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Tecnologia

Fazendas do Piauí começam a operam com 4G tratores e outras máquinas

A conectividade permite que produtores rurais adotem tecnologias, diminuam seus custos e encontrem melhores oportunidades de venda.

Um fato inédito e pioneiro marcou esta semana a região do Cerrado do Piauí: a chegada do sinal 4G em  fazendas da região de Baixa Grande do Ribeiro e Ribeiro Gonçalves. O investimento é do Grupo Insolo que investe no Piauí há mais de 20 anos.  “A chegada do 4G na região tem também um grande impacto social porque é um sinal que será também usado pela população das comunidades”, avalia o presidente da Associação dos Produtores de Soja do Piauí, Aprosoja Piauí, Alzir Neto.

Segundo ele, agora as lavouras da região estarão diretamente ligadas, via Internet, com o mundo. Isso representa um grande avanço tecnológico para pesquisa, produtividade, economia e atração de investimentos porque tudo que é feito pelos produtores agora poderá ser acompanhado em tempo real  em qualquer lugar do mundo.

Com isso,  a telefonia celular é acessada  em qualquer parte do campo dos Cerrados piauienses. “É um salto importante porque o sinal é aberto e pode ser usado pelas comunidades nos telefones celulares dos habitantes dos municípios. Até a semana passada nenhuma fazenda no meio do Cerrado tinha rede , só nas sedes das fazendas e era  via rádio.

Fazendas do Piauí começam a operam com 4G tratores e outras máquinas (Foto: Divulgação)
Fazendas do Piauí começam a operam com 4G tratores e outras máquinas (Foto: Divulgação)

“Com essa possibilidade até o maquinário pode ser mais moderno.  Máquinas que trabalham com pesquisas em tempo real enviando e recebendo dados passam a funcionar nos Cerrados”, declarou.

A conectividade permite que produtores rurais adotem tecnologias, diminuam seus custos e encontrem melhores oportunidades de venda. A conexão veloz pode  facilitar pesquisas, dar acesso a novos fornecedores e permite ver preços e pesquisar equipamentos.

Atribuem-se mais de 60% do crescimento agrícola nos últimos anos à melhora tecnológica, que não é restrita à utilização de maquinário moderno. Desenvolvimento de sementes, acesso a insumos com preços menores, sistemas para venda com preços competitivos, meios para escoamento das produções, formação educacional de produtores e mecanismos para acesso rápido a crédito também fazem parte.

A tecnologia só é adotada se for lucrativa. Com a diferença de preços, a tecnologia que está tocando os grandes produtores, levando a agricultura brasileira a salvar a economia brasileira.

Pequenos, médios e grandes produtores se auxiliam, e os menores saem favorecidos com tecnologia, expertise e infraestrutura. “Existe uma estrutura de apoio a eles em termos de orientação tecnológica. Com o passar dos anos, eles vão se tornando autossuficientes e profissionais. Era isso que se queria há mais de 40 anos”, afirma Elias Teixeira Pires, consultor em agronegócio e produtor.

Fazendas do Piauí começam a operam com 4G tratores e outras máquinas (Foto: Divulgação)Fazendas do Piauí começam a operam com 4G tratores e outras máquinas (Foto: Divulgação)
Fazendas do Piauí começam a operam com 4G tratores e outras máquinas (Foto: Divulgação)

Presença 4G no Cerrado aumenta produtividade

Apesar do avanço tecnológico em equipamentos e conectividade ainda é um desafio a agricultores. A realidade no campo é que a modernidade ainda esbarra na falta de conectividade. Os dados não chegam aos produtores em tempo real. Enquanto 1% dos moradores nas cidades diz não ter acesso à internet, nas áreas rurais esse índice é de 21%, segundo levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Há dois anos, menos de 10% do território agrícola brasileiro está conectado atualmente, o que representa 7 mil quilômetros quadrados cobertos por internet 4G – as principais áreas estão nos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás e Bahia. Uma torre de telefonia pode cobrir até 35 mil hectares.

Atualmente, com apenas 23% da área rural coberta com sinal de internet móvel, o Brasil poderia ampliar o valor da produção agrícola em até R$ 100 bilhões com a ampliação do sinal de telefonia. A estimativa consta de estudo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP) divulgado em maio pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, e pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria.

Por: O meionorte

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Tecnologia

Governo Federal inaugura primeira antena de 5G em área rural do País

 A nova tecnologia vai permitir ao produtor reduzir custos e ganhar competitividade.

Antena 5G instalada em fazenda modelo em Rondonópolis (MT) – Foto: Guilherme Martimon Mapa

Ao sobrevoar a plantação de algodão, um drone transmite em tempo real e com alta definição (4K) a situação da lavoura. No escritório, a equipe técnica usa óculos de realidade virtual e consegue reproduzir as imagens a partir de hologramas, recriando, assim, a situação do campo.

Esse é um dos cenários possíveis a partir da conectividade 5G no campo, que passa a estar disponível a partir desta terça-feira (11) com a inauguração da primeira antena em área rural dessa nova geração da internet na fazenda modelo do Instituto Matogrossense de Algodão (IMAmt), em Rondonópolis (MT).

É a partir da conexão em 5G que drones, chips, GPS e equipamentos como tratores poderão entrar em ação e enviar informações sobre comportamento e saúde do animal e manutenção de condições climáticas da lavoura, por exemplo.

Com esse serviço, a digitalização do agronegócio ganha força e reforçar o papel do Brasil como protagonista no cenário mundial de produção de alimentos a partir da redução de custos e diminuição de perdas na produção. O acesso à internet no campo ainda leva cidadania, conhecimento e oportunidades aos produtores rurais das áreas mais remotas, assim como oportuniza aos produtores mais competitivos a implementação das tecnologias mais avançadas no que diz respeito à agricultura digital e de precisão.

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) destacou que o governo federal trabalha para que a tecnologia 5G chegue a todos os brasileiros.  “Esse leilão [das frequências de operação da nova geração de internet móvel] vai bombar para que essa tecnologia seja democratizada, chegue a todos. Com certeza, isso vai trazer melhoria no social, ambiental e na produtividade do agro brasileiro. Isto é o início de uma estrada do que virá para o futuro do agro brasileiro”.

Instalada pela fabricante Nokia, a antena permite o sinal de internet em alta velocidade a partir de uma transmissão gerada pela própria estrutura. É o chamado 5G “pura” ou standalone.

“O 4G revolucionou a vida das pessoas e o 5G vai revolucionar as indústrias. Para o agronegócio, que é quem está fazendo o nosso Brasil crescer, mesmo nessa crise, junto às telecomunicações, será um avanço gigantesco. O 5G vai fazer que o nosso agro vai crescer 20% a mais, em média, e esse leilão está muito próximo de acontecer. O 5G é um dos eventos mais importantes que ocorrerá nesse governo do Jair Bolsonaro e demonstra a preocupação desse governo com esse setor que alavanca a nossa economia”, ressaltou o ministro das Comunicações, Fábio Faria.

Cases

O monitoramento remoto, a partir de sensores, permite a medição da temperatura e avaliação das condições hídricas imediatas na plantação. Em simulação, foi possível acionar a irrigação em determinada área mesmo a quilômetros de distância.

Os tratores também estão conectamos. Ao comprar esse tipo de máquina, o produtor não adquire apenas o equipamento, mas um serviço conectado, que gera dados para aprimorar a produção. Pelo serviço digital inteligente, é possível que a fábrica preste manutenção no trator e atue como uma unidade de treinamento.

“A informação tem que ser rápida, certa e confiável. Com a tomada de decisão mais rápida possível, podemos chegar ao problema e a solução muito antes que cause prejuízo no desenvolvimento das lavouras”, explica o presidente da IMAmt, Paulo Sérgio Aguiar, sobre as vantagens da instalação da antena e do monitoramento remoto.

Foto: Guilherme Martimon Mapa

De acordo com o CEO da Nokia Brasil, Ailton Santos, a conectividade será fundamental para a missão do Brasil de atender a demanda crescente global por alimentos nos próximos anos. “O mundo precisa do Brasil”, afirmou.

Já o diretor de Soluções Corporativas da TIM Brasil, Paulo Humberto Gouvea, destacou que implantar a tecnologia 5G se trata de “um projeto de país” e que empresa está  investindo para que o acesso do serviço esteja disponível em todo o país. A experiência com padrão standalone foi garantida por operação de rede realizada pela empresa, que obteve uma licença temporária, em caráter experimental.

O presidente da Associação ConectarAgro, Gregory Riordan, disse que a instituição irá contribuir para integração entre agentes do setor com o objetivo de levar internet a mais propriedades rurais e a geração de novos negócios no agro.

Diversos parlamentares participaram da cerimônia.

5G no Brasil

O sinal da tecnologia “5G pura” foi acionado pelo presidente Jair Bolsonaro na abertura da Semana das Comunicações, dia 5 de maio. A primeira antena do modelo está localizada no Palácio do Planalto, em Brasília.

Segundo o ministro das Comunicações, até o fim deste ano serão 20 pilotos de 5G em todo o país, sendo que a expectativa é que todas as capitais brasileiras tenham internet 5G até julho do ano que vem e que todos os brasileiros tenham acesso a internet até 2028.

Para a implementação do 5G no Brasil, será realizado leilão das frequências de operação da nova geração de internet móvel. Discutido em diversas audiências públicas ao longo de 60 dias em 2020, o leilão é considerado não arrecadatório, já que todas as verbas levantadas serão investidas em infraestrutura de comunicação e aprimoramento da conectividade em áreas ainda carentes.

 

Por: Brasil agro

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Tecnologia

Trator movido a biogás tornará fazendas autossuficientes

Modelo zera emissões de CO2 e reduz custos com combustíveis em até 40%.

A New Holland Agriculture vai disponibilizar ao mercado, ainda em 2021, o trator T6 Methane Power em diversos países do mundo. O maquinário utiliza gás metano como combustível e, assim, pode tornar autossuficientes as fazendas com biodigestores para produção de biogás.

Máquina estará disponível para mercado brasileiro até 2022. (foto – CNH Industrial)

A primeira unidade do trator foi apresentada pela CNH Industrial na feira Agritechnica, na Alemanha, em 2019, como uma peça fundamental do conceito de “Fazenda Independente de Energia” da marca.

Os testes de campo estão nos estágios finais e, até a metade do ano, as primeiras unidades do trator serão entregues a clientes selecionados na Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Bélgica, Holanda e Luxemburgo. Estes mercados estão mais avançados na produção de biogás.

Até o final do ano, o trator ficará disponível para os demais clientes europeus e de alguns outros mercados ao redor do mundo. Este desenvolvimento consolidará a marca New Holland em soluções de combustíveis alternativos. Os tratores elétricos são uma destas alternativas.

“Há 14 anos, desenvolvemos um ciclo fechado entre a produção agrícola e a geração de energia para tornar a agricultura neutra em CO2 ou até mesmo negativa em carbono. Neste ano, transformamos isso em realidade, uma vez que nosso trator movido a metano entrará na linha de produtos da New Holland”, afirma Carlo Lambro, presidente mundial da New Holland Agriculture.

América latina

Para o mercado sul-americano, a expectativa é de que o trator movido a metano esteja disponível para importação a partir de 2022 para Brasil e Argentina. Por ora, o modelo não será fabricado por aqui, apesar de estar sendo testado, com sucesso, há pelos menos dois anos na região.

Esse tipo de trator dá ao produtor rural a possibilidade de utilizar o biogás gerado dentro da propriedade (por meio de um biodigestor, por exemplo) para abastecer o equipamento.

Deste modo, ele aproveita o chamado ciclo virtuoso da fazenda, que se torna cada vez mais autossuficiente do ponto de vista energético e ambientalmente correta.

Além disso, o agricultor tem a redução dos seus custos operacionais e tranquilidade no gerenciamento das suas atividades, pois se torna autossuficiente em produção e uso de combustível e livre das oscilações do mercado de combustíveis fósseis.

Brasil

O trator utilizado em testes no Brasil, um T6.180, utiliza o metano gerado através da biomassa renovável produzida na usina de biogás disponível na fazenda.

Ele possui todas as características de um trator comum e está equipado com um motor de seis cilindros produzido pela FPT Industrial, que gera uma potência máxima de 180 cv e torque de 750 Nm. O biometano é armazenado em tanques no trator. A autonomia é de pelo menos meio dia de trabalho durante a operação normal.

“A tecnologia oferece inúmeras vantagens ambientais, incluindo a redução de até 80% das emissões em comparação com um motor diesel padrão. O impacto de carbono é virtualmente zero. Além disso, uma redução de custos entre 25% e 40% pode ser alcançada”, explica Nilson Righi, gerente de portfólio agrícola da CNH Industrial.

Por: AG Evolution

Fonte: Canal Rural

 

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Tecnologia

Governo do Tocantins debate inovações tecnológicas para aumentar produtividade e redução de custos na agropecuária

Realizado virtualmente na última sexta-feira, 19, pelo Governo do Estado, por meio da secretaria da Agricultura, Pecuária e Aquicultura (Seagro), Universidade Federal do Tocantins (UFT) e parceiros, o seminário Agro Innovation 2021, Uso de Tecnologia de Precisão no Campo 4.0, foi uma excelente oportunidade para que agricultores, docentes, universitários, representante de associações, cooperativas e empresas ligadas ao agronegócio  tiraram suas dúvidas e aprofundaram seus conhecimentos na produção tecnológica no campo.

Sustentabilidade na agroindústria; revolução no campo com startups e blockchain; transformação digital no agronegócio; geomonitoramento e rastreabilidade e oportunidades e desafios ao longo da cadeia produtiva na agricultura foram temas debatidos durante as palestras e ciclo de debates.

“Um momento especial para o incentivo ao avanço tecnológico da agricultura e pecuária no campo. O Brasil e o mundo precisam cada vez mais de alimentos, portanto faz necessário à difusão de tecnologia para aumentar a produtividade, qualidade e redução de custos da produção de alimentos no campo. É também uma oportunidade para que os produtores possam evoluir na produção tecnológica no campo”, enfatizou o secretário da Seagro, Jaime Café, durante a abertura do seminário que seguiu até às 18h.

O secretário relembrou ainda que o Tocantins é genuinamente agropecuário e é preciso incentivar o uso tecnológico na agricultura de forma mais produtiva e sustentável. “É preciso debater cada vez mais a importância da inovação, da sustentabilidade e da comunicação no agronegócio para conseguirmos conquistar novos mercados com credibilidade. O Governo do Estado incentiva os produtores rurais na busca de novas tecnologias para o avanço da produção e produtividade no campo”, disse.

Aproximadamente 600 pessoas participaram do seminário. O atual presidente da Fundação de Amparo a Pesquisa do Tocantins (FAPT), Márcio Silveira, apresentou as tecnologias utilizadas na entidade, apresentado as pesquisas desenvolvidas, nos últimos anos. Ele lembrou ainda que, o governo do Estado tem projeto de construir o Parque Tecnológico no Estado, centro de pesquisa para o desenvolvimento das tecnologias. “Esse empreendimento impulsionará ainda mais a tecnologia no Tocantins, em diversos segmentos, sendo instrumento de desenvolvimento no agronegócio”, lembrou.

Na palestra, “sustentabilidade na agroindústria” proferida pelo doutor em engenharia mecânica da Universidade Beira Rio Interior, Portugal, Pedro Dinis, foram apresentadas diversas tecnologias de ponta utilizadas nos modelos de produção e as experiências  adquiridas e desenvolvidas na Europa, na agricultura e agroindústria. “A otimização tecnológica na agricultura aliada à agroindústria é fundamental para promover o desenvolvimento altamente produtivo e sustentável no campo, amparado em projetos inovadores, incorporando um conjunto de tecnologias eficientes e sustentáveis na agroindústria para ganhos mais produtivos”, disse.

Para o palestrante, Silon Júnior Procath da Silva, da Universidade Federal de  Santa Maria (RS), “o futuro do agro está no desenvolvimento científico, integrando, produtores no uso sistematizado das tecnologias disponíveis em plataformas  e aplicativos voltados para atender o homem do campo, e assim, reduzir custos e alcançar alta na produtividade”. Ele reforçou o uso das tecnologias utilizadas por meio de startups, inteligência artificial, uso de robôs e drones para auxiliar o produtor em suas tomadas de decisões no cultivo das lavouras.

Mesa redonda

Também participou das discussões, a gerente de Desenvolvimento Tecnológico da Seagro, Mestre em Modelagem Computacional de Sistemas, Valéria Pereira Mota Seagro; a professora da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Flávia Lucila Tonani Siqueira; o diretor de Agrotecnologia, tecnologias e sociobiodiversidade da Seagro, Fernando Garcia; o consultor em Inovação e Transformação Digital, Pompeo Scola; e a engenheira de Alimentos, Doutora em Química, gerente de Fomento à Agroindústria da Seagro, Verônica França.

“Estamos na nova era do agro, com nascimento da indústria 4.0, onde as novas tecnologias digitais estão sendo determinantes para o aumento da produtividade nas lavouras, além de trazer diversas possibilidades ao agricultor nas tomadas de decisão, no acesso a informações vitais e precisas para o acompanhamento de todo ciclo agrícola na propriedade”, pontuou Valéria Pereira Mota.

Participam também do evento, a empresa Markestrat, a Universidade Beira Interior, a Universidade Federal de Santa Maria, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), Universidade Estadual do Tocantins, Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Universidade Católica do Tocantins, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Superintendência Federal de Agricultura (SFA/TO), Agência de Defesa Agropecuária  (Adapec), Instituto Federal da Educação, Ciências e Tecnologia do Estado do Tocantins (IFTO),  Fundação de Amparo às Pesquisas no Estado do Tocantins, Organização das Cooperativas do Brasil – TO, Federação de Agricultura e  Pecuária do Estado do Tocantins e Instituto Natureza do Estado do Tocantins (Naturatins).

Fonte: Sec. de Agricultura – TO

Por: Noticias agrícolas

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Agricultura

Governo libera R$ 400 milhões para internet

Tereza Cristina destacou ação como impulso para agricultura e a conectividade no campo

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, participou do evento de comemoração aos 20 anos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), que ocorreu nesta terça-feira (24).

O fundo foi criado para estimular a inovação tecnológica e capacitação para promover a competitividade da indústria brasileira de telecomunicações. Tereza Cristina destacou que o processo de integração dos ministérios da Agricultura e das Telecomunicações é fundamental para impulsionar a agricultura e a conectividade no campo, inclusive em assentamentos rurais.

 

“Já colocamos alguns pontos nas praças dos assentamentos onde as pessoas mais precisam que a tecnologia e que a informação cheguem. Essa será a grande revolução que o presidente Jair Bolsonaro e o seu governo deixará para a população. São 7,7 mil assentamentos e teremos um trabalho árduo para fazer e juntos poderemos fazer a diferença”, disse.

Durante o evento, foram anunciados investimentos em projetos que utilizam telecomunicações para ampliar as inovações em várias áreas, gerando empregos e fortalecendo a economia do país. Serão R$ 409 milhões para investimentos no desenvolvimento e ampliação de tecnologias de internet das coisas em sistemas agrícolas, de transporte, de saúde e de segurança, e em soluções para internet 5G.

Serão financiados 17 projetos, em um prazo de 36 meses, a partir de operações de crédito viabilizadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Cada instituição receberá R$ 204,9 milhões. O limite de financiamento é de até R$ 30 milhões por entidade ou empresa beneficiária a cada 24 meses, mas esse valor poderá ser ampliado mediante autorização específica do conselho gestor do Funttel.

Fonte: Eliza Maliszewski

 

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Agricultura

Como de fato o agronegócio funciona?

No agronegócio, um dia nunca é igual ao outro, logo estamos em plenas transformações. O clima com suas anomalias de safra a safra, os cultivares e suas alterações genéticas, o solo e suas mudanças de propriedades e características, os produtores e suas constantes mudanças de propósito, as demandas do mercado e suas fiéis alterações, os concorrentes e as necessidades de adaptações, dentre outras milhares de possibilidades de transformações.

A verdade é, que nesse “vai e vem”, “sobe e desce” etc, quem não se mover, quem não tiver curiosidade, quem for o oposto de inquieto, com certeza, ficará anos luz para trás, já que  o processo de evolução do agro é rápido, é fatal e não possibilita ficar na zona de conforto.

Neste cenário, várias são as mudanças, podendo elas afetar direta ou indiretamente o sucesso do processo produtivo, entretanto, de forma unânime, os esforços sempre serão para a logística que pleiteia o sucesso sem possibilidades de dar chance para o fracasso, porque o agro não pode errar e quem está envolvido e comprometido com ele herdou esta responsabilidade também.

Por que é o agro, que de fato, movimenta a roda e não deixa o sistema parar, o que completa a engrenagem e possibilita um processo com vários fatores de sucesso, harmonioso, contínuo e também sustentável, o que mantém, em partes, uma significativa parcela de responsabilidade de manter um gigante continental, como o Brasil, suportar condições de adversidades, tal como os produtores de Norte a Sul enfrentam a cada safra, logo o sucesso de um reflete a imagem do outro.

Como em números podemos simplificar esta harmoniosa parceria agronegócio e Brasil? Em 19 anos, o agro cresceu cinco vezes mais do que qualquer outra atividade no Brasil, atualmente representa um quarto (1/4) do PIB, quase metade das exportações nacionais, de cada três empregos gerados um vem do agro e tudo isso, obtido utilizando pouco mais de 30% do território brasileiro para atividades agrícola e o restante preservado. Detalhe, hoje soma-se o equivalente a 15 anos de produção industrial americana em estoque de carbono.

Vale destacar também a contribuição do agro no índice IDH em cidades onde a maior fonte de renda vem do agro.

Assim, é óbvia a conclusão, o agro funciona conectando o mais simples, o produtor e ou afins que se atentam a cada detalhe, que coloca a mão na massa, que olha de perto, que sabe que produtividade é diferente de produtividade com qualidade com o mais complexo, uma nação, um país e de acordo com estudiosos, esta conexão ultrapassa divisas, por que o Brasil terá responsabilidade de suprir o equivalente a 40% da demanda global de alimentos até o ano de 2050 e, nesta estimativa inclui demanda de mais de mais de 40 países.

O mundo ganha proporções assustadoras, mas nós temos terra, água, tecnologia e produtores dedicados, que são os pilares necessários para segurança alimentar do Brasil e do Mundo.

A ordem e o progresso não irão tolerar o mais do mesmo, avante Brasil!

Autor: João Pascoalino, coordenador técnico e de pesquisa do CESB, o Comitê Estratégico Soja Brasil.

Fonte: Assessoria de imprensa CESB.

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Agronotícias

Novo tipo de solo pode revolucionar agricultura ao absorver água do ar

Irrigação atmosférica poderia transformar terrenos inóspitos em agricultáveis e expandir a área cultivável no mundo

Um novo tipo de solo criado por engenheiros da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, pode capturar água do ar e distribuí-la às plantas por meio de géis. A “irrigação atmosférica”, segundo os pesquisadores, pode transformar terras inóspitas em agricultáveis, expandir a área cultivável no mundo e reduzir o uso de água na agricultura.

Conforme publicado na ACS Materials Letters, o sistema de irrigação atmosférica usa géis superabsorventes e, quando o solo é aquecido, eles liberam a água para as plantas. Parte do líquido volta ao ar, o que aumenta a umidade e facilita a continuidade do ciclo de colheita. Veja também a agtech brasileira que usa um gel nanomolecular para driblar a estiagem.

Os géis no solo retiram a água do ar durante os períodos mais frios e úmidos à noite e a “dosam” durante o dia. (imagem – Cockrell School of Engineering)

“Habilitar a agricultura autônoma em áreas onde é difícil construir sistemas de irrigação e energia é crucial para liberar a agricultura da complexa cadeia de abastecimento de água à medida que os recursos se tornam cada vez mais escassos”, disse Guihua Yu, professor associado de ciência dos materiais no Departamento de Walker de Engenharia Mecânica.

Cada grama de solo pode extrair aproximadamente 3-4 gramas de água do ar. Dependendo do tipo de cultura, aproximadamente 0,1 a 1 quilograma do gel pode fornecer água suficiente para irrigar cerca de um metro quadrado de solo.  Os géis no solo retiram a água do ar durante os períodos mais frios e úmidos à noite e a “dosam” durante o dia.

Experimentos

A equipe realizou experimentos no telhado do prédio do Centro de Ensino de Engenharia da Escola Cockrell na UT Austin para testar o solo. Assim, eles descobriram que o solo de hidrogel era capaz de reter água melhor do que os solos arenosos encontrados em áreas secas e precisava de muito menos água para cultivar plantas.

Durante um experimento de quatro semanas, a equipe descobriu que seu solo retinha aproximadamente 40% da quantidade inicial de água. Por outro lado, o solo comum manteve apenas 20% de sua água após uma semana.

Em outro experimento, a equipe plantou rabanetes nos dois tipos de solo. Todos os rabanetes no solo de hidrogel sobreviveram um período de 14 dias sem qualquer irrigação.  Rabanetes no solo comum foram irrigados várias vezes durante os primeiros quatro dias do experimento e nenhum sobreviveu após dois dias sem água.

“A maior parte do solo é boa o suficiente para suportar o crescimento das plantas. A principal limitação é a água, por isso queríamos desenvolver um solo que pudesse captar água do ar ambiente”, disse Fei Zhao, pesquisador de pós-doutorado no grupo de pesquisa de Yu que liderou o estudo com Xingyi Zhou e Panpan Zhang.

O solo para coleta de água é a primeira aplicação da tecnologia na qual o grupo de Yu vem trabalhando há mais de dois anos. No ano passado, a equipe desenvolveu materiais híbridos de gel-polímero que funcionam como “super esponjas”, extraindo grandes quantidades de água do ar ambiente, limpando-a e liberando-a rapidamente usando energia solar.

Fonte: agevolution

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Agronotícias

‘Internet de qualidade é necessária para atrair pessoas novas para o campo’

Diretor geral do IICA fala sobre os desafios de conectividade enfrentados pelos produtores rurais da América Latina e do Caribe

A conectividade é um dos principais empecilhos para o avanço da agropecuária digitalizada e moderna. Estudo pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Microsoft, revelou um dado preocupante: na América Latina e Caribe, 77 milhões de pessoas que vivem no campo não tem acesso à internet de qualidade.

O Brasil está entre os países com melhor conectividade. Mas, mesmo nessas nações, entre 53% e 63% dos moradores do campo não contam com uma boa internet.

“Um dos assuntos importantes que a gente quer sensibilizar e trabalhar em conjunto com governos, setor privado e sociedade civil: é o relevo geracional. Uma forma de atrair pessoas novas para as áreas rurais é ter internet de qualidade”, afirma o diretor geral do IICA, Guido Nejankis.

Fonte: Por Canal Rural

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Agronotícias

Tecnologia é uma das bases para aumentar a eficiência do agronegócio brasileiro

O mundo está se transformando rapidamente e, com isso, aumenta a importância de tornar os setores, como o do agronegócio, ainda mais eficientes. Um levantamento feito pela ONU prevê que o planeta terá quase 10 bilhões de pessoas cada vez mais concentradas em centros urbanos até 2050. Dados também apontam que, para atender essa demanda populacional, serão necessários 60% a mais de comida, 50% a mais de energia e 40% a mais de água.

Foto: Divulgação Bosch / DINO

Visto esse cenário desafiador, o agronegócio brasileiro tem um papel-chave no que refere-se atender à crescente necessidade mundial. Para isso terá que investir ainda mais no uso de metodologias e inovações que aumentem à produção de alimentos e insumos agrícolas ao mesmo tempo que utiliza os recursos naturais, como água, energia e terra, de forma eficiente.

A base para alcançar isso necessariamente passa pela tecnologia. A conectividade, a Inteligência Artificial (IA) e a Internet das Coisas (IoT) implementadas em máquinas, sistemas e plataformas estão entre as soluções que possibilitarão que o campo produza mais, melhor e com menos. Um exemplo é a Solução de Plantio Inteligente desenvolvido pela Bosch para automatizar plantadeiras. A inovação permite otimizar a distribuição de sementes de acordo com a fertilidade e curvas do solo, além de realizar corte de linhas para evitar a sobreposição e consequente desperdício de sementes, o que proporciona melhor utilização da área plantada e aumenta o potencial de produtividade do agricultor.

Outro ponto fundamental quando se fala em sustentabilidade no setor é o uso de defensivo agrícolas. A Bosch desenvolveu uma solução que permite que o agricultor pulverize herbicida apenas onde realmente é necessário. Para que isso ocorra de forma precisa, câmeras com algoritmos de IA detectam linhas de culturas e identificam as ervas daninhas na área de cultivo.

Entre os maiores benefícios da Solução de Pulverização Inteligente estão: proteção ao meio ambiente, menor incidência do uso de defensivos agrícolas, evita que a terra crie resistência a herbicidas, diminui os custos para o produtor e aumenta a qualidade dos alimentos. Por meio do seu consolidado know-how tecnológico em sensores, serviços e software, a Bosch possui amplo portfólio e desenvolvimentos e soluções o que a torna uma parceira ideal para as atividades agropecuárias do Brasil. Saiba mais em Soluções Bosch para o campo.

Fonte: Terra

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Agronotícias

TO inaugura centro para pesquisas do campo

O centro deve auxiliar o estado a ser referência em pesquisas e cursos voltados ao campo

O estado do Tocantins inaugurou nesta terça-feira (3) o Centro de Treinamento e Capacitação em Tecnologia Agropecuária e Extensão Rural (CTC Agro). O centro está localizado dentro do Centro Agrotecnológico de Palmas, área em que é realizada a Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins (Agrotins).

A nova estrutura, construída com recursos em parceria do governo do estado e da Embrapa, tem 1.000 m² e conta com biblioteca, salas de treinamento, salas administrativas, banheiros e área de convivência. O objetivo é que o centro auxilie o Tocantins a ser referência em pesquisas e cursos voltados ao campo para aumentar a capacitação técnica.

“A produção no campo é assim, ela está sempre se transformando e sempre se modernizando. Aqui, nossos técnicos irão aprender mais e toda a comunidade acadêmica também poderá desfrutar de uma estrutura de ponta. Estamos apostando no futuro, com ações que irão refletir para as próximas gerações de pequenos e grandes produtores rurais”, destacou o governador Mauro Carlesse.

O CTC Agro tem capacidade para receber até 200 pessoas em atividades de treinamento teórico-prática e pode oferecer até cinco cursos simultaneamente. O centro já está equipado com estrutura mínima para o seu funcionamento.

No local o Governo do Tocantins espera capacitar os técnicos extensionistas que atuam no Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), por meio de cursos desenvolvidos por instituições parcerias em convênios firmados. “Um dos convênios que assinamos hoje vai trabalhar justamente na melhoria de nosso serviço de extensão rural, desenvolvido por nossos técnicos do Ruraltins. Quem trabalha nessa área precisa estar sempre se capacitando, sempre aprendendo mais para acompanhar a evolução dos conceitos usados no campo” destacou o secretario da Agricultura e presidente do Ruraltins, Thiago Dourado.

Um dos convênios assinados, durante a inauguração do Centro de Treinamento e Capacitação em Tecnologia Agropecuária e Extensão Rural, autorizou a realização de análise de mil amostras de solo, por meio de uma parceria entre a Unitins e o Ruraltins.

Parcerias de pesquisa

O local também deve contar com parcerias como instituições de ensino. Um dos exemplos é a Unitins que pretende usar o corpo docente para cursos no local com foco no desenvolvimento das principais cadeias produtivas do estado, unindo pesquisa e capacitação.

A Embrapa é outra parceria que irá auxiliar nos trabalhos com o compartilhamento e a difusão de tecnologias para produção de carne, leite e fomento para uma rede de piscicultura no Tocantins.

Outra instituição parceria do CTC Agro é o IFTO, que vai ministrar cursos para o Ruraltins, por meio de sua equipe de docentes qualificados. O convênio de cooperação técnica assinado com a instituição federal tem como objetivo implementar projetos de ensino, pesquisa e extensão.

Fonte:Eliza Maliszewski