da força deste pequeno símbolo @ que você usa na troca de emails, ele representa um legado muito importante para milhões de produtores rurais que vivem da agropecuária. Saiba que você a partir de agora pode encher o peito e dizer em voz alta “Eu sou um Pecuarista Digital”, embora a sua arroba seja digital, ela também é muito importante para todos nós. Use-a com sabedoria e verás a diferença que isso pode fazer em nossa sociedade. Seja um produtor de conhecimentos, mande diversas arrobas (emails) e receba diversas arrobas, mas lembre-se aquilo que você cultiva um dia florescerá.

Fonte:Vicente Delgado – AGRONEWS

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Pecuária

Suplementação de bezerros de corte

Estratégias direcionadas ao suporte do aleitamento são mais comuns, quando estes são produtos de fêmeas jovens, principalmente a partir do terceiro mês pós-parto, ou durante períodos desfavoráveis do ano.

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A prática da suplementação do bezerro de corte ao pé da vaca, dependendo do nível de nutrição proposta, pode ter duas finalidades:

1) beneficiar a vaca, quando esta se propõe a promover a substituição do leite materno em parte ou totalmente;

2) somente o bezerro, quando tal suplementação tem por objetivo a melhora da digestibilidade dos alimentos fibrosos ingeridos ou, controle de morbidades, através do uso de aditivos nutricionais específicos (Gado de Corte Divulga – EMBRAPA, 1995).

Estratégias direcionadas ao suporte do aleitamento são mais comuns, quando estes são produtos de fêmeas jovens, principalmente a partir do terceiro mês pós-parto, ou durante períodos desfavoráveis do ano. A suplementação também é usada quando há interesse do criador em promover o máximo de peso à desmama, conforme estratégia adotada na propriedade.

O período compreendido entre o nascimento e a desmama é a fase de maior eficiência do bezerro (conversão alimentar), período onde observam-se altas taxas de ganho de peso em relação à ingestão diária de alimento. O leite oferece nutrientes indispensáveis ao bezerro, sob uma forma simples e de fácil absorção, de maneira a suprir as exigências relativamente altas nesta fase.

A partir da idade de três a quatro meses, com o aumento do peso metabólico e consequentemente de suas exigências nutricionais, boa parte dos nutrientes necessários ao bezerro de corte passam a provir de outras fontes que não o leite materno, principalmente a pastagem e a suplementação.

Independente da época da desmama, muitas vezes observam-se bezerros com peso corporal inferior ao seu potencial. Isto se deve, provavelmente, à deficiência em quantidade ou qualidade de nutrientes essenciais, tanto no leite das mães quanto nos pastos. Para contornar possíveis deficiências nutricionais, a adoção de estratégias de suplementação de bezerros é necessária.

SUPLEMENTAÇÃO PRÉ-DESMAMA “Creep-feeding”

“Creep-feeding” é o nome dado à suplementação do bezerro com ração balanceada no cocho dentro de um cercado que impede o acesso da vaca, permitindo assim a execução de uma estratégia nutricional direcionada ao bezerro, sem necessariamente apartá-los das fêmeas.

Embora seja discutível os benefícios dessa prática sobre a eficiência reprodutiva da vaca, o “creep-feeding” visa especialmente o bezerro. E, tem como objetivo o aumento do peso à desmama, bem como acostumá-lo à suplementação no cocho.

Essa prática traz vantagens econômicas, quando os animais são submetidos a sistemas mais intensivos de recria, dando-se continuidade em programa nutricional adequado no pós-desmama como, por exemplo, a utilização de suplementação proteico energética.

Em projetos onde a estratégia de recria é feita exclusiva à pasto, com suplementação mineral apenas, os ganhos obtidos no Creep tendem a se diluir ao longo do período de recria que acaba sendo mais longo.

O sistema de “creep-feeding” exige a instalação de um cercado resistente, que permita apenas o acesso do bezerro ao cocho e com metragem de cocho adequada ao nível de suplementação proposto. A localização do cercado deve ser junto às áreas de descanso das vacas (malhadouro), às aguadas, ou nas proximidades do cocho de suplemento mineral de forma que a visita à estrutura seja mais frequente pelos bezerros que acompanham instintivamente as mães a estes locais.

O sucesso da suplementação em sistema de Creep Feeding depende dos bezerros consumirem, de fato, a ração oferecida. Para tanto, algumas práticas de manejo são sugeridas:

  1. Fornecer o suplemento “Creep” em cochos externos ao cercado nos primeiros dias de forma que as vacas também tenham acesso ao suplemento e estimulem os bezerros a fazê-lo.
  2. Reunir o lote de animais no entorno da estrutura no momento do fornecimentos nos primeiros dias.
  3. Utilização de ingredientes palatabilizantes (Ex: sucedâneos lácteos) na composição dos suplementos de forma a aumentar a atratividade do mesmo aos animais.
  4. Trabalhar com lotes de animais de tamanho adequado ao tamanho da estrutura de suplementação de forma permitir o acesso de todos os bezerros.
  5. Trabalhar com lotes de bezerros de idades e raças similares de forma a evitar dominância.
  6. Disponibilidade de cocho: no mínimo 30 cm/cabeça. Construir creep feeding com pelo menos 4 aberturas laterais (0,45m de largura e 1,2m de altura), cerca com 5 fios e cocho distante das laterais, no mínimo 2 metros. Estabelecer área interna útil de 2,5 m2 /bezerro dentro da unidade de creep feeding.
SUPLEMENTAÇÃO PÓS-DESMAMA

Na definição do programa nutricional a ser adotado no pós desmama faz-se necessário levar em consideração o objetivo final do processo, e o histórico nutricional dos indivíduos.

Este pode ser destinado desde a recepção de animais submetidos à desmama precoce ou convencional, tendo por objetivo, ou meta, o atingimento de pesos finais nesta fase dentro de um prazo determinado. Via de regra a fase de recria tem por objetivo final a entrega do animal para engorda ou reprodução.

DESMAMA PRECOCE

A desmama precoce visa especialmente a vaca, poupando-a de amamentar o bezerro,  permitindo, assim, que recupere seu estado corporal e manifeste cio.

Uma prática a ser adotada neste tipo de estratégia é a utilização prévia do Creep Feeding ainda no período pré desmama, de forma que os bezerros estejam adaptados à suplementação no cocho.

No momento da desmama, indica-se a continuidade do fornecimento da ração Creep associada à disponibilidade de pastagem de boa qualidade. Caso não haja boa disponibilidade e qualidade de pasto, o fornecimento de volumoso é uma opção (feno, silagem). Em condições onde não é possível fornecer volumoso, o arraçoamento com ração 2% do peso vivo é uma opção também utilizada.

Esta estratégia de arraçoamento deve ser mantida até os bezerros atingirem a idade usual de desmama (7-8 meses).

Nestes suplementos destinados à desmama precoce, da mesma forma que no Creep, a utilização de sucedâneos lácteos e/ou palatabilizantes faz-se interessante a fim de estimular o consumo por parte dos animais.

RECRIA

Existem várias estratégias possíveis de adoção pensando na recrianutron-graf-jul21 dos animais. Para definição de qual seguir, faz-se necessário o entendimento do objetivo desejado.

Neste momento o produtor pode lançar uso de Aditivos, Proteinados, Proteico Energéticos, Rações e Recria Confinada de forma a ajustar o sistema e propiciar os resultados zootécnicos/econômicos desejados.

 

 

Por: Portal do Agronegócio

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Raças e Genética

Bateria de touros Nelore CEIP da Alta é destaque nas fazendas brasileiras

Animais com progênie destacada se transformam em trunfos para pecuaristas.
Bateria de touros Nelore CEIP da Alta é destaque nas fazendas brasileiras

E se o pecuarista pudesse contar com os melhores touros, de acordo, é claro, com as suas necessidades específicas? A boa notícia é que sim, isso é plenamente possível. Por meio da avaliação do valor genético animal aliado ao conjunto de cada uma de suas características, é fácil escolher os reprodutores que melhor podem contribuir para a evolução do rebanho. A bateria de touros Nelore CEIP da Alta vem se destacando, justamente por contar com touros provados, com progênie destacada.

“A bateria de touros Nelore CEIP da Alta é hoje, destaque em várias fazendas ao redor do Brasil, justamente pela progênie destacada dos animais. E esse fator é fundamental porque um bom touro tem que entregar aquilo que ele é na avaliação genética e no biótipo. Essa prepotência genética é um dos principais fatores do retorno econômico que nossos clientes buscam”, afirma o Gerente de Produto Nelore CEIP da Alta, Fabio Frigoni.

Segundo Frigoni, os resultados superiores obtidos pelos touros da bateria da Alta estão repercutindo entre os próprios pecuaristas. “Temos filhos muito bem avaliados e com ótimo desempenho no campo. Temos uma variabilidade genética muito grande, não só de pedigree, mas também de programas de avaliação genética”.

Alguns dos touros da bateria que estão se destacando, de acordo com Frigoni são o Essencial TN (Deltagen), Qualitas Químico (atual líder do sumário), Paint Orfeu, PRO Boêmio BAL (Nelore de Produção) e CFM Cobiçado. “Nossos clientes estão tendo resultados fantásticos”, finaliza.

Nelore CEIP.  O Certificado Especial de Identificação e Produção (CEIP) garante que o animal foi submetido a avaliações genéticas que geraram DEPs (Diferenças Esperadas na Progênie), que são as ferramentas de seleção mais eficazes para avaliação dos animais. Assim, quando o CEIP é concedido, isso indica que se trata de um touro com características superiores, especialmente no que diz respeito à importância econômica para pecuária de corte – mais produtivo, o que acarreta em mais lucros.

Fonte:  Alta Genetics

Por: Portal do Agronegócio

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Bate Papo rb

Confinamento a pasto é possível?

 

 

Nesse Bate Papo conversei com o Zootecnista Clayton Carvalho para entender um pouco mais sobre confinamento a pasto. 

É possível? Quando falamos em confinamento logo pensamos em regime fechado. Não é mesmo? Olha só o que ele e a Intergrãos tem realizado com os clientes na região do PA.

Entrevistado: Clayton Carvalho

Produção e Apresentador: Rodrigo Fraoli

Edição: Anderson Rocha

 

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Pecuária

Dia do Pecuarista: 6 boas práticas para gerenciar sua propriedade

 

Em 15 de julho é celebrado o dia do profissional dedicado à alimentação, sanidade, reprodução e bem-estar animal.

 

Dia do Pecuarista: 6 boas práticas para gerenciar sua propriedade

Nesta quinta-feira, dia 15 de julho, é celebrado o Dia do Pecuarista, produtores que se dedicam à alimentação, sanidade, reprodução e bem-estar animal, uma atividade vital para o abastecimento das cidades e importante para impulsionar a economia brasileira.

Sendo assim, nesta data, é interessante ressaltar as boas práticas que têm ajudado o homem do campo a ter sucesso no ramo, para que mais interessados pela profissão consigam atingir níveis satisfatórios de produtividade e lucratividade em suas propriedades.

Veja 6 dicas para melhorar os resultados de seu negócio:

  1. Coleta e análise de dados

As ferramentas para coleta dos dados da propriedade e da produção são muito importantes para a gestão da fazenda, porém, é essencial não só coletar dados, mas analisá-los, fazendo um diagnóstico do negócio.

Assim, será possível planejar e traçar metas para a propriedade, como ocorre em uma indústria ou qualquer outra empresa.

  1. Manejo adequado do pasto e dos animais

O manejo dos pastos e dos animais é fundamental para o sucesso na pecuária. Segundo Gustavo Rezende Siqueira, pesquisador da APTA (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios), o grande gargalo da pecuária nacional é que ao animal é oferecido uma forragem que não o permite comer aquele que precisa durante o dia.

  1. Planejamento detalhado

Prepare seu planejamento considerando o todo da propriedade e pensando no calendário completo para fazer o manejo dos animais e pastagens. Planeje a realização de análise para verificar a qualidade do solo e adubação de herbicidas e fertilizantes. Ajuste a taxa de lotação com a capacidade de suporte.

  1. Arrume a casa antes de comprar mais animais

Outra dica importante é fazer uma análise realista da infraestrutura disponível na propriedade, para a partir daí pensar na expansão dos negócios. Não adianta aumentar o rebanho se não há pasto suficiente para expandi-lo.

  1. Demandas do consumidor final também devem ser consideradas

Os consumidores estão cada vez mais exigentes e preocupados com a forma de produção dos itens colocados em sua mesa. Essas demandas precisam ser consideradas. Assim, o uso de mecanismos de rastreabilidade é um ponto importante e as fazendas já estão criando selos para rastrear seus produtos.

  1. Atenção às tecnológicas

Implantar novas tecnologias na produção de gado de corte é imprescindível para o sucesso da pecuária, de acordo com o pesquisador da APTA. Para Siqueira, é inviável que os produtores de bovinos de corte continuem produzindo hoje do mesmo modo do que seus pais e avós.

“Na década de 70, um pecuarista conseguia uma receita de R$ 600 por hectare. Se ele tivesse uma fazenda de mil hectares, sua renda seria de R$ 50 mil por mês. Hoje, nessa mesma área, produzindo da mesma forma, o produtor consegue uma receita de R$ 100 por hectare. Se ele produzir nesses mesmos mil hectares, terá uma renda de R$ 8 mil por mês”, exemplifica.

Fonte: Bimeda

Por: Nação Agro

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Bate Papo rb

A realidade sobre os confinamentos no Brasil em 2021 #pecuaria

O canal RURALBOOK conversou essa semana com a SCOT CONSULTORIA sobre o projeto que está mapeando os confinamentos do Brasil.

Assista por completo para entender melhor.

O projeto CONFINA BRASIL da Scot Consultoria procura dados e informações do regime intensivo de engorda. #pecuária.

Confira detalhes no vídeo e siga os canais:

Scot Consultoria – https://www.instagram.com/scotconsult…

Confina Brasil – https://www.instagram.com/confinabrasil

 

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Embrapa

Contagem regressiva para o Confina Brasil, expedição que fará o raio-x do confinamento de bovinos no país. Início pelos estados do RS, SC e PR

A primeira rota nos três estados da região Sul acontece entre os dias 21 de junho e 09 de julho.

Os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná recebem a primeira rota da expedição Confina Brasil, que fará o mapeamento de 40% do gado confinado no país. A programação no Sul do país acontece entre os dias 21 de junho e 09 de julho. Serão visitadas 54 propriedades em 43 municípios para coleta e análise de dados de manejo, gestão, índices zootécnicos, infraestrutura, nutrição e sanidade, entre outros fatores de produção. A ação é realizada pela Scot Consultoria.

Em sua segunda edição, o Confina Brasil viajará por 11 estados, com a visita a 120 propriedades, e atualizará, de forma remota, os dados dos confinamentos visitados em 2020, totalizando a pesquisa em 14 estados. O estudo contemplará informações de propriedades responsáveis pela terminação de mais de 2 milhões de bovinos em confinamento.

A equipe é formada por engenheiros agrônomos, médicos veterinários e zootecnistas da equipe da Scot Consultoria, todos especialistas em pecuária e preparados para coletar os dados e interpretá-los com o olhar na evolução constante da atividade.

“Um diferencial da expedição é divulgar a realidade da produção e também conhecer histórias de pessoas que lideram esse processo”, destaca o time da Scot Consultoria. Nesse sentido, o Confina Brasil 2021 dá atenção especial à gestão, tecnologia, sucessão familiar e sustentabilidade.

 

Confira o cronograma da 1ª Rota do Confina Brasil na região Sul:
  • 21 de junho: Viamão, Alto Feliz, São Lourenço do Sul (RS)
  • 22 de junho: São Sebastião do Cai, Farroupilha, Capão do Leão (RS)
  • 23 de junho: Cachoeira do Sul e Dom Pedrito (RS)
  • 24 de junho: São Sepé, Cachoeira do Sul e Uruguaiana (RS)
  • 25 de junho: Santiago e São Borja (RS)

  • 28 de junho: Ibicaré e Videira (SC)
  • 28 de junho: Santa Barbara do Sul e Chapada (RS)
  • 29 de junho: Frederico Westphalen (RS)
  • 29 de junho: Treze Tílias e Sul Brasil (SC)
  • 30 de junho: Salto Veloso, Macieira, Jardinópolis (SC)
  • 30 de junho, 1 e 2 de julho: Campo Erê (SC)

  • 01 de julho: Palmas e Coronel Vivida (PR)
  • 02 de julho: Coronel do Iguaçu, São João, Pato Branco (PR)
  • 5 de julho: Esperança Nova, Cascavel (PR)
  • 5 e 6 de julho: Umuarama (PR)
  • 6 de julho: Santa Mônica, Santa Tereza do Oeste, Braganey (PR)
  • 7 de julho: Loanda, Marilena, Terra Rica, Boa Ventura de São Roque, Luiziana (PR)
  • 8 de julho: Mandaguari, Barbosa Ferraz (PR)
  • 8 e 9 de julho: Paranavai (PR)

O Confina Brasil 2021 tem patrocínio Ouro da BRA-XP, Elanco, Casale, Nutron e UPL; e patrocínio Prata da AB Vista, Associação Brasileira de Angus, Barenbrug, Beckhauser, Confinart, GA (Gestão Agropecuária), Inpasa e Zinpro.  A expedição conta, ainda, com o patrocínio da montadora Fiat e apoio institucional da Assocon, Embrapa Pecuária Sudeste, Embrapa Informática, Sociedade Rural Brasileira e Hospital de Amor de Barretos.

Por: Confina Brasil

Fonte: Scot Consultoria