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Agronegócio

Projeto transforma solos degradados em produção e renda para agricultores no Pará

Aumentar a produtividade da mandioca em um solo degradado, e ainda intercalar com milho, feijão caupi e outras culturas na mesma área, parecia impossível para agricultores da comunidade Lajedo II, assentamento a 60 quilômetros do município de Marabá, na região Sudeste Paraense. Mas a parceria da comunidade com a pesquisa e a extensão rural mostrou que nada é impossível quando se tem informação, tecnologia e vontade.

“Nas áreas com as boas práticas de produção, saímos de uma terra degradada, de pastagem, e no primeiro ano de cultivo saltamos de 12 toneladas por hectare para quase 30 toneladas de raízes de mandioca por hectare”, conta Arley Petrônio Martins da Silva, agricultor e técnico rural, morador do assentamento Lajedo II.

No local, os resultados do projeto Mandiotec, executado pela Embrapa Amazônia Oriental e financiado pelo BNDES, por meio do Fundo Amazônia, mostram que com tecnologias simples, boas práticas de manejo e a capacitação de comunitários e técnicos, é possível produzir mais e melhor na mesma área, por vários anos consecutivos, garantindo mais segurança alimentar, renda e menos pressão ao meio ambiente.

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O agrônomo Raimundo Brabo, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, conta que as  ações do Mandiotec na região iniciaram em 2019 com a instalação de quatro Unidades Demonstrativas (UDs) no assentamento. “Escolhemos Lajedo II por ter um histórico de referência em produção de mandioca e pecuária de leite na região”, conta o especialista. Mas o uso intensivo do solo, as queimadas sucessivas e a baixa qualidade das roças, vem trazendo prejuízos à produção.

Das 200 famílias que residem no assentamento, 25 toparam o desafio de participar do projeto e atuar nas áreas de demonstração, que funcionam como vitrines. O agricultor Ronildo Chaves Pedrosa Timóteo, que é presidente da Associação dos Produtores Rurais de Lajedo II, diz que o fogo é um vilão que degrada a terra e prejudica a produção. Então, ele continua, “pegar uma área já degradada e tornar ela produtiva foi a primeira vitória nessa batalha”, afirma.


Tecnologias simples e boas práticas de produção

As Unidades Demonstrativas instaladas em Lajedo II apresentaram aos agricultores dois sistemas de produção de baixo custo e com resultados surpreendentes: o Trio da Produtividade e o Sistema Bragantino. Neles foram utilizadas variedades de mandioca desenvolvidas pela pesquisa da Embrapa, com a BRS Poti, Manivão e Jurará, além de variedades selecionadas pela comunidade na própria região, como o Vermelhão e a Água Morna (macaxeira).

Boa semente, espaçamento e capinas
A maniva-semente é o galho da planta que serve como muda para o plantio. Escolher manivas-sementes mais produtivas é fundamental para uma boa roça.

O Trio da Produtividade é um conjunto de boas práticas para o cultivo da mandioca, que a partir de técnicas simples, como um arranjo espacial e capinas regulares associadas a materiais genéticos (manivas-sementes), de boa qualidade, possibilitam o aumento da produtividade.

“O sistema é destinado aos agricultores familiares que não dispõem de recursos para a compra de adubo, pois trata apenas da seleção da maniva semente, plantio no espaço de um metro por um metro e controle de plantas daninhas nos cinco primeiros meses da cultura”, explica o agrônomo Moisés Modesto, analista da Embrapa Amazônia Oriental.

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Correção de solo, plantio direto e consórcio 

Outra tecnologia empregada em Lajedo II é o Sistema Bragantino, que dispensa o uso do fogo, utiliza a tecnica de plantio direto, preconiza a correção do solo e adubação, e integra o plantio de mandioca a culturas alimentares, como milho e feijão. Na comunidade, os agricultores, com o apoio da equipe técnica, também inseriram no sistema abóbora e melancia, o que diversificou ainda mais a produção e contribuiu para a segurança alimentar dos agricultores e suas famílias.

Para o técnico e agricultor Arley Petrônio da Silva, “o sistema possibilitou um plantio mais adensado com maior aproveitamento da área, melhorou e diversificou a produção, trazendo mais possibilidades aos produtores locais”.

Mais produção e renda na ponta do lápis

Quando levou os resultados das Unidades Demonstrativas de Lajedo II para a ponta do lápis, o agrônomo Moisés Modesto se surpreendeu. “O Trio da Produtividade obteve uma produção de 34 toneladas de raiz de mandioca por hectare. A relação entre o custo de produção e a receita foi positiva. Para cada real investido na roça com o uso da tecnologia retornaram R$ 3,44 ao agricultor”, destaca o analista.

A conta também fechou positiva para o Sistema Bragantino: a produtividade da mandioca saltou de 12 para 29 toneladas por hectare e ainda teve a produção do milho. “A possibilidade de ter várias culturas ao mesmo tempo, na mesma área e por tempo indeterminado é o grande diferencial desse sistema”, afirma Modesto.

Os resultados de 2020 também envolveram capacitações e visitas técnicas para agricultores e técnicos da extensão rural, dia de campo e reunião técnica. E mais três Unidades Demonstrativas já foram implantadas em 2021.

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Desafios futuros

Outro resultado importante do trabalho, destacado pelo pesquisador Raimundo Brabo, é também a articulação da comunidade com a Secretaria de Agricultura de Marabá, que com as técnicas empregadas e a maior segurança na produção poderá trazer a mecanização até o assentamento Lajedo II. “Associar a mecanização ao uso de fertilizantes e boas práticas, pode elevar ainda mais a produtividade das roças, chegando a 35 toneladas por hectare”, relata o especialista. Isso significa um aumento de 42% na produtividade atual da mandiocultura no local e para a Mesorregião Sudeste Paraense.

Mas a comunidade ainda tem desafios, segundo o pesquisador Raimundo Brabo. Ele destaca a integração do cultivo da mandioca à pecuária leiteira, que é outra atividade importante em Lajedo II. “Conciliar a agricultura à pecuária é um desafio para garantir ainda mais a segurança alimentar e a renda das famílias”, afirma o pesquisador.

Para o agricultor Ronildo Chaves Pedrosa, o desafio é fazer com que outros agricultores do assentamento também adotem as novas técnicas de produção. “Pra mim, como presidente da associação, fazer com que todos os agricultores conheçam as áreas do projeto e levem essas práticas para dentro dos seus lotes é o maior desafio agora”, afirma. Mas ele acredita que os resultados positivos vão influenciar toda a comunidade.

Por: Notícias Agrícolas

Fonte: Embrapa Amazônia Oriental

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Boas Práticas

Práticas sustentáveis: Aumento da produção e menor impacto no meio ambiente

Os produtores rurais adotam estes tipos de medidas sustentáveis, não somente por altruísmo, mas porque sabem que é necessário seguir o caminho da sustentabilidade por razões comerciais.

Práticas sustentáveis: Aumento da produção e menor impacto no meio ambiente
Práticas sustentáveis: Aumento da produção e menor impacto no meio ambiente

Existe um novo produtor rural e ele é verde, se preocupa com a preservação, sustentabilidade e bem-estar animal, sendo o pilar do sucesso do agro brasileiro.

A pecuária brasileira, assim como a agricultura, deu um salto em produtividade e sustentabilidade. A revolução agrícola que aconteceu nas décadas de 70 a 90 chegou a pouco mais de 15 anos também à pecuária brasileira. Foram desenvolvidas inúmeras alternativas objetivando tornar a pecuária uma atividade mais sustentável: CCN – Carne Carbono Neutro, ILPF – Integração Lavoura, Pecuária Floresta, BEA – Bem Estar Animal, Biodigestores para tratamento de resíduos, Nutrição de precisão, entre outros.

De acordo com a Embrapa, “os recentes ganhos de produtividade dos rebanhos foram obtidos por meio do aumento da eficiência dos sistemas de produção. Isso diminuiu a demanda por novas áreas de pastagens, reduzindo a pressão de desmatamento e contribuindo para a sustentabilidade da pecuária nacional.”

Buscando alternativas sustentáveis, os pecuaristas brasileiros têm adotado técnicas de mitigação de CO2 como CCN – Carne Carbono Neutro, selo desenvolvido pela EMBRAPA que certifica que no processo de produção de carne o CO2 foi mitigado pelas árvores plantadas nos pastos, com técnicas como ILPF, Integração Lavoura, Pecuária Floresta.

A adoção da ILPF – Integração Lavoura, Pecuária Floresta, no setor pecuário teve um aumento de 10% nos últimos 5 anos. Neste sistema, ocorre, como o nome diz, a integração de árvores com pastagens e lavouras em rotação ou consórcio na mesma área. As árvores melhoram o bem-estar dos animais, trazendo conforto térmico, então o animal desempenha melhor ganhando peso. Várias vantagens vêm da adoção desta prática principalmente a conservação de solo e água, primordiais para uma pecuária sustentável.

Outro aspecto da sustentabilidade são práticas de BEA – Bem-Estar Animal, a dedicação do pecuarista aos cinco aspectos do bem-estar animal, alimentação adequada para que mantenham a saúde, acesso à água, instalações seguras, áreas de descanso onde o animal possa expressar seu comportamento natural e manejo livre de estresse vêm aumentando no país.

Biodigestores, outra opção na busca pela sustentabilidade, têm sido adotados para tratamento de resíduos, acreditando que é possível alinhar redução de custos, adubação, autonomia energética, enquanto se dá destinação aos resíduos. O equipamento proporciona um ambiente controlado para a decomposição da matéria orgânica presente nos dejetos por meio da biodigestão, que tem sido avaliada como uma das tecnologias mais eficientes em termos energéticos e ambientais para a produção de bioenergia. Deste processo resultam um biofertilizante e um biogás. Utilizando o material do biodigestor se economiza adubo, energia e se dá destino aos dejetos dos animais, transformando desta maneira um passivo ambiental em ativo energético.

Os produtores rurais adotam estes tipos de medidas sustentáveis, não somente por altruísmo, mas porque sabem que é necessário seguir o caminho da sustentabilidade por razões comerciais. A grande maioria dos pecuaristas brasileiros sabe do desafio que será imposto a eles e vêm observando as vantagens das práticas sustentáveis.

Em 2050 a população mundial será de 9,8 bilhões de pessoas, a produção de carne precisará aumentar em 200 milhões de toneladas. O Brasil possui o maior rebanho bovino do mundo: 222 milhões de cabeças, produzindo 10,96 milhões de toneladas de carne bovina, das quais 8,75 ficam no mercado interno e 2,21 são exportadas, o que nos torna o maior exportador mundial. A cadeia produtiva da pecuária movimenta R$ 167,5 bilhões por ano, empregando aproximadamente 7 milhões de brasileiros, de acordo com o Ministério da Agricultura.

Segundo cálculos do engenheiro agrônomo Maurício Palma Nogueira, diretor da Athenagro, de 1990 a 2018 a produtividade na pecuária aumentou 176%, neste período a produtividade passou de 1,63 @/ha/ano para 4,5@/ha/ano, a produção de carne cresceu 139% e a área de pastagens diminuiu. Ainda segundo Nogueira, “o desenvolvimento tecnológico da pecuária a partir dos anos 1990 foi suficiente para evitar o desmatamento de 270 milhões de hectares. Chega-se a esse número calculando a área necessária para produzir a mesma quantidade atual de carne com o nível de produtividade de 1990.”

Graças ao aumento da produtividade, foi possível preservar áreas nativas, trazendo enorme ganho ambiental, visto que milhões de hectares de florestas deixaram de ser derrubados e foram preservados. Adotando estas técnicas a pecuária brasileira produziu mais animais por hectare, reduzindo assim a produção de gases de efeito estufa por kg de carne produzida.

O Brasil, como um grande produtor e exportador de carne, tem uma posição estratégica e a cadeia produtiva está caminhando para um modelo de produção mais sustentável.

O desafio da pecuária brasileira é produzir em grande escala, mantendo o crescimento da produção, aliado à sustentabilidade, visto que o Agro não é somente uma força comercial, é também um protetor da flora e fauna brasileiras.

Por: Helen Jacintho

Fonte: Brasil Agro
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Agricultura

Mecanização Agrícola é um dos pilares para rentabilidade do produtor rural

A mecanização agrícola também é um dos pilares da rentabilidade ao produtor rural. O assunto será tema da 31ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, que ocorre de 9 a 11 de fevereiro em formato híbrido, na Estação Experimental Terras Baixas, da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), e on-line. O painel “Mecanização Agrícola – Realidade e Perspectivas”, ocorrerá na tarde do segundo dia do evento, em 10 de fevereiro.

O presidente do Sindicato Rural de Pelotas e diretor da Farsul, Fernando Rechsteiner, será o mediador do debate. Para o dirigente, está claro que o grande desafio do produtor de arroz não é única e exclusivamente uma lavoura de arroz rentável, mas sim trabalhar em um negócio rentável onde a lavoura de arroz se insere. “Então já temos muito claro que o negócio agropecuário envolvendo a lavoura de arroz não cabe mais no monopólio de produção e precisa ter um sistema produtivo rentável que agrega também a soja nas áreas de várzea e a produção pecuária em torno da lavoura de arroz”, destaca.

Neste contexto, Rechsteiner insere a importância da mecanização. Segundo o presidente do Sindicato Rural de Pelotas, a exigência de eficiência e os índices de produtividade que os produtores estão sujeitos atualmente para garantir a rentabilidade são muito altos. “A lavoura vem exigindo hoje do produtor um índice de acerto muito grande. Tanto em época de plantio, qualidade de plantio, controle de invasoras, irrigação apropriada da cultura e a própria colheita que é realizada sem desperdícios e sem perdas. Então a mecanização entra neste contexto como uma ferramenta fundamental na busca de se atingir esse índice de eficiência que hoje é muito grande dentro do nosso negócio”, frisa.

O dirigente avalia que este relacionamento e contatos com as empresas é muito importante. “De um lado temos as indústrias produzindo máquinas de altíssimas tecnologias com cada vez mais valor agregado. São máquinas com alto potencial de produção na mão do produtor rural, só que quem faz este contato com o produtor é a revenda. Então é preciso fazer esta discussão das revendas que possam mostrar ao produtor o maior potencial que ele pode tirar daquela máquina que está adquirindo”, observa.

Também participam do painel o gerente de Marketing para Tecnologia e Soluções Inteligentes da John Deere América Latina, Felipe Santos, e o gerente de Marketing de Produto da New Holland, Guilherme Parize. Com o tema “Os Novos Rumos do Sistema de Produção”, a 31ª Abertura da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas é uma realização da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), correalização da Embrapa e o patrocínio premium do Instituto Riograndense do Arroz (Irga) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Fonte: Revista cultivar

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Agronegócio

Recorde de contratações de seguro rural em 2020

Produtores sentem mais confiança para assegurar as lavouras.

Imagem: Eliza Maliszewski

A cultura do seguro rural está avançando no Brasil. O setor está recebendo maior atenção do Ministério da Agricultura, por meio do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), e os produtores estão atentos em busca de boas oportunidades para contratar o seguro.

A seguradora canadense Fairfax está acompanhando a evolução do mercado de seguro rural com otimismo. De acordo com Fabio Damasceno, Diretor de Agronegócio da Fairfax Brasil, o avanço é fruto da conscientização sobre a importância do seguro para minimizar os riscos da atividade rural. “O mercado está amadurecendo e os números comprovam isso. Quando o agricultor encontra um produto adequado para as suas necessidades, passa a enxergá-lo como uma ferramenta de gestão de risco. O seguro representa um insumo dentro da cadeia e não um custo”, afirma.

O ano de 2020 se consolida como um marco para a história do seguro rural no Brasil. Foram disponibilizados R$ 955 milhões para os subsídios do PSR, ante R$ 440 milhões em 2019. “Temos o melhor cenário de todos os anos para o acesso ao seguro rural, com o maior volume de recursos disponível. O cenário está caminhando para que grande parte da produção agrícola brasileira seja assegurada. Este ano deverá superar os 10 milhões de hectares com apólices subvencionadas”, afirma Guilherme Frezzarin, Gerente Técnico da Unidade de Agronegócios da Fairfax Brasil.

Recorde de contratações

Até a primeira quinzena de outubro, 140 mil apólices de seguro rural (todas as modalidades) já tinham sido subvencionadas com os recursos previstos para 2020, enquanto no ano passado o PSR encerrou o ano com cerca de 95 mil apólices subvencionadas. Para a atual safra de soja verão, foram aprovadas 75 mil apólices subvencionadas e a Fairfax responde por 15% deste segmento. “Estamos liderando nas contratações de seguro subvencionado para as safras de verão”, conta Frezzarin.

Segundo Frezzarin, o PSR oferece um percentual subsidiado pelo Governo de até 55% sobre o valor do prêmio, a depender da modalidade de seguro e do perfil do produtor. Essa política pública vêm se adaptando ao longo dos anos para ajudar o produtor a proteger a atividade rural. “O Ministério têm buscado incentivar alguns tipos de produtos, como o seguro de produtividade, custeio e seguro de faturamento”, diz Frezzarin.

Além disso, o Ministério da Agricultura lançou, em julho deste ano, o projeto Monitor do Seguro Rural, que vai ajudar a impulsionar o mercado de seguro rural. A inciativa promove reuniões para ouvir representantes do setor, com o objetivo de avaliar os produtos e serviços ofertados pelas seguradoras e propor melhorias até 2022.

Oportunidades

Outra boa notícia é que, com a expansão do mercado, houve uma redução no valor dos prêmios e as soluções também estão evoluindo. “Houve um decréscimo de 4,4% na taxa média do Brasil entre 2019 e 2020. Atualmente, já existem no mercado produtos mais aderentes à realidade da fazenda e seus riscos. Temos soluções feitas sob medida com recurso global e decisão local”, afirma Damasceno.

Operando desde 2010 no Brasil, a Fairfax tem uma cultura inovadora e vem crescendo significativamente. Segundo o diretor de Agronegócio, a Fairfax Brasil cresceu 70% em prêmios entre 2018 e 2019, por exemplo. “O segmento de seguro agrícola ganha cada vez mais importância e cresce junto com o agronegócio brasileiro. A tendência é oferecermos produtos cada vez mais personalizados”, diz Damasceno.

A Fairfax Brasil têm se destacado por meio de processos eficientes, parcerias perenes e bons relacionamentos. De acordo com o Gerente Comercial de Agronegócios da Fairfax Brasil, Diego Caputo, a Fairfax conseguiu manter a presença junto aos parceiros neste ano, apesar dos desafios em razão da pandemia do coronavírus. “A unidade de negócios Agro da Fairfax Brasil está cada vez mais próxima do agricultor. O cooperativismo ganhou relevância e os elos da cadeia estão se fortalecendo através da colaboração”, afirma Caputo. “As fortes parcerias entre Fairfax Brasil, cooperativas e corretores especialistas permitem a criação de produtos que atendam às necessidades do produtor para que ele plante tranquilo, consciente e de forma sustentável.”

O gerente técnico Guilherme Frezzarin reforça que as mudanças climáticas trazem um cenário cada vez mais desafiador para o agronegócio, evidenciando a importância do seguro para proteger as lavouras. “Temos um histórico recente de quebras de safra na região Sul, a sinistralidade foi altíssima para safras de verão e de inverno. Os eventos climáticos têm acontecido com mais frequência e com maior severidade”, analisa Frezzarin.

Por: Agrolionk

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Bate Papo rb

Artur Toledo – Produtor Rural e Coach do #agronegocio

Bate papo com Artur Toledo, Produtor Rural e Coach do Agronegócio.

Obrigado por aceitar meu convite para essa entrevista.

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Agricultura

Importância dos pequenos produtores no Brasil

Os pequenos produtores são responsáveis por boa parte dos alimentos que está na mesa dos brasileiros.

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Agronotícias

‘O produtor precisa ser lembrado que o crédito rural é um direito’

Miguel Daoud fala sobre ‘armadilhas’ criadas nos bancos para que ocorram vendas casadas na aquisição do benefício; governo acaba de criar plataforma para denúncias.

O governo federal quer sensibilizar os produtores rurais para fechar o cerco às instituições financeiras que praticam a chamada venda casada. Os ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Justiça e Segurança Pública lançaram nesta segunda, 20, uma plataforma para a realização de denúncias anônimas sobre a prática.
Para o comentarista Miguel Daoud, essa é uma atitude louvável e o produtor rural tem que ter em mente que o crédito rural é um direito e ele não pode ser ludibriado para conseguir acessar esse direito. “Quando o produtor vai ao banco, nem precisa pedir empréstimo, pois já vão empurrando seguro, capitalização, consórcio… Os bancos chamam os gerentes e dizem que eles precisam dar renda ou banco ou podem ser demitidos. Isso gera um assédio moral por parte dos bancos, e acaba caindo no cliente, que pode até triplicar um contrato por causa de um seguro de vida ou outro tipo de penduricalho”, disse.

Para o comentarista, muitas vezes o cliente fica receoso de brigar o com o gerente do banco com medo de perder as condições para acessar o crédito rural.

Fonte: Canal Rural
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Bate Papo rb

Bate Papo – Maurício Fraga Filho (Produtor Rural)

[youtube=https:https://youtu.be/AijBTuz6q_Y]

O agro continua produzindo- Maurício Fraga Filho (Produtor Rural)

Em uma série de entrevistas quero saber como o agronegócio continua produzindo em meio a todo esse caos.

Entrevista com

http://www.instagram.com/mauriciofrag…

Rodrigo Fraoli

https://www.instagram.com/rodrigofraoli/
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Agronotícias

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Marketing: Ruralbook – Marketing para o agro

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Mercados e Créditos

Governo anuncia Plano Safra 2020/21 com R$ 236,3 bilhões para pequenos, médios e grandes produtores rurais

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (17), durante cerimônia no Palácio do Planalto, a liberação de R$ 236,3 bilhões em financiamentos por meio do Plano Safra 2020/2021 para os pequenos, médios e grandes produtores.

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É cerca de R$ 10 bilhões a mais que os R$ 225,59 bilhões anunciados na safra passada. A liberação dos recursos do plano agrícola começará em julho, quando se encerra o atual, e seguirá até junho do ano que vem.

O valor total do plano desta temporada será distribuído da seguinte maneira:

  • R$ 33 bilhões para agricultores familiares participantes do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf);
  • R$ 33,20 bilhões para médios agricultores (Pronamp);
  • R$ 170,17 bilhões para demais produtores e cooperativas.

Do total, R$ 179,38 bilhões serão destinados a linhas de crédito custeio e comercialização e R$ 56,92 bilhões serão para investimentos em infraestrutura.

Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, discursa no lançamento do Plano Safra 2020/21 observada pelo presidente Jair Bolsonar — Foto: Carolina Antunes/PR

Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, discursa no lançamento do Plano Safra 2020/21 observada pelo presidente Jair Bolsonar — Foto: Carolina Antunes/PR

  • 2,75% a 4% ao ano para pequenos produtores, participantes do Pronaf.
  • 5% ao ano para os médios produtores, participantes do Pronamp;
  • 6% ao ano para os grandes produtores.

Para a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), principal produto do agronegócio do país, as taxas de juros ficaram abaixo da expectativa, embora reconheçam o esforço do Ministério da Agricultura (leia mais abaixo).

Apoio a setores afetados pela pandemia

Durante a apresentação, o secretário de política agrícola do Ministério da Agricultura, Eduardo Sampaio, disse que haverá recursos para apoiar o setor da cana-de-açúcar, que foi afetado – especialmente o etanol – pela crise do novo coronavírus.

Segundo ele, haverá linhas de crédito para que usinas e agricultores possam formar estoques desses produtos e consigam negociar em um melhor condição de mercado.

Sampaio disse também que haverá apoio para a cadeia do algodão, sem dar mais detalhes.

Para setor, juros continuam altos

Bartolomeu Braz, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), afirma que o Plano Safra ficou abaixo das expectativas do setor, que é o maior exportador do país.

O objetivo era de que o juro cobrado nas linhas de financiamento dos grandes agricultores, anunciado em 6% ao ano, ficassem mais próximos da Selic, hoje em 2,25% ao ano.

“A gente viu empenho do governo em busca de reduzir, mas vimos que não seria possível alcançar esse objetivo”, diz Braz.

O dirigente reconhece que os recursos do Plano Safra só conseguem financiar cerca de 30% dos grandes produtores, mas afirma que os juros altos afetam a competitividade da soja brasileira perto do maior concorrente: os Estados Unidos, onde há mais crédito e subsídios do governo.

“Agora, nós precisamos que o produtor nos dê o retorno, para saber se esse crédito está chegando e de que forma. Temos que fazer ele seja bem distribuído. Já não é um plano muito bom, então a gente tem que acompanhar.”

Agricultura familiar

Segundo o governo, os pequenos produtores rurais terão R$ 33 bilhões para financiamento pelo Pronaf, com juros de 2,75% e 4% ao ano, para custeio e comercialização.

Do total, R$ 19,4 bilhões é para linhas de custeio da atividade e R$ 13,6 bilhões para investimentos na propriedade.

Os agricultores familiares e os médios produtores poderão financiar atividades de assistência técnica e extensão rural, de forma isolada, por meio do Pronaf e Pronamp, respectivamente.

De acordo com o ministério, o governo também reservou R$ 500 milhões para construção ou reforma de moradias de pequenos agricultores, mesmo valor da temporada passada.

Seguro rural

Além disso, haverá R$ 1,3 bilhão para subsídio do seguro rural, recurso que será distribuído ao longo de 2021. Se confirmado – já que o montante costuma passar por contingenciamento durante o ano – será o maior valor da história.

Segundo o governo, o valor deve possibilitar a contratação de 298 mil apólices, possibilitando um montante segurado da ordem de R$ 52 bilhões e cobertura de 21 milhões de hectares.

O valor anunciado foi bem visto pelo representante da Aprosoja Brasil, que afirma que é possível notar o aumento da procura pelo seguro e que a medida estimula o produtor rural a investir mais na atividade..

Fonte: Globo Rural

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Eventos do Agronegócio

FAEPA divulga calendário de Feiras e Exposições Agropecuárias – 2020

A Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (FAEPA), juntamente com O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) e Sindicatos, anunciaram nesta última quarta-feira (11) o novo calendário repleto de eventos agropecuários que serão distribuídos por todo o estado do Pará.

O registro dos eventos possibilita as exposições de atividades agropecuárias de cada região, mostra toda a produção do ano e a diversidade cultural, possibilita a negociação dos produtores com os fornecedores. Auxilia também na apresentação de novas tecnologias, práticas de manejo, produtos e serviços para os produtores rurais. O que beneficia o aumento da produtividade na região paraense.

Calendário de eventos agropecuários – FAEPA/SENAR/Sindicatos