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Agricultura

Fim do vazio sanitário da soja: confira a previsão do tempo estendida para o plantio

Termina nesta terça-feira, 15, o vazio sanitário em Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia e a faixa sul do Pará.

Termina nesta terça-feira, 15, o vazio sanitário em Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia e a faixa sul do Pará.

Para muitas áreas destes importantes estados produtores, a chuva aparece antes comparado com o mesmo período do ano passado. De acordo com a Somar Meteorologia, a semana deve ser marcada por forte chuva sobre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná. A umidade do solo aumentará o suficiente para o início da instalação, inclusive no oeste do estado.

Por outro lado, no norte do Paraná e nas regiões Sudeste e Centro-Oeste não há previsão de chuva suficiente para início da instalação após o término do vazio sanitário.

De 20 e 26 de setembro, a chuva mais intensa permanecerá sobre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Apesar da precipitação acima dos 20 mm sobre o oeste de Minas Gerais, a regularização da precipitação somente acontecerá a partir do início de outubro no estado. O mesmo vale para boa parte das regiões Sudeste e Centro-Oeste, além do norte do Paraná.

Por: Canal Rural

 

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Agronotícias

Sistema CNA/Senar disponibiliza whatsapp para produtores

Pelo número (61) 93300-7278, produtores poderão falar sobre possíveis problemas de saúde ou na atividade agropecuária

Diante da pandemia do novo coronavírus, o Sistema CNA/Senar disponibilizou um número de Whatsapp (61-933007278) para que os produtores rurais entrem em contato e relatem problemas de saúde ou que possam estar afetando a produção agropecuária.

“Nosso objetivo é receber informações sobre o estado de saúde do produtor e se ele está enfrentando alguma dificuldade com relação à produção, distribuição e comercialização do seu produto. Assim, vamos poder orientá-lo e tomar as medidas necessárias junto às instâncias federais”, disse o diretor-geral do Senar, Daniel Carrara.

Ao fazer o primeiro contato pelo número (61) 93300-7278, o produtor deverá seguir um passo a passo.

A mensagem enviada será respondida pelos técnicos do Sistema CNA/Senar.

 

Reposts: Agrlink

 

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Agricultura

Oferta retraída impulsiona preços da soja no Brasil

Produtores estão priorizando o cumprimento dos contratos e avaliar perdas antes de disponibilizar novos lotes

Vendedores têm armazenado o grão, diante da recente queda na receita e das incertezas sobre a demanda chinesa(Foto: Thinkstock)

Os preços da soja, que vinham recuando desde o início do ano, passaram a subir nos últimos dias, impulsionados pela forte retração de produtores do mercado. A constatação é de pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP).

Segundo eles, os agentes de mercado consultados apostam em novas valorizações do preço da oleaginosa, fundamentados nas irregularidades climáticas na América do Sul. “Outros vendedores, por sua vez, têm armazenado o grão, diante da recente queda na receita e das incertezas sobre a demanda chinesa.”

Os técnicos comentam que no geral, os produtores estão preocupados em cumprir contratos já realizados e, por isso, preferem avaliar o volume colhido, para depois disponibilizar novos lotes. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa da soja Paranaguá (PR) registrou alta de 2,6% entre 18 e 25 de janeiro, indo para R$ 77,68/saca de 60 kg na sexta-feira, 25. No mesmo comparativo, o Indicador CEPEA/ESALQ Paraná subiu 2,8%, a R$ 72,80/saca de 60 kg.

preços-soja-cepea (Foto: Reprodução Cepea)
Repost:POR REDAÇÃO GLOBO RURAL
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Fatos e Acontecimentos

Avança negociação para rastreabilidade da produção de alimentos – MAPA

Objetivo de parceria com supermercados é garantir produtos com menos agrotóxicos

Programa de Rastreabilidade discutido teve experiência piloto em SC (Noaldo Santos/Mapa)

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) estão avançando na parceria, estabelecida em Termo de Cooperação, que amplia o acesso do agricultor a boas práticas de produção integrada agropecuária. O objetivo é reduzir custos de produção, com vantagens para o consumidor e o abastecimento de alimentos mais saudáveis, livres de resíduos que ofereçam riscos à saúde.

Segundo o coordenador de Produção Integrada Agropecuária da Secretaria de Mobilidade e Cooperativismo do Mapa, Helinton Rocha, a cooperação entre o governo e o setor deverá expandir o Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (Rama). Houve experiência piloto bem sucedida em Santa Catarina, envolvendo mais de 30 grandes redes de supermercados.

O Rama será implantado no Rio Grande do Sul e no Paraná. As centrais de abastecimento de São Paulo (Ceagesp) e a de Minas Gerais (Ceasa Minas) também deverão estimular seus fornecedores a produzir alimentos mais seguros e com rastreabilidade.

O Rama é baseado no monitoramento e rastreabilidade de frutas, de legumes e de verduras (FLV), monitora resíduos de agrotóxicos utilizados desde a produção até o ponto de venda. O principal objetivo é garantir que resíduos de defensivos agrícolas encontrados nos alimentos não estejam acima de níveis que ofereçam riscos à saúde e também do nível permitido legalmente, estando, portanto, seguros para o consumo humano.

O superintendente da Abras, Márcio Milan, disse que a entidade e o Mapa buscam maneiras de incluir todos os envolvidos na produção de vegetais e de frutas, até mesmo fabricantes de agrotóxicos, para que garantam produtos seguros e de qualidade.

Agricultores irão receber treinamento para fornecer produtos com maior valor agregado e varejistas para vender alimentos seguros.  Milan informou que os produtos que mais preocupam em relação ao excesso de agrotóxicos são o pimentão, o morango e a laranja. Garantiu que as medidas de proteção não deverão aumentar os custos para os consumidores.

Em reunião realizada nesta terça-feira (17) no Mapa, participaram representantes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Universidade Federal de Viçosa (MG), da Associação Brasileira de Automação (GS1) e da Associação Brasileira de Sementes (Abrasem). 

A Produção Integrada Agropecuária – PI Brasil, que respalda o selo oficial “Brasil Certificado” é um Sistema de Produção capaz de produzir comida segura para o consumo, com menor impacto ambiental, maior responsabilidade social e rastreabilidade garantida, assegurando que a procedência do alimento é conhecida. Na Europa, mais de 90% das frutas, legumes e verduras são produzidos no sistema integrado.

Fonte: MAPA

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Agroeconomia

Safra de milho dos EUA é revisada para baixo – Globo Rural

Departamento de Agricultura do país corta cerca de 2 milhões de toneladas da estimativa anterior e espera aumento nos preços médios

Foto: Idaho National Laboratory/CCommons

As novas estimativas de oferta e demanda para o milho, divulgadas pelo Departamento de Agricultura (USDA) nesta quinta-feira (12/1), não tiveram alterações significativas nos maiores players da América do Sul – as projeções de produção, exportação e estoques finais de Brasil e Argentina foram mantidas. Já o quadro norte-americano contou com números positivos para as cotações do grão. A principal mudança está no tamanho da safra dos Estados Unidos, que foi revisada para baixo. Segundo o USDA, os produtores do país retiraram do campo 384,78 milhões de toneladas, 1,97 milhões de toneladas menos que o calculado no mês passado, quando a estimativa apontava para  386,75 milhões de toneladas.

Apesar de não mudar as estimativas de consumo interno nem de exportações, o órgão norte-americano calcula que os estoques finais de milho do país serão mais baixos do que se imaginava em dezembro. Agora, a expectativa é de que sobrem 59,82 milhões de toneladas do produto, ante 61,05 milhões de toneladas anunciados no mês passado.

Com a oferta reduzida e a demanda estável, o USDA acredita que as cotações do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) subirão de patamar ligeiramente. A média de preço do cereal agora está entre US$ 3,10 por bushel (o equivalente a US$ 7,32 por saca) e US$ 3,70 (US$ 8,74 por saca).

Por Cassiano Ribeiro

Fonte: Globo Rural

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Fatos e Acontecimentos

Feira de agricultura familiar aproxima produtores e população – Agência Pará

O Núcleo de Gerenciamento do Pará Rural realizou na sexta-feira (6), na sede do órgão, no bairro Batista Campos, a primeira Feira da Agricultura Familiar de 2017.  A feira, que completará um ano em maio, já reúne excelentes resultados. Um deles é aproximar produtores familiares dos consumidores. Em menos de 12 meses, a iniciativa já aumentou o seu faturamento em mais de 200%.

 A Feira da Agricultura Familiar faz parte de uma série de feiras promovidas pelo Estado, com apoio da Central de Abastecimento do Pará (Ceasa), da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e de Pesca (Sedap) e do Pará Rural, entre outros parceiros, em diversos pontos da Região Metropolitana de Belém.

“O Pará Rural é um programa do governo do Estado que quer desenvolver a agricultura familiar e fazer com que o nível de renda das famílias rurais melhore e se desenvolva. Para isso, nós fomentamos esse contato dos produtores com a população. Além de proporcionarem a venda de produtos de qualidade a um custo mais baixo, essas feiras são também uma oportunidade dos produtores rurais entrarem em contato com compradores pequenos e de grandes empreendimentos”, avalia Frederico Monteiro, gerente executivo do Pará Rural.  

Clientela – Gisane Rodrigues é uma das participantes da feira. Veio direto do município de Bragança, de onde vem uma das farinhas mais famosas do Pará. Gisane produz, por meio da agricultura familiar, sua própria marca de farinha. O produto cumpre todas as exigências da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará – e  tem como diferencial alguns sabores e misturas. Ela adiciona ingredientes como calabresa, jambu, carne seca e até mesmo o açaí durante o processo de fabricação da iguaria.

“A feira é uma ótima oportunidade para vendermos os nosso produto direto para o cliente. Além disso, nós conseguimos formar outra clientela. A farinha de Bragança é muito famosa. E para chamar mais a atenção, nós produzimos essas variações, que têm agradado muito o público, principalmente a farinha feita com charque seco. E todas estão de acordo com as normas da Adepará”, sorri Gisane, orgulhosa de sua produção.

Em outro ponto da feira, a barraca da Cooperativa Agropecuária do Salgado Paraense (Casp) de Vigia chama atenção. A cooperativa tem se destacado pela produção de iogurtes e queijos – o que surpreende os consumidores, pois o município quase sempre é associado apenas a produção de pescado.

“Estamos participando da feira desde 2015 [da feira] e tem sido uma ótima oportunidade para o público conhecer os nossos produtos, saber que Vigia também tem outras coisas de qualidade, como os nossos iogurtes e queijos. Já fornecemos também para algumas escolas de municípios próximos. As feiras são sempre um momento importante para nós”, explica Antônio Alcoforado, diretor financeiro da Casp.

Vizinhança – Quem mora próximo a sede do Pará Rural, localizada na rua dos Apinagés (270), entre Mundurucus e Tamoios, também já fica atenta para as datas da feira. “Eu sempre venho aqui comprar frutas, verduras e legumes. Hoje o que me chamou atenção foram esses queijos, e resolvi experimentar. A feira é uma oportunidade boa tanto para os produtores quanto para os consumidores. Melhora os preços e as vendas”, diz Augusto Burnett, vizinho e consumidor da feira.

O chefe da Casa Civil, José Megale, esteve presente na primeira feira do ano para conversar com os produtores e também levar alguns produtos para casa. “Esta é uma política fantástica, orientada pelo governador Simão Jatene, e vem na direção de aproximar o produtor da sociedade, de facilitar a escoação da pequena produção, especialmente da agricultura familiar, que está cada vez melhor e mais qualificada”, ressaltou Megale. “O maior problema deste produtor é a comercialização, principalmente com o atravessador, que mesmo sendo necessário, causa perdas nos preços. Aqui esses produtores podem vender a um preço mais justo e atrativo para ambos os lados”.

Dias de feira – No decorrer de 2017, o Pará Rural realizará as feiras mensalmente, na própria sede do núcleo. Serão 12 feiras realizadas ao longo do ano, no período de janeiro a dezembro. O calendário prevê as próximas feiras da Agricultura Familiar, na sede do Pará Rural, para as seguintes datas: 3 de fevereiro, 3 de março, 7 de abril, 5 de maio, 2 de junho, 7 de julho, 4 de agosto, 1 de setembro, 4 de outubro, 10 de novembro e 8 de dezembro.

Nelas, o consumidor encontrará os mais variados produtos hortifrutigranjeiros, além de mel, própolis, queijo, iogurte, farinha, tucupi, pimenta, entre outras iguarias da culinária local, produzidas nos municípios de Santa Bárbara, Marapanim, Igarapé-Açu, Acará, Vigia e Bragança.

Por Diego Andrade

Fonte: Agência Pará

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Agroeconomia

Preço da soja no Brasil registra maior média anual em 10 anos, diz Cepea – Notícias Agrícolas

Fonte: Internet

O preço nominal da soja brasileira registrou sua maior média anual em 10 anos em 2016, afirmou nesta quinta-feira o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em ano marcado pela quebra de safra, fortes exportações e dólar mais alto.

O Indicador da soja Paranaguá ESALQ/BM&FBovespa, referente ao grão depositado no corredor de exportação e negociado na modalidade spot (pronta entrega), no porto de Paranaguá (PR), alcançou média de 81,52 reais/saca de 60 kg em 2016, o valor mais alto em termos nominais registrado na série histórica do Cepea, iniciada em 2006.

Ao deflacionar (IGP-DI de novembro), a média é a mais alta dos últimos três anos, acrescentou o Cepea.

A força no mercado nacional, de acordo com o Cepea, deve-se principalmente às negociações antecipadas da safra 2015/16 por produtores, além da forte demanda pelo grão, tanto doméstica quanto internacional, influenciada pela força do dólar ante o real –o Brasil é o maior exportador global de soja.

“O impulso veio principalmente da postura retraída de produtores, que negociaram grande parte da safra 2015/16 antecipadamente, ainda em meados de 2015”, disse o Cepea.

Segundo o Cepea, a alta nos preços da soja no Brasil já vinha sendo observada desde que parte das lavouras foram prejudicadas por más condições climáticas em meados de 2015.

Já em 2016, a demanda por exportações, notada principalmente no primeiro semestre, contribuiu para alta. Favorecido pela quebra na produção da Argentina, o Brasil totalizou 38,56 milhões de toneladas de soja exportadas de janeiro a junho, volume recorde para o período, informou o Cepea.

No segundo semestre, a demanda externa pela soja e seus derivados diminuiu, principalmente em razão da safra recorde nos Estados Unidos, o que pressionou as cotações domésticas da soja. No entanto, os produtores permaneceram retraídos, o que tornou lenta a comercialização da safra 2016/17.

Por Laís Martins

Fonte: Notícias Agrícolas

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Agricultura

Condições climáticas favoráveis elevam alerta para monitoramento da ferrugem em MS, PR e RS – Embrapa

Foto: Maurício Meyer

Consórcio Antiferrugem publicou comunicado alertando produtores e técnicos para as condições climáticas favoráveis ao aparecimento de ferrugem asiática da soja. De acordo com o pesquisador  da Embrapa Soja, Rafael Soares, o clima tem sido favorável à ferrugem nas lavouras de soja no sul do MS, PR e RS.  “Isto serve de alerta para os produtores em relação a aplicação de fungicidas, principalmente nas lavouras que estão em fase de fechamento entrelinhas (quando as plantas de soja de uma linha de plantio encostam nas de outra linha) e ainda não fizeram aplicações. Nesse caso, se o clima estiver favorável (alta umidade) e houver relato de ocorrência da doença na região, aplicações de fungicidas recomendados deverão ser feitas”, explica o pesquisador.

 
De acordo com as informações divulgadas pelo consórcio, este ano, a predominância do fenômeno climático “La Niña” de fraca intensidade, vem trazendo, de forma geral, maior volume de chuvas e temperaturas mais amenas do que se esperaria para essa época do ano. Especificamente na região Sul, onde poderia se esperar volume de chuvas mais próximos da média histórica ou abaixo dela, até agora a chuva tem caído em abundância e não há previsão de seca. Dessa forma, o clima tem sido favorável ao aparecimento da ferrugem-asiática o que requer maior atenção de técnicos e produtores.  No site http://www.consorcioantiferrugem.net/ mantém o acompanhamento permanente da evolução da doença no Brasil.
 
 

Carina Rufino (Mtb 3914-PR)
Embrapa Soja

Fonte: Embrapa

 

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Agricultura

Clima favorece expectativa do Matopiba para safra de grãos cheia – Notícias Agrícolas

Expedição Safra percorreu as lavouras da nova fronteira agrícola, e acompanhou o otimismo dos produtores após quatro anos de estiagem que comprometeram a produtividade das lavouras

Fonte: Internet

As chuvas regulares no período do plantio reforçam a expectativa de safra de grãos cheia para a temporada 2016/2017 na nova fronteira agrícola – formada pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Diante desse resultado inicial, os produtores da região estão confiantes na produtividade das lavouras para esse ciclo, conforme acompanhou equipe de técnicos e jornalistas da 11ª edição da Expedição Safra, que percorreu mais de 9 mil km pela região, visitando as lavouras das cidades de Barreiras (BA), São Desidério (BA), Formosa do Rio Preto (BA), Bom Jesus (PI), Nova Santa Rosa (PI), Balsas (MA), Guaraí (TO) e Gurupi (TO).

Com perdas que representaram mais de 60% na última temporada, decorrentes de longos períodos de estiagem,  e que ocorreram de maneira cíclica nos últimos quatro anos, o cenário esperado representa uma oportunidade para os agricultores se capitalizarem. “Na produção de soja e milho a expectativa é que se consolide uma colheita cheia, por conta do clima chuvoso favorável já no plantio. Com isso, os produtores vão ter condições de se reposicionarem na comercialização de grãos e reverterem os desafios impostos pelo clima nas últimas temporadas, que acabaram comprometendo a entrega das vendas antecipadas”, explica o integrante da Expedição Safra, Gabriel Azevedo.

Segundo a equipe acompanhou durante o roteiro, embora exista a possibilidade de um bom retorno econômico nesse ciclo, os produtores estão cautelosos em relação ao investimento em tecnologia e maquinário. O Matopiba corresponde atualmente por 10% da produção nacional, estimada em 215 milhões de toneladas pela Expedição Safra. “Há um otimismo, porém, com restrições, pois os investimentos foram menores e será necessária uma avaliação mais criteriosa sobre como aplicar o retorno desta temporada”, relata Azevedo.

O projeto volta a acompanhar o desenvolvimento das lavouras nacionais no período de colheita, após a segunda quinzena de janeiro.

Fonte: Notícias Agrícolas

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Agronotícias

Produtor deve acelerar venda antecipada de grãos em MT, diz Imea – Globo Rural

Preocupação é maior com a comercialização do milho, afirma superintendente do Instituto

Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo

Mais lenta do que na mesma época na temporada passada, a venda antecipada de soja e milho da safra 2016/2017 deve ganhar ritmo nos próximos meses, em Mato Grosso. É em que acredita o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Daniel Latorraca.

“Acreditamos que agora deva deslanchar essa comercialização, em especial a de milho, que preocupa. A de soja a gente viu que melhorou, mas a de milho tem uma preocupação para os próximos meses”, resume ele.

De acordo com dados do próprio Imea, os produtores venderam antecipadamente até o mês de novembro 36,3% da safra recém-plantada de soja no Estado, que deve render 30,46 milhões de toneladas. Nessa mesma época na safra passada, o Instituto estimava que as vendas estavam em 53,1% da produção.

Em relação ao milho, que será semeado no início de 2017, a diferença é ainda maior. Até novembro, tinham sido negociados 24,8% da produção estimada pelo Instituto, de 25,03 milhões de toneladas. Nessa mesma época no ano passado, os produtores haviam comercializado de forma antecipada 70,4% da colheita.

“No milho, ainda não se comercializou o que se travaria de custo em Mato Grosso, que seria 50%. O que significa que alguns produtores ainda estão a mercado com seus custos em um cenário em que a gente vê Chicago flutuando não em um nível esperado e o câmbio bastante impactado. Tudo isso é risco”, alerta Latorraca.

Principal produtor nacional de soja e milho do Brasil, Mato Grosso deve ter elevações significativas de produtividade na safra 2016/2017, recuperando-se das perdas sofridas no ciclo anterior por causa do clima desfavorável. Na última semana, o próprio Imea revisou para cima suas estimativas as duas culturas.

Na soja, cada um dos 9,39 milhões de hectares plantados deve render 54,05 sacas, levando a uma produção de 30,46 milhões de toneladas do grão. Latorraca explica que o plantio encerrado mais cedo trouxe boas expectativas para o rendimento no campo. Além disso, as chuvas, de um modo geral, têm sido favoráveis ao desenvolvimento das lavouras.

“A gente teve uma melhora das lavouras depois da semeadura já consolidada no Estado. As lavouras estão em vários estágios de desenvolvimento, a gente começou a semeadura antecipada, acelerada. Isso já dá uma boa perspectiva em relação às produtividades”, resume.

O plantio de soja já encerrado deve favorecer também o milho. Na opinião do superintendente do Imea, a janela para plantio da segunda safra deve ser uma das melhores dos últimos anos. Por essa razão, o Instituto também elevou suas estimativas para a produção do cereal em Mato Grosso na safra 2016/2017.

A área a ser plantada logo após a colheita da soja deve somar 4,42 milhões de hectares. A considerar também uma expectativa de clima favorável, o rendimento no campo deve ser de 96,7 sacas por hectare, levando a uma colheita de 25,03 milhões de toneladas.

“O grande volume de produção já é conversa no mercado e o produtor tem que ficar atento para travar os custos de produção. Foi um ano de conjuntura muito instável”, diz Latorraca.

Por Rapahel Salomão – Cuiabá – MT

Fonte: Globo Rural

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