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Fatos e Acontecimentos

Mapa abre concurso para 796 vagas com salários de até R$ 12,5 mil

O Ministério da Agricultura abriu concurso para preencher 796 vagas. Entre as carreiras atendidas, está a de Fiscal Federal Agropecuário. Os salários variam de R$ 2,818 mil a R$ 12,539 mil. O edital foi publicado na edição desta terça-feira (21/1) do Diário Oficial da União.

ConcursosPublicos-Abertos-2012Os cargos estão distribuídos entre as unidades do Ministério nos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

As vagas são para candidatos de nível fundamental, médio e superior. Há também reserva para portadores de deficiência. As inscrições vão de 3 de fevereiro a 6 de março, com taxas que variam de R$ 38,50 a R$ 71.

Fonte: Globo Rural

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Meio Ambiente

Participação de áreas plantadas na produção florestal avança, diz IBGE

A participação da silvicultura (extração em áreas plantadas) na produção primária florestal passou de 72,6% para 76,9% de 2011 para 2012, o que representa R$ 14,2 bilhões do total geral da produção florestal brasileira, que alcançou R$ 18,4 bilhões. A extração vegetal (retirada de áreas nativas), cuja participação caiu de 27,4% para 23,1%, somou apenas R$ 4,2 bilhões.

eco09-05-12-13Os dados da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura 2012 (Pevs) 2012, divulgada nesta quinta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que essa inversão decorre diretamente do aumento da fiscalização e de uma maior conscientização ambiental no país.

Em 1994, a silvicultura representava menos de 30% da produção florestal, enquanto o extrativismo ultrapassava os 70%. Entre 1998 e 2002, ambos praticamente se igualaram, mas a partir de 2003 a silvicultura acentuou a predominância e vem se distanciando do extrativismo. Os técnicos do IBGE ressaltaram a implementação de políticas públicas, ao longo dos anos, de incentivo da silvicultura, de forma econômica e sustentável.

“A exploração madeireira predatória, que tantos danos causou ao meio ambiente, vem sendo substituída por técnicas de impacto reduzido, preservando o setor madeireiro através do uso racional e sustentável”, destaca o documento.

A adoção de um sistema de manejo florestal aliado a iniciativas conservacionistas que procuram conter os desmatamentos constituem um fator preponderante para preservação das matas, segundo o IBGE. “O crescimento da silvicultura é fator preponderante na amenização do impacto causado pela retirada de produtos madeireiros.”

Ainda no âmbito do fenômeno da inversão silvicultura-extração vegetal, a troca da lenha de matas nativas – muito usada como combustível nas zonas rurais para cozinhar alimentos – por lenha de reflorestamento e a substituição delas nas indústrias que utilizam a lenha como fonte energética são exemplos de como a atividade vem contribuindo para reduzir a pressão sobre as florestas nativas.

“Isso sem contar que o eucalipto, principal espécie plantada no Brasil, pode ser abatido com excelente produtividade a partir do sexto ano, prazo este bem inferior à regeneração de nossas florestas”, enfatiza a pesquisa.

Para acompanhar o desempenho dessas atividades, a pesquisa fez um registro dos principais produtos obtidos nas florestas naturais e plantadas, investigando em todos os municípios brasileiros, 38 itens oriundos do extrativismo vegetal e sete, da silvicultura.

Para o IBGE, o coco do açaí, o látex, a cera de carnaúba, a fibra de piaçava, a casca de angico, o coco de babaçu, o pequi, a castanha-do-pará e o urucum são exemplos de produtos extraídos nas matas e florestas naturais do país.

“Tais produtos ocupam relevante importância na complementação da renda ou se configuram como a única fonte de renda das populações extrativistas em determinadas localidades do Brasil”, informa o estudo.

Fonte: Agência Brasil

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Sem Categoria

PA: Emater orienta agricultores a diversificarem a produção em Castelo dos Sonhos

Agricultores familiares do distrito de Castelo dos Sonhos, município de Altamira, no oeste paraense, já começaram a receber informações técnicas sobre a viabilidade do cultivo de hortaliças pelo método da hidroponia. A iniciativa é da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) e propõe uma alternativa de renda local, que tem como base econômica a pecuária.

14224_59834Para trabalhar a ação junto aos agricultores, a Emater utiliza a experiência, bem sucedida, do agricultor familiar Rony Clécio, que há seis meses recebeu financiamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), cujo projeto técnico tem a assinatura da Emater. A experiência é inédita em Castelo dos Sonhos. O espaço produtivo é utilizado para a realização de palestras e para dar orientações a agricultores que tenham aptidão com o cultivo de hortaliças ou que estejam interessados em trabalhar com a cultura.

O projeto hidropônico, conforme orientação da Emater, deverá ser expandido e, ao invés do cultivo apenas do alface, também serão incluídas outras folhosas, como couve e agrião, e o plantio de tomate. Hoje o agricultor familiar colhe, por mês, quatro mil pés de alface que abastecem o mercado local. “Queremos incentivar o cultivo como alternativa de renda, além disso, pela ausência dos produtos aqui na localidade, hortaliça tem mercado garantido”, disse Leonardo Sampaio, técnico da Emater.

Segundo Rony Clécio, desde a implantação do projeto, no último mês de julho, a renda familiar aumentou pelo menos 50%. “Antes eu já trabalhava com hidroponia, mas muito timidamente. Depois que comecei a receber orientação técnica minha produção triplicou. Agora quero expandir o negócio”, afirmou o agricultor. O projeto com hidroponia deverá ser estendido para outras famílias de agricultores da Região das Chácaras, no perímetro urbano de Castelo dos Sonhos.

Fonte: Agência Pará

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Agricultura

Agricultores no Pará recebem 100 mil mudas de banana

Cem mil mudas de bananas serão distribuídas para mais de mil agricultores no Pará para serem utilizadas no sombreamento do cacau em diversas regiões do estado. Segundo a Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri), as mudas são consideradas de alta produtividade.

30.11_colheita_bananaA distribuição foi feita pela Sagri às prefeituras e sedes regionais do órgão, que deve repassar o material para os produtores rurais. As bananeiras são muito resistentes a doenças como a Sigatoka Negra e o Mal do Panamá.

As mudas foram cultivadas no laboratório da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) de Cruz das Almas, na Bahia, numa ação do projeto coordenado pela Sagri em conjunto com a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac).

Os mil agricultores que vão receber o material foram selecionados em 40 municípios paraenses, a maioria das regiões sul, nordeste e Transamazônica. O projeto foi desenvolvido com recursos do Fundo de Desenvolvimento da Cacauicultura do Pará (Funcacau). O plantio começa em janeiro, durante o período das chuvas.

Fonte: G1 Pará

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Agronegócio

Projetos de piscicultura vão beneficiar cinco municípios do Baixo-Tocantins

A Secretaria de Estado de Pesca e Aquicultura concluiu o levantamento de dados para implantação de projetos de piscicultura em cinco municípios da região do Baixo-Tocantins. A última visita aconteceu semana passada em Limoeiro do Ajuru, onde foram vistoriadas 40 áreas das comunidades Rio Japiinzinho, Rio Anajás e Estrada Transcametá Km-5.

pisciculturaOs engenheiros de pesca Átila Brandão e Jailton Serejo fizeram a análise das áreas e concluíram que, na maioria delas, os projetos de tanque-rede são mais viáveis para desenvolver a criação de peixes em cativeiro. A partir de agora eles vão escrever os projetos de piscicultura, trabalho que deve ser concluído até a segunda semana de dezembro.

Além de Limoeiro do Ajuru, outros quatro municípios serão beneficiados: Igarapé-Miri, Baião, Mocajuba e Cametá. Em todos eles as modalidades de tanques-redes e tanques-escavados podem ser desenvolvidas. A implantação dos projetos de piscicultura na região do Baixo-Tocantins será feita numa parceria da Sepaq com a Eletronorte. Cerca de 200 famílias devem ser beneficiadas com a criação de peixes em cativeiro.

“Com esse trabalho vamos aumentar a produção do pescado na região, aproveitando o potencial natural dos rios. O apoio da Eletronorte será muito importante, pois assim vamos conseguir atender um maior número de famílias, levando-lhes mais qualidade de vida”, explicou o secretário de Pesca e Aquicultura, André Pontes.

Fonte: Agência Pará

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Fatos e Acontecimentos

Campanha de vacinação contra febre aftosa termina amanhã, 30.

Amanhã, 30 de novembro encerra a segunda etapa de vacinação contra a febre aftosa no Pará. O período se estendeu por 30 dias e agora o produtor tem mais 15 dias para fazer a notificação da vacinação e declarar junto ao escritório da Agência de Defesa Agropecuária do Pará, a Adepará, a confirmação.

1349144144O estado do Pará foi reconhecido como zona livre de febre aftosa com vacinação, pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e agora busca o reconhecimento internacional. A meta da segunda etapa, que iniciou no dia 1º de novembro, é vacinar 100% do rebanho bovino e bubalino do Estado, que atualmente ocupa a 5ª posição no ranking brasileiro, com 20.510.873 cabeças. A expectativa do Ministério da Agricultura é que, nesta nova etapa, 150 milhões de cabeças sejam vacinadas em todo o país.

Na primeira etapa deste ano, realizada no primeiro semestre, o índice de vacinação no Pará fechou acima de 97%. “A vacinação é a única forma de proteger o rebanho do Estado contra a doença, que causa sérios prejuízos ao mercado, com a diminuição na produção de carne e leite de rebanhos afetados. É extremamente importante que o Pará alcance bons índices de vacinação. A recente certificação demonstra o compromisso dos servidores da instituição e dos produtores rurais em erradicar a febre aftosa”, explicou a fiscal estadual de Defesa Agropecuária, Glaucy dos Santos, da Gerência do Programa de Erradicação da Febre Aftosa.

Quem não vacinar o rebanho sofrerá as penalidades previstas na legislação, como ficar impedido de tirar a Guia de Trânsito Animal (GTA), até que situação seja regularizada, e pagar multa no valor de, no mínimo, R$ 60,00.

A febre aftosa é uma doença altamente contagiosa, que provoca febre e aftas na boca e nos cascos dos animais, prejudicando a locomoção e a alimentação do rebanho. Os animais atingidos pela doença ficam com a produção de leite e carne comprometida, o rebanho perde valor e compromete o comércio municipal, estadual, nacional e internacional de carne, leite e outros derivados. Isso traz prejuízo ao produtor e causa danos econômicos e

A primeira etapa da vacinação em 2013 no Pará atingiu 98,68%

Após a mudança de status sanitário que resultou na certificação concedida, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), ao Pará como estado 100% livre de febre aftosa com vacinação, os esforços para garantir a manutenção desse status já são percebidos a partir dos resultados das etapas de vacinação do primeiro semestre de 2013, que ultrapassou os 98%. “O índice de vacinação superou a expectativa”, disse Mário Moreira, gerente geral da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará.

Com base na meta estabelecida, o Brasil vacinou na 1ª etapa da campanha contra febre aftosa cerca de 166 milhões de cabeças. No Pará, os índices vacinais atingiram na área I, 99,07%; na área II, o nordeste paraense, 98,24%; na área III, o Baixo Amazonas, 97,88% e na zona de proteção (área de fronteira), 100% e, ainda na área III, referente a vacinação da Ilha do Marajó, o índice vacinal atingiu 92,19%. O Estado confirmou uma média total de vacinação na ordem de 98,68%, segundo os dados diretoria Técnica Agropecuária e Florestal, e das gerências da Adepará de Defesa Animal e do Programa Estadual de Erradicação de Febre Aftosa.

O ministro da Agricultura, por ocasião da cerimônia de entrega da certificação do Pará livre de febre aftosa, com vacinação, em Paragominas, no mês de agosto de 2013, confirmou que o Pará possui a maior cobertura vacinal do país, dado que, segundo ele, certamente é fruto da consciência de produtores, governo do Estado e governo federal.

Fonte: Ascom Adepará

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Agricultura

Preços do milho reagem com bom ritmo de exportações

Os preços do milho estão em alta no mercado brasileiro, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A influência vem das exportações, que seguem em bom ritmo e estimulam os vendedores do grão, afirmam os pesquisadores.

0,,69798240,00“As intervenções governamentais para o produto de Mato Grosso também contribuem para levar o cereal para regiões deficitárias, como São Paulo e Nordeste, e especialmente para os embarques. O dólar valorizado, ainda, eleva a paridade de exportação”, informou o Cepea, em alerta de mercado divulgado nesta terça-feira (19/11).

Entre 11 e 18 de novembro, o Indicador Esalq/BM&FBovespa, que serve de referência para o mercado futuro brasileiro, com base em Campinas (SP), subiu fortes 3,12%, fechando a R$ 25,75 por saca de 60 quilos na segunda-feira (18/11).

Em Mato Grosso, o Instituto de Economia Agropecuária do Estado (Imea) reforça a avaliação de firmeza nas cotações. Só na semana passada, a média do estado aumento 9,7%, com valores acima de R$ 12 por saca. Na quinta-feira passada (14/11), o preço chegou a R$ 12,76.

“Os grandes volumes exportados, bem como o avanço da comercialização do cereal, vêm permitindo a elevação do preço do milho em todas as regiões”, informa o Imea, em boletim semanal.

Até a semana passada, de acordo com o Instituto, a comercialização atingiu 72,5% da safra 2012/2013. Os produtores já comprometeram, em números absolutos, 16,35 milhões de toneladas de milho. Só no mês de outubro, foram quase 2 milhões, principalmente nos leilões de Prêmio equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro).

“Com os preços reagindo e a expectativa de demanda aquecida é esperado que o cereal apresente cotações que estimulem as negociações”, avaliou o Imea.

A comercialização é mais avança nas regiões do médio-norte e sudeste do estado, onde o comprometimento chegou a 70% da safra. Nesses locais, ressalta o Imea, são produzidos 58% da safra de soja de Mato Grosso, aumentando a necessidade de escoar a produção e abrir espaço para a chegada da oleaginosa.

Fonte: Globo Rural

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Agricultura

Demanda aquecida dá suporte ao mercado e soja fecha em alta

A soja encerrou a sessão regular desta segunda-feira (18) em alta na Bolsa de Chicago. Os principais vencimentos subiram entre 7,25 e 8,50 pontos. O contrato janeiro/14, o mais negociado nesse momento, valendo US$ 12,86 por bushel, já que perdeu o patamar dos US$ 13 em função de uma intensa liquidação por parte dos fundos, movimento natural do mercado, segundo o consultor Liones Severo, do SIM Consult, para esse período de meio de mês.

soja“Acabamos de colher uma safra americana que não foi uma safra pequena, a América do Sul vai colher daqui a poucos meses, e os preços estão perto de US$ 13 por bushel, que é um preço muito interessante, não é um preço comum (…) Toda vez que tivermos essa posição janeiro se aproximar ou passar um pouco dos US$ 13 por bushel, teremos algum fundo interessado em vender, e quando chegar a US$ 12,60 / US$ 12,70, vamos ver intressados em comprar”, explica Ênio Fernandes, consultor em agronegócio.

O foco na demanda extremamente firme pela soja norte-americana, entretanto, continua e segue como principal fator de sustentação para as cotações da oleaginosa. De acordo com Severo, com a produção que vem sendo registrada, os EUA poderiam exportar no máximo 27 milhões de toneladas de soja para a China, tentando manter a estabilidade da relação entre a oferta e o consumo.

Porém, até o momento, já vendeu 22 milhões à nação asiática e há mais 4 milhões de toneladas com destinos não revelados que também podem se referir à compras do maior consumidor mundial de soja da atualidade. E esses 27 milhões de toneladas deveriam ser comercializados até agosto de 2014.

Até lá, sem soja suficiente nos EUA, o Brasil deverá assumir o papel de atender essa demanda, atendendo também outros destinos que não poderão ser atendidos pelos EUA. “As exportações brasileiras devem ficar entre 43 e 44 milhões de toneladas, muito acima dos americanos, e no próximo ano, o Brasil será o maior exportador do mundo, consolidando sua posição, deve contribuir com metade das importações chinesas, se tornando um grande player”, explicou o consultor.

Além dessa demanda muito aquecida, o mercado observa ainda, como explicou Fernandes, que os produtores norte-americanos estão segurando suas vendas à espera de preços melhores, o que também é um fator positivo para o mercado nesse momento. “As origens não estão vendendo”, diz.

Milho – Na contramão da soja, os futuros do milho recuaram expressivamente em Chicago nesta segunda-feira. A pressão para os preços veio, principalmente, do relatório da agência de proteção ambiental dos Estados Unidos que sugeriu um aumento menor que o previsto no uso de etanol misturado à gasolina. O volume subiria de 12,7 bilhões de litros para 13,2 bilhões de litros no ano que vem. Porém, uma lei aprovada em 2007 apontava para uma mistura de, ao menos, 14,4 bilhões de litros em 2014.

Fonte: Notícias Agricolas

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Eventos do Agronegócio

Cacau paraense é destaque no Salão Internacional do Chocolate em Paris

A 19a edição do Salon du Chocolat em Paris terminou hoje com mais de 120 mil visitantes. A grande novidade desse ano foi o espaço Confeitaria que garantiu 20 mil m² a mais que o ano passado e, quase 250 expositores para um público sempre fiel que veio em massa se deliciar com guloseimas francesas e chocolates vindos do mundo inteiro. Para os integrantes do stand Cacau do Brasil, o balanço é mais que positivo, todos são unânimes em ressaltar a importância desse evento e os contatos que ele possibilita por ser o maior do gênero. Em 2013 Pará, Bahia e Amapá trouxeram representantes de produtores de cacau e de chocolate, além de vender chocolates finos feitos no Brasil para o exigente público francês. O stand de 100 m² bem ao lado do palco principal chamou a atenção de um público ávido em novidades.

23205_salao_chocolateaaaEsse Salon serviu também para divulgar os dois próximos Festivais do Cacau e Chocolate. A edição de Belém acontecerá de 3 à 6 de abril de 2014 e em Ilhéus de 25 à 27 de julho. Dois chocolateiros já confirmaram presença na edição de Belém: o chef francês Stephane Bonnat e o japonês Antonio Koji Tshuchiya. Para o secretário da agricultura do Pará, Hildegardo Nunes, a comitiva paraense veio a Paris com o objetivo de aumentar a representatividade do estado, de manter contatos técnicos e comerciais para aumentar a produção de cacau no estado. O Pará atualmente é o segundo maior produtor de cacau no Brasil e a intenção é de ampliar a produção atual de 80 mil toneladas/ano para 200 mil toneladas/ano em 2022. “Para isso, várias ações serão tomadas como a capacitação de produtores, um maior incentivo para participar do Cacao awards do Salon du Chocolat (concurso internacional da melhor amêndoa) e um intercâmbio intra-estadual de experiências bem-sucedidas com o apoio da Emater e da Ceplac”, afirma Hildegardo.

Para o representante da Comissão Executiva do Plano de Lavoura Cacaueira (Ceplac) do Pará Raymundo da Silva Mello Junior, o Salon proporciona aos produtores várias oportunidades e mostra o mercado que o cacau fino ainda pode conquistar. Essa é a mesma opinião do diretor da Biofábrica, Henrique de Almeida. Ele lembra que ao observar o mercado em Paris, ele sai com a certeza que a amêndoa brasileira é de boa qualidade, que os negócios são animadores além das tendências do chocolate gourmet. “Tudo isso nos motiva e dá ainda mais vontade de investir nesse nicho”, conclui.

Leandro Almeida, da Mendoá Chocolates, volta para a Bahia com o sentimento de dever cumprido. Pela primeira vez em Paris e lançando internacionalmente a linha de chocolates finos que leva o mesmo nome, Leandro confirma o entusiasmo e a intenção de ampliar a produção de chocolates gourmet já que a aceitação dos franceses foi considerada excelente. Klewer Carvalho, da Cunnani no Amapá é outro produtor de chocolate que voltará certamente em 2014 assim como a cooperativa Cacauway de Medicilância do Pará.

Fechando o evento Marco Lessa, organizador do stand, diz que essa é a melhor participação do pais das cinco edições que o Brasil esteve presente e comenta : “Vários contatos foram feitos para comercialização de amêndoa, conhecemos novas tecnologias de maquinário, pudemos divulgar os dois festivais sem contar com a boa acolhida francesa dos chocolates gourmets. Tudo isso nos mostra que estamos no caminho certo e que voltaremos ano que vem”.

Fonte: Denise Cunha (Assessora de Imprensa) denisercunha@gmail.com

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Agronegócio

Projeto de agroindústria em Conceição do Araguaia é referência nacional

Uma agroindústria de beneficiamento de leite, implantada no Projeto de Assentamento (PA) Canarana, na zona rural de Conceição do Araguaia, município do sul do Pará, está sendo considerada referência nacional. O projeto técnico tem o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater).

23165_neurivanIdealizada pelo agricultor familiar Neurivan Bezerra, a agroindústria tem capacidade para beneficiar 8 mil litros de leite por dia, absorvendo a demanda de 15 produtores familiares da região. Instalada há quase quatro anos, o empreendimento financiado pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), por meio da linha Mais Alimentos, tem a parceria da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A experiência pode ser levada a outras regiões do Brasil.

A implantação da agroindústria influenciou diretamente na renda familiar dos agricultores. “As famílias tiveram um aumento na renda de até 50%. Só o preço do litro do leite passou de R$ 0,30 para R$ 0,70”, informou Tiago Catuxo, técnico da Emater. Os produtos abastecem o mercado local, após passarem pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM).

Seleção – A experiência da Emater em Conceição do Araguaia foi uma das selecionadas pela Embrapa, entre empreendimentos de mais de 15 Estados, no segmento agroindustrial. A expectativa é que até meados de 2014 todos os dados já estejam sistematizados, para posterior apresentação em um fórum nacional, promovido pela Embrapa em Brasília (DF). A agroindústria no Pará também integrará uma publicação da empresa de pesquisa.

A Emater trabalha com a expectativa de ampliação da agroindústria, inclusive com o aumento da oferta de produtos. Para tanto, a equipe técnica local acompanha o trabalho de infraestrutura do prédio, a assistência técnica aos agricultores e a comercialização dos produtos. “Nesta semana tivemos a visita do prefeito de Araguanã (TO), e a expectativa é desenvolver a experiência naquele município”, acrescentou Tiago Catuxo.

Fonte: Agência Pará