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Fatos e Acontecimentos

Programa Inova Pará vai fortalecer as cadeias produtivas – Agência Pará

Foto: Ascom Sectet

O Programa Inova Pará, coordenado pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Técnica e Tecnológica (Sectet), foi aprovado por unanimidade na quarta-feira (15), na primeira reunião do ano do Conselho Estadual de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Consectet), que presta assessoramento superior à (Sectet). O Conselho é formado por representantes de secretarias estaduais, universidades, instituições de pesquisa e outros órgãos afins.

O “Inova Pará” conta com a parceria dos órgãos governamentais que compõem o Sistema Estadual de Inovação: Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará (Fapespa), Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Pará (Prodepa) e Universidade do Estado do Pará (Uepa).

Na reunião, o titular da Sectet, Alex Fiúza de Mello, explicou os motivos que levaram o órgão a somar esforços para a implantação do programa no Pará. Ele ressaltou que a Sectet, durante reuniões, cursos e audiências públicas, observou que muitas pesquisas sobre arranjos produtivos locais (APLs), realizadas em determinados municípios por várias instituições eram coincidentes, porém trabalhavam paralelamente sem comunicação entre elas e seus potenciais beneficiários. Por isso, o programa objetiva promover a conexão entre os envolvidos no processo, e assim gerar desenvolvimento.

Sistema Regional – O “Inova Pará” incentiva a criação e o fortalecimento de ambientes de inovação nas Regiões de Integração do Estado, a partir de um conceito de Sistema Regional de Inovação, em espaços privilegiados, convencionais e não-convencionais, destinados a dar suporte científico-tecnológico necessário às cadeias produtivas consideradas estratégicas no Plano de Governo “Pará 2030”. O desafio é transformar empresários, pesquisadores e outros profissionais em empreendedores inovadores, para que trabalhem conjuntamente e em sinergia, gerando um potencial competitivo.

A secretária adjunta da Sectet, Maria Amélia Enríquez, ressaltou que programa envolve cinco etapas já definidas: Identificação de demandas; Concepção; Implantação; Gestão dos Sistemas Regionais de Inovação e Acompanhamento e Avaliação de Resultados.

Na primeira etapa haverá debates qualificados com agentes dos setores produtivos locais, governo e instituições de ciência e tecnologia. Em seguida, será feita a avaliação, em cada Região de Integração, da estrutura necessária para implantação do Sistema de Inovação adequado à realidade local.

No terceiro momento serão elaborados os editais seletivos e as chamadas públicas, e celebrados os convênios para efetiva implantação dos ambientes de inovação. Na quarta etapa está prevista a qualificação profissional, inclusive de gestores, por meio de intenso programa de treinamentos. Por fim, serão realizadas visitas periódicas a cada Sistema, e será estabelecida uma relação permanente com empresas parceiras para avaliação dos impactos das atividades inovadoras desenvolvidas em sua área de atuação.

A secretária adjunta destacou, ainda, cinco potenciais Sistemas Regionais de Inovação: o Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá, já existente; a Incubadora de Empresas do Xingu; o Polo Avançado de Pesca e Aquicultura de Bragança; e o PCT Tapajós, no oeste paraense.

Após a detalhada explanação, os membros do Conselho aprovaram, por unanimidade, o “Inova Pará”. Raimunda Monteiro, reitora da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), sediada em Santarém, parabenizou a iniciativa, ressaltando a importância de otimizar o investimento. “Um ponto que acho positivo é a precisão dos investimentos nos gargalos, nas partes mais frágeis”, ressaltou a reitora, que considera um “ponto ótimo” a exploração dos Parques de Ciência e Tecnologia e o uso de metodologias que privilegiam as demandas regionais.

Editais Ainda na reunião, o diretor-presidente da Fapespa, Eduardo Costa, lançou os três primeiros editais da Fundação para este ano, que envolvem bolsas de iniciação científica, de mestrado e doutorado. Eduardo Costa aproveitou para mostrar o trabalho do órgão nos últimos anos, destacando que, em 2016, a Fapespa investiu quase R$ 19 milhões em bolsas de pesquisa e, para 2017, já estão previstos R$ 20 milhões.

Também foram discutidas na reunião do Conselho a aprovação da Resolução do Plano Diretor da Sectet 2015-2019 e a apresentação do Programa Inovatec Pará (Programa de Inovação Tecnológica para fomento de start ups (empresas em fase de desenvolvimento e pesquisa de mercado).

Além de gestores da Sectet, Fapespa e Ufopa, participaram da reunião representantes das secretarias de Estado de Turismo (Setur) e de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme); do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG); da Universidade Federal do Pará (UFPA); Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra); do Centro de Ensino Superior do Pará (Cesupa); Instituto Evandro Chagas; Instituto Tecnológico Vale; Banco da Amazônia; da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); da Federação do Comércio (Fecomércio); Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa) e do Parque de Ciência e Tecnologia Guamá (PCT Guamá).

Por Fernanda Graim

Fonte: Agência Pará

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Agronotícias

Pará bate recorde na produção de cacau em 2016 – Agência Pará

Mendes informou que a atividade cacaueira no Pará gerou neste ano, uma receita de R$ 888 milhões e uma safra de 118,4 mil toneladas de cacau, passando à frente do maior produtor brasileiro, a Bahia, que sofreu queda na produção por causa da seca no estado. “A nossa produtividade também é a maior do mundo, 948 quilos/ha, com 170 mil hectares plantados, gerando 283 mil empregos, 57 mil deles diretos”, enfatizou o pesquisador da Ceplac.

A reunião do Funcacau, presidida pelo titular da Sedap, Hildegardo Nunes, discutiu as ações prioritárias a serem implementadas em 2017 no setor. Em razão do crescimento da produção é necessário investir na infraestrutura laboratorial, pondo em funcionamento a biofábrica de cacau, já montada em Medicilândia, na região da Transamazônica, para produção de mudas enraizadas.

Para formar demanda à biofábrica e viabilizar o projeto serão incluídos o açaí e a mandioca. Uma parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA) vai viabilizar o Laboratório de Análise Sensorial para classificação das amêndoas de cacau que hoje é feita em Itabuna, na Bahia. Está previsto também o processo de certificação de indicação geográfica para o cacau de várzea e orgânico.

Será intensificado o treinamento nas unidades de processamento artesanal de chocolates de origem, incluindo as bombonzeiras. A transferência de conhecimento e difusão de tecnologia serão feitas por meio de clínicas tecnológicas e oficinas para produção de cacau orgânico e técnicas de irrigação. Na área de Defesa Sanitária, estão previstos a capacitação de técnicos ao Plano de Contingência da Monilíase para impedir a contaminação dos plantios no Pará, além do reforço no combate à Vassoura de Bruxa.  

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), Carlos Xavier, propôs a implantação de 250 pequenas unidades processadoras de chocolate, com recursos do Funcacau, Conselho do Agronegócio (Consagro) e do Fundo de Aval da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa). Por sugestão do secretário Hildegardo Nunes, a proposta será discutida na próxima reunião do Funcacau, marcada para o dia 17 de janeiro, juntamente com o projeto que prevê a assistência técnica e extensão rural para sustentabilidade das unidades de produção familiar na cadeia produtiva do cacau, já que os assuntos estão coligados.

Por Leni Sampaio

Fonte: Agência Pará

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Sustentabilidade

Mesa redonda debate a produção sustentável de alimentos no Pará – Agência Pará

77541_244495Nesta quarta-feira, 19, das 15h às 18h, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Técnica e Tecnológica (Sectet) realizará a mesa redonda “Ciência, Tecnologia e Inovação alimentando o mundo de forma sustentável”. O evento faz parte da programação da VII Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, promovida pela Sectet, de 17 a 19 de outubro, no Centur, em alusão à Semana Nacional de CT&I.

O principal objetivo da Mesa é melhor compreender como a ciência, a tecnologia e a inovação podem contribuir para ampliar a produção sustentável de alimentos no estado do Pará, a partir do conhecimento científico e do desenvolvimento de práticas inovadoras. Objetiva-se, também, estimular a troca de experiências e promover a cooperação entre as instituições participantes.

A dinâmica do evento será composta por relatos de casos de sucesso, com duração de 15 minutos cada, demonstrando de que forma os gargalos tecnológicos estão sendo superados regionalmente, no que diz respeito ao manejo, produção e comercialização dos alimentos. “Pretendemos, também, discutir as principais demandas de ciência e tecnologia das cadeias produtivas do setor de alimentos consideradas estratégicas para o desenvolvimento do Estado do Pará, de acordo com o Programa Pará-2030”, destaca a secretária adjunta da Sectet, Maria Amélia Enriquez, que atuará como mediadora da mesa.

A mesa será composta por representantes de diversas instituições ligadas ao setor de alimentos e que utilizam de forma sustentável os recursos naturais do Pará. Entre os convidados estão a diretora-executiva do Instituto Paulo Martins, Joanna Martins, que falará da produção sustentável da mandioca e derivados; o professor Dionísio Silva, da UFPA de Bragança, que falará sobre a pesca e aquicultura; a Coordenadora de Produção Animal da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Edith Mello, que falará sobre experiências ligadas ao queijo do Marajó; e outros especialistas ligados a diversos setores estratégicos, como o cultivo e beneficiamento do cacau, da castanha, do açaí.

As inscrições podem ser feitas no local do evento, com até quinze minutos de antecedência. Os participantes terão direito à certificado. Mais informações, pelo site: www.semanact.pa.gov.br. 

Serviço:

Mesa redonda “Ciência, Tecnologia e Inovação alimentando o mundo de forma sustentável”
Local: Centur (Primeiro andar) – Na VII Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação
Data: 19/10/2016
Horário: Das 15h às 18h

Por Ana Carolina Pimenta

Fonte: Agência Pará

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Agronotícias

Pesquisadores anunciam primeiro “Búfalo de proveta” do Norte do Brasil – UFRA

Pesquisadores da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e da Universidade Federal do Pará (UFPA) alcançaram um resultado inédito na região Norte do Brasil: a gestação das duas primeiras fêmeas de búfalo por meio da técnica da Fertilização In Vitro (FIV). O resultado chega após cerca de dois anos e meio de estudos com FIV em bubalinos, iniciados em 2014 através de uma parceria entre as duas instituições, além da empresa de agronegócios Bubras.

2016 08 17 PHOTO 00000054Ambas as búfalas atualmente estão com aproximadamente 50 dias de prenhez e se encontram na Fazenda Conquista, de propriedade da Bubras, no município de Bujaru (PA). As gestações foram diagnosticadas por meio de ultrassonografia aos 34 dias. Uma gestação em bubalinos dura aproximadamente 10 meses. Segundo o Professor Sebastião Rolim, um dos médicos veterinários que coordenam as pesquisas pela UFRA, é possível que outras vacas também estejam prenhas: “existem mais fêmeas implantadas com embrião que ainda não foram diagnosticadas”.

Diferente da inseminação artificial – método com o qual a UFRA trabalha desde a década de 1970, em bubalinos -, a Fertilização In Vitro consiste em realizar a fecundação fora do organismo do animal, em laboratório – o popular “búfalo de proveta”. Enquanto a inseminação permite a difusão de sêmens de búfalos reprodutores com alto valor genético, a FIV permite difundir mais aceleradamente o material genético de fêmeas comprovadamente melhoradas. “Isso traz a possibilidade de reproduzir de forma mais rápida animais de genética superior, possibilitando aos produtores da região melhorarem seus rebanhos, aumentando a produção de leite e de carne e promovendo o desenvolvimento da bubalinocultura e da região”, afirma o pesquisador. O processo conta com as etapas de aspiração folicular, produção do embrião em laboratório, sincronização das vacas receptoras, inovulação e diagnóstico da gestação.
Imagem FIV1 copy

“Esse feito é extremamente importante porque abre as portas para novas tecnologias como clonagem, transgênicos, estudos na área da genômica, entre outros. Além de ser um estudo pioneiro na região, resultado de mais de mais de 30 anos de dedicação de diversos pesquisadores nas pesquisas com reprodução de bubalinos”, diz o professor Sebastião Rolim.

A pesquisa é desenvolvida no setor de Reprodução Animal do Instituto da Saúde e Produção Animal (ISPA) da UFRA, no Laboratório de Produção In Vitro da UFPA e na propriedade da Bubras em Bujaru, que conta com um laboratório de Produção In Vitro, currais e alojamentos para professores e estudantes. Atualmente, o projeto mantém uma produção semanal de seis embriões bubalinos.

2016 08 17 PHOTO 00000055Segundo o Dr. Sebastião Rolim, a expectativa é de que em breve a produção excedente de embriões passe a ser comercializada dentro e fora do país para pequenos, médios e grandes produtores. Os próximos passos serão o armazenamento do excedente de embriões através de vitrificação, o aumento na taxa de prenhez, o aumento da quantidade de oócitos e a melhoria dos meios de cultivo.

Sobre a equipe – Além do Professor Sebastião Rolim, estão à frente do projeto os professores Haroldo Ribeiro (UFRA) e Otávio Ohashi (UFPA) e o Dr. Henry Manrique (Bubras). A equipe também é composta por médicos veterinários residentes da UFRA, mestrandos, doutorandos e bolsistas Pibic de ambas as universidades, veterinários da Bubras, vaqueiros e proprietários da fazenda.

A região Norte é considerada a maior produtora de búfalos do Brasil, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Só o Pará representa 39% desse total, com cerca de 460 mil búfalos, a maioria concentrada no arquipélago do Marajó.

Por Jussara Kishi

Fonte: UFRA

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Agricultura

Projeto Nascente capacita internos em produção agrícola

Os internos da Colônia Penal Agrícola de Santa Izabel têm a oportunidade de aprender um novo ofício, como a agricultura familiar, por meio do projeto Nascente – Polo Agroindustrial. Atualmente, 210 internos participam da iniciativa, que dispõe de uma equipe formada por doze técnicos e auxiliares agrícolas, responsável pela capacitação e acompanhamento dos participantes em cada uma das atividades executadas.

210149_rntrO projeto desenvolve atividades nas modalidades de palmípedes (criação de patos), suinocultura (criação de porcos), compostagem (produção de adubo orgânico), meliponicultura (criação de abelhas sem ferrão), olericultura (hortaliças), tubérculos, fruticultura e plantas tropicais.

A iniciativa é resultado de parceria entre a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe), programa Articulação e Cidadania, da Casa Civil da Governadoria, secretarias de Estado de Meio Ambiente (Sema), Agricultura (Sagri) e Pesca e Aquicultura (Sepaq), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), Agência de Defesa Agropecuária (Adepará), Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa), Instituto de Terras do Pará (Iterpa), Universidade Federal do Pará (UFPA) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

“O projeto Nascente é uma ação de Estado. Estamos investindo na capacitação profissional desses detentos, visando o mercado de trabalho e oportunidades para os egressos que cumpriram suas penas”, explica a gerente da Divisão de Trabalho e Produção da Susipe, Márcia Gaspar. O projeto começou em agosto de 2012, como parte da reestruturação da colônia, que incluiu outras ações, como a inauguração de novos alojamentos para os detentos e a criação de um centro de ensino.

Segundo a técnica agrícola e coordenadora de Produção da colônia, Shirley Lopes, a capacitação recebida pelos internos também contribui para uma perspectiva de vida após o cárcere. “Tudo o que eles aprendem no projeto pode ser desenvolvido fora da unidade prisional, o que lhes proporciona uma forma de iniciar o próprio negócio e gerar renda. Além disso, a participação é um dos requisitos para que o interno possa trabalhar em projetos com outras instituições que têm convênio com a Susipe, como a Prefeitura de Santa Izabel e o Instituto Federal do Pará (IFPA) “, diz.

Oportunidade – Márcio Barbosa está há três meses na Colônia Agrícola de Santa Izabel e trabalha no cultivo de acerola. Antes de ser preso, ele trabalhava como mecânico de motos. O detento aprendeu sobre o plantio na própria unidade prisional, com os técnicos agrícolas do projeto Nascente. Para ele, a fruticultura é uma oportunidade de um novo ofício.

“O projeto me ensinou muita coisa interessante no cultivo de frutos. No futuro, pretendo retomar minha profissão como mecânico, mas vou desenvolver uma plantação de acerola no quintal de casa e repassar o conhecimento que aprendi para meus familiares e ter uma forma extra de renda”, diz.

Todos os detentos participantes do projeto Nascente passaram por seleção psicossocial. Eles são remunerados com 3/4 do salário mínimo, como prevê a Lei de Execução Penal, e recebem o benefício da remição de pena, que consiste na redução de um dia a cumprir no cárcere para cada três dias trabalhados.

Francisco Soares trabalhava como agricultor antes de ser preso. Há dois meses trabalhando na horta da colônia agrícola, ele aprendeu as técnicas para plantio de novos gêneros, como alface e pepino, e já pensa no futuro. “Gosto de trabalhar aqui. Além de remir minha pena, tenho a oportunidade de aprender coisas novas e já posso pensar em uma perspectiva de vida quando sair. Quero voltar à minha antiga profissão, e o que aprendi aqui vai ser muito útil para me atualizar e trabalhar por conta própria”, afirma.

Produção – Segundo dados do setor de produção da colônia agrícola, no mês de agosto foram plantadas mais de três mil novas mudas, de frutas, hortaliças, tubérculos e plantas tropicais. Também em agosto, a colônia agrícola já contava em suas criações de animais com 412 patos e 148 porcos. Em outubro, serão feitas também as colheitas de coentro, feijão de metro, quiabo, maxixe, pimentão e chicória. A meliponicultura está em fase de multiplicação das colônias de abelhas, com previsão de dar início à produção de mel em grande escala para até novembro deste ano.

Em julho deste ano, o projeto Nascente recebeu um novo trator para dar celeridade à produção. O implemento agrícola foi adquirido por meio da cooperação firmada entre a Susipe e a Sagri. Segundo Shirley Lopes, a parceria também rendeu a aquisição de uma máquina de beneficiamento de grãos e equipamentos para o cultivo da mandioca e posterior produção de farinha. A colheita de grãos e da mandioca está prevista para o início de 2014.

As produções de fruticultura, tubérculos e hortaliças são encaminhadas para a empresa terceirizada que fornece alimentação para as unidades prisionais dos polos penitenciários de Santa Izabel e Marituba. O excedente da produção é doado para instituições de caridade. As plantas tropicais são encaminhadas para a ornamentação de eventos oficiais organizados pela Casa Civil da Governadoria do Estado.

“Estamos investindo para que o projeto se torne completamente autossustentável. Por enquanto, a produção das hortaliças é destinada quase que exclusivamente à alimentação dos próprios internos, mas também fazemos doações à comunidades carentes do município, além de também alimentar os animais. É um excelente exemplo de projeto autossustentável. Investimos na capacitação do interno e damos uma ocupação para que ele preencha de forma útil o tempo que passa na prisão”, conclui o superintende da Susipe, André Cunha.

Fonte: Agência Pará