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Agricultura

Qual a importância do uso de fungicidas de amplo espectro no manejo de doenças em soja?

Na agricultura, ferramentas que apresentem alta consistência no combate às doenças são essenciais durante todas as fases do desenvolvimento da cultura, em busca de uma safra cada vez mais produtiva.
Qual a importância do uso de fungicidas de amplo espectro no manejo de doenças em soja?

Nas últimas décadas, a cultura da soja ganhou muito espaço no agronegócio, principalmente por ter cultivares adaptados às diferentes regiões em que é produzida.

Os bons números são consequência de um conjunto de ações que tem a proteção de cultivos, a exemplo do uso de fungicida para soja, como um dos fatores decisivos para a alta produtividade e rentabilidade. Sendo assim, o manejo de doenças em todo o estádio de desenvolvimento da soja é fundamental.

Por que aplicar fungicidas em soja?

Atualmente, o sojicultor conta com soluções inteligentes e integradas no mercado para auxiliar no manejo da lavoura e enfrentar os principais desafios durante todo o ciclo da cultura.

Um desses grandes desafios é a ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi), uma importante doença que atinge a soja e pode comprometer de forma severa a produtividade de toda a lavoura. Como forma de manejo, o uso de fungicidas para o controle do patógeno passou a ser indispensável no campo.

Por isso, ter em mãos produtos que possuem alta consistência no manejo de doenças, com amplo espectro de ação, é essencial para a obtenção de altas produtividades e garantir a sustentabilidade da sojicultura brasileira.

A importância da soja no mercado mundial

A soja é um grão que tem um excelente custo-benefício e uma grande responsabilidade na revolução alimentar mundial. Além disso, a demanda por produtos à base de soja cresce substancialmente em todo o planeta. Essa demanda favorece o mercado brasileiro e garante a presença e a comercialização para diversos outros países.

Podemos citar alguns alimentos em que a soja serve como ingrediente em sua execução, tais como:

•Óleos vegetais;

•Farelos para ração animal;

•Chocolates;

•Base para temperos;

•Massas.

Vale ressaltar que, como a soja é uma grande cultura, o desenvolvimento saudável das plantas depende de um manejo conjunto, envolvendo práticas agrícolas para uma maior proteção da lavoura, principalmente no combate a pragas e doenças.

Por isso, realizar um manejo nos estádios iniciais, contando com um fungicida de alta eficácia para o complexo de doenças em soja, permite que o produtor alcance boa produtividade, com grãos de alta qualidade, que serão comercializados tanto no mercado interno como no mercado externo.

Por: Portal do Agronegocio

 

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Agricultura

Milho e soja estão caros para a dieta de aves? Veja as melhores alternativas

A utilização de insumos alternativos representa uma boa estratégia para redução parcial dos percentuais de milho e de farelo de soja na alimentação das aves, especialmente em períodos de alta volatilidade do mercado, como o atual. Mas, antes de buscar opções mais baratas, os avicultores devem conhecer as características e limitações dos ingredientes disponíveis, visando sempre o melhor desempenho possível dos lotes.

Para começar, além da qualidade do alimento, é preciso levar em conta sua disponibilidade na região e os custos para a implementação na dieta.

Os ingredientes alternativos podem ser divididos em dois grupos: de origem vegetal e animal. Fica o alerta de que, sendo vegetal ou animal, é fundamental a análise de sua composição em laboratórios de qualidade. Recomendo o acompanhamento de um nutricionista, pois assim aumentam as chances de chegar a uma formulação adequada e com bom custo-benefício.

Além dos macro ingredientes, é importante também avaliar os custos relacionados aos pontos estratégicos das dietas, como inclusão de energia, proteínas, antioxidantes, aminoácidos industriais, enzimas, adsorventes de micotoxinas, emulsificantes e óleos, entre outros, que também devem ser orientados por um profissional. Afinal, o objetivo é fazer a substituição sem deixar de atender aos requerimentos nutricionais dos animais.

Estes são os principais alimentos de origem vegetal e suas características, que devem ser considerados para substituição das dietas de aves de corte e poedeiras.

Sorgo: é comparado ao milho em valor nutricional, mas sua energia é menor (3.208 x 3.380 kcal). O valor nutritivo do sorgo é de 95 a 96% do milho. Pode ser substituído de 30% a 65% nas rações de frangos e em poedeiras na fase de postura. Mas, atenção: ele altera a coloração da pele e da gema do ovo, sendo recomendável utilizar pigmentantes, especialmente em galinhas, devido ao baixo conteúdo de carotenoides e xantofilas (pigmentos naturais do milho).

Milheto: destaca-se por ser um ingrediente alternativo ao milho, pelo maior teor de proteína bruta dos grãos (13% x 8% PB) e maior concentração de aminoácidos, com destaque para lisina, metionina e treonina. No entanto, o valor de energia metabolizável é inferior ao do milho (3.168 x 3.381 kcal/kg). A utilização de milheto na postura deve ser acompanhada de pigmentante para evitar descoloração da gema de ovo. É recomendável fornecer o grão inteiro, já que ele é menor que o milho e a ração pode ficar mais fina. Em frangos a sugestão é adicionar 15% na ração inicial, 20-30% na crescimento e na final. Em galinhas poedeiras, o recomendável é incluir o mesmo que na inicial e no crescimento de frangos e 20-30% na fase de postura.

Trigo integral: alimento produzido principalmente no sul do Brasil. É usado como fonte de energia na dieta de aves. Possui o maior conteúdo proteico (de 10% a 18 % de PB) e maior digestibilidade de aminoácidos que o milho, porém fornece menos energia. O ideal é que se forneça o grão inteiro, portanto evitar moer, pois em partículas finas impacta na granulometria da ração causando baixa digestibilidade e absorção dos nutrientes. Fornecer a partir dos 10 a 14 dias de idade. Em frangos e poedeiras, é recomendável adicionar 12% na dieta inicial e 20-40% na dieta de crescimento e finalização, seguindo esta última proporção mencionada na fase de postura de poedeiras.

Soja Integral: ingrediente importante para a alimentação de aves, sendo que no processo de extrusão o incremento de temperatura e pressão é responsável pela desativação de toxinas contidas no grão sem que haja perda nutricional. No entanto, a indústria avícola tem usado a soja integral processada como substituta do farelo de soja e óleo, uma vez que possui proteínas e lipídeos de alta qualidade, tornando-a uma importante fonte proteica e energética. O tipo de processamento e a origem da soja integral podem ser responsáveis pelo conteúdo de energia metabolizável da soja, que pode variar de 3.450 a 4.273 kcal de EM/kg. Para que a soja processada proporcione desempenho semelhante às aves alimentadas com farelo de soja e óleo, o produtor deve levar em consideração o bom processamento térmico, assim os fatores antinutricionais serão reduzidos, dentre eles os inibidores de tripsinas que inibem o funcionamento das enzimas específicas para a digestão de proteínas e aminoácidos. Em adição, com o controle dos fatores antinutricionais, reduz-se a incidência de inflamação do intestino, mantendo a saúde e a resistência aos patógenos.

Farelo de amendoim: após a extração do seu óleo, o farelo de amendoim fornece 48% de proteína e 2.400 kcal de EM. Ao incluí-lo na dieta é importante adicionar aminoácidos industriais e também a enzima fitase. Devido às altas quantidades de ácido fítico, um composto torna o fósforo indisponível à absorção. Como a soja, o amendoim contém inibidores de tripsina, idealmente desativados pelo processamento por calor para extração de óleo. Por ser um legume subterrâneo, o amendoim é bastante vulnerável ao crescimento de fungos, como o Aspergillus, responsável por sérios problemas no fígado, mesmo em níveis moderados de inclusão. Portanto, seu tratamento é indispensável com adsorventes que tenham aluminossilicatos em sua composição. Estes se ligam à aflatoxina, impedindo a absorção sua absorção pela ave. Em frangos de corte e poedeiras, é recomendável colocar 3% na dieta inicial, passando para 5% na crescimento e 5% na final ou postura.

Por: Alfredo Lora Graña, consultor técnico de monogástricos da Trouw Nutrition

Gabriel Almeida – Texto Comunicação Corporativa
Ruralbook

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Agricultura

Produção agrícola em 2020 bate novo recorde e atinge R$ 470,5 bilhões

Produto que mais contribuiu para o resultado foi a soja.

O valor da produção agrícola do país em 2020 bateu novo recorde e atingiu R$ 470,5 bilhões, 30,4% a mais do que em 2019. A produção agrícola nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas chegou, no ano passado, a 255,4 milhões de toneladas, 5% maior que a de 2019, e a área plantada totalizou 83,4 milhões de hectares, 2,7% superior à de 2019.

Os dados constam da publicação Produção Agrícola Municipal (PAM) 2020, divulgada hoje (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Com a valorização do dólar frente ao real, houve também um crescimento na demanda externa desses produtos, o que causou impacto direto nos preços das principais commodities, que apresentaram significativo aumento ao longo do ano. Como resultado, os dez principais produtos agrícolas, em 2020, apresentaram expressivo crescimento no valor de produção, na comparação com o ano anterior”, explicou o IBGE.

A cultura agrícola que mais contribuiu para a safra 2020 foi a soja, principal produto da pauta de exportação nacional, com produção de 121,8 milhões de toneladas, gerando R$ 169,1 bilhões, 35% acima do valor de produção desta cultura em 2019.

Em segundo lugar no ranking de valor, veio o milho, cujo valor de produção chegou a R$ 73,949 bilhões, com alta de 55,4% ante 2019. Pela primeira vez desde 2008, o valor de produção do milho superou o da cana-de-açúcar (R$ 60,8 bilhões), que caiu para a terceira posição. A produção de milho cresceu 2,8%, atingindo novo recorde: 104 milhões de toneladas.

O café foi o quarto produto em valor de produção, atingindo R$ 27,3 bilhões, uma alta de 54,4% frente ao valor de 2019. Já a produção de café chegou a 3,7 milhões de toneladas, com alta de 22,9% em relação ao ano anterior, mantendo o Brasil como maior produtor mundial.

No ano passado, Mato Grosso foi o maior produtor de cereais, leguminosas e oleaginosas do país, seguido pelo Paraná, por Goiás e o Rio Grande do Sul.

Em relação ao valor da produção, Mato Grosso, destaque nacional na produção de soja, milho e algodão, continua na primeira posição no ranking, aumentando sua participação nacional para 16,8%, novamente à frente de São Paulo, destaque no cultivo da cana-de-açúcar. O Paraná, maior produtor nacional de trigo e segundo de soja e milho, ocupou, em 2020, a terceira posição em valor de produção, à frente de Minas Gerais, destaque na produção de café.

“O Rio Grande do Sul, que teve a produtividade de boa parte das culturas de verão afetadas pela estiagem prolongada no início de 2020, apresentou retração de 6,9% no valor de produção agrícola, caindo para a quinta posição no ranking, com participação nacional de 8,1%”, informou o IBGE,

Os 50 municípios com os maiores valores de produção agrícola do país concentram 22,7% (ou R$ 106,9 bilhões) do valor total da produção agrícola nacional. Desses 50 municípios, 20 eram de Mato Grosso, seis da Bahia e seis de Mato Grosso do Sul.

Sorriso (MT) manteve a liderança entre os municípios com maior valor de produção: R$ 5,3 bilhões, ou 1,1% do valor de produção agrícola do país. Em seguida, vieram São Desidério (BA), com R$ 4,6 bilhões, e Sapezal (MT) com R$ 4,3 bilhões.

Por: Agência Brasil

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Agronotícias

Carros da Fiat, Ram e Jeep já podem ser pagos em soja; saiba como

 

Crédito: Divulgação
A marca Ram, através do programa Barter Ram, oferecerá as picapes 1500 e 2500 (Crédito: Divulgação)

A Stellantis lançou uma modalidade de venda de veículos ao setor do agronegócio por meio de operações barter trade – do inglês, troca ou permuta.

Agora, os produtores rurais que poderão adquirir modelos da Fiat, Jeep e Ram mediante o pagamento fixo e liquidado em grãos como soja, commodity cotada internacionalmente.

As operações barter trade se baseiam na troca de mercadorias, ocorrem envolvendo a definição do valor do bem a ser adquirido, cotação básica da commodity agrícola a ser usada como pagamento, seguro, aquisição do bem e, ao fim, liquidação financeira.

Serão disponibilizados veículos de trabalho e de passeio. A Fiat denominou seu programa de Agro Fácil Fiat e oferecerá as picapes Toro e Strada (exceto o modelo Volcano) e o furgão Fiorino. A Jeep disponibilizará seus modelos Renegade e Compass, produzidos no Brasil, e Wrangler e Grand Cherokee, que são importados, denominando seu programa de Barter é Jeep. A marca Ram, através do programa Barter Ram, oferecerá as picapes 1500 e 2500.

Nesta primeira fase do projeto, 1,2 mil produtores de soja do Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Bahia, Paraná e Pará foram selecionados e podem se habilitar à compra dos veículos.

“A modalidade da operação barter trade será uma maneira ágil para fomentar negócios com produtores rurais, uma vez que utilizará uma modalidade de pagamento com a qual eles já estão familiarizados. É um modelo de negócio que oferece segurança e previsibilidade aos produtores”, afirma Fabio Meira, diretor de Vendas Diretas da Stellantis, por meio de nota.

“O agronegócio é um parceiro estratégico com o qual queremos manter um relacionamento estável e duradouro. Por isto, estamos adotando o mesmo mecanismo de pagamentos com o qual o setor já está acostumado”, diz Meira.

Por: Dinheiro Rural

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Agronegócio

Aprosoja Brasil critica aprovação de joint venture para cobrança de royalties de sementes transgênicas

A Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), que representa cerca de 240 mil agricultores, divulgou nota nesta terça, 10 de agosto, relatando indignação pela aprovação sem restrições pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) da criação de uma nova empresa para a cobrança de royalties das sementes geneticamente modificadas de soja. A joint venture reúne Bayer, Syngenta Corteva e Basf.

Colheita de soja (Foto: REUTERS/Jose Roberto Gomes)
Empresas de biotecnologia se uniram em mecanismo de cobrança de royalties. Produtores criticam (Foto: REUTERS/Jose Roberto Gomes)
 

A aprovação saiu em 5 de agosto. A nota de protesto coincide com o lançamento nesta terça da nova biotecnologia da Corteva, a soja Enlist, que vai custar R$ 136,15 por hectare ao produtor, incluindo royalties e germoplasma.

“Desde a aprovação da megafusão entre Bayer e Monsanto no Brasil, sucedem-se as situações de abuso de posição dominante por parte da gigante do setor. O preço dos royalties praticado no Brasil, e pago pelos sojicultores à gigante do setor, superam enormemente os valores praticados pela Bayer-Monsanto em países vizinhos, e sua forma de cobrança revela-se constrangedora, agressiva e claramente abusiva.”

Segundo a nota da Aprosoja Brasil, havia a expectativa de que, com a entrada de novas empresas no mercado de sementes, houvesse uma competitividade para desafiar o abuso de poder econômico que vem sendo praticado pela Bayer. Os produtores de soja recorrem à Justiça desde 2009 para contestar o sistema de pagamento de royalties no mercado brasileiro, que foi implantado pela Monsanto, incorporada depois pela Bayer.

“A monopolista Bayer-Monsanto, em um ato de benevolência e altruísmo, se dispôs a franquear o seu sistema de cobranças de royalties a todas as suas potenciais e futuras concorrentes, e elas, juntas, propuseram ao Cade a criação de uma nova empresa para monitoramento, em tempo real, de transações econômicas e cobrança de royalties.”

A entidade afirma ainda que apresentou ao Cade as graves consequências que a aprovação da empresa teria para os produtores brasileiros e a competitividade do setor, mas os dados e argumentos foram ignorados pelo órgão. “Perde o país, perde o bem-estar do consumidor brasileiro.”

Globo Rural procurou o Cade, que exigiu as perguntas por email, mas não enviou as respostas até a publicação deste texto.

Por: Globo Rural

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Agricultura

Soja: armazenagem própria deve ser estratégia de produtores para nova safra

Em painel realizado para celebrar a abertura da 10ª temporada do projeto Soja Brasil, representantes das principais entidades do setor discutiram desafios e as possíveis soluções para a nova safra de soja.
silo para armazenagem
Foto: Wenderson Araujo-Trilux/CNA

Em painel organizado pelo projeto Soja Brasil nesta quinta-feira, 5, representantes de importantes entidades do setor se reuniram para discutir os desafios para a produção e suas possíveis soluções para a nova safra de soja. A armazenagem foi apontado como principal problema para esse segmento da agricultura brasileira. “Temos relatos de produtor colhendo safra com 25% de umidade, sem ter onde armazenar”, relata o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Antonio Galvan. O debate celebrou a abertura da 10ª temporada do projeto Soja Brasil.

Segundo Galvan, é preciso buscar um meio para que o produtor rural consiga armazenar a soja em sua propriedade. Usando os Estados Unidos como exemplo, ele disse que o país tem capacidade para armazenar até o dobro do que produz. Thiago Rocha, consultor de Política Agrícola da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), aponta que as propriedades americanas armazenam de 75% a 80% do que é produzido.

“Aqui, temos a visão errada de que o armazém é apenas para suportar [a produção], como se fosse um pulmão. Colho, armazeno e entrego”, ressaltou Rocha. Porém, pelo gargalo representado pela falta de investimento em armazenagem, as perdas na soja se tornam frequentes. “Às vezes, nós que temos que juntar duas safras e deixar no tempo, estragando”, lamenta o presidente da Aprosoja Brasil.

Considerando que a armazenagem é a maior deficiência no Brasil, a Aprosoja-MT lançou recentemente o projeto “Armazém para Todos”, que visa facilitar o acesso dos produtores ao crédito. “Temos que mostrar ao governo federal que a safra garantida é aquela que está no armazém. Não aquela que está plantada, para ser colhida. É aquela que está lá para ser colhida”, declarou Galvan.

Dessa forma, é esperado que seja perdida uma menor quantidade do produto, o que aumenta o volume disponível para ser negociado, bem como possibilita a oferta de soja brasileira de maior qualidade.

Por: Canal Rural

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Agricultura

Agricultor tem papel de destaque no fortalecimento da cadeia produtiva

Pará ocupa o topo da produção nacional de cacau, abacaxi e açaí. Outras culturas, como a da soja, estão surgindo como grandes potenciais para o agronegócio paraense.

 

Foto: DIEGO INOVE / DIVULGAÇÃO

Nesta quarta-feira (28) é comemorado o dia do agricultor. A data celebra a importância desses trabalhadores para o crescimento econômico do país e para a sociedade. No Pará, a Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) tem cadastrado 5.912 agricultores que desenvolvem atividades na área vegetal. O órgão tem a missão de planejar e executar ações que promovam a sanidade e a qualidade da produção agropecuária, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e competitivo do agronegócio.

A agricultura do Pará desempenha um papel muito importante na economia brasileira. O Pará está no topo da produção nacional de cacau, abacaxi e açaí, além de ocupar a oitava posição na produção de banana. Outras culturas, como a da soja, estão surgindo como grandes potenciais para o agronegócio paraense.

Foto: Divulgação

A produção de citros também está crescendo, com destaque para o município de Monte Alegre, no Baixo Amazonas, que é considerado o maior polo produtor de limão Thaiti do Pará.

Dados da Unidade de Certificação Fitossanitária de Origem (UCFO) da Adepará, apontam 6.613 propriedades cadastradas no Estado.

Para Jamir Macedo, diretor-geral da Adepará, o agricultor tem um papel fundamental para o desenvolvimento econômico, em todos os 144 municípios paraenses.

“É um profissional responsável pelo manejo dos mais diversos tipos de plantação, desde a semeadura até a colheita. E a Agência atua em todas as etapas da sua produção, executando ações que visam promover e manter a sanidade dos produtos oriundos dessa atividade, contribuindo para o aumento da produção, consequentemente maior geração de emprego e renda para o nosso Estado”, explicou.

 

 

Há 40 anos trabalhando com agricultura familiar, a agricultora Maria Leocádia Siqueira, moradora de Marituba, comunidade Boa Vista, na Grande Belém, tem como “carro-chefe” a produção de hortaliças, além de pequenos plantios de mandioca, açaí, pupunha e milho. Ela sempre trabalhou na roça e orgulha-se de ter criado os filhos a partir da comercialização dos produtos da agricultura.

“Criei meus filhos trabalhando diretamente com a produção de hortaliças folhosas e frutíferas. Já fui beneficiada com um projeto de crédito viabilizado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), e isso contribuiu significativamente para o aumento da minha produção”. E completa: “eu tenho orgulho de ser agricultora, de fazer o que eu faço, acordar cedo, trabalhar, vender minhas hortaliças e contribuir para o crescimento do Pará”, contou.

Atuação

A atuação da Adepará se dá na atenção ao controle de qualidade, bem como de inspeção, padronização e armazenamento de produtos e subprodutos de origem animal e vegetal, cumprindo com as legislações Estadual e Federal. As medidas executadas abrangem o pequeno, o médio e o grande produtor, em todo o território do Pará, sendo essenciais para que os produtos paraenses atendam ao mercado interno e possam competir em preço e qualidade no restante do país.

Foto: Divulgação

Estão entre as atribuições da instituição, estabelecer medidas de prevenção e monitoramento sobre as ocorrências zoofitossanitárias no Pará, exercer atividades de vigilância epidemiológica para o diagnóstico precoce de doenças e pragas, como também elaborar e propor normas legais para assegurar a sanidade animal e vegetal.

Cadastro 

De acordo com Raimundo Cunha, da UCFO, para realizar o cadastro junto à Adepará, o agricultor deve procurar um dos 144 escritórios do Estado.

“Em números gerais, chegamos a 8.420 Unidades Produtivas, e a Adepará trabalha em parceria com os agricultores para aumentar esse número e fortalecer o setor produtivo”, explicou. Os dados são do Sistema de Integração Agropecuária (Siapec).

 

 

Cacau
Foto: Pedro Guerreiro / Ag. Pará

Mais da metade do cacau produzido no Brasil é paraense.

Em 2020, a produção da fruta no Estado foi de 144.663 toneladas, o equivalente a 52% da produção nacional. A Adepará é responsável pelo planejamento e execução de atividades que promovam a sanidade e a qualidade da produção agrícola. Cerca de trinta mil produtores atuam com a cacauicultura no Estado, em 29 municípios. Medicilândia, Tucumã e Tomé-açu lideram o ranking de produção paraense.

 

Banana

Com 33.662 hectares de área plantada e uma produção de 381.248 toneladas ao ano, o Pará é o 8º produtor de banana no ranking nacional. 38,27% da produção paraense de banana é proveniente da Transamazônica. As principais variedades produzidas no Pará são: banana Prata (90% em Belém consome essa variedade), Mysore, Nanica, Comprida, Conquista, Branca (maçã) e a Inajá.

Abacaxi

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Pará é o maior produtor de abacaxi do Brasil, com uma produção de 22.726 unidades por hectare. A fruta, cultivada em uma área de 18.779 hectares, tem sua produção acompanhada pelos técnicos Adepará, por meio do Programa Fitossanitário da Cultura do Abacaxi.

Os municípios de Floresta do Araguaia, Conceição do Araguaia, na região sudeste, e Salvaterra, no arquipélago do Marajó, são os maiores produtores.

Comércio

A rastreabilidade do fruto garante o comércio de abacaxi paraense dentro e fora das fronteiras nacionais. Ou seja, sua cadeia produtiva está organizada e passível de acompanhamento desde o momento da produção até à comercialização do fruto, o que garante ao consumidor informações sobre a origem e as práticas de produção do produto consumido.

A ferramenta utilizada para fazer esse rastreio de frutas e vegetais frescos no Pará é o Guia de Trânsito Vegetal (GTV), documento que deve acompanhar as cargas de vegetais dentro do Estado. A Guia é emitida pela Adepará com base nas informações de cadastro de produtores. Ela identifica a origem, rota, quantidade do produto, finalidade e seu destino.

Fonte:  (ADEPARÁ)

Por: Agência Pará

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Agricultura

Produtores esperam colher até 140 sacas de milho por hectare, no Pará

Enquanto a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma queda de 17,5% na produtividade do milho de segunda safra no país, com média de 75 sacas por hectare, alguns produtores da região de Santarém, no oeste do Pará, esperam colher a melhor safra da história.

milho-lavoura-para (Foto: Agnelo França Correia/Arquivo Pessoal)
Lavoura de milho na região de Santarém, no Pará. Produtores esperam colher entre 130 e 140 sacas por hectare na 2ª safra 2020/2021 (Foto: Agnelo França Correia/Arquivo Pessoal)

Gabriel Stefanelo, produtor em Mojuí dos Campos e Belterra, antes distritos de Santarém, diz que, diante da expectativa de alta rentabilidade do grão, seu grupo familiar decidiu investir mais no milho de segunda safra neste ano e se deu muito bem porque a chuva tem sido generosa. Para julho, são esperados 129 mm de chuva. No ano, historicamente, Santarém recebe 3.109 mm.

“Já tivemos recorde na soja e agora, embora tenhamos a limitação de produzir em altitudes de até 170 m, devemos bater o recorde de  produtividade do milho, colhendo de 130 a 140 sacas por hectare na área de maior investimento. Na média, devemos ficar entre 90 e 100 sacas”, diz o produtor e engenheiro agrônomo, filho de um casal gaúcho de agrônomos que se mudou para o Pará em 1997 para trabalhar com arroz e hoje, além do arroz, soja e milho, cultiva milheto, gergelim e painço em uma área de 3.500 hectares.

O também gaúcho Agnelo França Correia é produtor de grãos e criador de gado de corte em Mojuí há 21 anos. Ele cultiva 1.000 hectares e também projeta uma produtividade de 120 a 130 sacos de milho nesta safrinha. Correia diz que não faltou chuva em nenhum momento e a colheita, que começa em agosto, deve ser muito boa.

O presidente do Sindicato Rural de Santarém, Sergio Sirsan, diz que a média da região, que planta cerca de 75 mil hectares de milho safrinha, deve ficar abaixo das 80 sacas, mas destaca que os produtores que investem mais em tecnologia vêm colhendo bons resultados.

Vanderlei Silva Ataídes, presidente da Associação dos Produtores de Soja, Milho e Arroz (Aprosoja) do Pará, conta que o Estado tem quatro regiões produtoras de grãos e a de Santarém tem se destacado na produção de milho segunda safra. Tanto que o lançamento da colheita neste ano vai ocorrer por lá no dia 21 de agosto. “Santarém é uma região privilegiada pelas chuvas e consegue boa produção de milho safrinha. Já Paragominas, maior pólo de grãos do Estado, planta milho verão.”

Pelos dados do mais recente levantamento da Conab, a área plantada de milho segunda safra do Pará cresceu 26%. A produção deve ser de 367,5 mil toneladas, ante as 339,4 mil do período anterior. Contando as duas safras, o Estado tem área plantada de 230,6 mil hectares (21,2% maior que a anterior) e uma produção de 974 mil toneladas ou 16,7% superior à safra 2019/2020.

Ataídes diz que a maior frustração dos paraenses neste ano ocorreu com a safra de soja. “A gente esperava colher 70 sacas por hectare, depois caiu para 58 e fechou com uma média geral de 52 sacas. A chuva foi razoável, mas a maior parte dos produtores registrou quebra. Estamos nos perguntando ainda o que aconteceu.

O Pará tem uma área plantada de quase 750 mil hectares de soja. A expectativa, segundo Ataídes, é romper em poucos anos a barreira de 1 milhão de hectares. “Estamos avançando muito e já está faltando terra para atender à demanda”, diz.

 

Por: Globo Rural

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Agricultura

Vazio sanitário da soja está em vigor

Começa nesta quinta, 15, a primeira etapa do vazio sanitário da soja no Pará, que se estende até o dia 15 de setembro. Nesse período, é proibido cultivar ou implantar cultivos de soja, bem como manter ou permitir a presença de plantas vivas da espécie em qualquer fase de desenvolvimento.

Foto: Adepará

O calendário deverá ser cumprido nos seguintes municípios: Bannach, Conceição do Araguaia, Cumaru do Norte, Floresta do Araguaia, Pau-d’Arco, Redenção, Santa Maria das Barreiras, Santana do Araguaia, Ourilândia do Norte, São Félix do Xingu, Tucumã, Água Azul do Norte, Rio Maria, Sapucaia, Xinguara, Brejo Grande do Araguaia, Itupiranga, Jacundá, Marabá, Nova Ipixuna, Palestina do Pará, Piçarra, São Domingos do Araguaia, São Geraldo do Araguaia, São João do Araguaia, Canaã dos Carajás, Curionópolis, Eldorado do Carajás, Parauapebas, Aveiro, Itaituba, Jacareacanga, Novo Progresso, Trairão, além dos distritos de Cachoeira da Serra e Castelo de Sonhos.

A soja é o principal produto da pauta de exportação brasileira, alcançando, em 2020, o volume recorde de 119,4 milhões de toneladas exportadas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O grão tem apresentado um ritmo significativo de crescimento no Pará. Entre os anos de 2010 e 2020, a área cultivada expandiu de 85,4 mil para 603.473 mil hectares, tornando-se a cultura de maior representatividade no Estado. A soja, atualmente, representa cerca de 25% do valor exportado pelo setor no Pará.

Diante da importância econômica do agronegócio para o Estado, há uma demanda significativa para a prevenção e controle das pragas que atacam a cultura.

A Adepará executa a defesa sanitária na sojicultura paraense, seguindo as diretrizes do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja  (PNCFS), assim como as demandas do Programa Estadual.

Vazio Sanitário

O objetivo do vazio sanitário é prevenir e controlar a principal praga que acomete as plantações de soja: o fungo Phakopsora pachyrhizi, que é o causador da ferrugem asiática, doença que pode ocasionar até 75% de perda da safra. O fungo possui alta capacidade de reprodução e disseminação. Por necessitar de hospedeiro vivo para sobreviver, ele prejudica a plena formação dos grãos, causando a queda prematura das folhas.

“O vazio sanitário objetiva a redução da sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática e a diminuição de esporos desse fungo no ambiente, causando, com isso, o atraso de ocorrência da doença nos plantios. É uma estratégia muito importante, pois quebra a ponte verde que existe de uma safra a outra”, reforça Maria Alice Thomaz Lisboa, gerente de Programas de Pragas de Importância Econômica da Adepará.

Cadastro

Desde 2008, é obrigatório que todos os sojicultores paraenses, inclusive aqueles que utilizam quaisquer sistemas de irrigação, cadastrem-se anualmente na Adepará. O registro do plantio deve ser feito por meio do preenchimento de formulário, que contempla informações sobre as áreas plantadas.

O mapeamento das áreas produtoras de soja no Estado é essencial para o planejamento das ações de defesa fitossanitária. “O cadastro de produtores de soja tem como objetivo a otimização dos recursos orçamentários, com conhecimento e mapeamento das áreas com soja no Estado, dando condições para executarmos e planejarmos ações dos programas nacional e estadual do controle da ferrugem asiática da soja”, acrescenta a gerente.

Os produtores que não se cadastrarem responderão às penalidades previstas na Lei Estadual de Defesa Vegetal e aqueles que não cumprirem a obrigatoriedade do vazio sanitário estarão sujeitos a notificação e autuação.

Fonte: Adepará

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Aprosoja Pará faz estradeiro pela Transamazônica

Objetivo é para mostrar desafios e oportunidades e atrair investimentos para região.

Uma comitiva da Associação dos Produtores de Soja do Pará (Aprosoja Pará) realizaram, entre os dias 30 de junho e 2 de julho, um estradeiro pela BR 230, também conhecida como rodovia Transamazônica, para visitar regiões produtoras de soja.

O circuito visitou oito municípios paraenses (Goianésia, Tucuruí, Novo Repartimento, Senador José Pórfiro, Altamira, Brasil Novo e Medicilândia), num total percorrido de 2.400 Km de rodovias, sendo 650 de estradas de chão.

De acordo com o presidente da entidade, Vanderlei Ataídes, a rota da soja no estado foi criada para conhecer e divulgar as áreas onde já se planta soja no estado, trocar informações com produtores e divulgar o potencial do Pará, tanto dentro quanto para fora do estado.

“O estradeiro que também serviu para mostrar às nossas autoridades os nossos gargalos e as nossas vantagens competitivas, tanto o que é bom quanto o que é difícil para a vida do produtor e das populações”, disse Vanderlei.

O roteiro começou em Paragominas, principal polo produtor da oleaginosa no estado, e passou por cidades que já produzem o grão, como Tailândia e Goianésia. Durante o percurso, o grupo atravessou a hidrelétrica de Tucuruí e detectou a necessidade de asfaltamento e construção de pontes para o transporte de pessoas e mercadorias.

A próxima rota será pela BR 163, entre Santarém e a divisa com Mato Grosso, no Sul do estado. Também está prevista uma visita pela BR 158 até outro ponto da divisa com Mato Grosso e Tocantins.

“Queremos mostrar que a produção de soja em nosso estado é sustentável, que respeita as leis, o Código Florestal, e, assim, atrair novos investimentos para o Pará e oportunidades para populações desassistidas”, salienta Vanderlei Ataídes.

 

 

Por: Aprosoja