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Agronotícias

Ministra entrega a Eduardo Leite certificado de área livre de aftosa sem vacinação

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, participou da cerimônia de abertura oficial da 44ª Expointer, realizada em Esteio, no Rio Grande do Sul.

Tereza Cristina, ministra da Agricultura e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB) (Foto: Gustavo Mansur/GovRS – Reprodução Instagram)

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, entregou nesta sexta-feira ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), o certificado oficial da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) que garante o status de área livre de aftosa sem vacinação ao Estado.

O reconhecimento internacional de seis estados brasileiros ocorreu em maio.

Conforme a pasta, em nota, são mais de 40 milhões de cabeças que deixam de ser vacinadas no Rio Grande do Sul, o que corresponde a cerca de 20% do rebanho bovino brasileiro, e 60 milhões de doses anuais da vacina que deixam de ser utilizadas, gerando uma economia

de aproximadamente R$ 90 milhões ao produtor rural.

“Esse reconhecimento significa confirmar o elevado padrão sanitário da nossa pecuária e abre diversas possibilidades para que o Ministério da Agricultura trabalhe pelo alcance de novos mercados para a carne bovina e suína do Brasil, assim como pela ampliação dos tipos de produtos a serem exportados aos mercados que já temos acesso”, disse a ministra, que participou da cerimônia de abertura oficial da 44ª Expointer, realizada em Esteio (RS).

Por: Estadão Conteúdo

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Boas Práticas

Brasil deve ser destaque mundial no uso de bioinsumos nos próximos anos

Crescimento do uso desses produtos é de cerca de 28% ao ano no Brasil. Em 2020, o Mapa registrou 95 defensivos de baixo risco, entre produtos biológicos, microbianos, semioquímicos, bioquímicos, extratos vegetais, reguladores de crescimento.

 

 

Utilizar produtos biológicos para combater pragas e doenças que ameaçam as plantações é uma tendência na produção agrícola. O consumo de bioinsumos pelos produtores cresce em todo o mundo e o Brasil não ficou para trás. Enquanto o incremento mundial está na ordem de 15% ao ano, no Brasil as taxas são quase o dobro: 28%, movimentando mais de R$ 1 bilhão, segundo estimativa de pesquisa de mercado realizada pela empresa Spark Smarter Decisions.

É neste cenário que, em 2020, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) registrou 95 defensivos de baixo risco, entre produtos biológicos, microbianos, semioquímicos, bioquímicos, extratos vegetais, reguladores de crescimento. Em relação ao ano anterior, o aumento é de 121% no número de registros. “O Brasil ainda não é protagonista no uso de bioinsumos no mundo, mas, com esse ritmo de crescimento em comparação ao mundo, a tendência é que alcancemos as primeiras posições num futuro próximo”, afirma o presidente do Conselho Estratégico do Programa Bioinsumos, Alessandro Cruvinel Fidelis.

Segundo ele, se a expectativa de crescimento se confirmar, até a safra de 2022, metade da área planta de soja no país terá recebido, ao menos, uma aplicação de bioinsumos. Para atender à crescente demanda por profissionais capacitados em boas práticas de produção de bioinsumos no país, o Mapa lançou, nesta quinta-feira (8), o primeiro curso sobre produção e controle de qualidade de bioinsumos.

Criado há pouco mais de um ano, o Programa Bioinsumos, no entanto, caracteriza essa tecnologia para muito além dos produtos aplicados na lavoura. O termo bioinsumos define ainda os processos e tecnologias – de origem vegetal, animal ou microbiana -, destinados ao uso nos diversos sistemas de produção agrícolas, pecuários, aquícolas e florestais. Além de estar presente também no armazenamento e beneficiamento dos alimentos.

Um exemplo é a utilização de cera de carnaúba em uma nanoemulsão para frutas e legumes, criando uma barreira contra perda de umidade, troca de gases e ação microbiana. O resultado é o aumento de cerca de 15 dias no tempo de prateleira dos produtos, evitando perdas e desperdícios de alimentos. A tecnologia foi desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Já na agropecuária, os bioinsumos podem ser encontrados em produtos veterinários como vacinas, medicamentos, antissépticos, fitoterápicos dentre outros destinados à prevenção, ao diagnóstico, à cura ou ao tratamento das doenças dos animais.

Aumento da produtividade e redução de custos

O agricultor Adriano Cruvinel começou a usar bioinsumos na produção da fazenda da família, localizada no município de Montividiu (GO), a partir de 2017. Primeiro foi realizada a remineralização do solo com pó de rocha, depois a definição de quais talhões receberiam aplicação do adubo potássio forte numa primeira dose. A experiência deu certo e foi comprovada “a olho nu” no campo nas safras seguintes de milho e soja da fazenda.

Nos últimos quatro anos, Adriano não utilizou fungicida e, para próxima safra, o teste será a retirada dos inseticidas para o controle de lagartas, mosca branca, percevejo. “Os bioinsumos permitem atuar diretamente na causa do problema e não apenas como paliativo. Na natureza há uma sinergia entre a biologia e a química do solo para criar processos de ecossistemas saudáveis. Assim, não estamos inventando a roda, apenas aperfeiçoando técnicas a partir do que a natureza nos mostra”, defende.

A produtividade média da fazenda cresceu 8,6% em relação aos anos anteriores. O custo da produção também teve redução, gerando, consequentemente, maior rentabilidade ao produtor.  Adriano compara dados das safras de 2014/2015 com os da 2019/2020. No primeiro momento, das 53 sacas de soja produzidas por hectare, cerca de 47 delas foram consumidas pelos custos da produção. Já no segundo cenário, a produtividade cresceu para 66 sacas por hectare enquanto os custos caíram para 21,6 sacas. “A partir do segundo ano de inserção dos bioinsumos houve uma grande diferença do custo de produção, com redução a cada safra e com perspectiva de diminuição ainda de cerca de 20, 25%”, prevê o produtor.

Adriano acredita que o uso de bioinsumos é um caminho sem volta. “Quando começamos, lá atrás, erámos seis produtores reunidos na associação. Hoje, acredito que, pelo menos, 50% ali de Montividiu já está produzindo bioinsumos ou comprando esse material de cooperativas da região ou de outras cidades de estados vizinhos”, disse ele ao avaliar o crescimento da tecnologia em seu município.
Política de estado e incentivo
O interesse e o número de ferramentas para implementar as boas práticas estão em constante aceleração. Isso demonstra credibilidade no Programa Nacional de Bioinsumos como estratégia do governo em institucionalizar a tecnologia e estimular o uso de bioinsumos.

Tanto que o Plano Safra 2021/2022 fortaleceu linhas de crédito para Inovagro, abrangendo o financiamento para a construção de biofábricas. Assim, os produtores poderão financiar recursos para a aquisição e construção de instalações para a implantação ou ampliação de unidades de produção de bioinsumos e biofertilizantes na propriedade rural, para uso próprio.

O projeto nacional de bioinsumos do Mapa também já se desdobrou em incentivo à criação de programas estaduais. O primeiro deles, foi aprovado em Goiás, onde está localizada a fazenda do Adriano. Os estados de Mato Grosso e o Distrito Federal também começaram a desenvolver seus programas.

Os dados e a replicação de iniciativas para a utilização de bioinsumos na produção nacional devem ser comemorados e traduzem um movimento de revolução na forma de se produzir os alimentos, enfatiza a ministra Tereza Cristina.  “Investir nos bioinsumos e pensar estrategicamente na agricultura de base biológica é a resposta que o nosso país dá ao mundo para continuar confirmando que nosso agro é sustentável e inovador”, pontua.

Por: Noticias Agrícola

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Agricultura

Acabar com a fome exige “mais comércio livre na agricultura”, diz ministra

 

Acabar com a fome exige “mais comércio livre na agricultura”, diz ministra Tereza Cristina Dias. REUTERS Amanda Perobelli

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse na Pré-Cúpula de Sistemas Alimentares, promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em Roma, que acabar com a fome “é um dos desafios mais urgentes de nossos tempos, juntamente com a erradicação da pobreza e o combate às mudanças climáticas”.

 A ministra participou nesta segunda-feira do painel “Alcançando Fome Zero: Nutritiva e Sustentavelmente”, que tratou de soluções para erradicação da fome no mundo. Tereza Cristina reforçou, em seu discurso, que o esforço para acabar com a fome exige “mais comércio livre na agricultura”, além de transferência de tecnologia e aumento da capacidade produtiva.

“Nos últimos 50 anos, o Brasil fez grandes avanços na alimentação de sua população. A ciência e a inovação modernizaram nossa agricultura. A oferta de alimentos aumentou, os preços baixaram”, disse Tereza Cristina. “No Brasil, a insegurança alimentar hoje está fortemente relacionada a acesso, e estamos trabalhando muito para superá-la.”

A ministra afirmou, ainda, que as políticas brasileiras de segurança alimentar combinam transferência de renda, apoio à produção sustentável e suprimento e acesso adequados a alimentos. “Neste empreendimento, qualidade, dados e monitoramento são essenciais”, afirmou. “Dessa forma, podemos direcionar as políticas de forma mais eficiente para aqueles que mais precisam.”

A representante afirmou que os programas de compras governamentais, incluindo os voltados para alimentação escolar, direcionam alimentos para grupos mais vulneráveis da sociedade e promovem hábitos alimentares saudáveis ao mesmo tempo em que proporcionam renda a agricultores familiares. “São políticas que podem ser facilmente replicadas em outros países e com impacto significativo.”

Está prevista também a presença da ministra no Primeiro Fórum de Ministras da Agricultura das Américas, evento organizado pelo Instituto Interamericano para Cooperação para a Agricultura.

Por: Brasil Agro

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Agronegócio

Ministério premia empresas do agronegócio por boas práticas

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento premiou hoje (5) por boas práticas de integridade 19 empresas do agronegócio brasileiro. O Selo Mais Integridade tem por objetivo reconhecer empresas e cooperativas que adotam ações de responsabilidade social, sustentabilidade e ética.

Ao oferecer a premiação, a pasta busca valorizar ações que demonstram o comprometimento com iniciativas que visem inibir fraudes, suborno e corrupção. “A pauta de ética integridade e transparência está inserida como ponto fundamental do plano estratégico do Mapa”, disse a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, durante o evento de entrega do selo.

“Acreditamos cada vez mais que iniciativas como essas do nosso selo de integridade podem ser um escudo na alavancagem de lucros, sendo um diferencial importante no novo modelo do agronegócio limpo e sustentável que estamos apresentando ao mundo”, acrescentou ela após antecipar que a partir da próxima edição do prêmio serão contempladas também empresas e cooperativas do setor pesqueiro.

“Para receber o selo, a empresa ou cooperativa precisa comprovar que adota um programa de compliance, código de ética e conduta, canais de denúncia efetivos, ações com foco na responsabilidade social e ambiental e promover treinamentos para melhoria da cultura organizacional”, informou o ministério.

Além disso, é necessário que a empresa ou cooperativa esteja em dia com as obrigações trabalhistas, o que implica em não ter multas relacionadas a esse tema nos últimos dois anos, não ter casos de adulteração ou falsificação de processos e produtos fiscalizados pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, além de ter “ações de boas práticas agrícolas enquadradas nas metas de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas e não ter cometido crimes ambientais nos últimos 24 meses”.

Fonte: Agência Brasil

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Agronegócio

Tereza Cristina: transformação digital deve inserir agronegócio

A ministra participou de painel no Fórum Econômico de Davos.

Ministra da Agricultura Tereza Cristina participa do Fórum Econômico Mundial
© Guilherme Martimon/Mapa

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse hoje (27) que o agronegócio deve estar inserido no contexto de rápida transformação digital. A afirmação foi feita durante um painel virtual do Fórum Econômico Mundial de Davos para tratar da inovação para transformar sistemas alimentares por meio da tecnologia.

Durante a sua participação, a ministra afirmou que a próxima década será marcada por “convergência digital e biológica”, principalmente, na agropecuária e citou como exemplo as tecnologias de edição genômica, técnica que permite fazer alterações no DNA de plantas e microrganismos para acelerar o melhoramento genético.

Ministra da Agricultura Tereza Cristina participa do Fórum Econômico Mundial
Ministra da Agricultura Tereza Cristina participa do Fórum Econômico Mundial – Guilherme Martimon/Mapa

“A Inovação é imprescindível para adequar a agropecuária à realidade global e é o único vetor capaz de conciliar segurança alimentar e preservação ambiental”, disse a ministra.

Tereza Cristina disse que a atuação do agronegócio brasileiro tem diretrizes claras, com cinco eixos: sustentabilidade, inovação aberta, biotecnologia, agregação de valor e agricultura digital. A ministra destacou que um dos desafios do setor é expandir a conectividade no espaço rural brasileiro, com foco principalmente nos cerca de 4,5 milhões de pequenos produtores.

“Essa integração é que fará com que os jovens fiquem no campo, possam trabalhar, manter as suas famílias e não deixar a população tão envelhecida, que temos hoje, no meio rural e também ajudar e muito as mulheres que trabalham no campo” disse a ministra.

Na avaliação da ministra, o Brasil tem um setor do agronegócio “vibrante” com cerca de duas mil startups voltadas para o agronegócio. Ela destacou ainda que o país tem ampliado os investimentos nesta frente ao longo dos últimos anos.

“Os investimentos passaram de US$ 4 milhões em 2013 para mais de R$ 200 milhões em 2019. Temos mais de duas mil agritechs trabalhando em diversas áreas, como rastreabilidade, e diversas tecnologias para entregar produtos mais sustentáveis e seguros”, disse.

Edição: Aline Leal

Fonte: Agencia Brasil

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Agricultura

Insumos para vacinas: por que a ministra da Agricultura participou de reunião com a China?

Tereza Cristina é uma figura bem quista pelos chineses. Sob seu comando, o Ministério da Agricultura ampliou o mercado para o agro brasileiro.

Tereza Cristina acordo mercosul ue
Ministra Tereza Cristina. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério da Agricultura, sob o comando da ministra Tereza Cristina, fez grandes avanços nos últimos dois anos. O trabalho da pasta na abertura de novos mercados e estreitamento de laços com parceiros comerciais importantes, como a China, rendeu diversos elogios a Tereza Cristina.

Desde fevereiro de 2020, o ministério mantém um grupo de trabalho chamado de “Núcleo China”. Coordenado pela assessora especial do ministério Larissa Wachholz, o grupo conta com profissionais brasileiros e chineses empenhados em aperfeiçoar e construir parcerias com o atual maior comprador de produtos agropecuários do Brasil.

Graças a esse trabalho desenvolvido, o ministério possui contatos e conexões fortes com membros do país asiático. Agora, o governo brasileiro pode ter se utilizado desta figura bem quista pelos chineses para tentar resolver o impasse envolvendo o fornecimento de insumos para a fabricação de vacinas contra a Covid-19 no Brasil.

Junto aos ministros da Saúde, Eduardo Pazuello, e das Comunicações, Fábio Faria, a ministra da Agricultura participou de uma reunião com o embaixador do país asiático no Brasil, Yang Wanming, nesta quarta-feira, 20, por meio de videoconferência.

O ingrediente farmacêutico ativo (IFA), usado para a produção do imunizante da AstraZeneca, é fornecido pela China e, no momento, está retido em uma empresa do país asiático. Sem o produto, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que fabricará as vacinas no Brasil, teve que adiar para março a entrega das primeiras doses, que estavam previstas para o mês que vem.

Problema semelhante vem sendo enfrentado pelo Instituto Butantan, que produz a vacina CoronaVac e também depende da importação do IFA da China.

Em nota, a Secretaria Especial de Comunicação, vinculada ao Ministério das Comunicações, informou que o governo brasileiro vem mantendo negociações com o governo chinês para solucionar o impasse.

“O governo federal vem tratando com seriedade todas as questões referentes ao fornecimento de insumos farmacêuticos para produção de vacinas (IFA). O Ministério das Relações Exteriores, por meio da embaixada do Brasil em Pequim, tem mantido negociações com o Governo da China. Outros ministros do governo federal têm conversado com o embaixador Yang Wanming. No dia de hoje, foi realizada com o embaixador, uma conferência telefônica com participação dos ministros da Saúde, da Agricultura e das Comunicações. Ressalta-se que o Governo Federal é o único interlocutor oficial com o governo chinês”.

A Embaixada da China no Brasil também comentou, em postagem nas redes sociais, a reunião do embaixador com os ministros brasileiros. “Conversaram sobre a cooperação antiepidêmica e de vacinas entre os dois países. A China continuará unida ao Brasil no combate à pandemia para superar em conjunto os desafios colocados pela pandemia.”

No entanto, uma fonte do Ministério da Agricultura brasileiro ouvida pelo Canal Rural relativizou a participação de Tereza Cristina nessas negociações. Segundo essa fonte, o ministro Pazuello é quem estaria encabeçando o processo, enquanto que outros membros do governo estariam apenas “ajudando” na questão.

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Soja

Brasil precisa diversificar exportações de soja para além da China

Brasil tem que buscar novos mercados e diversificar suas vendas externas de soja, hoje muito concentradas na China, defendeu nesta sexta-feira a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, durante entrevista transmitida online.

“No caso da soja, hoje a gente exporta 80% para a China. Nós precisamos diversificar isso mais, então nós estamos aí conversando com muitos países”, afirmou.

“A soja brasileira é muito boa, porque ela tem mais óleo que a soja produzida em países temperados, então ela é mais produtiva, rende mais. Temos aí grandes oportunidades”, acrescentou a ministra, sem dar mais detalhes.

Os comentários vieram enquanto a ministra destacava esforços para abrir novos mercados para os produtos agrícolas do Brasil em geral.

“Estamos abrindo novos mercados, em países que nunca tínhamos exportado e também produtos que a gente nunca tinha exportado”, disse.

Fonte: Brasil agro

 

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Agronotícias

Plano Safra será anunciado no dia 17 de junho, diz ministra da Agricultura

Foto: Divulgação

Segundo Tereza Cristina, a prioridade no crédito agropecuário para a temporada 2020/21 será, novamente, os pequenos e médios produtores

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, anunciou que o Plano Safra 2020/21 será divulgado no dia 17 de junho. “Está marcado”, garantiu ela, em “live” promovida na tarde da última sexta-feira pela MZR Consultoria. Ela ressaltou, porém, que ainda não tem a taxa de juros fechada para o próximo ciclo agrícola, que tem início em 1º de julho. “Mesmo se tivesse estaria impedida de dizer”, enfatizou.

Segundo Tereza Cristina, a prioridade no crédito agropecuário para a temporada 2020/21 será, novamente, os pequenos e médios produtores. “Temos de viabilizar os pequenos produtores, para que eles entrem cada vez mais no sistema de produção de alto nível e tenham mais renda”, justificou, acrescentando que desde o ano passado a política agrícola no Plano Safra beneficiou pequenos e médios produtores. “O grande produtor dispõe de outras formas de financiamento; eles podem buscar recursos no mercado”.

Ela citou a mais recente ferramenta de captação de recursos para o setor agropecuário, principalmente para grandes produtores, embutida na Lei 13.986, de 7 de abril de 2020 – a antiga MP do Agro, que trouxe várias mudanças no sistema privado de financiamento do agronegócio.

De todo modo, para o ano-safra que se inicia em 1º de julho, Tereza Cristina mostrou preocupação em garantir recursos para linhas de investimento, sobretudo Inovagro, Moderagro, PCA e Moderfrota. No caso do PCA, por exemplo, linha destinada à armazenagem, a ministra disse não ter “nada contra” cooperativas e cerealistas, mas reforçou que o produtor “tem de ter armazém na propriedade”. “Ele precisa de um silo-pulmão na fazenda”, disse.

A ministra citou, além disso, o setor de avicultura, que tem ampliado fortemente as vendas externas e demanda grandes investimentos em segurança alimentar. “O setor avícola precisa de muito capital. Cada vez mais se exige em termos de biossegurança na área de sanidade nesses aviários; cada vez mais eles precisam se modernizar e precisam atender a mais exigências sanitárias, tanto aqui quanto lá de fora.”

Mesmo demonstrando preocupação com essas linhas de investimento e às portas do anúncio do Plano Safra 2020/21, a ministra reconheceu que ele ainda não é o que ela gostaria. “Poderia ser um pouco mais (de recursos)”, disse. “Mas o plano que vamos aprovar vai deixar a agricultura com essa possibilidade, de ter crédito e produzir mais.”

Fonte: Estadão Conteúdos